Cinquenta tons mais escuros [em Portugues]
- Автор: Джеймс Эрика Леонард
- Серия: Cinquenta Sombras #2
- Язык: португальский
- Жанр: Романы для взрослых
Электронная книга - «Cinquenta tons mais escuros [em Portugues]». Краткое содержание книги:
Franzo a testa. E ele, não pretende dormir também? Será que ele quer dormir sozinho?
Fico aliviada quando ele me leva para seu quarto. Coloco minha carteira sobre a cômoda e a esvazio. Dou uma olhada no bilhete de Mrs. Robinson.
— Aqui — entrego-o a Christian. — Não sei se você quer ler isso. Eu prefiro ignorar.
Christian dá uma olhada rápida e contrai a mandíbula.
— Não sei bem que dúvidas ela poderia esclarecer — diz com desdém. — Preciso falar com Taylor. — Ele olha para mim. — Deixe-me abrir seu vestido.
— Você vai dar queixa do carro para a polícia? — pergunto, virando-me de costas.
Ele afasta meu cabelo e abre o zíper, os dedos roçando de leve em minhas costas nuas.
— Não. Não quero envolver a polícia. Leila precisa de ajuda, não de intervenção policial, e não quero a polícia aqui. Só precisamos redobrar nossos esforços para encontrá-la. — Ele se inclina e beija meu ombro com carinho. — Vá para a cama — ordena ele, deixando o quarto.
* * *
EU ME DEITO, olhando para o teto, esperando que ele volte. Aconteceu tanta coisa hoje, há tanto para assimilar. Por onde começar?
Acordo num sobressalto, desorientada. Estava dormindo? Piscando por causa da luz tênue vinda do corredor, que invade o quarto pela porta entreaberta, percebo que Christian não está comigo. Onde ele está? Ergo os olhos. Há uma sombra de pé na beira da cama. Uma mulher, talvez? Vestida de preto? É difícil dizer.
No meu estado confuso, estico-me e acendo a luz da cabeceira. Volto a olhar, mas não há ninguém ali. Balanço a cabeça. Será que foi só minha imaginação? Um sonho?
Sento-me e passo os olhos pelo quarto, um mal-estar indistinto e insidioso tomando conta de mim, mas estou realmente sozinha.
Esfrego o rosto. Que horas são? Onde está Christian? O despertador marca duas e quinze da manhã.
Saio da cama meio tonta e começo a procurá-lo, desconcertada por minha imaginação fértil. Dei para ver coisas agora. Deve ser uma reação aos eventos dramáticos da noite.
A sala está vazia, exceto pela luz que emana dos três lustres sobre o balcão de café da manhã. Mas a porta do escritório de Christian está entreaberta, e eu o ouço ao telefone.
— Não sei por que você está me ligando a esta hora. Não tenho nada a dizer para você... bem, pode me contar agora. Não precisa deixar recado.
Fico imóvel junto à porta, sentindo-me culpada por estar escutando. Com quem ele está falando?
— Não, escute você. Eu já pedi, agora estou mandando. Deixe-a em paz. Ela não tem nada a ver com você. Entendeu?
Ele soa agressivo e irritado. Hesito em bater.
— Eu sei que você se preocupa. Mas estou falando sério, Elena. Deixe-a em paz, merda. Preciso dizer uma terceira vez? Você está me ouvindo?... Ótimo. Boa noite. — Ele bate o telefone na mesa.
Merda. Bato de leve na porta.
— O que foi? — rosna Christian, e a minha vontade é de correr e me esconder.
Ele está sentado atrás da mesa, a cabeça entre as mãos. Ergue o olhar, com uma expressão feroz no rosto que se suaviza logo que me vê. Seus olhos estão arregalados e cautelosos. De repente, ele parece muito cansado, e meu coração se comprime.
Ele pisca, descendo o olhar ao longo de minhas pernas e voltando até meu rosto. Estou usando uma de suas camisetas.
— Você só devia usar cetim ou seda, Anastasia. — Ele solta um suspiro. — Mas até com minha camiseta fica linda.
Ah, um elogio inesperado.
— Senti sua falta. Venha para a cama.
Ele levanta lentamente da cadeira, ainda está com a camisa branca e a calça preta do smoking. Mas agora seus olhos estão brilhando, cheios de promessas... ainda que haja também um resquício de tristeza. Ele está diante de mim, encarando-me atentamente sem me tocar.
— Você sabe o que significa para mim? — murmura ele. — Se alguma coisa acontecesse com você por minha causa... — Sua voz diminui, e sua testa se franze, a dor que perpassa seu rosto é quase palpável. Ele parece tão vulnerável, seu medo tão aparente.
— Nada vai acontecer comigo. — Eu o tranquilizo, mantendo a voz calma. Acaricio seu rosto, correndo os dedos pela barba. É inesperadamente macia. — Sua barba cresce muito rápido — sussurro, incapaz de esconder em minha voz a admiração que sinto por este belo e complicado homem que está diante de mim.
Traço a linha de seu lábio inferior, em seguida, corro os dedos até a base do pescoço, para a mancha leve de batom que começa a desaparecer. Ele me olha, ainda sem me tocar, e entreabre os lábios. Corro o indicador ao longo da linha, e ele fecha os olhos. Sua respiração suave se acelera. Meus dedos encostam em sua camisa, e desço a mão para abrir o próximo botão ainda fechado.
— Não vou tocar em você. Só quero abrir sua camisa — sussurro.
Ele arregala os olhos e me encara assustado. Mas não se move nem me interrompe. Muito lentamente, abro o botão, mantendo o tecido longe de sua pele, e desço a mão com cuidado até o próximo botão, repetindo o processo devagar, concentrando-me no que estou fazendo.
Não quero tocá-lo. Bem, quero tocá-lo... mas não vou fazer isso. No quarto botão, a linha vermelha reaparece, e eu sorrio timidamente para ele.
— De volta a território seguro. — Corro os dedos ao longo da linha antes de abrir o último botão. Abro sua camisa e passo para os punhos, tirando as abotoaduras pretas de pedra polida, uma de cada vez. — Posso tirar sua camisa? — pergunto, em voz baixa.
Ele faz que sim com a cabeça, os olhos ainda arregalados, enquanto desço a camisa por seus ombros. Ele solta as mãos e então está parado à minha frente, nu da cintura para cima. Sem a camisa, parece recuperar o equilíbrio. Sorri para mim.
— E minha calça, Srta. Steele? — pergunta, levantando uma sobrancelha.
— No quarto. Quero você na sua cama.
— Quer, é? Srta. Steele, você é insaciável.
— Não imagino por quê. — Seguro a mão de Christian, puxo-o para fora do escritório e o levo até o quarto. Está frio dentro do cômodo.
— Você abriu a porta da varanda? — pergunta ele, franzindo a testa para mim ao entrar.
— Não. — Não me lembro de ter feito isso. Lembro-me de ter dado uma olhada ao redor do quarto ao acordar. Definitivamente, a porta estava fechada.
Merda... Todo o sangue foge do meu rosto, e encaro Christian, boquiaberta.
— O que foi? — pergunta ele, olhando para mim.
— Quando acordei... tinha alguém aqui — sussurro. — Pensei que eu estivesse imaginando coisas.
— O quê? — Ele me olha horrorizado, corre para a porta da varanda e dá uma olhada para fora, em seguida entra de novo no quarto e tranca a porta atrás de si. — Tem certeza? Quem? — pergunta, a voz firme.
— Uma mulher, acho. Estava escuro. Eu tinha acabado de acordar.
— Vista-se — rosna ele para mim. — Agora!
— Minhas roupas estão lá em cima — choramingo.
Ele abre uma das gavetas da cômoda e puxa uma calça de moletom.
— Coloque isto.
A calça é grande demais, mas é melhor não discutir com ele agora.
Ele pega uma camiseta e a veste depressa. Agarrando o telefone na mesinha de cabeceira, aperta dois botões.
— Ela ainda está aqui, porra — sussurra ao telefone.
Aproximadamente três segundos depois, Taylor e um dos seguranças adentram o quarto. Christian faz um resumo detalhado do que aconteceu.
— Faz quanto tempo? — pergunta Taylor, encarando-me de forma profissional. Ainda está de paletó. Será que esse homem nunca dorme?
— Cerca de dez minutos — murmuro, sentindo-me culpada por algum motivo.
— Ela conhece o apartamento como a palma da mão — diz Christian. — Vou sair com Anastasia. Ela está escondida em algum lugar aqui dentro. Encontre-a. Quando Gail volta?
— Amanhã à noite, senhor.
— Ela não deve voltar até que este lugar esteja seguro. Entendido? — diz Christian.