Cinquenta tons mais escuros [em Portugues]
- Автор: Джеймс Эрика Леонард
- Серия: Cinquenta Sombras #2
- Язык: португальский
- Жанр: Романы для взрослых
Электронная книга - «Cinquenta tons mais escuros [em Portugues]». Краткое содержание книги:
Leila, a garota que se parece comigo, é a imagem mais surpreendente que meu cérebro invoca, isso e a sua presença fantasmagórica no quarto de Christian. O que ela queria? Eu? Christian? Para fazer o quê? E por que diabo ela destruiu o meu carro?
Christian disse que eu ganharia outro Audi, como todas as suas submissas. Não é um pensamento bem-vindo. Mas agora que fui tão generosa com o dinheiro que ele me deu, não há muito que eu possa fazer.
Caminho até o quarto principal da suíte: nenhum sinal de Christian. Finalmente o encontro na sala de jantar. Eu me sento à mesa, feliz com o impressionante café da manhã que encontro diante de mim. Christian está lendo os jornais de domingo e tomando café, já terminou de comer. Ele sorri para mim.
— Coma. Você vai precisar de energia hoje — brinca.
— Ah, é? E por quê? Vai me trancar no quarto? — De repente, minha deusa interior acorda num salto, toda desgrenhada e com uma aparência de quem acabou de transar.
— Por mais tentadora que seja essa ideia, achei que a gente podia sair hoje. Tomar um pouco de ar.
— É seguro? — pergunto com ar inocente, tentando afastar a ironia de minha voz, mas não consigo.
A expressão de Christian se desmancha, e ele contrai a boca em uma linha rígida.
— Para onde vamos, é. E isso não é assunto para brincadeira — acrescenta severamente, estreitando os olhos.
Fico vermelha e olho para meu café da manhã. Não estou com a mínima vontade de levar bronca depois de todo o drama que passamos, e de ter ido dormir tão tarde. Então como em silêncio, sentindo-me petulante.
Meu inconsciente balança a cabeça para mim, em sinal de reprovação. Christian não brinca quando o assunto é minha segurança. Eu já deveria saber disso. Minha vontade é de revirar os olhos para ele, mas me seguro.
Certo, estou cansada e irritada. O dia de ontem foi cheio, e não dormi o suficiente. Por que, meu Deus, ele tem que estar com essa aparência tão limpa e descansada? A vida não é justa.
Alguém bate à porta.
— Deve ser a médica — resmunga Christian, na certa ainda chateado com minha ironia. Ele se afasta da mesa.
Será que não se pode ter direito a uma manhã calma e normal? Suspiro com força, deixando metade do meu café da manhã e me levantando para cumprimentar a Dra. Anticoncepcional Injetável.
* * *
ESTAMOS NO QUARTO, e a Dra. Greene está me olhando boquiaberta. Está menos formal do que da última vez, usando um twin-set de cashmere rosa-claro e calça preta, além de ter deixado os finos cabelos louros soltos.
— E você simplesmente parou de tomar? Do nada?
Fico vermelha, sentindo-me uma idiota.
— É. — É possível falar mais baixo do que isso?
— Existe uma chance de você estar grávida — diz ela, com naturalidade.
O quê! O mundo desmorona sob meus pés. Meu inconsciente se joga no chão, com ânsias de vômito, e acho que também vou passar mal. Não!
— Aqui, faça xixi neste potinho. — Hoje ela está em modo superprofissional, sem tempo para gentilezas.
Obediente, pego o pequeno recipiente de plástico que ela me estende e caminho até o banheiro. Não. Não. Não. De jeito nenhum... De jeito nenhum... Por favor, não. Não.
O que Christian vai fazer? Fico pálida. Ele vai enlouquecer.
Não, por favor! Faço uma oração silenciosa.
Entrego a amostra à Dra. Greene, e, com cuidado, ela mergulha um palito branco dentro do potinho.
— Quando foi a sua última menstruação?
Como é que eu posso pensar nessas minúcias, quando tudo o que consigo fazer é olhar ansiosamente para o palito branco?
— Hum... Quarta-feira? Não essa agora, antes dessa. Dia primeiro de junho.
— E quando você parou de tomar a pílula?
— Domingo. Domingo passado.
Ela franze os lábios.
— Deve estar tudo bem — diz bruscamente. — Pela sua cara imagino que uma gravidez não planejada não seria uma boa notícia. — Então a injeção é uma boa ideia se você não consegue se lembrar de tomar a pílula todos os dias. — Ela me lança um olhar severo, e eu hesito diante de sua autoridade. Erguendo o palito branco, ela dá uma olhada nele. — Tudo certo. Você não ovulou ainda, então desde que tenha tomado as devidas precauções não deve estar grávida. Agora, deixe-me explicar a respeito da injeção. A gente não optou por ela da última vez por causa dos efeitos colaterais, mas, francamente, os efeitos colaterais de se ter uma criança são muito mais persistentes, e duram anos. — Ela sorri, satisfeita com a própria piada, mas não sou nem capaz de começar a reagir, estou atordoada demais.
Então a Dra. Greene começa a discorrer sobre os efeitos colaterais, e eu fico ali, paralisada de alívio, sem ouvir uma palavra sequer. Acho que preferiria infinitas mulheres fantasmagóricas ao pé da minha cama a ter de confessar a Christian que poderia estar grávida.
— Ana! — exclama a Dra. Greene. — Vamos fazer logo isso. — Ela me arranca de meu devaneio, e, de bom grado, arregaço a manga.
* * *
CHRISTIAN FECHA A porta atrás dela e me olha com cautela.
— Tudo bem? — pergunta.
Em silêncio, faço que sim, e ele inclina a cabeça, o rosto tenso de preocupação.
— Anastasia, o que foi? O que a Dra. Greene falou?
Balanço a cabeça.
— Em sete dias, você não vai mais precisar de camisinha — murmuro.
— Sete dias?
— Isso.
— Ana, o que houve?
Engulo em seco.
— Não há nada com que se preocupar. Por favor, Christian, deixe para lá.
Christian surge na minha frente. Ele segura meu queixo, inclinando minha cabeça para trás, e me olha firme nos olhos, tentando decifrar meu pânico.
— Fale! — exclama.
— Não tem nada para falar. Quero me vestir. — Solto meu queixo de suas mãos.
Ele suspira e passa a mão pelo cabelo, franzindo a testa para mim.
— Vamos tomar banho — diz, afinal.
— Claro — murmuro, distraída, e ele torce a boca.
— Venha — diz ele, amuado, apertando minha mão com força. Ele caminha até o banheiro, arrastando-me atrás de si. Parece que não sou a única de mau humor. Christian liga o chuveiro e se despe antes de se virar para mim. — Não sei se algo deixou você chateada ou se é só mau humor por ter dormido pouco — diz ele, abrindo meu roupão. — Mas quero que você me diga. Minha imaginação está dando voltas aqui, e não gosto disso.
Reviro os olhos para ele, e ele me encara de volta, fazendo uma cara feita. Merda! Tudo bem... lá vai.
— A Dra. Greene me repreendeu por ter parado de tomar a pílula. Ela disse que eu poderia estar grávida.
— O quê? — Ele empalidece, e suas mãos congelam enquanto me encara, subitamente lívido.
— Mas não estou. Ela fez um teste. Foi um choque, só isso. Não acredito que pude ser tão burra.
Ele relaxa visivelmente.
— Tem certeza de que não está grávida?
— Tenho.
Ele exala profundamente.
— Ótimo. É, dá pra imaginar que seja perturbador ouvir esse tipo de notícia.
Faço uma careta... perturbador?
— Eu estava mais preocupada com a sua reação.
Ele franze o cenho para mim, confuso.
— Com a minha reação? Bem, naturalmente, estou aliviado... teria sido o cúmulo do descuido e da falta de educação engravidar você.
— Então, talvez seja melhor a gente se abster — revido.
Ele me olha por um instante, perplexo, como se eu fosse algum tipo de experimento científico.
— Você acordou de mau humor hoje.