Cinquenta tons mais escuros [em Portugues]
- Автор: Джеймс Эрика Леонард
- Серия: Cinquenta Sombras #2
- Язык: португальский
- Жанр: Романы для взрослых
Электронная книга - «Cinquenta tons mais escuros [em Portugues]». Краткое содержание книги:
Não me lembro de ter visto um espetáculo de fogos tão impressionante, exceto talvez na televisão, e nunca é assim tão bonito na tevê. É tudo sincronizado com a música. Salva após salva, estrondo após estrondo, luz e mais luz, as pessoas respondem com suspiros e oohs e aahs. É algo de outro mundo.
Na balsa, na baía, diversas faixas de luz prateada iluminam o céu, até uns seis metros de altura, mudando de cor para azul, vermelho, laranja e de volta para o prata... e ainda mais foguetes explodem à medida que a música atinge o seu auge.
Meu rosto está começando a doer por causa do sorriso ridículo de admiração que tenho engessado na cara. Olho para Christian, e ele está do mesmo jeito, maravilhado feito uma criança diante do espetáculo. Para encerrar, uma saraivada de seis foguetes que, disparados no escuro, explodem simultaneamente, iluminando-nos com um tom dourado maravilhoso, enquanto a multidão irrompe em aplausos frenéticos e entusiasmados.
— Senhoras e senhores — exclama o mestre de cerimônias à medida que os aplausos e assobios diminuem. — Tenho apenas um aviso para acrescentar ao final desta noite maravilhosa: a generosidade de vocês arrecadou um total de um milhão, oitocentos e cinquenta e três mil dólares!
Aplausos espontâneos irrompem de novo, e, da balsa, uma mensagem se acende em fagulhas prateadas, formando as palavras “A Superando Juntos Agradece a Todos”, que brilham sobre a água.
— Nossa, Christian... isso foi maravilhoso. — Sorrio para ele e ele se inclina para me beijar.
— Hora de ir — murmura, um largo sorriso em seu belo rosto, e suas palavras prometem muito.
De repente, sinto-me cansada.
Ele ergue o olhar de novo. Taylor está próximo, a multidão se dispersa em torno de nós. Eles não se falam, mas algo se passa entre os dois.
— Fique aqui comigo um momento. Taylor quer que a gente espere até que as pessoas tenham se dispersado.
Ah.
— Acho que esses fogos de artifício provavelmente o envelheceram uns cem anos — acrescenta.
— Ele não gosta de fogos de artifício?
Christian me olha com carinho e balança a cabeça, mas não desenvolve o assunto.
— Então, Aspen — diz ele, e sei que ele está tentando me distrair. E funciona.
— Ih... Não paguei minha oferta — engasgo.
— Você pode mandar um cheque. Eu tenho o endereço.
— Você ficou com muita raiva.
— Sim, fiquei.
Sorrio.
— A culpa é sua e dos seus brinquedinhos.
— Você se entregou completamente, Srta. Steele. Um resultado dos mais satisfatórios, se me lembro bem. — Ele sorri, provocante. — Aliás, onde estão?
— As bolas? Na minha carteira.
— Eu gostaria de tê-las de volta. Elas são um dispositivo potente demais para serem deixadas em suas mãos inocentes.
— Preocupado de que eu me entregue de novo, talvez para outra pessoa?
Seus olhos brilham perigosamente.
— Espero que isso não aconteça, Ana — diz ele, a frieza transparecendo em sua voz. — Quero todo o seu prazer.
Uau.
— Você não confia em mim?
— Implicitamente. Agora, posso ter as bolas de volta?
— Vou pensar no seu caso.
Ele estreita os olhos para mim.
A música recomeça na pista de dança, mas agora é um DJ tocando uma música pulsante, o baixo se sobressaindo numa batida repetitiva.
— Quer dançar?
— Estou muito cansada, Christian. Gostaria de ir embora, se estiver tudo bem para você.
Christian olha de relance para Taylor, que acena com a cabeça, e partimos em direção à casa, seguindo dois convidados meio bêbados. Fico feliz que ele esteja segurando minha mão — meus pés estão doendo, os sapatos são muito altos e apertados.
Mia se aproxima toda animada.
— Vocês não estão indo embora, estão? A música de verdade acabou de começar. Vamos, Ana. — Ela agarra a minha mão.
— Mia — adverte Christian —, Anastasia está cansada. Nós estamos indo para casa. Além disso, temos um dia cheio amanhã.
Temos?
Mia faz beicinho, mas, surpreendentemente, não pressiona Christian.
— Você tem que voltar na semana que vem. Quem sabe nós duas não fazemos compras juntas?
— Claro, Mia. — Sorrio, embora no fundo da minha mente eu não tenha ideia de como, já que preciso trabalhar para viver.
Ela me dá um beijo rápido e abraça Christian com força, surpreendendo a nós dois. E mais inesperado ainda: ela coloca as mãos diretamente nas lapelas de seu paletó, e tudo o que ele faz é olhar para ela, indulgente.
— Gosto de ver você feliz assim — diz ela com ternura, e lhe dá um beijo na bochecha. — Tchau. Divirtam-se. — Ela se afasta e se junta aos amigos que a esperam, entre eles, Lily, que parece ainda mais azeda sem a máscara.
Pergunto-me vagamente onde será que Sean está.
— Vamos dar boa-noite aos meus pais antes de sair. Venha. — Christian me leva através de um grupo de convidados até Grace e Carrick, que se despedem de nós calorosamente.
— Ah, Anastasia, volte outro dia, por favor. Foi ótimo recebê-la aqui — diz Grace com gentileza.
Fico um pouco sem jeito com a reação dela e de Carrick. Felizmente, os pais de Grace já foram dormir, então, pelo menos, sou poupada do entusiasmo deles.
Descontraídos e cansados, Christian e eu caminhamos de mãos dadas até a frente da casa, onde os incontáveis carros estão em fila à espera dos convidados. Olho para meu Cinquenta Tons. Ele parece feliz. É um verdadeiro prazer vê-lo desse jeito, embora eu suspeite de que seja incomum após um dia tão extraordinário.
— Você está bem aquecida? — pergunta ele.
— Sim, obrigada. — Enrolo o lenço de cetim ao meu redor.
— Eu me diverti muito esta noite, Anastasia. Obrigado.
— Eu também, em alguns momentos mais do que em outros — sorrio.
Ele sorri de volta e concorda com a cabeça, e então franze a testa.
— Não morda o lábio — adverte de uma maneira que faz meu sangue gelar.
— O que você quis dizer com ter um dia cheio amanhã? — pergunto para distrair a mim mesma.
— A Dra. Greene vai vir para dar um jeito em você. Além disso, tenho uma surpresa.
— A Dra. Greene! — exclamo, num sobressalto.
— É.
— Por quê?
— Porque eu odeio camisinha — responde ele baixinho. Avaliando minha reação, seus olhos brilham na luz suave das lanternas de papel.
— O corpo é meu — resmungo, irritada por ele não ter me consultado.
— É meu também — sussurra ele.
Eu o encaro, e vários convidados passam por nós, ignorando-nos. Ele parece muito sério. Sim, meu corpo é dele... ele sabe disso melhor do que eu.
Levanto os braços em sua direção, e ele se encolhe ligeiramente, mas permanece no mesmo lugar. Segurando a gravata-borboleta pela ponta, desato o nó, revelando o botão de cima de sua camisa. Gentilmente, o desabotoo.
— Você fica sexy assim — sussurro.
Na verdade, ele é sexy o tempo todo, mas assim fica ainda mais sexy.
Ele sorri.
— Preciso levar você para casa. Venha.
Junto do carro, Sawyer passa um envelope para Christian. Ele franze a testa e me olha enquanto Taylor abre a porta para mim, parecendo aliviado por algum motivo. Christian entra no carro e me entrega o envelope fechado. Taylor e Sawyer se sentam à nossa frente.
— É para você. Um dos funcionários entregou a Sawyer. Com certeza é de mais um dos seus admiradores. — Christian torce a boca. Fica claro que é uma ideia desagradável para ele.
Olho o envelope. De quem é? Abro e leio rapidamente sob a luz fraca. Puta merda, é dela! Por que ela não me deixa em paz?