Cinquenta tons mais escuros [em Portugues]
- Автор: Джеймс Эрика Леонард
- Серия: Cinquenta Sombras #2
- Язык: португальский
- Жанр: Романы для взрослых
Электронная книга - «Cinquenta tons mais escuros [em Portugues]». Краткое содержание книги:
— Sim, senhor. O senhor vai para Bellevue?
— Não vou levar esse problema para a casa dos meus pais. Faça uma reserva para mim em algum lugar.
— Certo. Eu ligo para o senhor.
— Não estamos todos exagerando um pouco? — pergunto.
Christian olha para mim de cara feia.
— Ela pode ter uma arma — rosna.
— Christian, ela estava ao pé da cama. Teria atirado em mim naquele momento, se quisesse mesmo fazer isso.
Christian faz uma pausa por um instante, talvez para conter a raiva. Numa voz ameaçadoramente baixa, ele diz:
— Não estou preparado para assumir o risco. Taylor, Anastasia precisa de sapatos.
Christian entra em seu closet e o segurança fica de vigia. Não consigo me lembrar do nome dele, Ryan talvez. Ele olha alternadamente para o corredor e para a porta da varanda. Christian retorna dois minutos depois com uma bolsa de couro, vestindo uma calça jeans e o paletó de risca de giz. Ele coloca uma jaqueta jeans sobre meus ombros.
— Venha. — Ele aperta minha mão com força, e eu praticamente tenho que correr para acompanhá-lo até a sala de estar.
— Não acredito que ela poderia se esconder aqui dentro — murmuro, olhando para fora pela porta da varanda.
— O lugar é grande. Você ainda não viu tudo.
— Por que você não liga para ela... não diz que quer conversar?
— Anastasia, ela está instável, e talvez armada — diz ele, irritado.
— Então a gente simplesmente foge?
— Por enquanto, sim.
— E se ela tentar atirar em Taylor?
— Taylor conhece e entende armas — diz, com desgosto. — Vai ser mais rápido que ela.
— Ray foi do exército. Ele me ensinou a atirar.
Christian ergue as sobrancelhas e por um momento parece perplexo.
— Você, com uma arma? — pergunta, incrédulo.
— Sim — digo, ofendida. — Sei atirar, Sr. Grey, então é melhor você tomar cuidado. Não é só com as suas ex-submissas que precisa se preocupar.
— Vou me lembrar disso, Srta. Steele — responde ele secamente, mas acha graça, e é bom saber que mesmo nesta situação ridiculamente tensa, sou capaz de fazê-lo sorrir.
Taylor nos encontra no saguão de entrada e me entrega uma pequena mala e meu All Star preto. Fico surpresa de que tenha separado algumas roupas para mim. Sorrio timidamente para ele com gratidão, e seu sorriso de resposta é rápido e tranquilizador. Antes que eu possa evitar, abraço-o com força. Ele é tomado de surpresa, e quando o solto, vejo que está com o rosto vermelho.
— Tenha cuidado — murmuro.
— Sim, Srta. Steele — balbucia ele, envergonhado.
Christian franze a testa para mim e depois volta o olhar interrogativamente para Taylor, que sorri de leve e ajusta a gravata.
— Avise-me para onde estou indo — diz Christian.
Taylor enfia a mão no casaco, tira a carteira e entrega um cartão de crédito a Christian.
— Talvez precise disto quando chegar lá.
— Bem pensado. — Christian concorda com a cabeça.
Ryan se junta a nós.
— Sawyer e Reynolds não encontraram nada — diz a Taylor.
— Acompanhe o Sr. Grey e a Srta. Steele até a garagem — ordena Taylor.
A garagem está deserta. Bem, são quase três da manhã. Christian abre a porta do carona do R8 para mim e coloca minha mala e sua bolsa no bagageiro da frente do carro. O Audi ao nosso lado está uma bagunça completa: todos os pneus cortados, coberto de tinta branca. É arrepiante, e fico feliz que Christian esteja me levando daquele lugar.
— Vai chegar outro na segunda-feira — diz Christian, desolado, ao se sentar ao meu lado.
— Como ela sabia que o carro era meu?
Ele me olha nervoso e suspira.
— Ela tinha um Audi A3. Eu compro um para todas as minhas submissas. É um dos carros mais seguros da categoria.
Ah.
— Então, não foi bem um presente de formatura.
— Anastasia, ao contrário do que eu esperava, você nunca foi minha submissa, então, tecnicamente, é um presente de formatura. — Ele liga o carro e acelera até a saída do estacionamento.
Ao contrário do que ele esperava. Ai, não... Meu inconsciente balança a cabeça, com tristeza. Este é o ponto ao qual a gente sempre retorna.
— E você ainda espera por isso? — sussurro.
O telefone embutido do carro vibra.
— Grey — atende Christian.
— Fairmont Olympic. Em meu nome.
— Obrigado, Taylor. E, Taylor, tenha cuidado.
Taylor faz uma pausa.
— Sim, senhor — responde calmamente, e Christian desliga.
As ruas de Seattle estão vazias, e Christian corre pela Quinta Avenida em direção à Interestadual 5. Uma vez na rodovia, ele pisa no acelerador, no sentido norte. Está correndo tanto que por um instante sou jogada contra o encosto do banco.
Olho de relance para ele. Está mergulhado em pensamentos, irradiando um silêncio mortal e taciturno. Não respondeu a minha pergunta. Ele dirige o olhar para o retrovisor com frequência, e percebo que está verificando se não estamos sendo seguidos. Talvez seja por isso que estamos na I-5. Achei que o Fairmont ficava em Seattle.
Olho pela janela, tentando raciocinar com minha mente exausta e hiperativa. Se Leila quisesse me machucar, teve uma oportunidade mais do que suficiente no quarto.
— Não. Não é o que eu espero, não mais. Pensei que fosse óbvio. — Christian interrompe meus pensamentos, a voz macia.
Pisco para ele, apertando a jaqueta jeans em volta de mim. Não sei se o frio que sinto vem de mim ou de fora.
— Eu me preocupo que, você sabe... que eu não seja suficiente.
— Você é mais do que suficiente. Pelo amor de Deus, Anastasia, o que eu tenho que fazer?
Fale-me de você. Diga que me ama.
— Por que você achou que eu o largaria quando eu disse que o Dr. Flynn tinha me contado tudo o que havia para saber a seu respeito?
Ele suspira pesadamente, fechando os olhos por um instante, e demora muito tempo para responder.
— Você não pode nem começar a entender as profundezas da minha depravação, Anastasia. E não é algo que eu queira compartilhar com você.
— E você realmente acha que eu o deixaria se soubesse? — Minha voz é alta, incrédula. Ele não entende que eu o amo? — É essa a ideia que faz de mim?
— Eu sei que você me deixaria — responde, com tristeza na voz.
— Christian... Acho que isso é muito pouco provável. Não posso imaginar ficar sem você — nunca...
— Você já me deixou uma vez... não quero passar por isso de novo.
— Elena disse que encontrou você no sábado passado — sussurro baixinho.
— Não encontrou, nada. — Ele franze a testa.
— Você não foi vê-la depois que eu saí?
— Não — responde ele, irritado. — Já disse que não, e não gosto que duvidem de mim — ele me repreende. — Não fui a lugar algum no fim de semana passado. Eu me sentei e montei o planador que você me deu. Levei uma eternidade — acrescenta, em voz baixa.
Meu coração se contrai de novo. Mrs. Robinson disse que o viu no sábado.
Viu ou não viu? Está mentindo. Por quê?
— Ao contrário do que Elena pensa, não corro para ela toda vez que tenho um problema, Anastasia. Não corro para ninguém. Você já deve ter notado, não sou muito de conversar. — Ele aperta as mãos no volante.
— Carrick me contou que você não falou por dois anos.
— Contou, é? — Christian pressiona os lábios.
— Eu meio que tentei obter informações. — Encaro meus dedos, envergonhada.
— Então, o que mais meu pai lhe contou?
— Que a sua mãe foi a médica que o examinou quando você chegou ao hospital. Depois que o encontraram no apartamento.
A expressão de Christian permanece vazia... cuidadosa.
— Ele disse que aprender a tocar piano ajudou. E Mia.