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Cinquenta tons mais escuros [em Portugues]

Электронная книга - «Cinquenta tons mais escuros [em Portugues]». Краткое содержание книги:

Assustada com os segredos obscuros do belo e atormentado Christian Grey, Ana Steele poe um ponto final em seu relacionamento com o jovem empresario e concentra-se em sua nova carreira, numa editora de livros. Mas o desejo por Grey domina cada pensamento de Ana e, quando ele propoe um novo acordo, ela nao consegue resistir. Em pouco tempo, Ana descobre mais sobre o angustiante passado de seu amargurado e dominador parceiro do que jamais imaginou ser possivel. Enquanto Christian tenta se livrar de seus demonios interiores, Ana se ve diante da decisao mais importante da sua vida.
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Talvez eu não tenha feito um julgamento correto a seu respeito. E você certamente formou uma ideia errada de mim. Ligue para mim se tiver alguma dúvida que gostaria de esclarecer, poderíamos combinar um almoço. Christian não quer que eu fale com você, mas eu ficaria mais do que feliz em ajudar. Não me leve a mal, eu aprovo a relação de vocês, acredite em mim. Mas... se você machucá-lo... Ele já se machucou o suficiente. Ligue para mim: (206) 279-6261

Mrs. Robinson

Porra, ela assinou Mrs. Robinson! Ele contou a ela. O filho da mãe.

— Você contou a ela?

— Contei o quê a quem?

— Que a chamo de Mrs. Robinson — respondo irritada.

— É da Elena? — Christian fica chocado. — Isso é ridículo — resmunga ele, correndo a mão pelo cabelo, e dá para ver que está irritado. — Amanhã eu falo com ela. Ou segunda-feira — murmura amargamente.

E embora eu tenha vergonha de admitir, uma pequena parte de mim está satisfeita. Meu inconsciente concorda sabiamente. Elena está deixando Christian furioso, e isso só pode ser bom, com certeza. Decido ficar quieta por enquanto, mas enfio o bilhete na bolsa, e, num gesto que é uma garantia de aliviar seu humor, devolvo-lhe as bolas.

— Até a próxima — murmuro.

Ele me olha, e é difícil ver seu rosto no escuro, mas acho que está sorrindo. Ele pega a minha mão e a aperta.

Olho pela janela, para a escuridão, refletindo sobre o longo dia de hoje. Descobri tantas coisas sobre ele, recolhendo aqui e ali detalhes que estavam faltando: os salões de beleza, o mapa de seu corpo, sua infância. No entanto, ainda há muito a descobrir. E Mrs. R? Sim, ela tem carinho por ele, um carinho profundo, ao que parece. Percebo isso, e ele também tem carinho por ela, mas não da mesma maneira. Não sei mais o que pensar. Toda essa informação faz minha cabeça doer.

* * *

CHRISTIAN ME ACORDA assim que estacionamos diante do Escala.

— Vou precisar carregar você? — pergunta gentilmente.

Sonolenta, nego com a cabeça. De jeito nenhum.

Dentro do elevador, apoio-me nele, encostando a cabeça em seu ombro. Sawyer está diante de nós, mexendo-se de maneira desconfortável.

— Foi um longo dia, hein, Anastasia?

Concordo com a cabeça.

— Cansada?

Concordo com a cabeça.

— Você não está muito falante.

Concordo com a cabeça, e ele sorri.

— Venha. Vou botar você na cama. — Ele pega minha mão ao sairmos do elevador, mas paramos no saguão assim que Sawyer ergue a mão. Em uma fração de segundo, estou bem acordada de novo. Sawyer fala em sua manga. Não sabia que estava usando um rádio.

— Certo, T — diz ele e se vira para nós. — Sr. Grey, os pneus do Audi da Srta. Steele foram cortados e jogaram tinta nele.

Puta merda. Meu carro! Quem faria isso? E no instante em que a pergunta se materializa na minha mente, já sei a resposta. Leila. Olho para Christian, e ele está pálido.

— Taylor receia que alguém possa ter entrado no apartamento e que ainda esteja lá. Ele quer ter certeza.

— Entendo — sussurra Christian. — Qual é o plano de Taylor?

— Ele está subindo pelo elevador de serviço com Ryan e Reynolds. Vão fazer uma busca e depois liberar a entrada. Aguardarei aqui com o senhor.

— Obrigado, Sawyer — Christian aperta o braço em torno de mim. — Este dia só melhora. — Ele suspira amargamente e enfia o rosto em meu cabelo. — Olhe, não posso ficar aqui esperando. Sawyer, tome conta da Srta. Steele. Não deixe que ela entre até que você tenha recebido um ok. Imagino que Taylor esteja exagerando. Não tem como ela ter entrado no apartamento.

O quê?

— Não, Christian... você tem que ficar aqui comigo — imploro.

Ele me solta.

— Obedeça, Anastasia. Espere aqui.

Não!

— Sawyer? — pede Christian.

Sawyer abre a porta do saguão, liberando a entrada de Christian no apartamento. Em seguida, fecha a porta atrás de si e se põe de pé na frente dela, olhando-me impassível.

Puta merda. Christian! Os mais variados desfechos horripilantes passam por minha cabeça, mas tudo o que posso fazer é ficar aqui e esperar.

CAPÍTULO OITO

_________________________________________

Sawyer fala em sua manga novamente.

— Taylor, o Sr. Grey entrou no apartamento. — Ele tem um sobressalto, afastando o fone da orelha, provavelmente recebeu uma bronca de Taylor.

Ah, não, se Taylor está preocupado...

— Por favor, deixe-me entrar — imploro.

— Desculpe, Srta. Steele. Isso não vai demorar muito. — Sawyer ergue as mãos em um gesto defensivo. — Taylor e os outros estão entrando agora.

Ah, sinto-me tão impotente. Imóvel, permaneço escutando, ávida pelo menor ruído, mas tudo o que ouço é minha respiração acelerada. Está alta e curta, meu couro cabeludo coça, minha boca está seca, e eu me sinto fraca. Por favor, que Christian esteja bem, rezo em silêncio.

Não tenho ideia de quanto tempo se passou, e continuamos sem ouvir nada. Claro que o fato de não haver som algum é bom: não há tiros. Começo a caminhar ao redor da mesa no saguão e a examinar as pinturas nas paredes para me distrair.

Nunca tinha olhado de verdade para elas antes: são todas figurativas, todas religiosas — Nossa Senhora com o menino, em todos os dezesseis quadros. Que estranho.

Christian não é religioso, é? Todos os quadros na sala de estar são pinturas abstratas, já estes são tão diferentes. Mas eles não me distraem por muito tempo. Onde está Christian?

Olho para Sawyer, e ele me observa, impassível.

— O que está acontecendo?

— Sem notícias, Srta. Steele.

De repente, a maçaneta se move. Sawyer vira-se com um salto e saca a arma do coldre no ombro.

Fico paralisada. Christian aparece na porta.

— Tudo certo — diz ele, franzindo a testa para Sawyer, que baixa a arma depressa e dá um passo para trás para me deixar entrar. — Taylor está exagerando — resmunga Christian ao me estender a mão.

Fico ali de pé, olhando para ele, incapaz de me mover, assimilando cada pequeno detalhe: o cabelo rebelde, a tensão ao redor dos olhos, a mandíbula rígida, os dois primeiros botões da camisa abertos. Acho que devo ter envelhecido uns dez anos. Christian franze a testa para mim, preocupado, o olhar sombrio.

— Está tudo bem, baby. — Ele se move na minha direção, envolvendo-me em seus braços e beijando meu cabelo. — Vamos lá, você está cansada. Cama.

— Eu fiquei tão preocupada — digo, regozijando-me em seu abraço e inalando o perfume doce, a cabeça em seu peito.

— Eu sei. Estamos todos nervosos.

Sawyer sumiu, presumivelmente está dentro do apartamento.

— Cá entre nós, essas suas ex-namoradas estão se mostrando um desafio e tanto, Sr. Grey — murmuro ironicamente.

Christian relaxa.

— Sim. Estão.

Ele me solta e segura minha mão, conduzindo-me ao longo do corredor até a sala de estar.

— Taylor e sua equipe estão verificando todos os closets e armários. Não acho que ela esteja aqui.

— Por que estaria? — Não faz sentido.

— Pois é.

— Ela conseguiria entrar?

— Não vejo como. Mas Taylor às vezes é cuidadoso demais.

— Você já conferiu o quarto de jogos? — sussurro.

Christian me olha de soslaio, a testa enrugada.

— Já, está trancado, mas Taylor e eu checamos.

Respiro fundo para me acalmar.

— Você quer uma bebida ou alguma coisa? — pergunta Christian.

— Não. — O cansaço toma conta de mim, tudo o que quero é ir para a cama.

— Venha. Deixe-me colocar você na cama. Você parece exausta. — A expressão de Christian se suaviza.

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