Cinquenta tons mais escuros [em Portugues]
- Автор: Джеймс Эрика Леонард
- Серия: Cinquenta Sombras #2
- Язык: португальский
- Жанр: Романы для взрослых
Электронная книга - «Cinquenta tons mais escuros [em Portugues]». Краткое содержание книги:
“Velha” sendo a palavra principal da sua frase, penso duramente, e ele levanta meu queixo e gentilmente toca os lábios nos meus. Suspiro, concordando e piscando para ele. Ele se ajeita e me segura pelo cotovelo.
— Eu vou acompanhar você até o banheiro para que não seja interrompida de novo.
Ele me conduz pelo gramado em direção aos banheiros de luxo que foram instalados temporariamente no jardim. Mia disse que foram encomendados para a festa, mas eu não tinha ideia de que vinham em versões tão chiques.
— Eu espero por você aqui fora, baby — murmura ele.
Quando saio, meu humor está um pouco melhor. Decidi não deixar Mrs. Robinson arruinar minha noite, pois é provavelmente tudo o que ela quer. Christian está ao telefone a certa distância, evitando um grupo de pessoas que ri e conversa perto da entrada dos banheiros. À medida que me aproximo, posso ouvi-lo. Está muito ríspido.
— Por que você mudou de ideia? Achei que tínhamos um acordo. Bem, deixe ela em paz... Esse é o primeiro relacionamento normal que eu tenho, e não quero que estrague tudo por causa de alguma preocupação inoportuna que você tem por mim. Deixe. Ela. Em. Paz. Estou falando sério, Elena. — Ele faz uma pausa por um instante, ouvindo. — Não, claro que não. — Fecha a cara seriamente ao dizer isso. Erguendo o olhar, ele me vê. — Tenho que ir. Boa noite. — E desliga.
Inclino a cabeça e ergo uma sobrancelha para ele. Por que está telefonando para ela?
— Como vai a sua notícia velha?
— Mal-humorada — responde ele, sarcástico. — Você quer dançar mais? Ou quer ir embora? — E confere o relógio. — Os fogos de artifício vão começar em cinco minutos.
— Adoro fogos de artifício.
— Então a gente fica para ver. — Ele passa o braço ao meu redor e me puxa para junto de si. — Não deixe que ela se intrometa na nossa vida, por favor.
— Ela se preocupa com você — balbucio.
— Sim, e eu com ela... como amigo.
— Acho que é mais do que amizade para ela.
— Anastasia. — Christian franze a testa. — Elena e eu... é complicado. Nós temos uma história em comum. Mas é só uma história. Eu já falei um milhão de vezes, ela é uma amiga. É só isso. Por favor, esqueça esse assunto. — Ele beija meu cabelo e, para não estragar a noite, deixo para lá. Só estou tentando entender.
Caminhamos de mãos dadas até a pista de dança. A banda ainda está tocando.
— Anastasia.
Viro-me e vejo Carrick atrás de nós.
— Será que você me concederia a honra da próxima dança? — Ele estende a mão para mim.
Christian dá de ombros e sorri, soltando minha mão, e eu deixo Carrick me conduzir até a pista. Sam começa a cantar “Come Fly with Me”, Carrick passa o braço ao redor de minha cintura e, gentilmente, me faz rodopiar em meio à multidão.
— Eu queria agradecer pela sua generosa contribuição à nossa caridade, Anastasia.
Pelo tom de sua voz, suspeito que seja só um jeito educado de me perguntar se posso bancar tal contribuição.
— Sr. Grey...
— Pode me chamar de Carrick, por favor, Ana.
— Fico muito feliz de poder contribuir. Recebi um dinheiro inesperado há pouco tempo. Não preciso dele. E é uma causa tão importante.
Ele sorri para mim, e eu aproveito a oportunidade para fazer umas perguntas inocentes. Carpe diem, meu inconsciente sussurra para mim.
— Christian me contou um pouco sobre o passado dele, então acho que é apropriado apoiar seu trabalho — acrescento, na esperança de que isso possa incentivar Carrick a me dar uma pequena luz sobre o mistério que é seu filho.
— Contou, foi? — Carrick parece surpreso. — Isso não é comum. Você sem dúvida teve um efeito muito positivo sobre ele, Anastasia. Acho que nunca o vi tão, tão... animado.
Fico vermelha.
— Desculpe, não queria envergonhá-la.
— Bem, em minha limitada experiência, já vi que ele não é um homem comum.
— Não, não é — concorda Carrick em voz baixa.
— O início da infância dele me pareceu terrivelmente traumático, pelo que ele me contou.
Carrick franze a testa, e me pergunto se fui longe demais.
— Minha esposa era a médica de plantão quando a polícia chegou com ele. Ele era pele e osso, e estava muito desidratado. Não falava. — Carrick franze a testa novamente, perdido na memória terrível, apesar da música animada que nos rodeia. — Na verdade, ele não falou por quase dois anos. Foi tocando piano que ele finalmente se soltou. Ah, e com a chegada de Mia, é claro. — Ele sorri para mim, com carinho.
— Ele toca lindamente. E realizou tantas coisas, vocês devem se orgulhar muito dele. — Soo distraída. Caramba. Não falou por dois anos.
— Imensamente. Ele é muito determinado, muito talentoso, um jovem muito inteligente. Mas cá entre nós, Anastasia, é vê-lo como está esta noite, despreocupado, agindo conforme sua idade, que nos faz verdadeiramente felizes. Eu estava comentando sobre isso com Grace hoje. E creio que devemos agradecer a você por isso.
Acho que coro até o dedinho do pé. O que devo responder?
— Ele sempre foi tão solitário. Pensei que nunca o veria com alguém. O que quer que você esteja fazendo, por favor, continue. Nós queremos vê-lo feliz. — Carrick para de repente, como se ele tivesse ido longe demais. — Sinto muito, não era minha intenção deixá-la desconfortável.
Nego com a cabeça.
— Também quero vê-lo feliz — murmuro, sem saber o que mais dizer.
— Bem, estou muito satisfeito que você tenha vindo esta noite. Foi um verdadeiro prazer ver vocês dois juntos.
Assim que os acordes finais de “Come Fly with Me” silenciam, Carrick me solta e me cumprimenta com uma reverência. Respondo com uma mesura, refletindo sua cortesia.
— Já chega de dançar com homens velhos. — Christian está ao meu lado novamente. Carrick ri.
— Sem essa de “velho”, filho. Já tive meus momentos, todo mundo sabe. — Carrick pisca para mim de brincadeira e caminha pela multidão.
— Acho que meu pai gosta de você — murmura Christian, observando-o se misturar com as pessoas.
— E por que não haveria de gostar? — Lanço um olhar debochado através dos cílios.
— É um bom argumento, bem colocado, Srta. Steele. — Ele me puxa num abraço, e a banda começa a tocar “It Had to Be You”. — Dance comigo — sussurra, sedutoramente.
— Com prazer, Sr. Grey — sorrio em resposta, e ele me leva por toda a pista uma vez mais.
* * *
À MEIA-NOITE, CAMINHAMOS em direção à praia, entre a tenda e o ancoradouro, onde os demais convidados estão reunidos para assistir aos fogos de artifício. De volta ao comando, o mestre de cerimônias permitiu a remoção das máscaras, para facilitar a visão. Christian está com o braço ao meu redor, mas estou ciente de que Taylor e Sawyer estão por perto, provavelmente porque estamos no meio da multidão. Eles olham para todos os lados, exceto para o cais, onde dois técnicos vestidos de preto fazem os últimos preparativos. Ver Taylor me faz lembrar de Leila. Talvez ela esteja aqui. Merda. O pensamento me dá calafrios, e eu me aninho mais em Christian. Ele me olha e me puxa mais para perto.
— Tudo bem? Está com frio?
— Estou bem. — Olho rapidamente ao redor e vejo os outros dois seguranças, cujos nomes não consigo lembrar, perto de nós. Coloco-me diante de Christian e ele passa os braços sobre meus ombros.
De repente, uma música clássica empolgante toma conta do cais e dois foguetes se projetam no ar, explodindo com um estrondo ensurdecedor sobre a baía e iluminando tudo em um dossel deslumbrante de laranja e branco cintilante, que se transforma em uma chuva brilhosa sobre a água calma. Fico boquiaberta à medida que mais foguetes se lançam ao ar e explodem em um caleidoscópio de cor.