Cinquenta tons mais escuros [em Portugues]
- Автор: Джеймс Эрика Леонард
- Серия: Cinquenta Sombras #2
- Язык: португальский
- Жанр: Романы для взрослых
Электронная книга - «Cinquenta tons mais escuros [em Portugues]». Краткое содержание книги:
Ao ouvir o nome, seus lábios se curvam num sorriso carinhoso. Depois de um momento, ele diz:
— Ela tinha uns seis meses quando chegou. Fiquei muito feliz, Elliot menos. Ele já tivera de aceitar a minha chegada. Ela era perfeita. — A reverência gentil e triste em sua voz é envolvente. — Claro, não é mais tão perfeita hoje em dia — resmunga, e eu recordo suas tentativas bem-sucedidas de impedir nossas intenções lascivas durante a festa. O que me faz rir. — Você acha isso engraçado, Srta. Steele? — Christian me lança um olhar de soslaio.
— Ela parecia determinada a nos manter afastados.
Ele ri sem alegria.
— É, e teve bastante sucesso. — Ele estica o braço e aperta meu joelho. — Mas no final a gente acabou conseguindo. — Sorri e, em seguida, olha novamente pelo retrovisor. — Acho que não estamos sendo seguidos. — E pega uma saída da rodovia, voltando para o centro de Seattle.
— Posso perguntar uma coisa sobre Elena? — Estamos parados em um sinal de trânsito.
Christian me olha com cautela.
— Se for realmente necessário — resmunga, emburrado, mas não deixo sua irritação me deter.
— Você me disse há muito tempo que ela o amava de uma maneira que você achou aceitável. O que isso quer dizer?
— Não é óbvio? — pergunta ele.
— Não para mim.
— Eu estava fora de controle. Não suportava ser tocado. Ainda não suporto. Para um adolescente de quatorze, quinze anos com os hormônios em fúria, era uma época difícil. Ela me mostrou uma maneira de colocar minha energia para fora.
Ah.
— Mia disse que você arrumava muita briga.
— Meu Deus, o que deu nessa família tagarela? Na verdade, é você. — Paramos em mais um sinal, e ele estreita os olhos para mim. — Você arranca informação das pessoas. — Ele balança a cabeça com um desgosto simulado.
— Mia ofereceu essa informação livremente — resmungo, indignada. — Na verdade, ela foi muito comunicativa. Estava preocupada que você fosse começar uma briga na tenda, caso não me ganhasse no leilão.
— Ah, baby, não havia esse perigo. De jeito nenhum eu deixaria alguém dançar com você.
— Você deixou o Dr. Flynn.
— Ele é sempre a exceção à regra.
Christian conduz o carro pela impressionante e arborizada entrada de veículos do Hotel Fairmont Olympic e encosta junto à porta da frente, ao lado de uma exótica fonte de pedra.
— Venha. — Ele salta do carro e pega nossa bagagem.
Um manobrista corre em nossa direção, parecendo surpreso, sem dúvida pela nossa chegada tardia. Christian lhe lança as chaves do carro.
— Está em nome de Taylor — diz.
O manobrista acena com a cabeça e não consegue conter a alegria ao entrar no R8 e partir. Christian pega minha mão e caminhamos em direção ao lobby.
De pé ao lado dele junto ao balcão da recepção, sinto-me completamente ridícula. Aqui estou, no hotel mais luxuoso de Seattle, vestindo uma jaqueta jeans larga demais, uma calça de moletom larga demais e uma camiseta velha, ao lado deste elegante deus grego. Não é de espantar que a recepcionista olhe de um para o outro, como se a soma de nós dois não fizesse sentido. Claro que está intimidada por Christian. Reviro os olhos enquanto ela enrubesce e gagueja. Até suas mãos estão tremendo.
— O senhor... precisa de ajuda... com as malas, Sr. Taylor? — pergunta ela, corando novamente.
— Não, a Sra. Taylor e eu damos conta sozinhos.
A Sra. Taylor! Mas não tenho aliança. Escondo as mãos atrás de mim.
— Os senhores estão na Suíte Cascade, Sr. Taylor, décimo primeiro andar. O rapaz vai ajudá-los com as malas.
— Não precisa — responde Christian secamente. — Onde ficam os elevadores?
A Srta. Bochechas Rosadas indica o caminho, e Christian pega minha mão uma vez mais. Dou uma olhada de relance pelo saguão suntuoso, repleto de cadeiras estofadas e completamente vazio, exceto por uma mulher de cabelo escuro sentada em um sofá aconchegante, dando biscoitinhos a seu cachorro. Ela ergue a cabeça e sorri para nós enquanto caminhamos até os elevadores. Então o hotel permite animais de estimação? Muito estranho para um local tão sofisticado!
A suíte tem dois quartos, uma sala de jantar formal e até um piano de cauda. A lareira está acesa na enorme sala principal. Essa suíte é maior que o meu apartamento.
— Bem, Sra. Taylor, não sei quanto a você, mas eu realmente gostaria de uma bebida — murmura Christian, trancando a porta da frente.
Ele coloca minha mala e sua bolsa sobre o móvel ao pé da cama king size com dossel e me leva pela mão até a sala, onde o fogo arde reluzente. É uma visão bem-vinda. Fico diante da lareira aquecendo as mãos, e Christian nos prepara uma bebida.
— Armagnac?
— Por favor.
Depois de um momento, ele se junta a mim diante do fogo e me passa uma taça de cristal com o conhaque.
— Foi um dia cheio, hein?
Concordo com a cabeça e seus olhos cinzentos me analisam, preocupados.
— Estou bem — eu o tranquilizo. — E você?
— Bem, neste instante gostaria de beber isto e, depois, se você não estiver muito cansada, gostaria de levá-la para a cama e me perder em você.
— Acho que posso fazer isso pelo senhor, Sr. Taylor. — Sorrio-lhe timidamente enquanto ele tira os sapatos e as meias.
— Sra. Taylor, pare de morder o lábio — sussurra ele.
Fico vermelha por dentro. O armagnac é delicioso, desliza suavemente por minha garganta, deixando um ardor cálido. Quando volto os olhos para Christian, ele está bebendo e me observando, o olhar escuro e faminto.
— Você nunca deixa de me surpreender, Anastasia. Mesmo depois de um dia como hoje, ou, no caso, ontem, você não está choramingando nem fugindo e gritando por aí. Estou impressionado. É uma mulher muito forte.
— Você é um bom motivo para ficar — murmuro. — Já falei, Christian, não vou a lugar algum, não importa o que você tenha feito. Você sabe o que sinto por você.
Sua boca se contorce, como se ele duvidasse de minhas palavras, e sua testa se franze como se fosse doloroso ouvir o que estou dizendo. Ah, Christian, o que eu tenho que fazer para que entenda o que eu sinto por você?
Deixe que ele bata em você, meu inconsciente zomba de mim. Interiormente, faço uma cara feia para ele.
— Onde você vai pendurar os retratos de mim que José tirou? — Tento melhorar o clima da conversa.
— Depende. — Ele contrai os lábios. Trata-se obviamente de um tópico muito mais agradável para ele.
— De quê?
— Das circunstâncias — responde com um ar misterioso. — A exposição ainda não terminou, então não tenho que decidir de imediato.
Inclino a cabeça e estreito os olhos.
— Pode fazer essa cara pelo tempo que quiser, Sra. Taylor. Não vou contar nada — brinca ele.
— Posso arrancar a verdade de você sob tortura.
Ele ergue uma sobrancelha.
— Sério, Anastasia, acho que você não deveria fazer promessas que não pode cumprir.
Meu Deus, é isso que ele pensa? Coloco meu copo no console sobre a lareira, me aproximo e, para sua surpresa, pego o copo dele e o deixo junto ao meu.
— É isso que a gente vai descobrir — murmuro.
Muito corajosa, sem dúvida impulsionada pelo conhaque, seguro a mão de Christian e o puxo na direção do quarto. Paro ao pé da cama. Christian está tentando esconder seu divertimento.
— Agora que me trouxe até aqui, Anastasia, o que vai fazer comigo? — brinca, mantendo a voz baixa.
— Vou começar tirando sua roupa. Quero terminar o que comecei mais cedo — seguro seu paletó pelas lapelas, com cuidado para não tocá-lo, e ele não recua, mas prende a respiração.
Gentilmente, tiro o paletó por sobre os ombros, e ele me encara, todo e qualquer traço de humor desaparecendo de seus olhos à medida que eles se arregalam, queimando dentro dos meus, cautelosos e... urgentes? Há tantas interpretações para esse olhar. O que ele está pensando? Coloco o paletó sobre a poltrona.