Cinquenta tons mais escuros [em Portugues]
- Автор: Джеймс Эрика Леонард
- Серия: Cinquenta Sombras #2
- Язык: португальский
- Жанр: Романы для взрослых
Электронная книга - «Cinquenta tons mais escuros [em Portugues]». Краткое содержание книги:
— Muito bem, baby — murmura, condescendente. Ele solta meus pulsos, mantendo os dedos dentro de mim enquanto permaneço deitada por cima dele, exausta, ofegante. — Ainda não terminei com você, Anastasia — diz e se vira, sem tirar os dedos de mim. Pousa meus joelhos no chão, de forma que fico debruçada na cama, se ajoelha atrás de mim e abre o zíper. Tira os dedos de dentro de mim, e eu ouço o já conhecido barulho de papel laminado sendo rasgado. — Abra as pernas — rosna, e eu obedeço. Ele acaricia minha bunda e desliza para dentro de mim. — Isso não vai demorar — murmura e, segurando meus quadris, sai e entra de novo com força.
— Ah! — grito, mas a sensação de plenitude é divina.
Ele está atingindo em cheio o ponto da minha dor, de novo e de novo, erradicando-a a cada investida suave e cortante. A sensação é inebriante, exatamente o que preciso. Eu me mexo na direção dele, os dois investindo um contra o outro.
— Ana, não — geme ele, tentando me manter parada. Mas eu quero mais, e me esfrego nele, mantendo o ritmo. — Ana. Merda! — sussurra ele e goza, e seu murmúrio torturado desencadeia um segundo orgasmo, um gozo de cura que se prolonga, saindo de mim à força e me deixando exausta e sem fôlego.
Christian se debruça para a frente e me beija no ombro, e então sai de dentro de mim. Passando os braços ao meu redor, descansa a cabeça em minhas costas, e ficamos ali, ambos ajoelhados junto à cama, por quanto tempo? Segundos? Minutos, talvez, até que nossas respirações se acalmam. A dor em minha barriga desapareceu, e tudo o que eu sinto é uma serenidade consoladora e satisfatória.
Christian se mexe e beija minhas costas.
— Acho que você me deve uma dança, Srta. Steele — murmura.
— Hum — respondo, saboreando a ausência de dor e me deleitando de júbilo.
Ele se senta sobre os calcanhares e me puxa da cama para junto de si.
— Não temos muito tempo. Vamos. — Ele beija meu cabelo e me força a ficar de pé.
Resmungo, mas me sento na cama e pego a calcinha do chão, vestindo-a. Preguiçosamente, caminho até a cadeira para pegar o vestido e reparo que não tirei os sapatos durante nosso encontro secreto. Christian já se arrumou e ajeitou a cama, e está dando o nó na gravata.
Enquanto coloco o vestido, dou uma olhada nas fotografias do quadro de cortiça. Mesmo como um adolescente soturno, Christian já era lindo: com Elliot e Mia na rampa de esqui; sozinho em Paris, o Arco do Triunfo indicando a localização da foto; em Londres; Nova York; no Grand Canyon; diante do Opera House de Sydney; até na muralha da China. O Sr. Grey já era viajado quando jovem.
Há também entradas para diversos shows: U2, Metallica, The Verve, Sheryl Crow, Filarmônica de Nova York tocando Romeu e Julieta, de Prokofiev — que mistura eclética! E no canto, uma foto três por quatro de uma jovem. Em preto e branco. Ela me parece familiar, mas por mais que eu tente, não consigo identificar quem é. Graças a Deus, não é Mrs. Robinson.
— Quem é essa? — pergunto.
— Ninguém importante — murmura ele, vestindo o paletó e ajeitando a gravata. — Posso fechar o seu zíper?
— Então por que ela está no seu quadro de fotos?
— Um descuido de minha parte. Como está a minha gravata? — Ele ergue o queixo, feito um menino, e eu sorrio e a ajeito para ele.
— Agora está perfeita.
— Como você — sussurra ele, e me segura, beijando-me com fervor. — Está se sentindo melhor?
— Muito, obrigada, Sr. Grey.
— O prazer é todo meu, Srta. Steele.
* * *
OS CONVIDADOS ESTÃO se reunindo na pista de dança. Christian sorri para mim — chegamos bem a tempo — e me conduz até a pista quadriculada.
— E agora, senhoras e senhores, é hora da primeira dança. Sr. e Dra. Grey, estão prontos? — Carrick faz que sim com a cabeça, o braço ao redor de Grace. — Senhoras e senhores do leilão da primeira dança, todos prontos? — Todos acenamos com a cabeça. Mia está com alguém que não reconheço. O que será que aconteceu com Sean? — Então, vamos começar. É com você, Sam!
Um jovem rapaz caminha até o palco em meio a aplausos calorosos, vira-se para a banda atrás de si e estala os dedos. Os acordes familiares de “I’ve Got You Under My Skin” preenchem a noite.
Christian sorri para mim, pega-me em seus braços e começa a me conduzir. Ah, ele dança tão bem, é fácil seguir. Nós sorrimos um para o outro, feito dois bobos, enquanto ele me gira pela pista.
— Adoro essa música — murmura ele, olhando-me nos olhos. — Parece muito apropriada. — Ele não está mais rindo, ficou sério.
— Você também está sob a minha pele — respondo. — Ou estava, lá no seu quarto.
Ele pressiona os lábios, mas não consegue disfarçar que está se divertindo.
— Srta. Steele — adverte-me de brincadeira —, eu não tinha ideia de que você podia ser tão vulgar.
— Nem eu, Sr. Grey. Acho que são minhas experiências recentes. Foram muito educativas.
— Para nós dois. — Christian está sério de novo, e poderíamos ser só os dois e a banda ali. Estamos em nossa própria bolha.
Quando a música termina, aplaudimos. O cantor, Sam, se curva em agradecimento e apresenta a banda.
— A senhorita me concederia a próxima dança?
Reconheço o homem que fez as ofertas em mim durante o leilão. Relutante, Christian me solta, mas parece achar graça também.
— Fique à vontade. Anastasia, este é John Flynn. John, Anastasia.
Merda!
Christian sorri e se encaminha para fora da pista.
— Como vai, Anastasia? — pergunta Dr. Flynn suavemente, e eu reparo que ele é inglês.
— Oi — gaguejo.
A banda começa outra música, e Dr. Flynn me segura em seus braços. Ele parece muito mais jovem do que eu imaginava, embora eu não consiga ver seu rosto. Está usando uma máscara parecida com a de Christian. É alto, mas não tanto quanto Christian, nem se move com a mesma elegância.
O que posso perguntar a ele? Por que Christian é tão maluco? Por que ele ofereceu um lance para dançar comigo? É a única coisa que quero saber, mas, de alguma forma, parece grosseiro.
— Fico feliz de finalmente poder conhecê-la, Anastasia. Está se divertindo? — pergunta ele.
— Estava — suspiro.
— Ah. Espero que eu não seja o responsável por essa mudança de sentimento. — Ele me lança um sorriso cálido e ligeiro que me deixa mais à vontade.
— Você é o psicólogo, Dr. Flynn. Você é quem deve me dizer.
Ele sorri.
— Esse é o problema, não é? O fato de eu ser psicólogo?
Dou um risinho.
— Tenho medo do que posso lhe revelar, então me sinto um pouco encabulada e intimidada. E, na verdade, tudo o que quero fazer é perguntar a respeito de Christian.
— Primeiro, estamos numa festa. — Ele sorri. — Portanto, não estou trabalhando. — Sussurra em tom conspiratório. — E segundo, eu realmente não posso falar de Christian com você. Além do mais, ficaríamos aqui até o Natal — brinca ele.
Arquejo, chocada.
— É uma piada de psicólogo, Anastasia.
Fico vermelha, envergonhada, e então me sinto ligeiramente ressentida. Ele está fazendo uma piada a respeito de Christian.
— Você acaba de confirmar o que eu venho dizendo para ele... que você é um charlatão muito caro — repreendo-o.
— Talvez você tenha um pouco de razão nesse ponto — Dr. Flynn solta uma gargalhada.
— Você é inglês?
— Sim. De Londres, originalmente.
— Como veio parar aqui?
— Uma circunstância fortuita.
— Você não revela muito, não é?
— Não tenho muito a revelar. Sou uma pessoa maçante, na verdade.
— Isso é bem autodepreciativo.
— É um traço inglês. Faz parte de nossa identidade nacional.