Cinquenta tons mais escuros [em Portugues]
- Автор: Джеймс Эрика Леонард
- Серия: Cinquenta Sombras #2
- Язык: португальский
- Жанр: Романы для взрослых
Электронная книга - «Cinquenta tons mais escuros [em Portugues]». Краткое содержание книги:
Em meio a uma salva de aplausos e gritos, Christian estende a mão para me ajudar a sair do palco. Ele me olha com um sorriso divertido enquanto eu desço e beija as costas de minha mão antes de colocá-la em seu braço e me conduzir para fora da tenda.
— Quem era? — pergunto.
— Alguém que você pode conhecer mais tarde. — Ele olha para mim. — Agora, quero lhe mostrar uma coisa. Temos uns trinta minutos até que o leilão da primeira dança termine. Depois, teremos que estar de volta à pista para que eu possa desfrutar da dança pela qual paguei.
— Uma dança caríssima — murmuro em desaprovação.
— Tenho certeza de que vai valer cada centavo. — Ele sorri para mim perversamente. Ah, ele tem um sorriso maravilhoso, e a dor está de volta, tomando conta de meu corpo.
Estamos no gramado. Achei que íamos para o ancoradouro, mas, infelizmente, parece que estamos seguindo para a pista de dança onde a big band já começa a se preparar. São pelo menos vinte músicos, e alguns convidados estão perambulando, fumando discretamente. Mas, como a maior parte da ação ainda acontece na tenda, não atraímos muita atenção.
Christian me leva para os fundos da casa e abre uma porta que dá para uma sala de estar confortável que nunca vi antes. Ele atravessa a sala vazia a caminho de uma escada em espiral com um elegante corrimão de madeira. Tirando minha mão de seu braço, conduz-me até o segundo andar e depois por mais um lance de escadas, até o terceiro. Abre uma porta branca e entramos em um dos quartos da casa.
— Este era o meu quarto — diz, em voz baixa, de pé junto da porta, trancando-a atrás de si.
É um cômodo grande, inóspito e com pouca mobília. As paredes são brancas, assim como os móveis; uma cama de casal, uma escrivaninha com uma cadeira, prateleiras cheias de livros e troféus, ao que parece, de kickboxing. Nas paredes, pôsteres de filmes: Matrix, O clube da luta, O show de Truman e dois pôsteres enquadrados com fotos de lutadores. Um deles se chama Giuseppe DeNatale — nunca ouvi falar.
Mas o que me chama a atenção é um mural de cortiça sobre a escrivaninha, salpicado de fotos, flâmulas dos Mariners e canhotos de bilhetes. É um pedaço do jovem Christian. Meus olhos se voltam para o homem maravilhoso agora de pé no centro do quarto. Ele me fita com olhos sombrios, taciturnos e sensuais.
— Nunca trouxe uma garota aqui — murmura.
— Nunca? — pergunto num sussurro.
Ele balança a cabeça.
Engulo em seco, e a dor que vinha me incomodando nas últimas horas agora está berrando, implacável e ardente. Vê-lo aqui, de pé, no carpete azul-marinho, usando essa máscara... é para lá de erótico. Eu o quero. Agora. De qualquer jeito. Tenho que me segurar para não me jogar em cima dele e rasgar suas roupas. Ele caminha em minha direção, fazendo um lento passo de valsa.
— Não temos muito tempo, Anastasia, e do jeito que estou me sentindo neste instante, não precisamos de muito tempo. Vire de costas. Deixe-me tirar esse vestido.
Eu me viro e encaro a porta, agradecida pelo fato de que esteja trancada. Inclinando-se sobre mim, ele sussurra baixinho em meu ouvido:
— Fique de máscara.
Solto um gemido, e meu corpo se enrijece em resposta. Ele nem me tocou ainda.
Ele segura a parte de cima do meu vestido, os dedos deslizando pela minha pele, e o toque reverbera por todo meu corpo. Com um movimento rápido, abre o zíper. Segurando o vestido, ele me ajuda a sair dele, depois se vira e, com cuidado, dobra-o sobre uma cadeira. Tira o paletó e o ajeita sobre meu vestido. E então me olha por um momento, sorvendo-me. Estou com o espartilho e a calcinha combinando, e me deleito com seu olhar sensual.
— Sabe, Anastasia — diz ele gentilmente e caminha em minha direção, soltando a gravata, que fica pendendo ao redor de seu pescoço, e abrindo o botão mais alto da camisa. — Fiquei com tanta raiva quando você comprou o meu item no leilão. As mais variadas ideias invadiram a minha mente. Eu tive de lembrar a mim mesmo que punição é uma carta fora do baralho. Mas aí você veio e se ofereceu. — Ele me encara através da máscara. — Por que fez isso? — sussurra.
— Eu me ofereci? Não sei. Frustração... excesso de álcool... uma boa causa — gaguejo, submissa, encolhendo os ombros. Talvez para atrair a atenção dele?
Eu precisava dele naquele instante. Preciso mais ainda agora. A dor aumentou, e sei que ele pode amenizá-la, acalmar esse grito, esse monstro salivante que tenho dentro de mim, com o monstro dentro dele. Ele aperta a boca numa linha fina e, bem devagar, umedece o lábio superior. Quero essa língua em mim.
— Eu jurei a mim mesmo que não bateria em você de novo, nem que você me implorasse.
— Por favor — imploro.
— Mas então eu me dei conta de que você estava provavelmente muito desconfortável naquele momento, e que não está acostumada com isso. — Ele abre um sorriso cúmplice, cretino, arrogante, mas não ligo, porque ele está absolutamente certo.
— Isso. — Expiro.
— Então, talvez haja certa... liberdade. Se eu for fazer isso, você tem que me prometer uma coisa.
— Qualquer coisa.
— Você vai usar a palavra de segurança se precisar dela, e eu só vou fazer amor com você, tudo bem?
— Tudo. — Estou ofegante. Quero as mãos dele em mim.
Ele inspira, e então pega minha mão e caminha até a cama. Jogando o edredom de lado, ele se senta, pega um travesseiro e o coloca junto ao corpo. Olha para mim, de pé diante dele, e, de repente, puxa meu braço com força, de forma que caio no colo dele. Ele tira o corpo para que eu fique deitada na cama, meu peito sobre o travesseiro, a cabeça de lado. Debruçando-se, ele tira meu cabelo dos ombros e corre os dedos pelas plumas de minha máscara.
— Coloque as mãos para trás — murmura.
Ah! Ele tira a gravata-borboleta e a usa para amarrar rapidamente meus pulsos nas costas, junto da curva da coluna.
— Você quer mesmo isso, Anastasia?
Fecho os olhos. Essa é a primeira vez desde que o conheci que realmente quero. Preciso disso.
— Quero — respondo.
— Por quê? — pergunta ele baixinho, acariciando minha bunda com a palma da mão.
Gemo só de sentir o contato de sua mão em minha pele. Não sei por quê... Você me disse para não pensar demais. Depois de um dia como o de hoje... discutir a respeito de dinheiro, Leila, Mrs. Robinson, meu arquivo, o mapa feito de batom, esta festa extravagante, as máscaras, o álcool, as bolas prateadas, o leilão... Eu quero.
— Preciso de um motivo?
— Não, baby — diz ele. — Só estou tentando entender você.
Sua mão esquerda envolve minha cintura, mantendo-me firme no lugar, enquanto a palma de sua mão direita pousa com força logo acima das minhas coxas. A dor da palmada se conecta diretamente com a dor dentro de mim.
Minha nossa... Solto um gemido alto. Ele me bate de novo, exatamente no mesmo lugar. Outro gemido.
— Dois — murmura. — Vamos até o doze.
Meu Deus! Desta vez a sensação é diferente: é tão carnal, tão... urgente. Ele acaricia minha bunda com seus longos dedos, e estou impotente, amarrada e pressionada contra o colchão, à mercê dele, e por vontade própria. Ele me bate de novo, um pouquinho mais para o lado, e de novo, do outro lado, e então para e tira minha calcinha bem devagar. Com gentileza, acaricia minha bunda com a palma da mão, antes de continuar a me bater, cada tapa ardente desbastando o meu desejo — ou alimentando-o, não sei. Eu me entrego ao ritmo das palmadas, absorvendo cada uma delas, saboreando-as.
— Doze — murmura ele em sua voz grave e rígida. E acaricia minha bunda de novo, correndo os dedos até meu sexo e, lentamente, enfia dois dedos dentro de mim, movendo-os em círculos, de novo e de novo e de novo, torturando-me.
Solto um gemido alto, meu corpo se apoderando de mim, e eu gozo, contorcendo-me em torno de seus dedos. É tão intenso, inesperado e rápido.