Бесплатная библиотека
Читайте книгу на сайте или телефоне

Электронная книга - «A Herdeira [em Português]». Краткое содержание книги:

A Herdeira [em Português]
1 ... 32 33 34 35 36 37 38 39 40 ... 70
Перейти на страницу:

Capítulo 18 Ela pegou um táxi no aeroporto. A Villa estava fechada, e Elizabeth não comunicara a ninguém a sua chegada. Entrou e percorreu lentamente as grandes salas, tão suas conhecidas, e teve a impressão de que nunca saíra dali. Só então deu-se conta da falta que sentira de Sardenha e da Villa. Parecia que as poucas lembranças felizes de sua infância ali estavam encerradas. E era muito estranho, estar sozinha naquele labirinto onde sempre tinha havido meia dúzia de empregados cozinhando, polindo e arrumando tudo. Naquele momento, porém, estava sozinha, com os ecos do passado. Deixou a pasta de Sam no hall de entrada e levou a sua mala para o andar de cima.

Como de costume dirigiu-se para seu quarto, no centro do corredor, e então parou.

O quarto do pai ficava no fim do corredor. Elizabeth caminhou até lá. Abriu lentamente a porta porque, embora compreendesse a realidade, um profundo instinto atávico a fazia esperar ver Sam ali, e ouvir o som de sua voz.

O quarto estava logicamente vazio e nada havia mudado nele desde que Elizabeth o vira pela última vez. Continha uma cama grande, uma cômoda com espelho, duas poltronas confortáveis e um sofá diante da lareira. Elizabeth deixou a mala no chão e foi até à janela. As persianas de metal estavam fechadas contra o sol de fim de setembro e os reposteiros, cerrados.

Escancarou tudo e deixou que o ar fresco das montanhas entrasse livremente, leve e frio, com a promessa de outono. Dormiria naquele quarto. Depois desceu e entrou na biblioteca. Sentou-se numa das confortáveis poltronas de couro, passando as mãos pelos lados. Era sempre ali que Rhys se sentava quando tinha uma conferência com Sam. Pensou em Rhys e desejou que ele estivesse ali com ela.

Lembrou-se da noite em que ele a levara de volta à escola, depois do jantar em Paris, e de como ela escrevera repetidamente num pedaço de papel "Sra. Rhys Williams".

Num impulso, Elizabeth foi até a mesa, pegou numa caneta e calmamente escreveu "Sra. Rhys Williams". Depois, pensou, com um sorriso: "Quem sabe quantas idiotas estão fazendo a mesma coisa neste momento". Procurou deixar de pensar em Rhys, mas ele permaneceu na sua mente, agradavelmente reconfortante.

Levantou-se e passou uma vista de olhos pela casa. Entrou na grande cozinha antiga, com o seu fogão a lenha e os dois fornos. Abriu a geladeira. Estava vazia. Não era de esperar outra coisa com a casa fechada. Mas, ao ver a geladeira vazia, de repente sentiu fome.

Vasculhou os armários e encontrou duas pequenas latas de atum, um vidro de Nescafé e um pacote fechado de biscoitos. Se ia passar o fim de semana ali, era preciso fazer os seus planos. Em lugar de sair e fazer todas as refeições na cidade, seria melhor ir a um dos pequenos armazéns de Cala di Volpe e fazer compras para vários dias. Havia sempre um jipe na garagem. Olhou pela porta da cozinha e verificou que o jipe ainda estava lá.

As chaves estavam penduradas numa tábua, na parede ao lado do armário. Pegou a chave do jipe e foi até a garagem. Será que havia gasolina no tanque? Girou a chave e pisou o acelerador. O motor começou a funcionar quase imediatamente. Esse problema estava, portanto, eliminado.

No dia seguinte pela manhã, iria comprar tudo o que fosse necessário. Voltou para casa. Ao pisar no chão ladrilhado do hall de entrada, ouviu um eco surdo e um tanto assustador dos próprios passos.

Desejou que Alec lhe telefonasse e, como por encanto, nesse momento o telefone tocou. Apanhou um susto e foi atender.

- Alo.

- Elizabeth? Aqui é Alec.

Elizabeth deu uma risada.

- De que está rindo?

- Você não acreditaria se eu lhe dissesse. Onde é que você está?

- Em Gloucester.

Elizabeth sentiu o urgente impulso de vê-lo, de comunicar-lhe a sua decisão sobre as ações da companhia. Mas não por telefone.

- Quer me fazer um favor, Alec?

- Claro. Que é?

- Pegue um avião e venha passar o fim de semana aqui na Sardenha. Quero conversar sobre uma coisa muito importante com você. Houve apenas uma breve hesitação, e Alec disse:

- Está bem.

Nem uma palavra sobre compromissos já assumidos, sobre os possíveis transtornos. Apenas "Está bem". Alec era assim.

- Pode trazer Vivian -disse Elizabeth com algum esforço.

- Creio que isso não será possível. Ela está agora mesmo… em Londres. Estarei aí amanhã de manhã cedo.

- Ótimo.Telefone-me quando souber a hora e irei esperá-lo no aeroporto.

- Será muito mais simples eu pegar um táxi.

- Está bem. Muito obrigada, Alec. Não sabe o quanto lhe agradeço.

Quando desligou o telefone, Elizabeth sentiu-se infinitamente melhor. Sabia que a sua decisão estava certa. Só se via naquela posição porque Sam tinha morrido antes de ter tempo de apontar um sucessor. Quem seria o novo presidente da Roffe and Sons? A diretoria resolveria isso. Tentou pensar no caso do ponto de vista de Sam, e o nome que lhe veio no mesmo instante à cabeça foi Rhys Williams. Os outros eram competentes nos seus setores, mas Rhys era a única pessoa que tinha conhecimento completo e eficiente do funcionamento global da companhia. Era inteligente e dinâmico. O único problema é que ele não era elegível para a presidência. Não sendo um Roffe, nem casado com uma Roffe, não podia nem ao menos participar das reuniões de diretoria. Chegou ao hall e viu a pasta de seu pai.

Hesitou. Não havia sentido em se submeter àquilo naquele momento. Daria tudo a Alec quando ele chegasse na manhã seguinte. Entretanto, podia haver alguma coisa muito pessoal ali… Levou-a para a biblioteca, colocou-a em cima da mesa, pegou a chave e abriu os dois fechos laterais. No centro da pasta encontrou um grande envelope.

Elizabeth abriu-o e tirou dele um maço de folhas datilografadas dentro de uma pasta de cartolina, na qual estava escrito:

SAM ROFFE CONFIDENCIAL SEM CÓPIAS

Era, evidentemente, um relatório, mas sem qualquer nome, e Elizabeth não podia saber quem o redigira. Começou a passar os olhos pelas folhas e, em dado momento, leu mais atentamente e parou. Não podia acreditar no que estava lendo. Levou os papéis para uma poltrona, tirou os sapatos, encolheu as pernas e recomeçou a leitura da primeira página. Leu todas as palavras e ficou horrorizada.

Era um documento espantoso, o relatório confidencial de uma investigação em torno de uma série de fatos ocorridos no ano anterior. No Chile, uma usina de produtos químicos de propriedade da Roffe and Sons havia sofrido uma explosão, espalhando toneladas de substâncias venenosas por uma área de vinte e cinco quilômetros quadrados. Houve a morte de cerca de dez pessoas e centenas tinham sido internadas em hospitais. Todos os animais da área haviam morrido e a vegetação ficara envenenada. Toda a região tivera de ser evacuada. As ações de indenização impetradas contra a companhia subiram a centenas de milhões de dólares. Mas o espantoso era que a explosão fora criminosa. Dizia o relatório: "A investigação do governo chileno sobre o acidente foi superficial. A conclusão oficial parece ter sido a de que a companhia era rica e o povo, pobre, em vista do que, a companhia tinha de pagar. Não há qualquer dúvida no espírito da nossa equipe de investigação de que houve um ato de sabotagem, da autoria de pessoa ou pessoas desconhecidas, por meio de explosivos plásticos. Em vista da atitude de antagonismo das autoridades locais, ser impossível provar alguma coisa".

Elizabeth se lembrava muito bem do caso. Jornais e revistas haviam publicado reportagens com fotografias das vítimas. A imprensa do mundo inteiro atacara a Roffe and Sons, acusando a companhia de negligência e indiferença para com o sofrimento humano.

1 ... 32 33 34 35 36 37 38 39 40 ... 70
Перейти на страницу:
0
Сюжет
  • 1
  • 2
  • 3
  • 4
  • 5
  • 6
  • 7
  • 8
  • 9
  • 10
0
Атмосфера
  • 1
  • 2
  • 3
  • 4
  • 5
  • 6
  • 7
  • 8
  • 9
  • 10
0
Главный герой
  • 1
  • 2
  • 3
  • 4
  • 5
  • 6
  • 7
  • 8
  • 9
  • 10
0
Общее впечатление
  • 1
  • 2
  • 3
  • 4
  • 5
  • 6
  • 7
  • 8
  • 9
  • 10
Итоговая оценка: 0.0 из 10 (голосов: 0 / История оценок)