Бесплатная библиотека
Читайте книгу на сайте или телефоне

Электронная книга - «A Herdeira [em Português]». Краткое содержание книги:

A Herdeira [em Português]
1 ... 29 30 31 32 33 34 35 36 37 ... 70
Перейти на страницу:

- Já que todos estão aqui, por que não começamos? Não vai demorar muito - acrescentou com um sorriso para tranqüilizá-la.

Ela sorriu, agradecendo. Os homens tomaram os seus lugares habituais em volta da grande mesa retangular de carvalho. Rhys levou Elizabeth para a cabeceira da mesa e puxou uma cadeira para ela. A cadeira de meu pai, pensou Elizabeth. Charles disse então:

- Como não temos uma agenda, proponho que Sir Alec assuma a direção dos trabalhos. Alec olhou em torno e, como todos manifestaram a sua aprovação, disse: - Muito bem.

Apertou um botão que estava à sua frente na mesa e Kate Erling voltou com o caderno de notas. Fechou a porta, puxou uma cadeira, preparou o caderno e as canetas e esperou.

- Creio que, em vista das circunstâncias, podemos dispensar as formalidades - disse Alec. - Todos nós sofremos uma terrível perda, mas o essencial agora é que a Roffe and Sons mostre ao público uma atitude coesa e firme.

- De acordo - disse Charles. - Temos sido muito atacados pela imprensa.

Elizabeth olhou para ele e perguntou:

- Por quê?

Foi Rhys quem explicou:

- A companhia está enfrentando alguns problemas excepcionais nestes últimos tempos, Liz. Estamos envolvidos em questões jurídicas delicadas, estamos sobre investigação do governo e alguns bancos estão fazendo pressão sobre nós. Nada disso é bom para a companhia. O público adquire produtos farmacêuticos porque tem confiança na companhia que os fabrica. Se perdermos essa confiança, perderemos os nossos fregueses.

- Não há, porém, um só problema que não possa ser resolvido - disse Ivo.

- O essencial é reorganizar imediatamente a companhia.

- Como? - perguntou Elizabeth.

- Vendendo nossas ações ao público - respondeu Walther.

Charles acrescentou:

- Dessa maneira, podemos liquidar os nossos empréstimos bancários e ainda teremos dinheiro de sobra para… Não concluiu a frase e Elizabeth se voltou para Alec.

- Está de acordo com isso?

- Creio que todos nós estamos de acordo, Elizabeth.

Ela se recostou na cadeira, pensando. Rhys se aproximou dela com alguns papéis.

- Já mandei preparar todos os documentos necessários. Terá apenas que assinar. Elizabeth olhou para os papéis à sua frente e perguntou:

- Se eu assinar esses documentos, o que vai acontecer?

Foi Charles quem falou:

- Temos cerca de uma dúzia de escritórios internacionais de corretagem prontos a formar um consórcio para subscrever a nossa emissão. Garantirão a venda pelo preço que mutuamente assentarmos. Numa oferta tão grande assim, haverá compras de instituições e de particulares em grande número.

- Por exemplo, bancos e companhias de seguro? - perguntou Elizabeth.

- Exatamente.

- E haverá homens de confiança deles na diretoria da companhia?

- É de praxe…

- Quer dizer que, na realidade, eles passariam a controlar a Roffe and Sons?

- Nós continuaríamos na diretoria - apressou-se em dizer Ivo. Elizabeth voltou-se para Charles.

- Disse que há um consórcio de corretores, ainda não entraram em ação?

- Não compreendo, Elizabeth…

- Escute,se todos aqui estão de acordo em que a melhor coisa para a companhia é deixar de pertencer à nossa família e passar às mãos de estranhos, por que isso ainda não foi feito?

Houve um silêncio constrangido, e afinal Ivo disse:

- Uma decisão assim exige um consenso unânime. Toda a diretoria tem de concordar.

- Quem não concordava?. - perguntou Elizabeth.

O silêncio foi mais longo desta vez.

- Sam - disse finalmente Rhys.

Elizabeth compreendeu então o que a havia perturbado desde que entrara naquela sala. Todos tinham manifestado as suas condolências, o choque e o pesar que sentiam com a morte do pai dela, mas, ao mesmo tempo, havia na sala uma atmosfera de ansiedade e expectativa, um sentimento de vitória! Não lhe era possível fugir dessa impressão. Todos os papéis estavam prontos para ela. Teria apenas de assinar. Mas, se o que pretendiam era certo, por que o pai dela se opusera? Fez essa pergunta em voz alta.

- Ora, Sam tinha lá as suas idéias - disse Walther. - Seu pai era, às vezes, muito obstinado em certas coisas.

Como o velho Sam, pensou Elizabeth. Nunca se deve deixar uma raposa dócil entrar no galinheiro. Um dia, a raposa pode ter fome. E Sam não quisera vender. Deveria ter tido muito boas razões.

Ivo disse:

- Creio, cara, que é melhor deixar tudo isso conosco. Você não entende dessas coisas.

- Mas gostaria de entender - disse calmamente Elizabeth.

- Porquê incomodar-se com essas coisas? - perguntou Walther. - Quando as ações forem vendidas, terá uma enorme fortuna, mais do que conseguirá gastar. Poder ir viver onde quiser e gozar a vida.

O que Walther dizia era sensato. Por que iria ela envolver-se naquelas coisas?

Bastava assinar os papéis que estavam à sua frente e ir embora.

- Elizabeth, estamos simplesmente perdendo tempo - disse Charles, com impaciência. - Não pode fazer outra coisa.

Foi nesse momento que Elizabeth compreendeu que poderia fazer o que quisesse, como seu pai. Podia afastar-se e deixar que eles fizessem o que bem entendessem com a companhia ou ficar e descobrir por que estavam todos eles tão ansiosos por vender as ações e exerciam sobre ela uma pressão tão visível.

Não só visível como quase material. Todos naquela sala desejavam que ela assinasse o quanto antes aqueles papéis.

Olhou para Rhys. Gostaria de saber o que ele estava pensando. Mas a sua expressão era indefinível. Olhou para Kate Erling, que tinha sido por muito tempo secretária de seu pai. Elizabeth gostaria de ter uma palavra em particular com ela. Todos olhavam para Elizabeth, à espera de que ela assinasse.

- Não vou assinar - disse ela. - Pelo menos, por enquanto.

Houve um momento de atônito silêncio. Walther disse então:

- Não compreendo, Elizabeth. É claro que você deve assinar. Tudo já está providenciado nesse sentido.

- Walther tem razão! - exclamou Charles irritadamente. - Você tem de assinar!

Começaram a falar ao mesmo tempo, uma confusão exaltada de palavras que iam quebrar-se de encontro a Elizabeth.

- Por que não quer assinar? - perguntou afinal Ivo. Ela não podia dizer: "Porque meu pai não assinaria. Porque vocês estão me forçando". Tinha a nítida impressão de que havia alguma coisa errada em tudo aquilo, e estava decidida a descobrir o que era.

Mas, naquele momento, disse apenas:

- Quero um pouco de tempo para pensar no assunto.

Os homens se entreolharam.

- Quanto tempo, cara? perguntou Ivo.

- Não sei ainda. Gostaria de compreender os fatos e as questões em jogo. Walther exclamou iradamente:

- Ora essa! Não podemos…

Mas Rhys atalhou firmemente:

- Acho que Elizabeth tem razão. - Os outros voltaram-se para ele. - Ela deve ter oportunidade de ver com clareza os problemas que a companhia está enfrentando e chegar a uma decisão.

Todos pensaram no que Rhys havia dito.

- Concordo com isso - disse Alec.

- Não faz diferença concordarmos ou não -disse amargamente Charles. - Elizabeth é quem tem o controle de tudo. Ivo olhou para Elizabeth.

- Precisamos de uma decisão rápida, cara.

- Está bem.

Todos a olharam, cada qual ocupado com os seus pensamentos.

Um deles pensava: "Ela também terá de morrer".

Capítulo 17 Elizabeth estava impressionada. Havia estado outras vezes na sede da companhia em Zurique, mas sempre como visitante. O domínio sobre tudo aquilo pertencia a seu pai.

Agora, o domínio era dela. Olhava para o enorme escritório e sentiu-se como uma intrusa.

A sala fora magnificamente decorada por Ernst Hohl. Em um canto, havia um armário de Roentgen, sobre o qual se via uma paisagem de Millet. Diante da lareira, havia um sofá de camurça, com uma mesa de café e quatro poltronas. Nas paredes, telas de Renoir, Chagall e Klee, bem como dois quadros da primeira fase de Courbet. A mesa era um bloco sólido de mogno preto. Ao lado dela, numa mesa menor, havia um complexo de comunicações - telefones em ligação direta com as filiais da companhia através do mundo.

1 ... 29 30 31 32 33 34 35 36 37 ... 70
Перейти на страницу:
0
Сюжет
  • 1
  • 2
  • 3
  • 4
  • 5
  • 6
  • 7
  • 8
  • 9
  • 10
0
Атмосфера
  • 1
  • 2
  • 3
  • 4
  • 5
  • 6
  • 7
  • 8
  • 9
  • 10
0
Главный герой
  • 1
  • 2
  • 3
  • 4
  • 5
  • 6
  • 7
  • 8
  • 9
  • 10
0
Общее впечатление
  • 1
  • 2
  • 3
  • 4
  • 5
  • 6
  • 7
  • 8
  • 9
  • 10
Итоговая оценка: 0.0 из 10 (голосов: 0 / История оценок)