Cinquenta tons de cinza [em Portugues]
- Автор: Джеймс Эрика Леонард
- Серия: Cinquenta Sombras #1
- Год: 2012
- Язык: португальский
- Жанр: Любовь и отношения
Электронная книга - «Cinquenta tons de cinza [em Portugues]». Краткое содержание книги:
— Ah! — gemo quando meu corpo se arqueia e estremece com o toque de sua língua.
Ele não para de mover a língua em círculos, mantendo a tortura. Estou perdendo toda a noção de identidade, cada átomo do meu ser concentrado naquele pequeno gerador potente entre minhas coxas. Minhas pernas se enrijecem, e ele enfia o dedo dentro de mim. Ouço seu gemido gutural.
— Oh, baby. Adoro ver você tão molhada para mim.
Ele roda o dedo num amplo círculo, alargando-me, puxando-me, e repete esses movimentos com a língua. Gemo. É demais... Meu corpo implora por alívio, que já não consigo lhe negar. Deixo-me ir, esquecendo todo o raciocínio, o orgasmo tomando conta de mim, em espasmos repetidos. Puta merda. Solto um gemido alto, e o mundo desaparece quando a força do meu clímax anula e esvazia tudo.
Estou arfando e ouço vagamente um ruído de papel laminado sendo rasgado. Bem devagar, ele me penetra e começa a se movimentar. Ai... nossa. A sensação é dolorida e doce, atrevida e delicada ao mesmo tempo.
— Está bom? — murmura ele.
— Sim. Ótimo — respondo.
E ele começa a se mexer depressa, duro e grande, metendo sem parar, implacável, empurrando, empurrando até eu estar de novo perto do limite. Gemo.
— Goza para mim, baby.
Sua voz é rouca, dura, áspera em meu ouvido, e explodo embaixo dele enquanto me penetra com estocadas rápidas.
— Trepada de agradecimento — diz ele, dando-me mais uma estocada firme e gemendo ao chegar ao clímax, entrando fundo em mim.
Então fica imóvel, o corpo rígido.
Christian desaba com todo o peso em cima de mim, e afundo no colchão. Abaixo as mãos atadas em volta da cabeça dele e o abraço como posso. Sei naquele momento que faria qualquer coisa por esse homem. Sou dele. O milagre que ele me apresentou ultrapassa qualquer coisa que eu poderia ter imaginado. E ele quer levar isso mais longe, bem mais longe, para um lugar que eu, na minha inocência, nem consigo imaginar. Ah... o que fazer?
Ele se apoia nos cotovelos e fica me olhando, os olhos cinzentos e intensos.
— Está vendo como somos bons juntos? — murmura. — Se você se entregar a mim, vai ser muito melhor. Confie em mim, Anastasia, posso levá-la a lugares que você nem sabe que existem.
Suas palavras ecoam em meus pensamentos. Ele esfrega o nariz no meu. Ainda estou atordoada com minha extraordinária reação física, e fico com o olhar perdido, tentando me agarrar a um pensamento coerente.
De repente, ambos escutamos vozes no corredor, do lado de fora do quarto. Custo um pouco a processar o que eu consigo ouvir.
— Mas se ainda está deitado, deve estar doente. Ele nunca fica deitado até essa hora. Christian nunca dorme tanto.
— Sra. Grey, por favor.
— Taylor. Você não pode me impedir de ver meu filho.
— Sra. Grey, ele não está sozinho.
— Como assim, ele não está sozinho?
— Tem uma pessoa com ele.
— Ah...
Até eu posso notar o tom de incredulidade na voz dela.
Christian pestaneja depressa, olhando para mim apavorado e achando graça.
— Merda! É minha mãe.
CAPÍTULO DEZ
_________________________________________
Ele sai de dentro de mim de repente. Faço uma careta de dor. Senta-se na cama e joga a camisinha usada na lixeira.
— Vamos, precisamos nos vestir, isto é, se você quiser conhecer minha mãe.
Ele dá uma risadinha, pula da cama, e enfia a calça jeans — sem cueca! Faço força para me sentar, pois ainda estou amarrada.
— Christian, não consigo me mexer.
Ele abre mais o sorriso, e se abaixa para me desamarrar. A trama da gravata ficou marcada em volta de meus pulsos. É... sexy. Ele me olha. Está achando graça, os olhos dançando de alegria. Ele me dá um beijo rápido na testa e sorri radiante para mim.
— Outra primeira vez — admite, mas não sei do que está falando.
— Não tenho nenhuma roupa limpa aqui. — De repente, entro em pânico, e, considerando o que acabo de viver, estou achando o pânico avassalador. A mãe dele! Puta merda. Não tenho nenhuma roupa limpa, e ela praticamente nos pegou em flagrante. — Talvez eu deva ficar.
— Ah, não deve, não — ameaça Christian. — Você pode usar alguma roupa minha.
Ele veste uma camiseta branca e passa a mão naquele cabelo desgrenhado pós-foda. Apesar da ansiedade, perco o fio dos pensamentos. Sua beleza me desestabiliza.
— Anastasia, você podia vestir um saco e continuaria linda. Por favor, não se preocupe. Eu gostaria que conhecesse minha mãe. Vista-se. Vou lá acalmá-la. — Sua boca se contrai. — Espero você na sala em cinco minutos, do contrário, venho pessoalmente arrastá-la daqui, do jeito que estiver vestida. As camisetas estão nesta gaveta. As camisas de tecido estão no armário. Sirva-se.
Ele me olha especulativamente por um momento, então sai do quarto.
Puta merda. A mãe de Christian. Isso é muito mais do que eu esperava. Talvez conhecê-la ajude a encaixar uma pecinha do quebra-cabeça. Poderia me ajudar a entender por que Christian é do jeito que é... De repente, quero conhecê-la. Pego minha blusa no chão, e fico feliz ao ver que sobreviveu bem à noite, praticamente sem nenhum amassado. Encontro o sutiã azul embaixo da cama e visto-o depressa. Mas se tem uma coisa que odeio é não usar uma calcinha limpa. Procuro na cômoda de Christian e encontro suas cuecas. Visto uma Calvin Klein cinza-escura, enfio a calça jeans e calço os tênis.
Pego a jaqueta, entro depressa no banheiro e dou de cara com meus olhos muito brilhantes, meu rosto afogueado e meu cabelo! Merda... Marias-chiquinhas pós-foda também não. Procuro uma escova na gaveta do banheiro e encontro um pente. Vai ter que servir. Prendo rapidamente o cabelo e me desespero com minhas roupas. Quem sabe eu devo aceitar as roupas que Christian ofereceu. Meu inconsciente contrai os lábios e pronuncia a palavra “prostituta”. Finjo que não ouço. Vestindo a jaqueta, cujos punhos felizmente escondem as marcas reveladoras deixadas pela gravata dele, dou uma última olhada ansiosa no meu reflexo no espelho. Vai ter que servir. Dirijo-me à sala principal.
— Aí está ela.
Christian se levanta do sofá onde está recostado.
Sua expressão é carinhosa e agradecida. A mulher de cabelo ruivo ao lado dele sorri para mim, um sorriso luminoso. Ela se levanta também. Está impecavelmente arrumada, com um vestido de tricô bege e sapatos combinando. Ela é bem cuidada, elegante, linda, e eu morro um pouco por dentro, sabendo que estou um lixo.
— Mãe, esta é Anastasia Steele. Anastasia, esta é Grace Trevelyan-Grey. — A Dra. Trevelyan-Grey me estende a mão. T... de Trevelyan? A inicial dele.
— Que prazer em conhecê-la — murmura ela.
Se eu não estiver enganada, há um tom admirado e talvez até aliviado em sua voz, e um brilho caloroso em seus olhos cor de avelã. Seguro sua mão, e não posso evitar um sorriso, retribuindo sua simpatia.
— Dra. Trevelyan-Grey — cumprimento.
— Pode me chamar de Grace. — Ela sorri, e Christian franze a testa. — Normalmente me chamam de Dra. Trevelyan, e a Sra. Grey é minha sogra. — Ela dá uma piscadela. — Então, como vocês se conheceram?
Ela olha com um ar interrogativo para Christian, sem conseguir esconder a curiosidade.
— Anastasia me entrevistou para o jornal da WSU porque vou entregar os diplomas esta semana.
Puta merda. Eu tinha me esquecido disso.
— Então você se forma esta semana? — pergunta Grace.