Cinquenta tons de cinza [em Portugues]
- Автор: Джеймс Эрика Леонард
- Серия: Cinquenta Sombras #1
- Год: 2012
- Язык: португальский
- Жанр: Любовь и отношения
Электронная книга - «Cinquenta tons de cinza [em Portugues]». Краткое содержание книги:
— Ok — concordo prontamente, sorrindo para ele, aliviada.
A ideia de Kate castrando Christian não é algo em que eu queira pensar.
Ele contrai a boca para mim, e balança a cabeça.
— Quanto antes eu tiver sua submissão, melhor, e podemos parar com isso — diz ele.
— Parar com o quê?
— Com você me desafiando.
Ele pega meu queixo e me dá um beijo rápido e doce na boca. As portas do elevador se abrem. Oferece a mão, e me conduz para a garagem subterrânea.
Eu, desafiando-o... como?
Ao lado do elevador, vejo o Audi 4x4 preto, mas é de um modelo esportivo que soa o alarme, e as luzes se acendem quando Grey aponta a chave para ele. É um desses carros que devia ter uma loura de pernas muito compridas, vestida só de biquíni, esparramada no capô.
— Bonito carro — murmuro secamente.
Ele ergue os olhos e sorri.
— Eu sei — diz, e, por uma fração de segundo, o Christian meigo, jovem e descontraído está de volta.
Isso aquece meu coração. Ele está tão empolgado. Os meninos e seus brinquedos. Reviro os olhos para ele, mas não consigo deixar de sorrir. Abre a porta do carro para mim, e eu entro. Opa... É muito baixo. Ele dá a volta no carro com uma elegância natural, e se encaixa com graça lá dentro, apesar de toda a sua altura.
Como ele faz isso?
— Então, que tipo de carro é esse?
— É um Audi R8 Spyder. Está um dia lindo, podemos baixar a capota. Tem um boné aí dentro. — ele aponta para o porta-luvas — Na verdade, deve ter dois. E óculos escuros também, se você quiser.
Ele dá a partida, e o motor ronca atrás de nós. Coloca a bolsa de couro no espaço atrás dos assentos, aperta um botão, e o teto se retrai lentamente. Ao apertar outro botão, Bruce Springsteen nos envolve.
— Não dá para não gostar do Bruce.
Ele sorri para mim, tira o carro da vaga e sobe a rampa íngreme, onde para, esperando a cancela abrir.
Saímos na luminosa manhã de maio de Seattle. Pego os bonés no porta-luvas. Os Mariners. Christian gosta de beisebol? Passo-lhe um boné, e ele o coloca. Puxo o cabelo pela abertura na parte de trás do meu e abaixo a aba.
As pessoas nos olham ao passarmos pelas ruas. Por um instante, acho que é para ele... e aí, uma parte muito paranoica acha que todo mundo está me olhando porque sabe o que andei fazendo nas últimas doze horas, mas finalmente me dou conta de que é o carro. Christian parece alheio, absorto em seus pensamentos.
Há pouco tráfego, e logo estamos na Interestadual 5, sentido sul, o vento soprando acima de nossas cabeças. Bruce está cantando sobre estar em fogo e sobre seu desejo. Que apropriado. Enrubesço ouvindo a letra. Christian me olha. Ele pôs os óculos escuros e não posso ver o que está sentindo. Contrai ligeiramente a boca, e pousa a mão no meu joelho, apertando com delicadeza. O ar fica preso na minha garganta.
— Está com fome? — pergunta ele.
Não de comida.
— Não muita.
Sua boca se contrai, formando aquela linha tensa.
— Você precisa comer, Anastasia — repreende ele. — Conheço um restaurante ótimo perto de Olympia. Vamos parar lá.
Torna a apertar meu joelho, e leva de volta a mão ao volante ao pisar no acelerador. Estou comprimida no encosto do banco. Caramba, esse carro anda.
* * *
O RESTAURANTE É pequeno e íntimo, um chalé de madeira no meio de uma floresta. A decoração é rústica: cadeiras e mesas espalhadas aleatoriamente, cobertas com toalhas de algodão e decoradas com pequenos vasos de flores. CUISINE SAUVAGE, diz a placa na entrada.
— Faz tempo que não venho aqui. Eles preparam o que colheram ou capturaram.
Ele ergue as sobrancelhas como se estivesse horrorizado, e temos que rir. A garçonete nos traz a carta de vinhos. Cora ao ver Christian, evitando fazer contato visual, escondendo-se embaixo da comprida franja loura. Ela gosta dele! Eu não sou a única!
— Duas taças de Pinot Grigio — diz Christian com autoridade.
Contraio os lábios, exasperada.
— O que foi? — pergunta ele bruscamente.
— Eu queria uma Coca Zero — digo baixinho.
Ele aperta os olhos cinzentos e faz que não, balançando a cabeça.
— O Pinot Grigio daqui é um vinho honesto. Vai harmonizar bem com a refeição, seja ela qual for — diz com paciência.
— Seja ela qual for?
— Sim.
Ele dá aquele seu sorriso deslumbrante com a cabeça inclinada para o lado, e meu estômago dá um salto. Não posso deixar de retribuir o glorioso sorriso.
— Minha mãe gostou de você — diz ele secamente.
— É mesmo?
Aquelas palavras me fazem corar de prazer.
— Ah, sim. Ela sempre achou que eu fosse gay.
Fico boquiaberta, e me lembro daquela pergunta... da entrevista. Ah, não.
— Por que ela achou que você fosse gay? — sussurro.
— Porque nunca me viu com uma garota.
— Ah... nem com uma das quinze?
Ele ri.
— Você se lembra. Não, nenhuma das quinze.
— Ah.
— Você sabe, Anastasia, este foi um fim de semana de primeiras vezes para mim também — diz baixinho.
— Foi?
— Eu nunca dormi com ninguém, nunca fiz sexo na minha cama, nunca levei uma garota no Charlie Tango, nunca apresentei uma mulher à minha mãe. O que você está fazendo comigo? — Seus olhos ardem em chamas, com uma intensidade que me tira o fôlego.
A garçonete chega com nossas taças de vinho, e eu imediatamente dou um gole rápido. Será que ele está se abrindo ou só fazendo uma observação despretensiosa?
— Gostei muito deste fim de semana — murmuro.
Ele torna a apertar os olhos.
— Pare de morder esse lábio — reclama. — Eu também gostei — acrescenta.
— O que é sexo baunilha? — pergunto, pelo menos para não pensar naquele olhar intenso e sensual que ele está me dando. Ele ri.
— É sexo convencional, Anastasia. Nada de brinquedos nem acessórios. — Ele dá de ombros. — Bem... na verdade você não sabe a diferença, mas é o que significa.
— Ah.
Pensei que tivéssemos feito sexo brownie de chocolate com calda quente. Mas, afinal, o que é que eu sei?
A garçonete nos traz uma sopa. Ficamos olhando para ela um tanto inseguros.
— Sopa de urtiga — informa a moça antes de dar meia-volta e retornar bruscamente para a cozinha.
Acho que ela não gosta de ser ignorada por Christian. Provo um pouco da sopa. Está deliciosa. Christian e eu nos entreolhamos com alívio. Dou uma risadinha, e ele inclina a cabeça.
— Esse som é muito agradável — murmura.
— Por que você nunca tinha feito sexo baunilha? Sempre fez... hum, do jeito que faz? — pergunto intrigada.
Ele assente lentamente.
— Mais ou menos. — Sua voz é cautelosa. Ele fica sério, parecendo envolvido em algum tipo de luta interior. Depois ergue os olhos, decidido. — Uma das amigas da minha mãe me seduziu quando eu tinha quinze anos.
— Ah. — Puta merda, ele era muito novo!
— Ela tinha gostos muito especiais. Fui submisso a ela durante seis anos. — Ele encolhe os ombros.
— Ah. — Meu cérebro congelou, paralisado de espanto com essa confissão.
— Por isso sei exatamente o que isso envolve, Anastasia. — Seus olhos brilham com perspicácia.
Fico olhando para ele, sem conseguir dizer nada — até meu inconsciente está calado.
— Na verdade, não tive uma introdução normal ao sexo.
Minha curiosidade desperta.
— Então você não namorou ninguém na faculdade?
— Não. — Ele balança a cabeça para enfatizar a resposta.
A garçonete recolhe nossas tigelas, interrompendo-nos momentaneamente.
— Por quê? — pergunto quando ela se retira.