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Cinquenta tons de cinza [em Portugues]

Электронная книга - «Cinquenta tons de cinza [em Portugues]». Краткое содержание книги:

Quando Anastasia Steele entrevista o jovem empresario Christian Grey, descobre nele um homem atraente, brilhante e profundamente dominador. Ingenua e inocente, Ana se surpreende ao perceber que, a despeito da enigmatica reserva de Grey, esta desesperadamente atraida por ele. Incapaz de resistir a beleza discreta, a timidez e ao espirito independente de Ana, Grey admite que tambem a deseja mas em seus proprios termos. Chocada e ao mesmo tempo seduzida pelas estranhas preferencias de Grey, Ana hesita. Por tras da fachada de sucesso os negocios multinacionais, a vasta fortuna, a amada familia , Grey e um homem atormentado por demonios do passado e consumido pela necessidade de controle. Quando eles embarcam num apaixonado e sensual caso de amor, Ana nao so descobre mais sobre seus proprios desejos, como tambem sobre os segredos obscuros que Grey tenta manter escondidos...
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Franzo a testa. Será que ele quer que eu fique mais uma noite?

Tenho que ir para casa hoje à noite. Preciso de roupas limpas.

— Podemos lhe arranjar umas aqui.

Não tenho dinheiro sobrando para gastar em roupas. Ele levanta a mão e segura meu queixo, puxando-o e fazendo com que meus dentes soltem meu lábio. Nem percebi que eu estava mordendo-o.

— O que foi? — pergunta ele.

— Preciso estar em casa hoje à noite.

Sua boca está contraída.

— Tudo bem, hoje à noite — ele concorda. — Agora, acabe de comer.

Meus pensamentos e meu estômago estão agitados. Meu apetite desapareceu. Olho para o prato quase intocado. Simplesmente não estou com fome.

— Coma, Anastasia. Você não comeu ontem à noite.

— Eu realmente não estou com fome — sussurro.

Ele estreita os olhos.

— Eu realmente gostaria que você terminasse o que tem no prato.

— Qual seu problema com a comida? — pergunto sem pensar.

Ele faz uma expressão contrariada.

— Eu já disse. Não gosto de desperdício de comida. Coma — diz ele secamente. Seus olhos estão sombrios, aflitos.

Puta merda. O que é isso? Pego o garfo e como lentamente, tentando mastigar. Preciso me lembrar de não encher tanto o prato, para o caso de ele ficar estranho por causa de comida. A expressão dele relaxa à medida que eu vou terminando lentamente o meu café da manhã. Noto que ele não deixa uma migalha no prato. Espera eu terminar, e então retira meu prato.

— Você cozinhou, eu tiro a mesa.

— É muito democrático.

— É. — Ele franze a testa. — Não é meu estilo. Depois que eu fizer isso, vamos tomar um banho de banheira.

— Ah, ok.

Nossa... Eu preferia mil vezes tomar um banho de chuveiro. Meu celular toca, interrompendo meu devaneio. É Kate.

— Oi.

Vou até as portas de vidro da varanda, para longe dele.

— Ana, por que não me mandou uma mensagem ontem à noite? — Ela está zangada.

— Desculpe. Fui surpreendida pelos acontecimentos.

— Você está bem?

— Estou, sim.

— Você transou?

Ela está à cata de informações. Reviro os olhos diante do tom esperançoso da voz dela.

— Kate, não quero falar pelo telefone. — Christian olha para mim.

— Você transou... Já vi tudo.

Como assim ela já viu tudo? Está blefando, e não posso falar desse assunto. Assinei o raio de um pacto.

— Kate, por favor.

— Como foi? Você está bem?

— Já disse que estou bem.

— Ele foi delicado?

— Kate, por favor! — Não consigo disfarçar a exasperação.

— Ana, não me esconda nada. Ando esperando por esse dia há quase quatro anos.

— A gente se vê à noite. — Desligo.

Vai ser difícil resolver isso. Ela é muito tenaz, quer saber detalhes, e não posso lhe contar porque assinei um... como é mesmo o nome? Termo de confidencialidade. Ela vai surtar, com razão, portanto, preciso de um plano. Volto a observar Christian circular com elegância pela cozinha.

— O termo de confidencialidade, será que ele cobre tudo? — pergunto timidamente.

— Por quê?

Ele se vira para mim enquanto guarda a caixa de chá. Fico vermelha.

— Bem, tenho umas perguntas, sabe, sobre sexo. — Fico olhando para meus dedos. — E gostaria de fazê-las a Kate.

— Você pode perguntar para mim.

— Christian, com todo o respeito... — Minha voz falha. Não posso perguntar a você. Vou ter como respostas sua visão enviesada, sacana e distorcida do sexo. Quero uma opinião imparcial. — É só sobre a mecânica da coisa. Não vou mencionar o Quarto Vermelho da Dor.

Ele ergue as sobrancelhas.

— Quarto Vermelho da Dor? O quarto tem mais a ver com prazer, Anastasia. Pode acreditar — diz ele. — Além do mais — usa um tom mais áspero —, sua amiga está trepando com meu irmão. Eu realmente acharia melhor que você não perguntasse nada a ela.

— Sua família sabe da sua... hum, predileção?

— Não. Não é da conta deles. — Ele vem andando até parar na minha frente. — O que você quer saber? — pergunta, correndo os dedos de leve no meu rosto até o queixo, inclinando minha cabeça para trás para poder me olhar nos olhos. Fico com vergonha. Não consigo mentir para esse homem.

— Nada de específico no momento — sussurro.

— Bem, podemos começar com: como foi a noite de ontem para você?

Seus olhos ardem de curiosidade. Ele está louco para saber. Uau.

— Foi boa — murmuro.

Ele dá um sorrisinho.

— Para mim também — concorda ele. — Eu nunca tinha feito sexo baunilha. Tem suas vantagens. Mas vai ver que é por ser com você.

Ele passa o polegar no meu lábio inferior.

Respiro fundo. Sexo baunilha?

— Venha, vamos tomar um banho de banheira.

Ele se inclina e me beija. Meu coração dispara e o desejo se acumula bem... lá embaixo.

* * *

A BANHEIRA É feita de pedra branca, funda e oval, muito sofisticada. Christian se abaixa e abre a torneira na parede azulejada para enchê-la, e acrescenta à água um óleo de banho que parece caro. A água espuma à medida que a banheira enche, liberando um perfume doce e quente de jasmim. Ele se levanta e me olha, os olhos sombrios, depois tira a camisa e a joga no chão.

— Srta. Steele. — Ele estende a mão.

Estou parada no vão da porta, olhos arregalados e cautelosa, os braços em volta do corpo. Adianto-me, admirando discretamente seu físico. Pego a mão dele, e ele me convida a entrar na banheira enquanto ainda estou com sua camisa. Obedeço. Vou ter que me acostumar a isso quando aceitar sua oferta ultrajante... se eu aceitar! A água está bem quentinha.

— Vire-se, olhe para mim — ordena ele com a voz suave.

Obedeço. Ele me observa com atenção.

— Sei que este lábio é delicioso, e já pude comprovar, mas poderia parar de mordê-lo? — diz ele com os dentes cerrados. — Quando você morde, me dá vontade de foder, e você está dolorida, ok?

Automaticamente arquejo, soltando o lábio, chocada.

— Muito bem — provoca ele. — Conseguiu entender?

Ele me fuzila com os olhos. Balanço freneticamente a cabeça, assentindo. Eu não tinha ideia de que isso o afetava tanto.

— Ótimo.

Ele estica o braço, tira o iPod do bolso da camisa e o coloca ao lado da pia.

— Água e iPod não é uma combinação inteligente — murmura.

Ele se abaixa, segura a camisa pela parte de baixo, retira-a pela minha cabeça e a joga no chão.

Recua para me olhar. Estou completamente nua. Fico vermelha e olho para as mãos na altura do meu baixo ventre, querendo desesperadamente sumir na espuma dentro da água quente, mas sei que ele não vai querer isso.

— Ei — ele me chama. Olho para ele, que está com a cabeça inclinada para o lado. — Anastasia, você é uma mulher muito bonita. Não abaixe a cabeça como se estivesse envergonhada. Você não tem do que se envergonhar, e é uma verdadeira alegria estar aqui olhando para você.

Ele segura meu queixo e levanta minha cabeça para eu encará-lo. Os olhos de Christian estão meigos e carinhosos, até excitados. Ele está muito perto. Bastaria eu esticar o braço para tocar nele.

— Pode se sentar agora.

Ele interrompe meus pensamentos dispersos, e entro correndo na água quente e convidativa. Aah... a água pinica e isso me pega de surpresa, mas tem um perfume divino, também. A dor inicial logo passa. Deito-me e fecho os olhos por um instante, relaxando naquela quentura calmante. Quando os abro, ele está me olhando.

— Por que não se junta a mim? — pergunto, corajosamente, acho eu, a voz rouca.

— Acho que vou fazer isso. Chegue para a frente — ordena.

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