Cinquenta tons de cinza [em Portugues]
- Автор: Джеймс Эрика Леонард
- Серия: Cinquenta Sombras #1
- Год: 2012
- Язык: португальский
- Жанр: Любовь и отношения
Электронная книга - «Cinquenta tons de cinza [em Portugues]». Краткое содержание книги:
Franzo a testa. Será que ele quer que eu fique mais uma noite?
— Tenho que ir para casa hoje à noite. Preciso de roupas limpas.
— Podemos lhe arranjar umas aqui.
Não tenho dinheiro sobrando para gastar em roupas. Ele levanta a mão e segura meu queixo, puxando-o e fazendo com que meus dentes soltem meu lábio. Nem percebi que eu estava mordendo-o.
— O que foi? — pergunta ele.
— Preciso estar em casa hoje à noite.
Sua boca está contraída.
— Tudo bem, hoje à noite — ele concorda. — Agora, acabe de comer.
Meus pensamentos e meu estômago estão agitados. Meu apetite desapareceu. Olho para o prato quase intocado. Simplesmente não estou com fome.
— Coma, Anastasia. Você não comeu ontem à noite.
— Eu realmente não estou com fome — sussurro.
Ele estreita os olhos.
— Eu realmente gostaria que você terminasse o que tem no prato.
— Qual seu problema com a comida? — pergunto sem pensar.
Ele faz uma expressão contrariada.
— Eu já disse. Não gosto de desperdício de comida. Coma — diz ele secamente. Seus olhos estão sombrios, aflitos.
Puta merda. O que é isso? Pego o garfo e como lentamente, tentando mastigar. Preciso me lembrar de não encher tanto o prato, para o caso de ele ficar estranho por causa de comida. A expressão dele relaxa à medida que eu vou terminando lentamente o meu café da manhã. Noto que ele não deixa uma migalha no prato. Espera eu terminar, e então retira meu prato.
— Você cozinhou, eu tiro a mesa.
— É muito democrático.
— É. — Ele franze a testa. — Não é meu estilo. Depois que eu fizer isso, vamos tomar um banho de banheira.
— Ah, ok.
Nossa... Eu preferia mil vezes tomar um banho de chuveiro. Meu celular toca, interrompendo meu devaneio. É Kate.
— Oi.
Vou até as portas de vidro da varanda, para longe dele.
— Ana, por que não me mandou uma mensagem ontem à noite? — Ela está zangada.
— Desculpe. Fui surpreendida pelos acontecimentos.
— Você está bem?
— Estou, sim.
— Você transou?
Ela está à cata de informações. Reviro os olhos diante do tom esperançoso da voz dela.
— Kate, não quero falar pelo telefone. — Christian olha para mim.
— Você transou... Já vi tudo.
Como assim ela já viu tudo? Está blefando, e não posso falar desse assunto. Assinei o raio de um pacto.
— Kate, por favor.
— Como foi? Você está bem?
— Já disse que estou bem.
— Ele foi delicado?
— Kate, por favor! — Não consigo disfarçar a exasperação.
— Ana, não me esconda nada. Ando esperando por esse dia há quase quatro anos.
— A gente se vê à noite. — Desligo.
Vai ser difícil resolver isso. Ela é muito tenaz, quer saber detalhes, e não posso lhe contar porque assinei um... como é mesmo o nome? Termo de confidencialidade. Ela vai surtar, com razão, portanto, preciso de um plano. Volto a observar Christian circular com elegância pela cozinha.
— O termo de confidencialidade, será que ele cobre tudo? — pergunto timidamente.
— Por quê?
Ele se vira para mim enquanto guarda a caixa de chá. Fico vermelha.
— Bem, tenho umas perguntas, sabe, sobre sexo. — Fico olhando para meus dedos. — E gostaria de fazê-las a Kate.
— Você pode perguntar para mim.
— Christian, com todo o respeito... — Minha voz falha. Não posso perguntar a você. Vou ter como respostas sua visão enviesada, sacana e distorcida do sexo. Quero uma opinião imparcial. — É só sobre a mecânica da coisa. Não vou mencionar o Quarto Vermelho da Dor.
Ele ergue as sobrancelhas.
— Quarto Vermelho da Dor? O quarto tem mais a ver com prazer, Anastasia. Pode acreditar — diz ele. — Além do mais — usa um tom mais áspero —, sua amiga está trepando com meu irmão. Eu realmente acharia melhor que você não perguntasse nada a ela.
— Sua família sabe da sua... hum, predileção?
— Não. Não é da conta deles. — Ele vem andando até parar na minha frente. — O que você quer saber? — pergunta, correndo os dedos de leve no meu rosto até o queixo, inclinando minha cabeça para trás para poder me olhar nos olhos. Fico com vergonha. Não consigo mentir para esse homem.
— Nada de específico no momento — sussurro.
— Bem, podemos começar com: como foi a noite de ontem para você?
Seus olhos ardem de curiosidade. Ele está louco para saber. Uau.
— Foi boa — murmuro.
Ele dá um sorrisinho.
— Para mim também — concorda ele. — Eu nunca tinha feito sexo baunilha. Tem suas vantagens. Mas vai ver que é por ser com você.
Ele passa o polegar no meu lábio inferior.
Respiro fundo. Sexo baunilha?
— Venha, vamos tomar um banho de banheira.
Ele se inclina e me beija. Meu coração dispara e o desejo se acumula bem... lá embaixo.
* * *
A BANHEIRA É feita de pedra branca, funda e oval, muito sofisticada. Christian se abaixa e abre a torneira na parede azulejada para enchê-la, e acrescenta à água um óleo de banho que parece caro. A água espuma à medida que a banheira enche, liberando um perfume doce e quente de jasmim. Ele se levanta e me olha, os olhos sombrios, depois tira a camisa e a joga no chão.
— Srta. Steele. — Ele estende a mão.
Estou parada no vão da porta, olhos arregalados e cautelosa, os braços em volta do corpo. Adianto-me, admirando discretamente seu físico. Pego a mão dele, e ele me convida a entrar na banheira enquanto ainda estou com sua camisa. Obedeço. Vou ter que me acostumar a isso quando aceitar sua oferta ultrajante... se eu aceitar! A água está bem quentinha.
— Vire-se, olhe para mim — ordena ele com a voz suave.
Obedeço. Ele me observa com atenção.
— Sei que este lábio é delicioso, e já pude comprovar, mas poderia parar de mordê-lo? — diz ele com os dentes cerrados. — Quando você morde, me dá vontade de foder, e você está dolorida, ok?
Automaticamente arquejo, soltando o lábio, chocada.
— Muito bem — provoca ele. — Conseguiu entender?
Ele me fuzila com os olhos. Balanço freneticamente a cabeça, assentindo. Eu não tinha ideia de que isso o afetava tanto.
— Ótimo.
Ele estica o braço, tira o iPod do bolso da camisa e o coloca ao lado da pia.
— Água e iPod não é uma combinação inteligente — murmura.
Ele se abaixa, segura a camisa pela parte de baixo, retira-a pela minha cabeça e a joga no chão.
Recua para me olhar. Estou completamente nua. Fico vermelha e olho para as mãos na altura do meu baixo ventre, querendo desesperadamente sumir na espuma dentro da água quente, mas sei que ele não vai querer isso.
— Ei — ele me chama. Olho para ele, que está com a cabeça inclinada para o lado. — Anastasia, você é uma mulher muito bonita. Não abaixe a cabeça como se estivesse envergonhada. Você não tem do que se envergonhar, e é uma verdadeira alegria estar aqui olhando para você.
Ele segura meu queixo e levanta minha cabeça para eu encará-lo. Os olhos de Christian estão meigos e carinhosos, até excitados. Ele está muito perto. Bastaria eu esticar o braço para tocar nele.
— Pode se sentar agora.
Ele interrompe meus pensamentos dispersos, e entro correndo na água quente e convidativa. Aah... a água pinica e isso me pega de surpresa, mas tem um perfume divino, também. A dor inicial logo passa. Deito-me e fecho os olhos por um instante, relaxando naquela quentura calmante. Quando os abro, ele está me olhando.
— Por que não se junta a mim? — pergunto, corajosamente, acho eu, a voz rouca.
— Acho que vou fazer isso. Chegue para a frente — ordena.