Бесплатная библиотека
Читайте книгу на сайте или телефоне

Электронная книга - «A Herdeira [em Português]». Краткое содержание книги:

A Herdeira [em Português]
1 ... 26 27 28 29 30 31 32 33 34 ... 70
Перейти на страницу:

- Eu…

- Não tem importância. Compre o vestido. Sabe o que deve fazer numa festa?

- Sem dúvida. É claro que sei o que se deve fazer numa festa. - Não era essa uma das vantagens de uma boa escola suíça? Ensinam lá todos os princípios e regras da sociedade.

- Ótimo.Convidei um grupo da Arábia Saudita. Devem vir mais ou menos… - Voltou-se para Rhys, que sorriu para Elizabeth e disse: - Mais ou menos umas quarenta pessoas.

- Deixem tudo comigo - disse então Elizabeth, cheia de confiança. O jantar foi um desastre completo. Elizabeth tinha dito ao cozinheiro que preparasse coquetel de caranguejos, seguindo de cassoulets individuais, que seriam servidos com bons vinhos.

Infelizmente, os cassoulets tinham carne de porco e os árabes não tocavam nem em crustáceos, nem em carne de porco. Não tomavam, além disso, bebidas alcoólicas. Os convidados olharam para a comida, mas não provaram coisa alguma. Elizabeth, sentada à cabeceira da mesa, tendo o pai à outra cabeceira, ficou petrificada de vergonha, sentindo a sua derrota. Foi Rhys Williams que salvou a noite.

Desapareceu por um instante no escritório e telefonou. Voltou então para o salão de jantar e começou a distrair os convidados, contando histórias divertidas, enquanto os empregados tiravam os pratos da mesa. Quase no mesmo instante, segundo pareceu, uma frota de caminhões chegou ao edifício e, como por encanto, uma variedade de pratos começou a aparecer na mesa.

Cuscuz árabe e carneiro en brochete, travessas de peixe e galinha assada, seguidos de doces, queijos e frutas secas. Todos apreciaram a comida, menos Elizabeth.

Estava tão acabrunhada que não conseguia engolir um só bocado. Sempre que olhava para Rhys, este a estava observando com um brilho de cumplicidade no olhar.

Elizabeth não saberia explicar a razão, mas estava mortificada com o fato de que Rhys não só tivesse assistido à sua desmoralização, mas ainda a tivesse salvado.

Quando tudo terminou e os convidados saíram com relutância já às primeiras horas da madrugada, Elizabeth, Sam e Rhys se reuniram na sala de estar. Rhys estava servindo conhaque. Elizabeth respirou fundo e voltou-se para o pai.

- Desculpe o que houve no jantar. Se não fosse Rhys…

- Tenho certeza de que da próxima vez você se sairá melhor - disse Sam, sem maior interesse. Mas Sam acertara. Daí por diante, quando havia uma recepção, fosse para quatro ou quatrocentas pessoas, Elizabeth fazia pesquisas sobre os convidados, descobria seus gostos e preferências, e até o tipo de acolhimento que lhes agradava.

Tinha um catálogo com fichas de cada pessoa.

Os convidados se sentiam envaidecidos de encontrar sempre o vinho, o uísque ou os charutos de que gostavam, e de ter em Elizabeth uma pessoa que podia conversar com conhecimento de causa sobre o assunto que mais lhes interessava.

Rhys comparecia a quase todas as recepções, sempre acompanhado de belas mulheres. Elizabeth detestava-as todas, mas procurava imitá-las. Se Rhys aparecia com uma mulher com os cabelos penteados para trás, ela tentava o mesmo penteado.

Procurava imitá-las em tudo. Mas nada disso parecia impressionar Rhys. Ao contrário, não notava coisa alguma. Frustrada, Elizabeth resolveu afinal ser ela mesma e não imitar mais ninguém.

Na manhã do seu vigésimo primeiro aniversário, quando Elizabeth desceu para o café, o pai lhe disse:

- Encomende algumas entradas de teatro para esta noite. Depois iremos jantar no 21. Elizabeth pensou que o pai se tivesse lembrado do seu aniversário e ficou radiante.

Mas Sam acrescentou: - Seremos doze pessoas. Vamos comemorar os novos contratos bolivianos.

Ela nada disso sobre o aniversário. Recebeu alguns telegramas de antigas colegas, e foi só. Às seis da tarde recebeu um enorme buquê de flores. Elizabeth pensou que fosse o pai que as houvesse mandado. Mas o cartão que acompanhava as flores dizia: "Um belo dia para uma bela mulher. Rhys." O pai saiu de casa às sete horas para o teatro. Viu as flores e perguntou:

- Algum pretendente? Elizabeth teve vontade de dizer que se tratava de um presente de aniversário, mas de que adiantava? Quando se tem de lembrar o próprio aniversário a uma pessoa amada, então é tudo inútil.

Viu o pai sair e ficou sem saber o que iria fazer naquela noite. Os vinte e um anos sempre tinham lhe parecido um marco importante na vida. Significavam a maioridade, a liberdade, a transformação numa mulher.

Bem, o dia mágico havia chegado, e ela não se sentia diferente em nada do que tinha sido no ano anterior ou dois anos antes. Por que ele não se lembrara? Se fosse um filho, teria esquecido? O mordomo apareceu para lhe perguntar sobre o jantar. Elizabeth não estava com fome. Sentia-se sozinha e abandonada. Sabia que estava pensando demais em si mesma, mas o que podia fazer?

O que ela lamentava não era apenas aquele aniversário solitário, mas todos os outros aniversários do passado, a dor cresceu sozinha, sem ter uma mãe, um pai ou qualquer pessoa que tivesse o menor interesse por ela. Às dez horas da noite, estava vestida com um robe, sentada no escuro, diante da lareira. De repente, ouviu uma voz que dizia:

- Parabéns pra você!

As luzes se acenderam e ela viu Rhys Williams. Encaminhou-se para ela e disse:

- Isso é lá maneira de festejar o seu aniversário? Quantas vezes você pensa que vai fazer vinte e um anos?

- Pensei que você estivesse com meu pai esta noite - disse ela, agitada. - Eu estava lá. Mas saí quando ele disse que você tinha ficado em casa. Vista-se e vamos jantar.

Elizabeth abanou a cabeça. Não queria aceitar a compaixão dele.

- Agradeço muito, Rhys. Mas não estou realmente com fome.

- Mas eu estou com fome e não gosto de comer sozinho. Tem cinco minutos para se vestir. Do contrário, vou levá-la como está.

Comeram numa lanchonete, em Long Island, hambúrgueres com chili, batatas fritas e cebolas, tudo acompanhado de refrigerantes. Conversaram muito, e Elizabeth pensou que aquele jantar ainda era melhor do que o do Maxim's. Toda a atenção de Rhys se concentrava nela, e ela começou a compreender por que ele atraía tanto as mulheres.

Não se tratava apenas de sua aparência física. Era também o fato de que ele gostava realmente das mulheres e sentia prazer na companhia delas. Fez Elizabeth sentir-se como alguém especial, alguém cuja companhia ele preferia à de qualquer outra pessoa do mundo. Não era de admirar que as outras se apaixonassem por ele. Rhys contou-lhe um pouco da sua infância no País de Gales e fez tudo parecer admirável, aventuroso e alegre.

- Saí de casa, Liz porque havia em mim a fome de ver tudo e fazer tudo. Queria ser as pessoas que eu via. Eu não era bastante para mim. Pode compreender isso?

Como ela compreendia bem tudo aquilo!

- Trabalhei em parques, em praias e houve um verão em que trabalhei levando turistas em caracle pelo Rhosili…

- Espere um pouco, Rhys. O que é caracle e o que é o Rhosili?

- O Rhosili é um rio turbulento e veloz, cheio de correntezas e corredeiras. Os caracles são barcos feito de armação de madeira coberta de couro. Devem ser anteriores ao tempo dos romanos. Nunca esteve no País de Gales, não? Você adoraria aquilo. Há uma cachoeira no vale de Neath que é uma das coisas mais belas do mundo. Há tantos lugares bonitos para ver!… Aber-Eiddi, Caerbwdi, Porthclais, Kilgetty, Llangwm… E as palavras lhe rolavam dos lábios como uma cadência musical. - é uma terra ainda selvagem e primitiva, cheia de surpresas mágicas.

- Apesar disso, você deixou o País de Gales…

Rhys sorriu e disse:

- Era a fome que havia em mim. Eu queria ser dono do mundo… O que ele não disse foi que a fome ainda não se lhe aplacara no coração.

No decorrer dos três anos seguintes, Elizabeth tornou-se indispensável ao pai. Sua função era tornar a vida dele confortável para que pudesse concentrar-se naquilo que tinha exclusiva importância para ele: os negócios. Os detalhes de sua vida particular eram inteiramente confiados a Elizabeth. Ela contratava e despedia empregados, abria e fechava várias casas de acordo com as necessidades do pai e presidia às recepções para ele. Mais ainda, ela se tornou os olhos e os ouvidos de Sam. Depois de uma reunião de negócios, Sam pedia a opinião dela sobre este ou aquele homem ou lhe explicava por que motivo tinha agido desta ou daquela maneira. Ela o via tomar decisões que afetavam a vida de milhares de pessoas e envolviam centenas de milhões de dólares.

1 ... 26 27 28 29 30 31 32 33 34 ... 70
Перейти на страницу:
0
Сюжет
  • 1
  • 2
  • 3
  • 4
  • 5
  • 6
  • 7
  • 8
  • 9
  • 10
0
Атмосфера
  • 1
  • 2
  • 3
  • 4
  • 5
  • 6
  • 7
  • 8
  • 9
  • 10
0
Главный герой
  • 1
  • 2
  • 3
  • 4
  • 5
  • 6
  • 7
  • 8
  • 9
  • 10
0
Общее впечатление
  • 1
  • 2
  • 3
  • 4
  • 5
  • 6
  • 7
  • 8
  • 9
  • 10
Итоговая оценка: 0.0 из 10 (голосов: 0 / История оценок)