Cinquenta tons mais escuros [em Portugues]
- Автор: Джеймс Эрика Леонард
- Серия: Cinquenta Sombras #2
- Язык: португальский
- Жанр: Романы для взрослых
Электронная книга - «Cinquenta tons mais escuros [em Portugues]». Краткое содержание книги:
Penso nas cicatrizes, a manifestação física e gritante de uma infância terrível e um lembrete revoltante das cicatrizes mentais que ele deve carregar. Meu doce e triste Cinquenta Tons. Ele disse tantas coisas românticas hoje. Ele é louco por mim.
Olhando para o meu reflexo, lembro-me de suas palavras, meu coração enchendo-se mais uma vez, e meu rosto se transforma com um sorriso ridículo. Talvez a gente consiga fazer isso dar certo. Mas por quanto tempo até que ele queira me dar uma surra porque desrespeitei alguma linha arbitrária?
Meu sorriso se desfaz. Isso é o que eu não sei. É a nuvem que paira sobre nós. Umas trepadas sacanas, sim, eu posso fazer isso, e o que mais?
Meu inconsciente me encara impassível, dessa vez sem nenhuma crítica ou palavra de sabedoria para me oferecer. Volto para o quarto para me vestir.
Christian está se arrumando no primeiro andar, fazendo sei lá o quê, então tenho o quarto todo para mim. Além dos vestidos no closet, as gavetas estão cheias de lingerie nova. Escolho um espartilho preto com uma etiqueta que diz quinhentos e quarenta dólares. Ele tem um bordado de prata feito uma filigrana e a menor das calcinhas combinando. Pego também meias sete oitavos, cor da pele, uma seda tão fina, tão elegante. Uau, elas são... provocantes... e bem sensuais.
Estou me esticando para pegar o vestido quando Christian entra sem aviso. Ei, você podia bater na porta! Ele fica paralisado, olhando-me, os olhos cinzentos brilhando famintos. Sinto como se todo o meu corpo tivesse enrubescido. Ele está usando uma calça preta de terno e uma camisa branca, o colarinho aberto. E ainda posso ver a linha de batom. Continua me encarando.
— Precisa de alguma coisa, Sr. Grey? Imagino que você tenha algum propósito nessa visita além de ficar me encarando feito um bobo de boca aberta.
— Obrigado, Srta. Steele, mas estou me divertindo muito aqui, feito um bobo de boca aberta — murmura ele sombrio, entrando no quarto e se embevecendo com a minha visão. — Lembre-me de mandar um bilhete de agradecimento a Caroline Acton.
Franzo a testa. Quem é essa?
— A personal shopper da Neiman — acrescenta ele em resposta, embora eu não tenha formulado a pergunta em voz alta.
— Ah.
— Estou bastante distraído.
— Estou vendo. O que você quer, Christian? — Lanço-lhe um olhar de quem não está para brincadeiras.
Ele revida com seu sorriso torto e tira do bolso as bolas prateadas, pegando-me completamente desprevenida. Puta merda! Ele quer me bater? Agora? Por quê?
— Não é o que você está pensando — diz depressa.
— Esclareça — sussurro.
— Achei que você podia usar isto hoje à noite.
E as implicações dessa frase permanecem entre nós enquanto a informação é assimilada.
— Durante a festa? — Fico chocada.
Ele confirma lentamente com a cabeça, seus olhos escurecendo.
Meu Deus.
— Você vai me bater depois?
— Não.
Por um momento, sinto uma pontadinha fugaz de decepção. Ele ri.
— Quer que eu bata?
Engulo em seco. Simplesmente não sei.
— Bem, pode ter certeza de que não vou bater em você daquele jeito, nem que você implore.
Hum! Isso é novidade.
— Quer brincar disso? — continua ele, segurando as bolas. — Você pode tirá-las a qualquer momento, se for demais.
Olho para ele. Parece tão perversamente tentador... o cabelo despenteado pós-foda, os olhos escuros dançando com pensamentos eróticos, os belos lábios curvados num sorriso sensual e brincalhão.
— Está bem — concordo suavemente. É isso aí! Minha deusa interior recuperou a voz e está gritando aos quatro ventos.
— Boa menina. — Christian sorri. — Venha aqui, e eu vou colocá-las em você depois que calçar os sapatos.
Os sapatos? Viro-me e olho os saltos agulha de camurça cor de gelo que combinam com o vestido que escolhi para usar.
Faça o que ele está pedindo!
Ele estende a mão para me apoiar enquanto calço os sapatos Christian Louboutin, uma bagatela de três mil duzentos e noventa e cinco dólares. Eu devo estar, pelo menos, uns doze centímetros mais alta.
Ele me conduz até a beirada da cama e não se senta: caminha até a única cadeira do quarto e a pega, posicionando-a diante de mim.
— Quando eu acenar com a cabeça, você se abaixa e se segura na cadeira. Entendeu? — Sua voz soa áspera.
— Entendi.
— Ótimo. Agora abra a boca — ordena, a voz ainda baixa.
Eu obedeço, imaginando que ele vai enfiar as bolas na minha boca, para lubrificá-las. Mas não, ele enfia o indicador.
Ah...
— Chupe — diz ele.
Aperto sua mão, segurando-o firme e acatando suas ordens. Está vendo? Posso ser obediente, quando quero.
Ele tem gosto de sabonete... hum. Chupo com força, e sou recompensada ao ver seus olhos se arregalando e sua boca se abrindo ao inspirar. Desse jeito, não vou precisar de lubrificante nenhum. Ele coloca as bolas na boca enquanto chupo seu dedo, girando a língua ao redor dele. Quando ele tenta retirá-lo, cravo os dentes.
Ele sorri e balança a cabeça, advertindo-me, e eu o deixo tirar o dedo. Ele acena, e eu me abaixo, segurando nas laterais da cadeira. Christian puxa a minha calcinha para o lado e, bem devagar, desliza o dedo para dentro de mim, fazendo movimentos circulares, de forma que eu o sinto por todos os lados. Não consigo reprimir o gemido que me escapa dos lábios.
Ele retira o dedo momentaneamente e, com cuidado, insere as bolas, uma de cada vez, empurrando-as para dentro de mim. Uma vez que estão lá dentro, ele desliza minha calcinha de volta para o lugar e beija minha bunda. Correndo as mãos por minhas pernas, do tornozelo até a coxa, gentilmente me beija no alto de cada uma de minhas coxas.
— Você tem belas pernas, Srta. Steele — murmura.
De pé, ele me agarra pelo quadril e me puxa para ele. Sinto sua ereção.
— Talvez quando a gente voltar eu coma você desse jeito, Anastasia. Pode ficar de pé agora.
O peso das bolas subindo e descendo dentro de mim me deixa tonta, mais do que excitada. Atrás de mim, Christian se abaixa para beijar meu ombro.
— Comprei isto para você usar na festa de gala do sábado passado. — Ele passa os braços ao meu redor e estende a mão. Nela, repousa uma pequena caixa vermelha com o nome Cartier na tampa. — Mas você me deixou, então perdi a oportunidade.
Ah!
— Esta é a minha segunda chance — murmura ele, a voz embargada por alguma emoção desconhecida. Está nervoso.
Com cuidado, abro a caixa. Dentro brilha um par de brincos pendentes. Cada um com quatro diamantes, um na base, então um pequeno espaço e depois três diamantes pendurados e perfeitamente espaçados, um depois do outro. São lindos, simples e clássicos. O tipo de coisa que eu escolheria, se algum dia tivesse a oportunidade de fazer compras na Cartier.
— São lindos — sussurro, e porque representam uma segunda chance, eu os adoro. — Obrigada.
Ele relaxa junto ao meu corpo à medida que a tensão se dissipa, e beija meu ombro de novo.
— Você vai usar o vestido de cetim prateado? — pergunta.
— Vou. Tudo bem?
— Claro. Vou deixar você terminar de se arrumar. — E sai pela porta sem olhar para trás.
* * *
ENTREI EM UMA espécie de universo paralelo. A jovem que está me olhando do espelho merece um tapete vermelho. O vestido longo tomara que caia, de cetim prateado, é simplesmente deslumbrante. Talvez eu mesma escreva para Caroline Acton. É justo e realça as poucas curvas que tenho.
Meu cabelo cai em ondas suaves ao redor do rosto, escorrendo dos ombros até os seios. Num dos lados, passo-o por trás da orelha, revelando o brinco da segunda chance. Optei por manter uma maquiagem mínima, um visual mais natural. Delineador, rímel, um pouco de blush rosa e batom rosa pálido.