Cinquenta tons mais escuros [em Portugues]
- Автор: Джеймс Эрика Леонард
- Серия: Cinquenta Sombras #2
- Язык: португальский
- Жанр: Романы для взрослых
Электронная книга - «Cinquenta tons mais escuros [em Portugues]». Краткое содержание книги:
— Você é uma delícia — murmura.
Eu me levanto de novo, inebriada com o poder que tenho sobre ele, observando Christian Grey lentamente desfazer-se embaixo de mim. Ele solta minhas mãos e agarra meus quadris, e coloco as mãos em seus braços. Ele investe com força dentro de mim, fazendo-me gritar.
— Isso, baby, sinta-me — diz, a voz tensa.
E é exatamente isso o que eu faço, jogando a cabeça para trás. Ele faz isso tão bem.
Eu me mexo — contrapondo o ritmo dele em perfeita simetria —, entorpecendo todos os meus pensamentos e minha razão. Sou só sensação, perdida nesse vazio de prazer. Para cima e para baixo... de novo e de novo... Ah, sim... Abro os olhos e o encaro, a respiração ofegante, e ele está me encarando também, os olhos reluzentes.
— Minha Ana — gesticula com os lábios.
— Sim — digo, rouca. — Sempre.
Ele geme alto, fechando de novo os olhos, jogando a cabeça para trás. Ver Christian atingindo o clímax é o suficiente, e gozo de forma barulhenta, exaustiva, desmoronando sobre ele.
— Ah, baby — geme ele, chegando ao orgasmo e deixando-se levar.
* * *
MINHA CABEÇA ESTÁ em seu peito, na área proibida, minha bochecha aninhada nos pelos enrolados. Estou ofegante, radiante, e resisto à vontade de beijá-lo.
Fico ali, deitada em cima dele, recuperando o fôlego. Ele alisa meu cabelo, e sua mão desliza ao longo de minhas costas, acariciando-me enquanto sua respiração se acalma.
— Você é tão linda.
Ergo a cabeça para olhar para ele, com a expressão cética. Ele franze a testa em resposta e se senta depressa, pegando-me de surpresa, o braço correndo ao redor de mim, para me manter no lugar. Ficamos cara a cara, e eu aperto seu bíceps.
— Você. É. Linda — diz ele novamente, num tom enfático.
— E você é incrivelmente gentil, às vezes. — Eu o beijo suavemente.
Ele me levanta e sai de dentro de mim. Eu estremeço. Inclinando-se para a frente, ele me beija com ternura.
— Você não tem ideia de como é atraente, tem?
Fico vermelha. O que ele quer com isso agora?
— Todos aqueles caras atrás de você... isso não lhe dava nenhuma pista?
— Caras? Que caras?
— Você quer a lista? — Christian faz uma careta. — O fotógrafo, ele é louco por você; aquele sujeito da loja de ferragens; o irmão mais velho da sua amiga com quem você divide o apartamento. Seu chefe — acrescenta ele amargamente.
— Ah, Christian, não é verdade.
— Pode acreditar. Eles querem você. Eles querem o que é meu. — Ele me puxa para si, e eu levo os braços até seus ombros, minhas mãos em seu cabelo, observando-o, deliciada. — Minha — repete, os olhos brilhando, possessivos.
— Sim, sua — tranquilizo-o, sorrindo.
Ele relaxa, e me sinto perfeitamente à vontade, nua em seu colo, em plena luz do dia, num sábado à tarde. Quem poderia imaginar? As marcas de batom permanecem em seu belo corpo. Reparo, no entanto, que há algumas manchas no edredom, e me pergunto brevemente o que a Sra. Jones vai fazer com elas.
— A linha ainda está intacta — murmuro e, corajosamente, sigo o trajeto em seu ombro com o indicador. Ele se enrijece, piscando de repente. — Quero explorar.
Ele me olha, cético.
— O apartamento?
— Não. Eu estava pensando no mapa do tesouro que desenhamos em você. — Meus dedos coçam de vontade de tocá-lo.
Ele ergue as sobrancelhas, surpreso e indeciso, piscando para mim. Esfrego o nariz no dele.
— E o que isso envolveria exatamente, Srta. Steele?
Retiro a mão de seu ombro e corro meus dedos por seu rosto.
— Só quero tocar você em todos os lugares em que estou autorizada.
Christian pega meu indicador com os dentes, mordendo de leve.
— Ai — protesto, e ele sorri, um rosnado baixo vindo da garganta.
— Tudo bem — diz, soltando meu dedo, mas sua voz está repleta de apreensão. — Espere. — Ele se inclina para trás, levantando-me novamente, e retira a camisinha, deixando-a, sem a menor cerimônia, no chão ao lado da cama. — Odeio essas coisas. Estou pensando em chamar a Dra. Greene para dar uma injeção em você.
— E você acha que é só chamar, que a obstetra e ginecologista mais famosa de Seattle vai vir correndo?
— Posso ser muito persuasivo — murmura ele, colocando meu cabelo atrás da orelha. — Franco fez um ótimo trabalho. Gostei dessas camadas.
O quê?
— Pare de mudar de assunto.
Ele me puxa de volta, de modo que fico sentada sobre ele, recostada em seus joelhos erguidos, um pé de cada lado de seus quadris. Ele se reclina para trás, sobre os braços.
— Pode tocar à vontade — diz, sério. Parece nervoso, mas está tentando esconder.
Mantendo meus olhos fixos nos dele, ergo a mão e corro o dedo logo abaixo da linha de batom, ao longo de seus músculos abdominais finamente esculpidos. Ele recua e eu paro.
— Não tenho que fazer isso — sussurro.
— Não, tudo bem. Só preciso de uma... readaptação. Faz tempo que ninguém me toca — murmura ele.
— Mrs. Robinson? — As palavras saem espontâneas de minha boca, e, surpreendentemente, consigo afastar toda a amargura e o rancor de minha voz.
— Não quero falar dela. Só vai estragar seu bom humor — responde ele, balançando a cabeça, o desconforto aparente.
— Eu aguento.
— Não, você não aguenta, Ana. Você fica possessa toda vez que eu a menciono. Meu passado é meu passado. É um fato. Não posso mudá-lo. Tenho sorte que você não tenha um, porque eu ficaria louco se tivesse.
Faço uma cara feia, mas não quero brigar.
— Ficaria louco? Mais do que já é? — Sorrio, na esperança de aliviar o clima entre nós.
— Louco por você — sussurra ele e contrai os lábios.
Meu coração se incha de alegria.
— Quer que eu chame o Dr. Flynn?
— Acho que não vai ser necessário — diz ele secamente.
Chego meu corpo para trás, de modo que ele estica as pernas; coloco meus dedos novamente em sua barriga e os deixo percorrer sua pele. Ele fica parado mais uma vez.
— Gosto de tocar em você.
Meus dedos descem até o umbigo e continuam, seguindo pelo caminho da felicidade. Ele abre os lábios e sua respiração se altera, os olhos escurecem e sua ereção se mexe debaixo de mim. Caramba. Segunda rodada.
— De novo? — murmuro.
— Ah, sim, Srta. Steele, de novo. — Ele sorri.
* * *
QUE JEITO DELICIOSO de passar uma tarde de sábado. Sob o chuveiro, tomo banho distraída, com cuidado para não molhar o cabelo preso, contemplando as últimas horas. Christian e baunilha parecem estar se dando muito bem, obrigada.
Ele revelou muito hoje. É desconcertante tentar assimilar todas as informações e refletir sobre o que descobri: os detalhes do salário dele... Uau, ele é podre de rico, e para alguém tão jovem, é simplesmente extraordinário... e as pastas que ele tem sobre minha vida e sobre a vida de todas as suas submissas morenas. Será que todas elas estão naquele arquivo?
Meu inconsciente pressiona os lábios e balança a cabeça... Nem pense em ir até lá. Faço uma careta. Nem uma olhadinha?
E então tem essa Leila — possivelmente com uma arma, solta por aí — e seu péssimo gosto musical ainda no iPod dele. Pior ainda, a pedófila Mrs. Robinson, não consigo entender essa mulher, e nem quero. Não quero que ela e aquele cabelo brilhoso sejam um espectro em nosso relacionamento. Ele tem razão, eu morro de raiva quando penso nela, então talvez seja melhor não pensar.
Saio do chuveiro, seco-me e, de repente, sou tomada por um ódio inesperado.
Mas quem não morreria de raiva? Que pessoa normal e em sã consciência faria aquilo com um garoto de quinze anos? Quanto será que ela contribuiu para a piração dele? Não consigo entendê-la. E, pior ainda, ele diz que ela o ajudou. Mas como?