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Cinquenta tons mais escuros [em Portugues]

Электронная книга - «Cinquenta tons mais escuros [em Portugues]». Краткое содержание книги:

Assustada com os segredos obscuros do belo e atormentado Christian Grey, Ana Steele poe um ponto final em seu relacionamento com o jovem empresario e concentra-se em sua nova carreira, numa editora de livros. Mas o desejo por Grey domina cada pensamento de Ana e, quando ele propoe um novo acordo, ela nao consegue resistir. Em pouco tempo, Ana descobre mais sobre o angustiante passado de seu amargurado e dominador parceiro do que jamais imaginou ser possivel. Enquanto Christian tenta se livrar de seus demonios interiores, Ana se ve diante da decisao mais importante da sua vida.
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Christian acena para ele e me puxa para junto de si, enquanto posamos rapidamente para uma foto. Como eles sabem que é ele? O cabelo rebelde cor de cobre, só pode ser.

— Dois fotógrafos? — pergunto a Christian.

— Um é do Seattle Times, o outro é para produzir um souvenir. Nós vamos poder comprar uma cópia no final da festa.

Hum, minha foto vai aparecer nos jornais de novo. Por um instante, Leila invade meus pensamentos. Foi assim que ela me encontrou, após eu posar com Christian. A ideia é perturbadora, embora o fato de que estou irreconhecível debaixo dessa máscara seja reconfortante.

Ao final do tapete, garçons em ternos brancos carregam bandejas com taças transbordantes de champanhe, e fico feliz quando Christian me passa uma delas, distraindo-me com eficiência dos pensamentos sombrios.

Nós nos aproximamos de uma grande pérgula branca adornada com versões menores das lanternas de papel. Sob ela, brilha uma pista de dança quadriculada em preto e branco e delimitada por uma cerca baixa com entradas em três dos lados. Em cada uma das entradas ostentam-se duas elaboradas esculturas de cisnes feitas de gelo. O quarto lado da pérgula é ocupado por um palco no qual um quarteto de cordas toca suavemente uma música melancólica e etérea que não reconheço. O palco parece preparado para receber uma big band, mas, como não há sinal dos músicos, imagino que seja para mais tarde. Segurando minha mão, Christian me conduz entre os cisnes até a pista de dança onde os outros convidados estão reunidos, conversando e bebendo champanhe.

Na direção da baía há uma enorme tenda aberta no lado mais próximo de nós, e posso ver as mesas e cadeiras organizadas formalmente. São tantas!

— Quantas pessoas foram convidadas? — pergunto a Christian, assustada pelo tamanho da tenda.

— Acho que umas trezentas. Você vai ter que perguntar à minha mãe. — Ele sorri para mim.

— Christian!

Uma jovem aparece saindo da multidão e joga os braços ao redor de seu pescoço; e imediatamente sei que se trata de Mia. Ela está usando um vestido longo elegante de chiffon rosa-claro e uma elaborada máscara veneziana deslumbrante, combinando com o vestido. Está linda. Por um momento, sinto-me muito grata pelo vestido que Christian me deu.

— Ana! Ai, querida, você está linda! — Ela me dá um abraço rápido. — Você tem que conhecer minhas amigas. Nenhuma delas consegue acreditar que Christian finalmente tem uma namorada.

Dirijo um rápido olhar de pânico para Christian, que encolhe os ombros como quem diz eu-sei-que-ela-é-impossível-tive-que-conviver-com-ela-durante-anos, e deixo Mia me conduzir até um grupo de quatro jovens, todas vestidas com roupas caras e impecavelmente arrumadas.

Mia nos apresenta rapidamente. Três delas são simpáticas e gentis, mas uma, acho que se chama Lily, olha para mim de forma amarga por debaixo de sua máscara vermelha.

— Claro que todo mundo pensava que Christian era gay — diz ela, cheia de sarcasmo e escondendo o rancor num sorriso largo e falso.

— Lily, comporte-se — resmunga Mia para ela. — É evidente que ele tem um ótimo gosto para mulheres. Só estava esperando a pessoa certa aparecer, e não era você!

Lily fica da mesma cor que a máscara, assim como eu. Tem algo mais desconfortável que isso?

— Meninas, vocês se importam se eu roubar meu par de volta? — Passando o braço em volta de minha cintura, Christian me puxa para junto de si.

Todas as quatro sorriem, enrubescem e se alvoroçam; é o sorriso deslumbrante de Christian fazendo o que sempre faz. Mia revira os olhos para mim, e tenho que rir.

— Prazer em conhecê-las — digo enquanto ele me arrasta para longe. — Obrigada — gesticulo com os lábios para Christian quando estamos a certa distância.

— Vi que Lily estava com Mia. Que criatura desagradável.

— Ela gosta de você — murmuro secamente.

Ele estremece.

— Bem, o sentimento não é recíproco. Venha, deixe-me apresentá-la a algumas pessoas.

Passo a meia hora seguinte em um turbilhão de apresentações. Conheço dois atores de Hollywood, mais dois CEOs e vários médicos importantes. De jeito nenhum vou ser capaz de lembrar todos os nomes.

Christian me mantém junto de si, e fico feliz por isso. Francamente, a riqueza, o glamour, as proporções e a luxuosidade do evento me intimidam. Nunca fui a nada parecido na vida.

Os garçons de branco movem-se sem esforço por entre a multidão crescente de convidados com garrafas de champanhe, enchendo minha taça com uma regularidade preocupante. Não posso beber demais. Não posso beber demais, repito para mim mesma, mas estou começando a me sentir meio zonza, e não sei se é o champanhe, a atmosfera carregada de mistério e excitação criada pelas máscaras, ou as bolas prateadas secretas. A dor silenciosa abaixo da minha cintura está se tornando impossível de ignorar.

— Então você trabalha na SIP? — pergunta um senhor careca que usa uma meia-máscara de urso... ou será um cachorro? — Ouvi rumores de uma aquisição hostil.

Fico vermelha. Sim, houve uma aquisição hostil, por parte de um homem que tem mais dinheiro do que noção e é um perseguidor por excelência.

— Sou só uma assistente, Sr. Eccles. Não saberia desse tipo de coisa.

Christian fica quieto e sorri tranquilamente para Eccles.

— Senhoras e senhores! — O mestre de cerimônias, vestindo uma impressionante máscara de arlequim preta e branca, nos interrompe. — Queiram tomar seus assentos. O jantar será servido.

Christian segura minha mão, e seguimos a multidão que vai conversando até a tenda.

O interior é deslumbrante. Três lustres enormes e baixos irradiam luzes coloridas sobre o forro de seda marfim do teto e das paredes. Deve haver, pelo menos, trinta mesas, e elas me lembram da sala de jantar privada do Hotel Heathman... taças de cristal, toalhas impecáveis de linho branco sobre as mesas e, no centro, um arranjo primoroso de peônias cor-de-rosa em torno de um candelabro de prata. Ao lado, uma cesta de guloseimas embrulhada em papel de seda.

Christian verifica a organização dos lugares e me leva até uma mesa no centro. Mia e Grace Trevelyan-Grey já estão sentadas, absortas numa conversa com um rapaz que não conheço. Grace está usando um vestido verde brilhante com uma máscara veneziana combinando. Está radiante, nem um pouco tensa, e me cumprimenta efusivamente.

— Ana, que bom ver você de novo! Está tão linda.

— Mãe — Christian a cumprimenta com austeridade, e eles trocam dois beijos.

— Ah, Christian, tão formal! — ela o repreende, provocando-o.

Os pais de Grace, o Sr. e a Sra. Trevelyan, juntam-se a nós na mesa. Parecem exuberantes e jovens, embora seja difícil dizer por causa das máscaras cor de bronze idênticas que estão usando. Estão muito felizes em ver Christian.

— Vovó, vovô, gostaria de apresentar Anastasia Steele.

A Sra. Trevelyan praticamente se joga em cima de mim.

— Ah, finalmente ele encontrou alguém, que maravilha, e você é tão bonita! Espero que dê em casamento — exclama, apertando minha mão.

Puta merda. Ainda bem que estou de máscara.

— Mãe, não deixe Ana sem graça — Grace me socorre.

— Não ligue para essa velha indiscreta, minha querida. — O Sr. Trevelyan aperta minha mão. — Ela acha que, só porque tem mais idade, tem o direito divino de dizer qualquer disparate que passa por essa cabeça branca.

— Ana, este é Sean. — Mia apresenta timidamente seu jovem par. Ele me lança um sorriso caloroso, e seus olhos castanhos brilham com diversão quando apertamos as mãos.

— Prazer em conhecê-lo, Sean.

Christian aperta a mão de Sean, encarando-o astuciosamente. Não me diga que a pobre Mia também sofre com a arrogância de seu irmão. Sorrio para ela com simpatia.

Lance e Janine, amigos de Grace, são o último casal a se sentar à mesa, mas ainda não há nenhum sinal do Sr. Carrick Grey.

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