Cinquenta tons mais escuros [em Portugues]
- Автор: Джеймс Эрика Леонард
- Серия: Cinquenta Sombras #2
- Язык: португальский
- Жанр: Романы для взрослых
Электронная книга - «Cinquenta tons mais escuros [em Portugues]». Краткое содержание книги:
Ao voltarmos, sinto-me um pouco melhor, embora o alívio de remover as bolas não tenha sido tão imediato quanto eu esperava. Agora elas estão guardadas na segurança de minha carteira.
Como eu pude achar que poderia aguentar a noite inteira? Ainda estou ardendo de desejo... talvez possa convencer Christian a me levar até o ancoradouro mais tarde. A ideia me faz corar, e lanço um olhar para ele enquanto me sento. Ele me encara, a sombra de um sorriso cruzando seus lábios.
Ufa... não está mais com raiva pela oportunidade perdida, embora eu talvez esteja. Sinto-me frustrada, irritada mesmo. Christian aperta minha mão, e nós ouvimos atentamente o discurso de Carrick, que voltou ao palco para falar da Superando Juntos. Christian me passa mais um cartão, com a lista dos prêmios em leilão. Dou uma olhada rápida.
ITENS E GENTIS DOADORES DO LEILÃO
PARA A SUPERANDO JUNTOS
BASTÃO DE BEISEBOL ASSINADO PELOS JOGADORES DO SEATTLE MARINERS
— DRA. EMILY MAINWARING
BOLSA, CARTEIRA E CHAVEIRO GUCCI — ANDREA WASHINGTON
CUPOM DE UM DIA GRÁTIS PARA DUAS PESSOAS NO ESCLAVA, BRAVERN CENTER
— ELENA LINCOLN
PAISAGISMO E DECORAçãO DE JARDIM — GIA MATTEO
CAIXA COM SELEÇÃO DE PERFUMES E PRODUTOS DE BELEZA COCO DE MER
— ELIZABETH AUSTIN
ESPELHO VENEZIANO — SR. E SRA. J. BAILEY
DUAS CAIXAS DE VINHO ALBAN ESTATES À ESCOLHA — ALBAN ESTATES
DOIS INGRESSOS VIP PARA XTY IN CONCERT — SRA. L. YESYOV
CORRIDA AUTOMOBILÍSTICA EM DAYTONA — EMC BRITT INC.
PRIMEIRA EDIÇÃO DE ORGULHO E PRECONCEITO, DE JANE AUSTEN
— DR. A. F. M. LACE-FIELD
DIRIGIR UM ASTON MARTIN DB7 POR UM DIA — SR. & SRA. L.W. NORA
INTO THE BLUE, ÓLEO SOBRE TELA DE J. TROUTON — KELLY TROUTON
AULA DE PILOTAGEM EM PLANADOR
— SOCIEDADE DE PLANADORES DE SEATTLE
FIM DE SEMANA A DOIS NO HOTEL HEATHMAN, PORTLAND — HOTEL HEATHMAN
FIM DE SEMANA EM ASPEN, COLORADO (PARA SEIS) — SR. C. GREY
UMA SEMANA A BORDO DO IATE SUSIECUE (SEIS LEITOS),
ATRACADO EM SANTA LÚCIA — DR. E SRA. LARIN
UMA SEMANA NO LAGO ADRIANA, MONTANA (PARA OITO) — SR. & DRA. GREY
Puta merda. Olho assustada para Christian.
— Você tem uma propriedade em Aspen? — sussurro. O leilão já começou, então tenho que manter a voz baixa.
Ele faz que sim com a cabeça, surpreso e irritado, acho, com meu espanto. Com o dedo nos lábios, pede-me silêncio.
— Você tem mais algum imóvel? — pergunto.
Ele faz que sim de novo e inclina a cabeça, numa advertência.
O salão inteiro explode em gritos e aplausos, um dos prêmios foi vendido por doze mil dólares.
— Eu lhe conto depois — diz Christian em voz baixa. — Queria ter ido lá com você — acrescenta, aborrecido.
Bem, mas não foi. Fico amuada e percebo que ainda estou irritadiça, sem dúvida é o efeito frustrante das bolas. Meu humor piorou depois que vi o nome da Mrs. Robinson na lista de generosos doadores.
Olho ao redor, procurando por ela, mas não consigo identificar o cabelo revelador. Certamente Christian teria me avisado se ela tivesse sido convidada para a festa. Fico me remoendo, aplaudindo quando necessário, enquanto cada lote é vendido por quantias chocantes.
O leilão passa para o fim de semana na casa de Christian, em Aspen, e já chegou a vinte mil dólares.
— Dou-lhe uma, dou-lhe duas — grita o mestre de cerimônias.
E então, não sei o que dá em mim, mas de repente ouço minha própria voz soar claramente por sobre a multidão.
— Vinte e quatro mil dólares!
Cada uma das máscaras na mesa se vira para mim, com espanto, e a maior reação de todas vem do meu lado. Ouço sua inspiração profunda e sinto sua ira me dominar como uma onda.
— Vinte e quatro mil dólares, para a bela senhorita de vestido prata, dou-lhe uma, dou-lhe duas... Vendido!
CAPÍTULO SETE
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Puta merda, eu realmente fiz isso? Deve ser o álcool. Tomei champanhe e quatro taças de quatro vinhos diferentes. Dou uma olhada em Christian, que está ocupado aplaudindo.
Droga, ele vai ficar com tanta raiva, e estamos nos dando tão bem. Meu inconsciente finalmente decide dar as caras, e parece o sujeito do quadro O grito, de Edvard Munch.
Christian se debruça em minha direção, um enorme sorriso falso plantado na cara. Ele me dá um beijo na bochecha e se aproxima do meu ouvido para sussurrar numa voz muito fria e controlada:
— Não sei se caio de joelhos em adoração por você ou se lhe dou umas boas palmadas.
Ah, eu sei o que eu quero neste exato instante. Ergo o olhar para ele, piscando através da máscara. Queria poder ler seus olhos.
— Opção dois, por favor. — Suspiro, tomada por um frenesi, à medida que os aplausos vão morrendo.
Ele entreabre os lábios e inspira fundo. Ah, essa boca maravilhosa... eu quero ela em mim, agora. Anseio por ele. Ele me lança um sorriso radiante e sincero que me tira o fôlego.
— Está sofrendo, é? Vamos ver o que podemos fazer a respeito — murmura, correndo os dedos ao longo do meu queixo.
Seu toque ressoa fundo dentro de mim, lá onde aquela dor surgiu e cresceu. Quero pular em cima dele aqui e agora, mas nós ficamos sentados e assistimos ao leilão do lote seguinte.
Mal consigo ficar parada. Christian passa o braço ao redor de mim, acariciando ritmicamente minhas costas com o polegar, provocando arrepios deliciosos por minha coluna. Sua mão livre segura a minha e a leva até os lábios, e então a pousa em seu colo.
Lenta e sorrateiramente, de forma que eu não perceba seu jogo até que seja tarde demais, ele conduz minha mão ao longo de sua coxa até sua ereção. Engasgo, e meus olhos correm a mesa em pânico; no entanto, todos estão atentos ao palco. Ainda bem que estou de máscara.
Aproveitando-me totalmente, acaricio-o de mansinho, deixando meus dedos explorarem. Christian mantém a mão sobre a minha, encobrindo meus ousados dedos, enquanto seu polegar brinca suavemente em minha nuca. Ele abre a boca num leve suspiro, e é a única reação a meu toque inexperiente que consigo notar. Mas significa muito. Ele me quer. Todos os músculos abaixo do meu umbigo se contraem. Está ficando insuportável.
Uma semana no lago Adriana, em Montana, é o último item do leilão. É claro que o Sr. e a Dra. Grey têm uma casa em Montana, e os lances sobem rapidamente, mas mal reparo no que está acontecendo. Eu o sinto crescer sob meus dedos, e isso me faz sentir tão poderosa.
— Vendido, por cento e dez mil dólares! — declara, vitorioso, o mestre de cerimônias.
Todos aplaudem, e, relutante, eu os acompanho, e Christian também, estragando nossa diversão.
Ele se vira para mim e sua boca se contrai.
— Pronta? — gesticula com os lábios por sobre o barulho das pessoas.
— Pronta — gesticulo de volta.
— Ana! — chama Mia. — Está na hora!
O quê? Não. De novo, não!
— Hora de quê?
— O leilão da primeira dança. Venha! — Ela se levanta e estende a mão.
Olho para Christian, que está, acho, fazendo uma cara feia para Mia, e não sei se choro ou se rio, mas é o riso que vence. Eu me deixo levar por uma onda catártica de gargalhadas infantis, enquanto somos mais uma vez detidos pelo furacão alto e cor-de-rosa que é Mia Grey. Christian olha para mim e, depois de um instante, vejo um rastro de sorriso em seus lábios.