Cinquenta tons mais escuros [em Portugues]
- Автор: Джеймс Эрика Леонард
- Серия: Cinquenta Sombras #2
- Язык: португальский
- Жанр: Романы для взрослых
Электронная книга - «Cinquenta tons mais escuros [em Portugues]». Краткое содержание книги:
Na verdade, nem preciso de blush. Já estou levemente corada pelo movimento constante das bolas de prata. Sim, elas vão garantir um pouco de cor em meu rosto esta noite. Balançando a cabeça ao pensar na audácia das ideias eróticas de Christian, eu me abaixo para pegar meu lenço de cetim e minha carteira prateada e saio em busca de meu Cinquenta Tons.
Ele está conversando com Taylor e outros três homens no corredor, de costas para mim. Suas expressões de surpresa e admiração alertam Christian para minha presença. Ele se vira enquanto espero por ele, meio sem jeito.
Minha boca fica seca. Ele está lindo... Smoking preto, gravata-borboleta preta e uma expressão de assombro. Ele caminha na minha direção e beija meu cabelo.
— Anastasia. Você está de tirar o fôlego.
Fico vermelha com o elogio na frente de Taylor e dos outros homens.
— Uma taça de champanhe antes de irmos?
— Por favor — murmuro, muito rapidamente.
Christian acena para Taylor, que se dirige ao saguão com os três seguranças. Na sala de estar, pega uma garrafa de champanhe da geladeira.
— Equipe de segurança? — pergunto.
— Guarda-costas. Estão sob orientação de Taylor. Ele também é treinado nisso. — Christian me entrega uma taça de champanhe.
— Ele é muito versátil.
— Sim, é. — Christian sorri. — Você está linda, Anastasia. Saúde. — Ele ergue a taça e encosto a minha na dele. O champanhe tem um tom rosa pálido. E um sabor deliciosamente fresco e leve.
— Como você está se sentindo? — pergunta, os olhos em chamas.
— Ótima, obrigada. — Sorrio docemente, sem revelar nada, sabendo muito bem que ele está se referindo às bolas de prata.
Ele dá um sorrisinho.
— Tome, você vai precisar disto. — Ele me entrega uma bolsa grande de veludo que estava sobre a bancada da cozinha. — Abra — diz, entre goles de champanhe. Intrigada, enfio a mão na abertura e puxo uma intrincada máscara prateada com penas azul-cobalto e uma pluma no topo. — É um baile de máscaras — diz com naturalidade.
— Entendi.
A máscara é linda. Tem uma fita prateada costurada na ponta e uma filigrana de prata primorosa ao redor dos olhos.
— Vai realçar seus lindos olhos, Anastasia.
Sorrio para ele, timidamente.
— Você também vai usar uma?
— Claro. São muito libertadoras, de certa forma — acrescenta, levantando uma sobrancelha.
Hum. Isso vai ser divertido.
— Venha. Quero lhe mostrar uma coisa. — Estendendo a mão, Christian me conduz por um corredor e uma porta junto às escadas. Abre a porta, revelando um cômodo grande, mais ou menos do mesmo tamanho que o quarto de jogos, que deve estar bem acima de nós. Este é forrado de livros. Uau, uma biblioteca, cada uma das paredes repletas de livros do chão ao teto. No centro, uma mesa de sinuca iluminada por um longo abajur Tiffany triangular, em forma de prisma.
— Você tem uma biblioteca! — exclamo, admirada, tomada pela emoção.
— Sim, a sala da sinuca, como Elliot chama. O apartamento é bem grande. Quando você falou hoje de “explorar”, eu me dei conta de que nunca fiz um tour com você. Agora não temos tempo, mas pensei em lhe mostrar esta sala e, quem sabe, desafiá-la para uma partida de sinuca num futuro próximo.
Sorrio para ele.
— Combinado. — Isso me enche de alegria. José e eu fortalecemos nossa amizade em torno de uma mesa de sinuca. Jogamos juntos há três anos. Sou craque no taco. José é um bom professor.
— O que foi? — pergunta Christian, divertindo-se.
Ai, eu realmente preciso parar de expressar todas as emoções que sinto no instante em que as sinto, repreendo-me.
— Nada — respondo depressa.
Christian estreita os olhos.
— Bem, talvez o Dr. Flynn possa descobrir seus segredos. Você vai encontrá-lo esta noite.
— O charlatão caro? — Puta merda.
— Ele mesmo. Está morrendo de vontade de conhecê-la.
* * *
CHRISTIAN SEGURA MINHA mão e acaricia suavemente meus dedos com o polegar quando nos sentamos na parte de trás do Audi, seguindo para o norte. Eu me contorço com a sensação em minha virilha. Resisto à vontade de gemer, já que Taylor está bem à frente, sem o iPod, ao lado de um dos seguranças que acho que se chama Sawyer.
Estou começando a sentir uma dor leve e agradável no fundo da barriga, causada pelas bolas. Distraída, pergunto-me quanto tempo vou ser capaz de aguentar sem um instante de, hum... alívio? Cruzo as pernas. E então, algo que estava no fundo de minha mente vem à tona.
— Onde você conseguiu o batom? — pergunto a Christian em voz baixa.
Ele sorri para mim e aponta para a frente.
— Taylor — gesticula com a boca.
Dou uma gargalhada.
— Ui. — E paro imediatamente... as bolas.
Mordo o lábio. Christian sorri para mim, os olhos brilhando maliciosamente. Ele sabe exatamente o que está fazendo, animal sexual que é.
— Relaxe — sussurra. — Se for demais... — sua voz diminui, e ele suavemente beija cada um de meus dedos, em seguida, suga com gentileza a ponta do mindinho.
Agora sei que está fazendo isso de propósito. Fecho os olhos enquanto um desejo sombrio toma conta do meu corpo. Eu me rendo brevemente à sensação, os músculos retesando-se dentro de mim.
Quando abro os olhos de novo, Christian está me fitando de perto, um príncipe sombrio. Deve ser o smoking e a gravata-borboleta, mas ele parece mais velho, sofisticado, um libertino devastadoramente lindo e com intenções licenciosas. Ele me tira o fôlego. Eu sou seu brinquedinho sexual, e, para falar a verdade, ele é o meu. O pensamento traz um sorriso ao meu rosto, e o sorriso de resposta que surge no dele é deslumbrante.
— Então, o que podemos esperar deste evento?
— Ah, o de sempre — diz Christian com desdém.
— Não para mim — lembro-o.
Christian sorri e mais uma vez beija com carinho minha mão.
— Um monte de gente esbanjando dinheiro. Leilão, rifa, jantar, dança... minha mãe sabe como dar uma festa. — Ele sorri, e pela primeira vez durante todo o dia, eu me permito ficar um pouco animada com a festa.
Há uma fila de veículos caros diante da mansão dos Grey. Lanternas de papel compridas e de um rosa pálido iluminam a entrada, e, à medida que nos aproximamos, de dentro do Audi, reparo que elas estão por toda parte. Na luz do fim do dia, parecem mágicas, como se estivéssemos adentrando um reino encantado. Olho para Christian. Muito adequado para o meu príncipe, e minha empolgação infantil floresce, suplantando todos os outros sentimentos.
— Hora de colocar a máscara. — Christian sorri, vestindo sua máscara preta simples, e o meu príncipe se torna mais sombrio, mais sensual.
Tudo o que posso ver de seu rosto é a linda boca e a mandíbula forte. Meu coração acelera com a simples visão dele. Coloco minha máscara e sorrio, ignorando o desejo profundo dentro de mim.
Taylor encosta o carro, e um manobrista abre a porta de Christian. Sawyer corre para abrir a minha.
— Pronta? — pergunta Christian.
— Tanto quanto é possível.
— Você está linda, Anastasia. — Ele beija minha mão e sai do carro.
Um tapete verde-escuro atravessa o gramado e segue ao longo da lateral da casa, conduzindo-nos ao impressionante jardim nos fundos. Christian passa o braço protetoramente em volta do meu corpo, descansando a mão em minha cintura, e seguimos o tapete verde junto a figurões da elite de Seattle vestindo suas melhores roupas e usando todos os tipos de máscaras, as lanternas iluminando o caminho. Dois fotógrafos guiam os convidados para posar diante de uma treliça coberta de heras.
— Sr. Grey! — chama um deles.