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Cinquenta tons mais escuros [em Portugues]

Электронная книга - «Cinquenta tons mais escuros [em Portugues]». Краткое содержание книги:

Assustada com os segredos obscuros do belo e atormentado Christian Grey, Ana Steele poe um ponto final em seu relacionamento com o jovem empresario e concentra-se em sua nova carreira, numa editora de livros. Mas o desejo por Grey domina cada pensamento de Ana e, quando ele propoe um novo acordo, ela nao consegue resistir. Em pouco tempo, Ana descobre mais sobre o angustiante passado de seu amargurado e dominador parceiro do que jamais imaginou ser possivel. Enquanto Christian tenta se livrar de seus demonios interiores, Ana se ve diante da decisao mais importante da sua vida.
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— Venha. — Ele me estende a mão. — Sente no meu colo.

Tiro as sapatilhas, ergo o corpo até me sentar e me arrasto na direção dele. Ele se deita sobre a cama, mas mantém os joelhos flexionados.

— Recoste-se contra as minhas pernas.

Subo em cima dele e me sento, uma perna de cada lado, do jeito que ele falou. Seus olhos estão arregalados e cautelosos. Mas ele também está se divertindo.

— Você parece... empolgada com a ideia — comenta, ironicamente.

— Estou sempre aberta a novas informações, Sr. Grey, e isso significa que você vai relaxar, porque eu vou saber onde ficam os limites.

Ele concorda com a cabeça, como se não pudesse acreditar que está prestes a me deixar desenhar em todo o seu corpo.

— Abra o batom — ordena.

Hum, ele está no modo ultra-autoritário, mas não me importo.

— Deixe eu pegar sua mão.

Estico a mão livre.

— A que está segurando o batom. — Ele revira os olhos para mim.

— Está revirando os olhos para mim?

— Estou.

— Isso é uma grosseria, Sr. Grey. Conheço algumas pessoas que ficam realmente violentas diante de um revirar de olhos.

— Ah, conhece, é? — seu tom é irônico.

Ofereço-lhe a mão com o batom, e, de repente, ele se levanta, de modo que ficamos cara a cara.

— Pronta? — pergunta ele num murmúrio baixo e suave que torna tudo tenso e retesado dentro de mim. Uau.

— Pronta — sussurro.

Sua proximidade é sedutora, seu corpo musculoso tão próximo, o cheiro de Christian misturado ao meu gel de banho. Ele guia minha mão até a curva do ombro.

— Faça força para baixo — diz.

Minha boca fica seca à medida que ele conduz minha mão do alto de seu ombro para baixo, até a lateral do peito, passando ao redor da clavícula. O batom deixa uma linha vermelha larga e forte no seu rastro. Ele para na base do tórax e então me conduz ao longo de sua barriga. Fica tenso e olha no fundo dos meus olhos, aparentemente impassível, mas, sob o olhar cauteloso e imperturbável, vejo que está se controlando.

Ele contém sua aversão, a mandíbula retesada, e há sinais de tensão ao redor dos olhos. Quando chegamos à metade de sua barriga, ele solta a minha mão e murmura:

— E agora até o outro lado.

Repito a linha que desenhei no lado esquerdo. A confiança que ele está depositando em mim é inebriante, mas, temperada pelo fato de que posso, conto sua dor: sete cicatrizes pequenas, redondas e brancas marcam seu peito. Ver essa profanação terrível de seu lindo corpo é como um purgatório sombrio e profundo. Quem faria isso a uma criança?

— Pronto, terminei — sussurro, contendo a emoção.

— Não, não terminou — responde ele, e traça uma linha com o indicador ao redor da base do pescoço. Sigo a linha do seu dedo deixando uma faixa escarlate. Ao terminar, mergulho nas profundezas de seus olhos cinzentos. — Agora as costas — murmura.

Christian se mexe, de forma que tenho que sair de cima dele, e, em seguida, vira-se na cama e se senta de pernas cruzadas, de costas para mim.

— Repita nas costas a linha que você fez em meu peito — sua voz é baixa e rouca.

Obedeço, e vou atravessando suas costas com uma linha vermelha, e, à medida que o faço, conto mais cicatrizes marcando seu corpo. Nove ao todo.

Puta merda. Preciso conter a necessidade premente de beijar cada uma delas e deter as lágrimas que enchem meus olhos. Que tipo de animal faria isso? Sua cabeça está abaixada, seu corpo tenso à medida que finalizo o circuito em suas costas.

— Ao redor da nuca, também? — pergunto.

Ele faz que sim com a cabeça, e desenho mais uma linha que se junta à primeira na base de sua nuca, logo abaixo do cabelo.

— Pronto — murmuro, e ele parece estar usando um colete bizarro, cor de pele com uma bainha vermelho-sangue.

Seus ombros relaxam, e ele se vira lentamente de frente para mim uma vez mais.

— Esses são os limites — diz de mansinho, os olhos escuros e as pupilas dilatadas... de medo? Luxúria? Quero me jogar em cima dele, mas me seguro e olho-o com admiração.

— Posso lidar com isso. Agora, quero me jogar em cima de você — sussurro.

Ele me lança um sorriso malicioso e abre as mãos, num gesto silencioso de consentimento.

— Bem, Srta. Steele, sou todo seu.

Solto um gritinho de prazer infantil e me lanço em seus braços, derrubando-o na cama. Ele gira o corpo, soltando uma gargalhada de menino repleta de alívio de que o calvário tenha terminado. E, de alguma forma, acabo debaixo dele na cama.

— Agora, aquela conversa que a gente estava tendo antes do almoço... — sussurra e, mais uma vez, sua boca exige a minha.

CAPÍTULO SEIS

_________________________________________

Minhas mãos estão em seu cabelo, e minha boca febril devora a dele, saboreando a sensação de sua língua na minha. E ele faz o mesmo, devorando-me. É divino.

De repente, ele ergue o meu corpo e agarra a barra da minha camiseta, puxando-a sobre a minha cabeça e jogando-a no chão.

— Quero sentir você — diz avidamente contra a minha boca enquanto suas mãos movem-se atrás de mim para abrir meu sutiã. Num movimento rápido, o sutiã solta, e ele o joga para o lado.

Ele me empurra de volta na cama, pressionando-me contra o colchão, a boca e a mão correndo até meus seios. Meus dedos se enroscam em seu cabelo quando ele alcança um de meus mamilos com os lábios e o puxa com força. Grito bem alto à medida que a sensação percorre meu corpo, atingindo e enrijecendo todos os músculos ao redor da virilha.

— Isso, baby, quero ouvir você — murmura ele em minha pele superaquecida.

Nossa, quero ele dentro de mim, agora. Sua boca brinca com meu mamilo, puxando-o, fazendo-me contorcer e ansiar por ele. Sinto seu desejo misturado com... o quê? Veneração. É como se ele estivesse me adorando.

Ele me provoca com os dedos, meu mamilo crescendo e endurecendo sob seu toque habilidoso. Sua mão desce até minha calça jeans, e ele abre o botão com habilidade, puxando o zíper para baixo e deslizando a mão para dentro de minha calcinha, os dedos contra meu sexo.

Sua respiração fica ofegante quando ele enfia o dedo em mim. Empurro a pélvis para cima, para junto da palma da mão dele, e ele responde, esfregando-a em mim.

— Ah, baby — ofega ele pairando em cima de mim, os olhos vidrados nos meus. — Você está tão molhada — sua voz é cheia de admiração.

— Quero você — murmuro.

Sua boca se junta novamente à minha, e sinto seu desespero faminto, sua necessidade de mim.

Isso é novidade — nunca foi desse jeito, exceto talvez quando voltei da Geórgia — e suas palavras de hoje mais cedo me vêm à cabeça... Preciso saber que estamos bem. E esse é o único jeito que conheço para descobrir.

O pensamento me ilumina. Saber que tenho esse efeito sobre ele, que posso lhe oferecer tanto conforto ao fazer isso... Ele se senta, agarra a parte de baixo da minha calça jeans e a puxa, tirando depois minha calcinha.

Mantendo os olhos fixos nos meus, ele se levanta, saca um envelopinho de papel laminado do bolso e o joga para mim, em seguida, tira a calça jeans e a cueca num movimento rápido.

Rasgo o pacote com voracidade, e quando ele se deita ao meu lado de novo, coloco a camisinha nele. Ele pega minhas mãos e gira o corpo, deitando-se de costas.

— Você. Em cima — ordena, montando-me sobre si. — Quero olhar para você.

Ah.

Ele conduz meu corpo, e, hesitante, solto o peso em cima dele. Christian fecha os olhos e flexiona os quadris ao encontro dos meus, preenchendo-me, abrindo-me, sua boca formando um O perfeito ao soltar o ar.

Ah, isso é tão bom — eu possuindo-o, ele me possuindo.

Ele segura minhas mãos, e não sei se é para me dar apoio ou para evitar que eu o toque, mesmo que eu já tenha meu mapa.

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