Cinquenta tons mais escuros [em Portugues]
- Автор: Джеймс Эрика Леонард
- Серия: Cinquenta Sombras #2
- Язык: португальский
- Жанр: Романы для взрослых
Электронная книга - «Cinquenta tons mais escuros [em Portugues]». Краткое содержание книги:
— Venha. — Ele me estende a mão. — Sente no meu colo.
Tiro as sapatilhas, ergo o corpo até me sentar e me arrasto na direção dele. Ele se deita sobre a cama, mas mantém os joelhos flexionados.
— Recoste-se contra as minhas pernas.
Subo em cima dele e me sento, uma perna de cada lado, do jeito que ele falou. Seus olhos estão arregalados e cautelosos. Mas ele também está se divertindo.
— Você parece... empolgada com a ideia — comenta, ironicamente.
— Estou sempre aberta a novas informações, Sr. Grey, e isso significa que você vai relaxar, porque eu vou saber onde ficam os limites.
Ele concorda com a cabeça, como se não pudesse acreditar que está prestes a me deixar desenhar em todo o seu corpo.
— Abra o batom — ordena.
Hum, ele está no modo ultra-autoritário, mas não me importo.
— Deixe eu pegar sua mão.
Estico a mão livre.
— A que está segurando o batom. — Ele revira os olhos para mim.
— Está revirando os olhos para mim?
— Estou.
— Isso é uma grosseria, Sr. Grey. Conheço algumas pessoas que ficam realmente violentas diante de um revirar de olhos.
— Ah, conhece, é? — seu tom é irônico.
Ofereço-lhe a mão com o batom, e, de repente, ele se levanta, de modo que ficamos cara a cara.
— Pronta? — pergunta ele num murmúrio baixo e suave que torna tudo tenso e retesado dentro de mim. Uau.
— Pronta — sussurro.
Sua proximidade é sedutora, seu corpo musculoso tão próximo, o cheiro de Christian misturado ao meu gel de banho. Ele guia minha mão até a curva do ombro.
— Faça força para baixo — diz.
Minha boca fica seca à medida que ele conduz minha mão do alto de seu ombro para baixo, até a lateral do peito, passando ao redor da clavícula. O batom deixa uma linha vermelha larga e forte no seu rastro. Ele para na base do tórax e então me conduz ao longo de sua barriga. Fica tenso e olha no fundo dos meus olhos, aparentemente impassível, mas, sob o olhar cauteloso e imperturbável, vejo que está se controlando.
Ele contém sua aversão, a mandíbula retesada, e há sinais de tensão ao redor dos olhos. Quando chegamos à metade de sua barriga, ele solta a minha mão e murmura:
— E agora até o outro lado.
Repito a linha que desenhei no lado esquerdo. A confiança que ele está depositando em mim é inebriante, mas, temperada pelo fato de que posso, conto sua dor: sete cicatrizes pequenas, redondas e brancas marcam seu peito. Ver essa profanação terrível de seu lindo corpo é como um purgatório sombrio e profundo. Quem faria isso a uma criança?
— Pronto, terminei — sussurro, contendo a emoção.
— Não, não terminou — responde ele, e traça uma linha com o indicador ao redor da base do pescoço. Sigo a linha do seu dedo deixando uma faixa escarlate. Ao terminar, mergulho nas profundezas de seus olhos cinzentos. — Agora as costas — murmura.
Christian se mexe, de forma que tenho que sair de cima dele, e, em seguida, vira-se na cama e se senta de pernas cruzadas, de costas para mim.
— Repita nas costas a linha que você fez em meu peito — sua voz é baixa e rouca.
Obedeço, e vou atravessando suas costas com uma linha vermelha, e, à medida que o faço, conto mais cicatrizes marcando seu corpo. Nove ao todo.
Puta merda. Preciso conter a necessidade premente de beijar cada uma delas e deter as lágrimas que enchem meus olhos. Que tipo de animal faria isso? Sua cabeça está abaixada, seu corpo tenso à medida que finalizo o circuito em suas costas.
— Ao redor da nuca, também? — pergunto.
Ele faz que sim com a cabeça, e desenho mais uma linha que se junta à primeira na base de sua nuca, logo abaixo do cabelo.
— Pronto — murmuro, e ele parece estar usando um colete bizarro, cor de pele com uma bainha vermelho-sangue.
Seus ombros relaxam, e ele se vira lentamente de frente para mim uma vez mais.
— Esses são os limites — diz de mansinho, os olhos escuros e as pupilas dilatadas... de medo? Luxúria? Quero me jogar em cima dele, mas me seguro e olho-o com admiração.
— Posso lidar com isso. Agora, quero me jogar em cima de você — sussurro.
Ele me lança um sorriso malicioso e abre as mãos, num gesto silencioso de consentimento.
— Bem, Srta. Steele, sou todo seu.
Solto um gritinho de prazer infantil e me lanço em seus braços, derrubando-o na cama. Ele gira o corpo, soltando uma gargalhada de menino repleta de alívio de que o calvário tenha terminado. E, de alguma forma, acabo debaixo dele na cama.
— Agora, aquela conversa que a gente estava tendo antes do almoço... — sussurra e, mais uma vez, sua boca exige a minha.
CAPÍTULO SEIS
_________________________________________
Minhas mãos estão em seu cabelo, e minha boca febril devora a dele, saboreando a sensação de sua língua na minha. E ele faz o mesmo, devorando-me. É divino.
De repente, ele ergue o meu corpo e agarra a barra da minha camiseta, puxando-a sobre a minha cabeça e jogando-a no chão.
— Quero sentir você — diz avidamente contra a minha boca enquanto suas mãos movem-se atrás de mim para abrir meu sutiã. Num movimento rápido, o sutiã solta, e ele o joga para o lado.
Ele me empurra de volta na cama, pressionando-me contra o colchão, a boca e a mão correndo até meus seios. Meus dedos se enroscam em seu cabelo quando ele alcança um de meus mamilos com os lábios e o puxa com força. Grito bem alto à medida que a sensação percorre meu corpo, atingindo e enrijecendo todos os músculos ao redor da virilha.
— Isso, baby, quero ouvir você — murmura ele em minha pele superaquecida.
Nossa, quero ele dentro de mim, agora. Sua boca brinca com meu mamilo, puxando-o, fazendo-me contorcer e ansiar por ele. Sinto seu desejo misturado com... o quê? Veneração. É como se ele estivesse me adorando.
Ele me provoca com os dedos, meu mamilo crescendo e endurecendo sob seu toque habilidoso. Sua mão desce até minha calça jeans, e ele abre o botão com habilidade, puxando o zíper para baixo e deslizando a mão para dentro de minha calcinha, os dedos contra meu sexo.
Sua respiração fica ofegante quando ele enfia o dedo em mim. Empurro a pélvis para cima, para junto da palma da mão dele, e ele responde, esfregando-a em mim.
— Ah, baby — ofega ele pairando em cima de mim, os olhos vidrados nos meus. — Você está tão molhada — sua voz é cheia de admiração.
— Quero você — murmuro.
Sua boca se junta novamente à minha, e sinto seu desespero faminto, sua necessidade de mim.
Isso é novidade — nunca foi desse jeito, exceto talvez quando voltei da Geórgia — e suas palavras de hoje mais cedo me vêm à cabeça... Preciso saber que estamos bem. E esse é o único jeito que conheço para descobrir.
O pensamento me ilumina. Saber que tenho esse efeito sobre ele, que posso lhe oferecer tanto conforto ao fazer isso... Ele se senta, agarra a parte de baixo da minha calça jeans e a puxa, tirando depois minha calcinha.
Mantendo os olhos fixos nos meus, ele se levanta, saca um envelopinho de papel laminado do bolso e o joga para mim, em seguida, tira a calça jeans e a cueca num movimento rápido.
Rasgo o pacote com voracidade, e quando ele se deita ao meu lado de novo, coloco a camisinha nele. Ele pega minhas mãos e gira o corpo, deitando-se de costas.
— Você. Em cima — ordena, montando-me sobre si. — Quero olhar para você.
Ah.
Ele conduz meu corpo, e, hesitante, solto o peso em cima dele. Christian fecha os olhos e flexiona os quadris ao encontro dos meus, preenchendo-me, abrindo-me, sua boca formando um O perfeito ao soltar o ar.
Ah, isso é tão bom — eu possuindo-o, ele me possuindo.
Ele segura minhas mãos, e não sei se é para me dar apoio ou para evitar que eu o toque, mesmo que eu já tenha meu mapa.