Cinquenta tons mais escuros [em Portugues]
- Автор: Джеймс Эрика Леонард
- Серия: Cinquenta Sombras #2
- Язык: португальский
- Жанр: Романы для взрослых
Электронная книга - «Cinquenta tons mais escuros [em Portugues]». Краткое содержание книги:
— Sim ou não, Anastasia? — sussurra.
— Sim.
Sua boca suavemente toca a minha, persuadindo, abrindo meus lábios enquanto seus braços se fecham em volta de mim, puxando-me para si. Sua mão sobe por minhas costas, os dedos se enroscam em meu cabelo por trás de minha cabeça e puxam suavemente, a outra mão alcançando o meu quadril, comprimindo-me contra ele. Solto um gemido baixinho.
— Sr. Grey. — Taylor tosse de leve, e Christian me solta imediatamente.
— Taylor — responde ele, a voz gélida.
Eu me viro e vejo um Taylor desconfortável na entrada da sala. Christian e Taylor se encaram, em algum tipo de comunicação silenciosa.
— Escritório — diz Christian, e Taylor atravessa a sala apressado. — Continuamos daqui a pouco — sussurra para mim antes de seguir Taylor para fora da cozinha.
Respiro fundo e com força. Será que não consigo resistir a ele nem por um minuto? Balanço a cabeça, com raiva de mim mesma e agradecida pela interrupção de Taylor, por mais embaraçosa que tenha sido.
O que mais Taylor deve ter interrompido no passado? O que será que ele viu? Não quero nem pensar nisso. Almoço. Vou fazer o almoço. Ocupo-me cortando as batatas. O que será que Taylor veio dizer? Minha mente dá voltas... será que é sobre Leila?
Dez minutos depois, eles voltam, bem quando a fritada fica pronta. Christian parece preocupado.
— Falo com eles daqui a dez minutos — diz a Taylor.
— Estaremos prontos — responde Taylor, deixando a enorme sala.
Pego dois pratos aquecidos e os coloco no balcão da cozinha.
— Almoço?
— Por favor — responde Christian, sentando-se em um dos bancos. Agora ele está me observando atentamente.
— Algum problema?
— Não.
Faço uma cara feia. Está escondendo alguma coisa. Sirvo os pratos e me sento a seu lado, resignada.
— Está gostoso — murmura Christian, dando mais uma garfada. — Quer uma taça de vinho?
— Não, obrigada. — Preciso manter as ideias em ordem quando estou com você, Grey.
A comida realmente está gostosa, embora eu não esteja com muita fome. Mas como mesmo assim, sabendo que Christian vai reclamar se eu não comer. Por fim, ele interrompe o nosso silêncio e coloca para tocar a música clássica que ouvi antes.
— Qual é essa? — pergunto.
— Canteloube, Canções de Auvergne. Essa se chama “Bailero”.
— É linda. Que língua é essa?
— Francês antigo... Occitano, na verdade.
— Você fala francês; consegue entender a letra? — Lembro-me do francês impecável que falou no jantar com os pais...
— Algumas palavras, sim. — Christian sorri, relaxando visivelmente. — Minha mãe tinha um mantra: um instrumento musical, uma língua estrangeira, uma arte marcial. Elliot fala espanhol; Mia e eu falamos francês. Elliot toca guitarra, eu toco piano, e Mia, violoncelo.
— Uau. E as artes marciais?
— Elliot luta judô. Mia bateu o pé e se recusou aos doze anos. — Ele sorri com a lembrança.
— Eu queria que minha mãe tivesse sido assim tão organizada.
— Dra. Grace é formidável quando se trata das realizações de seus filhos.
— Ela deve ter muito orgulho de você. Eu teria.
Uma expressão sombria passa pelo rosto de Christian, e ele parece momentaneamente desconfortável. Ele me olha com cautela, como se estivesse em território desconhecido.
— Já decidiu o que vai usar esta noite? Ou eu vou ter que escolher? — Seu tom de repente se torna brusco.
Uau! Ele parece irritado. Por quê? O que foi que eu disse?
— Hum... ainda não. Foi você quem escolheu todas aquelas roupas?
— Não, Anastasia, não fui eu. Dei uma lista e seu tamanho a uma personal shopper na Neiman Marcus. Elas devem servir em você. Só para que você saiba, eu contratei segurança adicional para a noite de hoje e para os próximos dias. Com Leila imprevisível e escondida em algum lugar pelas ruas de Seattle, acho que é uma boa precaução. Não quero que você saia sozinha, está bem?
Pisco para ele.
— Ok. — O que aconteceu com o Grey “quero você agora”?
— Ótimo. Vou avisar a eles. Não vou demorar.
— Eles estão aqui?
— Estão.
Onde?
Christian pega o prato, coloca-o na pia e desaparece da cozinha. Que diabo foi isso? É como se ele fosse um monte de pessoas diferentes num só corpo. Isso não é um sintoma de esquizofrenia? Preciso pesquisar no Google.
Termino de comer, lavo o prato depressa e volto para o meu quarto carregando a pasta que diz ANASTASIA ROSE STEELE. No closet, pego os três vestidos longos. E agora, qual deles?
* * *
DEITADA NA CAMA, encaro o Mac, o iPad e o BlackBerry. Estou sobrecarregada de tecnologia. Começo a transferir a seleção de músicas de Christian do iPad para o Mac e, em seguida, abro o Google e começo a navegar pela internet.
* * *
ESTOU ATRAVESSADA NA cama, olhando o Mac, quando Christian entra.
— O que está fazendo? — pergunta ele baixinho.
Fico em pânico por um instante, perguntando-me se eu deveria deixá-lo ver o site em que estou — Transtorno de Personalidade Múltipla: Sintomas.
Esticando-se ao meu lado, ele dá uma olhada no site, achando graça.
— Entrou nesse site por um motivo específico? — pergunta como quem não quer nada.
O Christian brusco se foi e o Christian brincalhão está de volta. De que jeito eu vou ser capaz de acompanhar isso?
— Estou pesquisando. Para entender uma personalidade difícil. — Eu lhe ofereço o meu olhar mais inexpressivo. Seus lábios se contorcem num sorriso reprimido.
— Uma personalidade difícil?
— Meu projeto nas horas vagas.
— Então eu virei um projeto para suas horas vagas? Um hobby? Uma espécie de experimento científico, talvez? E eu achando que era tudo. Srta. Steele, assim você me magoa.
— Como você sabe que é você?
— É só um palpite. — Ele sorri.
— É verdade que você é a única pessoa problemática, inconstante e maníaca por controle que eu conheço intimamente.
— Achei que eu fosse a única pessoa que você conhecia intimamente. — Ele arqueia uma sobrancelha.
Fico vermelha.
— É. Isso também.
— E aí, já chegou a alguma conclusão?
Eu me viro e olho para ele. Está deitado de lado, a cabeça apoiada no cotovelo, a expressão suave, divertida.
— Acho que você precisa muito se tratar.
Ele se aproxima e coloca meu cabelo atrás da orelha, com carinho.
— Acho que preciso muito de você. Tome. — Ele me entrega um batom.
Faço uma careta, perplexa. É vermelho-sangue, nem um pouco a minha cara.
— Você quer que eu use isto? — murmuro. Ele ri.
— Não, Anastasia, a menos que você queira. Acho que não é muito a sua cor — conclui secamente.
Ele se senta na cama, cruza as pernas e tira a camisa. Ai, meu Deus.
— Gostei da sua ideia de fazer um mapa.
Olho para ele, sem entender. Mapa?
— Um mapa das áreas proibidas — explica-se.
— Ah. Eu estava brincando.
— Eu, não.
— Você quer que eu desenhe em você com batom?
— O batom sai. Depois de um tempo.
Isso significa que eu poderia tocá-lo livremente. Um pequeno sorriso surge em meus lábios quando começo a imaginar.
— E se eu usasse algo mais permanente, um marcador, por exemplo?
— Posso fazer uma tatuagem. — Seus olhos se acendem com humor.
Christian Grey com uma tatuagem? Estragando seu corpo maravilhoso já marcado de tantas maneiras? De jeito nenhum!
— Não, nada de tatuagem! — Rio para esconder meu horror.
— Batom, então. — Ele sorri.
Fecho o Mac e o empurro de lado. Isso pode ser divertido.