Cinquenta tons mais escuros [em Portugues]
- Автор: Джеймс Эрика Леонард
- Серия: Cinquenta Sombras #2
- Язык: португальский
- Жанр: Романы для взрослых
Электронная книга - «Cinquenta tons mais escuros [em Portugues]». Краткое содержание книги:
— Você sabe por quê.
— Não, eu não sei.
Ele passa a mão pelo cabelo.
— Você é uma mulher frustrante.
— Você poderia ter uma bela submissa morena. Uma mulher que perguntaria “a que altura?” todas as vezes em que você dissesse “pule”, isso se ela tivesse permissão para falar, é claro. Então, por que eu, Christian? Simplesmente não entendo.
Ele me olha por um instante, e não tenho ideia do que está pensando.
— Você me faz olhar para o mundo de forma diferente, Anastasia. Você não me quer pelo dinheiro. Você me dá... esperança — diz ele baixinho.
O quê? O Sr. Enigmático está de volta.
— Esperança de quê?
Ele encolhe os ombros.
— De mais. — Sua voz é baixa e calma. — E você está certa. Estou acostumado a mulheres que fazem exatamente o que eu mando, quando eu mando, tudo o que eu quiser. Isso enjoa rápido. Existe algo em você, Anastasia, que me toca em algum nível profundo que eu não sou capaz de compreender. É como um canto de sereia. Eu não consigo resistir a você, e não quero perdê-la. — Ele se aproxima e pega minha mão. — Não vá embora, por favor. Tenha um pouco de fé em mim e um pouco de paciência. Por favor.
Ele parece tão vulnerável... É perturbador. Apoio-me em meus joelhos e me curvo para a frente, dando-lhe um beijo suave nos lábios.
— Tudo bem. Fé e paciência, posso fazer isso.
— Ótimo. Porque Franco chegou.
* * *
FRANCO É BAIXINHO, moreno e gay. E eu o adoro.
— Seu cabelo é tão lindo! — exclama ele com um sotaque italiano escandaloso e provavelmente falso. Aposto que é de Baltimore ou qualquer outro lugar, mas seu entusiasmo é contagiante. Christian nos leva até o banheiro e sai às pressas, voltando com uma cadeira do quarto.
— Vou deixar vocês à vontade — resmunga.
— Grazie, Sr. Grey. — Franco se vira para mim: — Bene, Anastasia, o que vamos fazer hoje?
* * *
CHRISTIAN ESTÁ SENTADO no sofá, analisando o que parecem ser planilhas. Uma música clássica suave preenche o ambiente, vinda da sala de estar. Uma mulher canta apaixonadamente, despejando sua alma na canção. É de tirar o fôlego. Christian ergue o olhar e sorri, distraindo-me da música.
— Está vendo! Eu disse que ele ia gostar — anima-se Franco.
— Você está linda, Ana — diz Christian, admirando-me.
— Meu trabalho aqui está feito — exclama Franco.
Christian se levanta e caminha em nossa direção.
— Obrigado, Franco.
Franco se vira, aperta-me em um abraço forte e me dá dois beijinhos.
— Nunca deixe outra pessoa cortar seu cabelo, bellissima Ana!
Eu rio, um tanto envergonhada com toda essa intimidade. Christian o conduz ao saguão e retorna um instante depois.
— Que bom que você manteve o cabelo comprido — diz ele, caminhando na minha direção, os olhos reluzentes. Ele pega uma mecha entre os dedos. — Tão macio — murmura, olhando para mim. — Ainda está brava comigo?
Faço que sim com a cabeça, e ele sorri.
— Por que motivo, exatamente?
Reviro os olhos.
— Você quer a lista completa?
— Tem uma lista?
— Uma bem comprida.
— A gente pode falar disso na cama?
— Não. — Faço beicinho, feito uma criança.
— Na mesa do almoço, então. Estou com fome, e não é só de comida. — Ele me lança um sorriso lascivo.
— Não vou deixar você me seduzir com sua expertise sexual.
Ele reprime um sorriso.
— O que está incomodando você, especificamente, Srta. Steele? Bote para fora.
Ok.
— O que está me incomodando? Bem, tem essa brutal invasão de privacidade, o fato de que você me levou no trabalho da sua ex-amante e de que você costumava levar todas as suas submissas para depilar as partes lá, o jeito como você me tratou na rua, como se eu tivesse seis anos, e, para fechar com chave de ouro, você deixa sua Mrs. Robinson tocar em você! — minha voz vai subindo num crescendo.
Ele ergue as sobrancelhas, e seu bom humor desaparece.
— É uma bela lista. Mas só para esclarecer mais uma vez, ela não é minha Mrs. Robinson.
— Ela pode tocar em você — repito.
— Ela sabe onde. — Ele contrai os lábios.
— O que isso quer dizer?
Ele leva as mãos até o cabelo e fecha os olhos por um instante, como se estivesse esperando alguma espécie de orientação divina. Engole em seco.
— Você e eu não temos nenhum tipo de regra. Eu nunca tive uma relação sem regras, e nunca sei onde você vai me tocar. Isso me deixa nervoso. O seu toque significa... — Ele para, procurando as palavras. — Significa... mais, muito mais.
Mais? É uma resposta completamente inesperada, que me deixa perturbada, e essa palavrinha com um significado enorme fica pairando de novo entre nós.
Meu toque significa... mais. Como eu posso ser capaz de resistir quando ele diz esse tipo de coisa? Olhos cinzentos procuram os meus, observando-me, apreensivos.
Com cuidado, estico a mão, e sua apreensão se transforma em sobressalto. Christian dá um passo para trás, e deixo o braço cair.
— Limite rígido — sussurra ele depressa, uma expressão de dor e pânico no rosto.
Não consigo evitar uma frustração esmagadora.
— Como você se sentiria se não pudesse me tocar?
— Arrasado e privado de um direito — responde ele imediatamente.
Ah, meu Cinquenta Tons. Balançando a cabeça, eu lhe ofereço um pequeno sorriso para tranquilizá-lo, e ele relaxa.
— Um dia você vai ter que me explicar direitinho por que esse é um limite rígido.
— Um dia — murmura ele e sai da sua zona de vulnerabilidade em um milésimo de segundo.
Como ele consegue mudar tão depressa? É a pessoa mais inconstante que já conheci.
— Bom, e o resto de sua lista. Invadir sua privacidade. — Ele contorce a boca ao contemplar a questão. — É porque eu sei o número da sua conta?
— Sim, isso é revoltante.
— Eu sempre verifico o histórico das minhas submissas. Posso mostrar a você. — Ele dá meia-volta e caminha em direção ao escritório.
Eu o sigo, obediente e atordoada. De um arquivo trancado a chave, ele puxa uma pasta suspensa com uma etiqueta: ANASTASIA ROSE STEELE.
Puta que pariu. Eu o encaro. Ele encolhe os ombros, como quem pede desculpas.
— Tome, pode ficar com isso — diz, baixinho.
— Puxa, muito obrigada — rebato.
Folheio o conteúdo. Há uma cópia da minha certidão de nascimento, pelo amor de Deus, a lista dos meus limites rígidos, o termo de confidencialidade, o contrato... minha nossa... o número do meu seguro social, meu currículo, meu histórico profissional.
— Então você sabia que eu trabalhava na Clayton’s?
— Sabia.
— Não foi coincidência. Você não apareceu lá por acaso?
— Não.
Não sei se fico com raiva ou lisonjeada.
— É muita maluquice. Você tem noção disso?
— Não vejo as coisas dessa forma. Para fazer o que eu faço, tenho que ser muito cuidadoso.
— Mas isso é particular.
— Eu não faço uso indevido dessas informações. Qualquer um com o mínimo de esforço pode descobrir isso, Anastasia. Para ter controle, é preciso informação. Eu sempre operei assim. — Ele me olha, uma expressão cuidadosa e inescrutável.
— Você usa essas informações indevidamente, sim. Você depositou vinte e quatro mil dólares que eu não queria na minha conta.
Ele pressiona os lábios numa linha rígida.
— Eu já falei. Foi o valor que o Taylor conseguiu pelo seu carro. É inacreditável, eu sei, mas é verdade.
— Mas o Audi...
— Anastasia, você tem alguma ideia de quanto dinheiro eu ganho?
Enrubesço.
— Por que eu teria? Não preciso saber quanto você tem em sua conta bancária, Christian.