Cinquenta tons mais escuros [em Portugues]
- Автор: Джеймс Эрика Леонард
- Серия: Cinquenta Sombras #2
- Язык: португальский
- Жанр: Романы для взрослых
Электронная книга - «Cinquenta tons mais escuros [em Portugues]». Краткое содержание книги:
As pessoas passam agitadas por nós, perdidas em suas tarefas de manhã de sábado, sem dúvida contemplando seus próprios dramas pessoais. Eu me pergunto se isso inclui ex-submissas perseguidoras, ex-Dominatrixes deslumbrantes e um homem que simplesmente não entende o conceito de privacidade tal qual previsto pela lei dos Estados Unidos.
— Morreu num acidente de carro? Quando? — Ele interrompe meu devaneio.
Ah, não. Quem? Ouço com mais atenção.
— É a segunda vez que aquele filho da mãe joga sujo com a gente. Ele deve saber. Será que ele não tem um pingo de sentimento por ela? — Christian balança a cabeça em desgosto. — Agora está começando a fazer sentido... Não... Explica por que, mas não onde...
Christian olha ao redor, como se estivesse procurando por alguma coisa, e eu me vejo imitando suas ações. Nada me chama a atenção. Só há as pessoas fazendo compras, o trânsito e as árvores.
— Ela está aqui — continua Christian. — Está nos observando... Sim... Não. Dois ou quatro, vinte e quatro horas por dia, sete dias por semana... — E Christian me olha diretamente: — Ainda não abordei a questão.
Que questão? Fecho a cara para ele e ele me observa com cautela.
— O quê... — sussurra ele e empalidece, arregalando os olhos. — Certo. Quando?... Tão recente assim? Mas como?... E ninguém checou o histórico?... Entendi. Passe para mim por e-mail o nome, o endereço e as fotos, se tiver os arquivos... Vinte e quatro horas por dia, sete dias por semana, a partir de agora. Entre em contato com Taylor. — Christian desliga.
— E aí? — pergunto, exasperada. Será que ele vai me dizer o que houve?
— Era Welch.
— Quem é Welch?
— Meu assessor de segurança.
— Certo. O que aconteceu?
— Leila deixou o marido há cerca de três meses e fugiu com um rapaz que foi morto em um acidente de carro há quatro semanas.
— Ah.
— O idiota do psiquiatra devia ter descoberto isso — diz ele, irritado. — Luto. É esse o problema. Venha. — Ele me estende a mão, e automaticamente coloco a minha sobre a dele, antes de puxá-la de volta.
— Espere aí. A gente estava no meio de uma discussão sobre “nós”. Sobre ela, sua Mrs. Robinson.
As feições de Christian se fecham.
— Ela não é minha Mrs. Robinson. E a gente pode conversar sobre isso na minha casa.
— Eu não quero ir para a sua casa. Eu quero cortar o cabelo! — grito. Se eu conseguir me concentrar apenas em uma coisa...
Ele tira o BlackBerry de novo do bolso e disca um número.
— Greta, aqui é Christian Grey. Quero o Franco na minha casa em uma hora. Fale com a Sra. Lincoln... Ótimo. — E ele afasta o telefone. — Ele vai estar lá à uma da tarde.
— Christian...! — Explodo, exasperada.
— Anastasia, Leila obviamente está sofrendo um surto psicótico. Eu não sei se ela está atrás de você ou de mim, nem o que ela está disposta a fazer. Nós vamos até o seu apartamento pegar as suas coisas, e você pode ficar na minha casa até que ela tenha sido rastreada.
— E por que eu iria querer fazer isso?
— Para que eu possa manter você em segurança.
— Mas...
Ele me encara.
— Você vai comigo para o meu apartamento nem que eu tenha que arrastar você pelo cabelo.
Olho para ele, boquiaberta... isso é inacreditável. Cinquenta Tons ao vivo e a cores.
— Acho que você está exagerando.
— Não estou. A gente pode continuar essa discussão na minha casa. Ande.
Cruzo os braços e o encaro. Isso já foi longe demais.
— Não — respondo, teimosa. Preciso manter minha posição.
— Você pode ir andando ou eu posso carregar você. Para mim, não faz diferença, Anastasia.
— Você não se atreveria. — Faço uma cara feia para ele. Ele não teria coragem de fazer uma cena no meio da Segunda Avenida, teria?
Ele me lança um meio sorriso, mas seus olhos não o acompanham.
— Ah, baby, nós dois sabemos que se você me chamar para a briga eu vou correndo.
Nós nos encaramos e, de repente, ele se abaixa, agarra-me pelas coxas e me levanta. Antes que eu me dê conta, estou em seu ombro.
— Ponha-me no chão! — grito. Ah, é bom gritar.
Ele começa a caminhar pela Segunda Avenida, ignorando-me. Com uma das mãos me segurando firme pelas coxas, ele usa a mão livre para me dar um tapa na bunda.
— Christian — grito. As pessoas estão olhando para a gente. Existe coisa mais humilhante? — Eu vou sozinha! Eu vou sozinha!
Ele me coloca no chão, e antes que possa se ajeitar, saio, pisando firme, na direção do meu apartamento, morrendo de raiva e ignorando-o. Claro que ele me alcança em segundos, mas continuo a ignorá-lo. O que eu posso fazer? Estou com tanta raiva, mas nem sei mais de quê — é tanta coisa.
Enquanto me apresso na direção de casa, faço uma lista mentaclass="underline"
1.
Ser carregada no colo: inaceitável para qualquer um com mais de seis anos.
2.
Ser levada ao salão de beleza do qual ele é sócio com a ex-amante: quão estúpido ele é?
3.
E é o mesmo lugar onde ele levava suas submissas: a mesma estupidez operando aqui.
4.
Nem se deu conta de que é uma péssima ideia: e isso porque supostamente é um sujeito inteligente.
5.
Ter ex-namoradas malucas. Posso culpá-lo por isso? Estou com tanta raiva; posso, sim.
6.
Saber o número da minha conta corrente: isso já é perseguição demais para o meu gosto.
7.
Comprar a SIP: tem mais dinheiro do que noção.
8.
Insistir que eu fique na casa dele: Leila oferece um risco maior do que ele imaginava... e ele não me falou isso ontem.
E então eu me dou conta. Alguma coisa mudou. O que poderia ser? Eu paro, e Christian para ao meu lado.
— O que aconteceu? — exijo saber.
Ele franze a testa.
— Como assim?
— Com a Leila.
— Eu já disse.
— Não, você não disse. Tem mais alguma coisa nessa história. Ontem você não insistiu que eu fosse para sua casa. E então, o que aconteceu?
Ele se mexe desconfortavelmente.
— Christian! Fale! — exclamo.
— Ela tirou uma licença para porte de arma ontem.
Ai, merda. Olho para ele, piscando e sentindo o sangue fugir da minha cabeça enquanto absorvo a notícia. Sinto como se fosse desmaiar. E se ela quiser matá-lo? Não!
— Isso significa que ela pode simplesmente comprar uma arma — sussurro.
— Ana — diz ele, a voz preocupada, e coloca as mãos sobre os meus ombros, puxando-me para perto —, eu acho que ela não vai fazer nada de estúpido, mas... simplesmente não quero que você corra esse risco.
— Eu, não... e você? — sussurro.
Ele franze a testa, e eu o envolvo em meus braços, abraçando-o com força, o rosto contra o seu peito. Ele não parece se importar.
— Vamos voltar — murmura ele e beija o meu cabelo, e isso é tudo.
Toda a minha fúria desaparece, mas eu não esqueci. A raiva apenas se dissipou sob a ameaça de que algum mal pudesse acontecer a Christian. O pensamento é insuportável.
* * *
CIRCUNSPECTA, FAÇO UMA mala pequena e enfio numa mochila o Mac, o BlackBerry, o iPad e o balão Charlie Tango.
— Charlie Tango vai também? — pergunta ele.
Faço que sim com a cabeça e Christian me lança um sorriso breve e indulgente.
— Ethan vai chegar na terça-feira — murmuro.
— Ethan?
— O irmão de Kate. Ele vai ficar aqui até encontrar um lugar para morar em Seattle.
Christian me olha imperturbável, mas noto a frieza apoderando-se de seu olhar.
— Bem, que bom que você vai estar comigo. Ele vai ter mais espaço — diz, calmamente.