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Cinquenta tons mais escuros [em Portugues]

Электронная книга - «Cinquenta tons mais escuros [em Portugues]». Краткое содержание книги:

Assustada com os segredos obscuros do belo e atormentado Christian Grey, Ana Steele poe um ponto final em seu relacionamento com o jovem empresario e concentra-se em sua nova carreira, numa editora de livros. Mas o desejo por Grey domina cada pensamento de Ana e, quando ele propoe um novo acordo, ela nao consegue resistir. Em pouco tempo, Ana descobre mais sobre o angustiante passado de seu amargurado e dominador parceiro do que jamais imaginou ser possivel. Enquanto Christian tenta se livrar de seus demonios interiores, Ana se ve diante da decisao mais importante da sua vida.
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— Eu queria cortar o cabelo, e hum... Preciso descontar um cheque e comprar um carro.

— Ah — diz ele com um ar cúmplice, mordendo o lábio.

Ele solta uma das mãos de mim, enfia-a no bolso e puxa a chave do meu pequeno Audi.

— Aqui está — diz, calmamente, com uma expressão incerta.

— Como assim, aqui está? — Meu Deus. Pareço irritada. Droga. Estou irritada. Como ele se atreve!

— Taylor trouxe de volta ontem.

Abro a boca e fecho de novo, e repito o processo umas duas vezes, mas estou sem palavras. Ele está me devolvendo o carro. Puta merda. Como não previ isso? Bem, também posso jogar esse jogo. Enfio a mão no bolso da minha calça jeans e puxo o envelope com o cheque.

— Aqui, isto é seu.

Christian me olha intrigado, e então reconhece o envelope, ergue as mãos e se afasta de mim.

— Ah, não. Esse dinheiro é seu.

— Não, não é. Eu gostaria de comprar o carro de você.

Sua expressão muda completamente. Fúria, sim, a fúria invade seu rosto.

— Não, Anastasia. Seu dinheiro, seu carro — rebate ele.

— Não, Christian. Meu dinheiro, seu carro. Eu compro de você.

— Eu lhe dei o carro de presente de formatura.

— Se você tivesse me dado uma caneta... teria sido um presente de formatura adequado. Mas você me deu um Audi.

— Você realmente quer discutir isso?

— Não.

— Ótimo, aqui estão as chaves. — Ele as coloca sobre a cômoda.

— Não foi isso o que eu quis dizer!

— Fim de papo, Anastasia. Não me provoque.

Faço uma cara feia para ele, e então tenho uma ideia. Segurando o envelope, eu o rasgo em dois, depois em dois de novo e jogo os pedaços na lixeira. Ah, que sensação boa.

Christian me olha, impassível, mas sei que acabei de cutucar a fera e devo manter a distância. Ele acaricia o queixo.

— Como sempre, Srta. Steele, você é muito desafiadora — diz secamente.

Ele se vira e segue para a sala. Não é a reação que eu esperava. Eu estava prevendo um Armagedom em todas as suas proporções. Dou uma olhada no espelho e encolho os ombros, decidindo-me por um rabo de cavalo.

Minha curiosidade é aguçada. O que meu Cinquenta Tons está fazendo? Eu o sigo até a sala, e ele está ao telefone.

— Sim, vinte e quatro mil dólares. Diretamente.

Ele me olha, ainda impassível.

— Ótimo... Segunda-feira? Excelente... Não, é só isso, Andrea. — E desliga. — Vai entrar na sua conta na segunda-feira. Não brinque assim comigo. — Ele está fervendo de raiva, mas eu não ligo.

— Vinte e quatro mil dólares! — estou quase gritando. — E como você sabe o número da minha conta? — Minha ira pega Christian de surpresa.

— Eu sei tudo a seu respeito, Anastasia — diz calmamente.

— Meu carro não valia vinte e quatro mil dólares de jeito nenhum.

— Concordo com você, mas o negócio é conhecer o mercado, não importa se você está comprando ou vendendo. Tinha um maluco que queria aquela banheira e estava disposto a pagar esse dinheiro todo. Aparentemente, é um clássico. Pergunte a Taylor, se não acredita em mim.

Eu o encaro e ele me encara de volta, dois bobos furiosos e teimosos olhando um para o outro.

Até que eu sinto: a energia entre nós, tangível, atraindo-nos um para o outro. De repente, ele me agarra e me empurra contra a porta, a boca na minha, reivindicando-me avidamente, uma mão na minha bunda, apertando-me contra a sua virilha, e a outra na nuca, puxando minha cabeça para trás. Meus dedos estão em seu cabelo, puxando com força, segurando-o junto a mim. Ele roça o corpo contra o meu, aprisionando-me, a respiração ofegante. Eu o sinto. Ele me quer, e eu fico excitada e inebriada ao me dar conta da necessidade que ele tem de mim.

— Por que, por que você tem que me desafiar? — balbucia ele entre seus beijos quentes.

O sangue esquenta em minhas veias. Será que ele sempre vai ter esse efeito sobre mim? E eu sobre ele?

— Porque eu posso. — Estou ofegante. E sinto seu sorriso em meu pescoço mais do que o vejo. Ele pressiona a testa contra a minha.

— Deus do céu, eu quero muito comer você agora, mas as camisinhas acabaram. Eu nunca consigo me saciar de você. Você é enlouquecedora, enlouquecedora.

— E você me deixa maluca — sussurro. — Em todos os sentidos.

Ele balança a cabeça.

— Venha. Vamos tomar café da manhã na rua. Conheço um lugar onde você pode cortar o cabelo.

— Está bem. — Aceito, e assim a nossa briga acaba.

* * *

— EU PAGO. — Pego a conta do café da manhã antes dele.

Ele franze a testa.

— Você precisa ser rápido comigo, Grey.

— Você tem razão, preciso mesmo — diz amargamente, embora eu ache que seja só provocação.

— Não fique com essa cara. Estou vinte e quatro mil dólares mais rica do que quando acordei. Posso pagar — dou uma conferida na conta — vinte e dois dólares e sessenta e sete centavos de café da manhã.

— Obrigado — responde ele a contragosto. Ah, a criança mal-humorada está de volta.

— E agora, para onde vamos?

— Você quer mesmo cortar o cabelo?

— Quero, olhe só como ele está.

— Para mim, você está linda. Sempre.

Eu fico vermelha e encaro meus dedos entrelaçados no colo.

— E ainda tem essa festa do seu pai hoje à noite.

— Lembre-se, é black-tie.

— Onde é?

— Na casa dos meus pais. Eles têm uma tenda no jardim. Você sabe...

— Qual é a caridade?

Christian esfrega as mãos nas coxas, parecendo desconfortável.

— É um programa de reabilitação de drogas para pais com filhos pequenos, chama-se Superando Juntos.

— Parece uma boa causa — digo baixinho.

— Venha, vamos embora. — Deliberadamente interrompendo o assunto, ele fica de pé e me estende a mão. Quando a seguro, ele a aperta com força.

É estranho. Christian pode ser tão caloroso às vezes e, ainda assim, tão fechado em determinados aspectos. Ele me conduz para fora do restaurante, e caminhamos pela rua. A manhã está linda, um clima ameno. O sol está brilhando, e o ar cheira a café e a pão fresquinho.

— Aonde vamos?

— Surpresa.

Certo. Não gosto muito de surpresas.

Andamos dois quarteirões, e as lojas vão se tornando decididamente mais caras. Ainda não tive a oportunidade de explorar a região, mas isto aqui fica literalmente na esquina de onde moro. Kate vai gostar de saber. Tem várias lojinhas de roupa para alimentar sua fome de moda. Aliás, preciso comprar umas saias soltinhas para trabalhar.

Christian para diante de um grande e elegante salão de beleza e abre a porta para mim. Chama-se Esclava. O interior é todo branco e de couro. Atrás do balcão branco da recepção está sentada uma jovem loura em um uniforme branco impecável. Ela ergue os olhos quando entramos.

— Bom dia, Sr. Grey — diz, animada, as bochechas coradas enquanto pisca os cílios para ele. É o efeito Grey, só que ela o conhece! Como pode?

— Oi, Greta.

E ele também a conhece. O que é isso?

— O de sempre, senhor? — pergunta ela educadamente. Está usando um batom muito cor-de-rosa.

— Não — diz ele rapidamente, com um olhar nervoso para mim.

O de sempre? O que significa isso?

Puta merda! É a regra número 6, a merda do salão de beleza. Toda aquela loucura de depilação... droga!

Era para cá que ele trazia suas submissas? Quem sabe ele trouxe Leila aqui também? O que estou fazendo aqui?

— A Srta. Steele vai dizer o que quer.

Eu o encaro. Ele está introduzindo suas regras de forma dissimulada. Eu já concordei com o personal trainer, e agora isso?

— Por que aqui? — sussurro para ele.

— Sou dono deste lugar, e de mais três iguais a este.

— Você é dono do salão? — pergunto, espantada. Bem, isso é inesperado.

— Sou. É uma atividade paralela. Enfim, você pode fazer o que quiser aqui, de graça. Todos os tipos de massagem: sueca, shiatsu, pedras quentes, reflexologia, banho de algas, limpeza de pele, todas essas coisas que as mulheres gostam... tudo. Eles fazem aqui. — Ele acena os longos dedos com certo desdém.

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