Cinquenta tons mais escuros [em Portugues]
- Автор: Джеймс Эрика Леонард
- Серия: Cinquenta Sombras #2
- Язык: португальский
- Жанр: Романы для взрослых
Электронная книга - «Cinquenta tons mais escuros [em Portugues]». Краткое содержание книги:
Sou apenas sensação. Isto é o que ele faz comigo: pega o meu corpo e me possui por inteira para que eu não pense em nada além dele. Sua magia é poderosa, inebriante. Eu sou uma borboleta presa em sua rede, incapaz de escapar, sem vontade escapar. Sou dele... totalmente dele.
— Goze para mim, baby — rosna ele com os dentes cerrados, e no mesmo instante, como aprendiz de feiticeiro que sou, deixo-me levar, e nós gozamos juntos.
* * *
ESTOU DEITADA, ENROLADA em seus braços em meio a lençóis pegajosos. Sua testa está pressionando minhas costas, o nariz enfiado em meu cabelo.
— O que eu sinto por você me assusta — sussurro.
Ele fica quieto.
— Também me assusta, baby — diz baixinho.
— E se você me deixar? — O pensamento é horrível.
— Eu não vou a lugar algum. Acho que nunca vou me cansar de você, Anastasia.
Viro-me e olho para ele. Sua expressão é séria, sincera. Eu me inclino e o beijo com ternura. Ele sorri e ajeita meu cabelo por trás da minha orelha.
— Eu nunca tinha me sentido do jeito que me senti quando você foi embora, Anastasia. Eu moveria o céu e a terra para evitar ter aquela sensação de novo. — Ele soa tão triste, atordoado até.
Eu o beijo mais uma vez. Quero amenizar nosso estado de espírito de alguma forma, mas Christian faz isso por mim.
— Você pode ir comigo à festa de verão do meu pai, amanhã? É um evento de caridade que acontece todo ano. Eu disse que iria.
Sorrio, sentindo-me tímida de repente.
— Claro. — Ah, merda. Não tenho nada para vestir.
— O quê foi?
— Nada.
— Fale — insiste ele.
— Não tenho roupa.
Christian parece desconfortável por um instante.
— Não fique brava, mas ainda estou com todas aquelas roupas lá em casa para você. Tenho certeza de que há pelo menos uns dois vestidos lá.
Pressiono os lábios.
— Ah, é mesmo? — murmuro, a voz sarcástica. Não quero brigar com ele hoje. Preciso de um banho.
* * *
A GAROTA QUE se parece comigo está do lado de fora da SIP. Espere aí, ela sou eu. Estou pálida e suja, e todas as minhas roupas estão muito largas; eu a encaro, e ela está usando a minha roupa, feliz e saudável.
— O que você tem que eu não tenho? — pergunto a ela.
— Quem é você?
— Não sou ninguém... Quem é você? Ninguém também...?
— Então somos duas. Não conte para ninguém, eles nos expulsariam... — Ela sorri devagar, um esgar maligno que se espalha por todo o seu rosto, e é tão frio que começo a gritar.
* * *
— MEU DEUS, ANA! — Christian me sacode para me acordar.
Estou desorientada. Estou em casa... no escuro... na cama, com Christian. Balanço a cabeça, tentando clarear as ideias.
— Ana, você está bem? Você estava tendo um pesadelo.
— Ah.
Ele acende o abajur, e somos banhados por sua luz tépida. Ele me olha, o rosto marcado de preocupação.
— A garota — sussurro.
— O que houve? Que garota? — pergunta ele com calma.
— Tinha uma garota do lado de fora da SIP quando saí do trabalho hoje. Ela se parecia comigo... mas não exatamente.
Christian não se move, e à medida que a luz do abajur aquece, vejo que seu rosto está pálido.
— Quando foi isso? — pergunta ele, consternado. Ele se senta e continua olhando para mim.
— Hoje à tarde, quando saí do trabalho. Você sabe quem ela é?
— Sei. — Ele passa a mão pelo cabelo.
— Quem é?
Christian aperta os lábios e não responde.
— Quem é? — insisto.
— Leila.
Engulo em seco. A ex-submissa! Lembro-me de Christian falando sobre ela antes de voarmos no planador. De repente, ele está irradiando tensão. Tem algo errado.
— Aquela que colocou a música “Toxic” no seu iPod?
Ele olha para mim, ansioso.
— É — responde. — Ela disse alguma coisa?
— Ela falou: “O que você tem que eu não tenho?” E quando eu perguntei quem ela era, ela respondeu: “Ninguém.”
Christian fecha os olhos como se sentisse dor. O que aconteceu? O que ela significa para ele?
Meu couro cabeludo se arrepia e pontadas de adrenalina atravessam meu corpo. E se ela for importante para ele? Talvez ele sinta falta dela? Eu sei tão pouco sobre seus... hum, antigos relacionamentos. Ela deve ter assinado um contrato, e deve ter feito tudo o que ele queria, deve ter saciado as necessidades dele com prazer.
Ah, não, exatamente quando eu não sou capaz de fazer o mesmo. O pensamento me dá náuseas.
Pulando para fora da cama, Christian veste a calça jeans e segue até a sala. Pelo meu relógio são cinco da manhã. Eu me levanto, visto sua camisa branca e vou atrás dele.
Puta merda, ele está ao telefone.
— Isso, na frente da SIP, ontem... no fim da tarde — diz calmamente. Ele se vira para mim enquanto caminho na direção da cozinha e me pergunta: — Que horas, exatamente?
— Tipo dez para as seis — resmungo.
Com quem ele está falando a esta hora? O que será que Leila fez? Ele repassa a informação para a pessoa do outro lado da linha, quem quer que seja, sem tirar os olhos de mim, uma expressão séria e sombria no rosto.
— Descubra como... Isso... Eu diria que não, mas eu não imaginava que ela seria capaz disso. — Ele fecha os olhos com uma expressão de desgosto. — Eu não sei como isso vai acabar... Certo, eu falo com ela... Certo... Eu sei... Descubra e me avise. Descubra onde ela está, Welch... Ela está em apuros. Descubra onde ela está. — E desliga.
— Você quer um chá? — pergunto.
Chá, a resposta de Ray para qualquer crise e a única coisa que ele sabe fazer direito na cozinha. Encho a chaleira de água.
— Na verdade, eu queria voltar para a cama. — Seu olhar me diz que não é para dormir.
— Bem, eu preciso de um pouco de chá. Vai querer também?
Quero saber o que está acontecendo. E não vou me deixar ser distraída por sexo.
Ele passa a mão pelo cabelo, exasperado.
— Sim, por favor — responde, mas percebo que está irritado.
Coloco a chaleira no fogo e me ocupo pegando as xícaras e um bule. Meu nível de ansiedade disparou para o alerta máximo. Será que ele vai me contar qual é o problema? Ou vou ter que insistir?
Sinto seus olhos em mim. Sua insegurança e sua raiva são palpáveis. Ergo o olhar, e seus olhos estão brilhando com apreensão.
— O que houve? — pergunto com calma.
Ele balança a cabeça.
— Você não vai me dizer?
Ele suspira e fecha os olhos.
— Não.
— Por quê?
— Porque não tem nada a ver com você. Não quero que você se envolva nisso.
— Tem a ver comigo, sim. Ela me encontrou e me abordou na porta do meu trabalho. Como ela sabe a meu respeito? Como ela sabe onde eu trabalho? Acho que tenho o direito de ser informada sobre o que está acontecendo.
Ele passa a mão pelo cabelo novamente, irradiando frustração como se travasse alguma batalha interna.
— Por favor — peço delicadamente.
Ele contrai os lábios e revira os olhos para mim.
— Está bem — diz, resignado. — Não tenho ideia de como ela encontrou você. Talvez a nossa fotografia em Portland, não sei. — Ele suspira de novo, e eu percebo que sua frustração é dirigida a ele mesmo.
Espero com paciência, despejando a água fervente no bule enquanto ele caminha de um lado para o outro. Após um curto intervalo, ele continua.
— Quando eu estava na Geórgia com você, Leila apareceu do nada no meu apartamento e fez uma cena na frente de Gail.
— Gail?
— A Sra. Jones.
— Como assim, “fez uma cena”?
Ele me encara, avaliando-me.
— Conte. Você está escondendo alguma coisa. — Minha entonação é mais enérgica do que eu pretendia.
Ele pisca para mim, surpreso.
— Ana, eu... — E para.