Cinquenta tons mais escuros [em Portugues]
- Автор: Джеймс Эрика Леонард
- Серия: Cinquenta Sombras #2
- Язык: португальский
- Жанр: Романы для взрослых
Электронная книга - «Cinquenta tons mais escuros [em Portugues]». Краткое содержание книги:
— Por favor?
Ele suspira, derrotado.
— Ela fez uma tentativa desastrada de cortar uma veia.
— Ai, não! — Isso explica o curativo no pulso.
— Gail a levou para o hospital. Mas Leila fugiu antes que eu pudesse chegar lá.
Droga. O que isso significa? Suicida? Por quê?
— O psiquiatra que a atendeu disse que é uma forma típica de chamar a atenção. Ele não acha que ela estivesse realmente correndo perigo. Ela estava a um passo da idealização suicida, como ele mesmo disse. Mas não estou convencido. Venho tentando localizá-la desde então, para ver se posso ajudar.
— Ela disse alguma coisa à Sra. Jones?
Ele me olha, e parece muito desconfortável.
— Nada demais — responde, afinal, mas sei que não está me contando tudo.
Eu me distraio servindo o chá em nossas xícaras. Então Leila quer entrar de novo na vida de Christian e decidiu tentar o suicídio para atrair sua atenção? Uau... assustador. Mas eficaz. Christian voltou da Geórgia para vê-la, mas ela desapareceu antes que ele chegasse? Que estranho.
— Mas você não consegue encontrá-la? E a família dela?
— Não sabem onde ela está. Nem o marido sabe.
— Marido?
— É — diz ele, distraído —, ela está casada há uns dois anos.
O quê?
— Ela já era casada enquanto estava com você? — Puta merda. Ele realmente não conhece limites.
— Não! Meu Deus, claro que não. Ela esteve comigo há quase três anos. Ela me deixou e se casou com esse cara pouco depois.
Ah.
— Então, por que ela está tentando chamar sua atenção agora?
Ele balança a cabeça, entristecido.
— Não sei. Tudo o que conseguimos descobrir é que ela largou o marido há uns quatro meses.
— Deixe-me ver se entendi. Já faz três anos que ela não é mais sua submissa?
— Dois anos e meio, mais ou menos.
— E ela queria mais.
— Isso.
— Mas você não?
— Você já sabe disso.
— E aí ela deixou você.
— Isso.
— Então, por que ela está correndo atrás de você agora?
— Eu não sei. — E o tom de sua voz me diz que ele tem ao menos uma teoria.
— Mas você suspeita...
Ele aperta os olhos, visivelmente irritado.
— Eu suspeito que tenha alguma coisa a ver com você.
Comigo? O que ela quer comigo? “O que você tem que eu não tenho?”
Eu encaro Christian, maravilhosamente nu da cintura para cima. Eu o tenho; ele é meu. É isso que eu tenho, e ainda assim ela se parecia tanto comigo: o mesmo cabelo escuro e a mesma pele pálida. Franzo a testa diante desse pensamento. Pois é... o que eu tenho que ela não tem?
— Por que você não me contou ontem? — pergunta ele em voz baixa.
— Esqueci. — Dou de ombros, num pedido de desculpas. — Você sabe como é, sair para beber depois do trabalho, ao fim da minha primeira semana. Você ter aparecido no bar e a sua... competição de testosterona com Jack, e depois, a gente veio para cá. Esqueci totalmente. Você tem o hábito de me fazer esquecer as coisas.
— Competição de testosterona? — Ele contrai os lábios.
— É. O concurso de mijo.
— Eu vou lhe mostrar o que é uma competição de testosterona.
— Não prefere uma xícara de chá?
— Não, Anastasia, não prefiro. — Seus olhos me queimam por dentro, com aquela expressão de “eu quero você e quero agora”. Merda... é tão excitante. — Esqueça ela. Venha. — Ele estende a mão para mim.
Minha deusa interior dá três saltos mortais para trás quando seguro a mão dele.
* * *
ACORDO, ESTÁ MUITO quente, e estou enrolada em um Christian Grey nu. Apesar de estar dormindo, ele me segura perto de si. A luz suave da manhã ilumina o quarto através das cortinas. Minha cabeça está em seu peito, minha perna, enroscada na dele, e o meu braço, em sua barriga.
Ergo a cabeça um pouco, com medo de acordá-lo. Ele parece tão jovem, tão relaxado em seu sono, e é meu.
Hum... Estico o braço e, com cuidado, acaricio o peito dele, correndo os dedos por seus pelos, e ele não se mexe. Mal posso acreditar. Ele é mesmo meu — por mais alguns instantes muito preciosos ele é meu. Eu me inclino e carinhosamente beijo uma de suas cicatrizes. Ele geme baixinho, mas não acorda, e eu sorrio. Beijo outra, e seus olhos se abrem.
— Oi. — Sorrio para ele, com um olhar culpado.
— Oi — responde ele com cautela. — O que está fazendo?
— Olhando para você. — Corro meus dedos por seu caminho da felicidade. Ele segura a minha mão, estreita os olhos, e então abre um lindo sorriso de “Christian à vontade”, e eu relaxo. Meu toque secreto permanece em segredo.
Ah... por que ele não me deixa tocá-lo?
De repente, está em cima de mim, pressionando-me contra o colchão, as mãos nas minhas, numa espécie de alerta. Encosta o nariz no meu.
— Acho que você estava aprontando, Srta. Steele — acusa ele, mas mantém o sorriso.
— Gosto de aprontar quando estou com você.
— Ah, é? — Ele me beija de leve nos lábios. — Sexo ou café da manhã? — pergunta, os olhos sombrios, mas bem-humorados.
Sinto sua ereção e inclino a pélvis para encontrá-la.
— Boa escolha — murmura ele contra o meu pescoço, deixando uma trilha de beijos na direção dos meus seios.
* * *
ESTOU DIANTE DA minha cômoda, olhando-me no espelho e tentando convencer meu cabelo a ter alguma coisa que se pareça com estilo. Na verdade, está comprido demais. Estou de calça jeans e camiseta, e Christian, recém-saído do banho, está se vestindo atrás de mim. Olho, faminta, para o corpo dele.
— Quantas vezes por semana você malha? — pergunto.
— Todo dia útil — diz ele, fechando o botão da calça.
— O que você faz?
— Corro, levanto peso e faço kickboxing. — Ele dá de ombros.
— Kickboxing?
— É, tenho um personal trainer, um ex-atleta olímpico que me dá aula. O nome dele é Claude. É muito bom. Você iria gostar dele.
Eu me viro para olhá-lo enquanto ele começa a abotoar a camisa branca.
— Como assim, eu iria gostar dele?
— Você iria gostar da aula dele.
— Para que um personal trainer, se eu tenho você para me manter em forma?
Ele caminha pelo quarto e me envolve em seus braços, os olhos escuros encontrando os meus no espelho.
— Mas eu preciso de você em forma, baby, para fazer as coisas que tenho em mente. Vou precisar que você acompanhe o meu ritmo.
Fico vermelha, as memórias do quarto de jogos tomam conta de minha mente. Sim... o Quarto Vermelho da Dor é extenuante. Será que ele vai me deixar entrar lá de novo? Será que quero entrar lá de novo?
Claro que sim! Minha deusa interior grita.
Encaro seus olhos cinzentos insondáveis e hipnotizantes.
— Você sabe que quer — ele faz com os lábios para mim.
Fico ainda mais vermelha, e o detestável pensamento de que Leila provavelmente era capaz de acompanhar o ritmo dele invade minha mente sem ser convidado. Pressiono os lábios e Christian faz uma cara feia para mim.
— O que foi? — pergunta, preocupado.
— Nada. — Balanço a cabeça. — Tudo bem, quero conhecer o Claude.
— Quer? — O rosto de Christian se ilumina, pego de surpresa. Sua expressão me faz sorrir. Parece que ele acabou de ganhar na loteria, embora o mais provável é que nunca tenha comprado um bilhete... ele não precisa.
— É. Se isso faz você tão feliz — zombo.
Ele aperta os braços em volta de mim e beija minha bochecha.
— Você não tem ideia — sussurra. — E então, o que gostaria de fazer hoje? — Ele roça o rosto contra o meu pescoço, enviando arrepios deliciosos através de meu corpo.