Cinquenta tons mais escuros [em Portugues]
- Автор: Джеймс Эрика Леонард
- Серия: Cinquenta Sombras #2
- Язык: португальский
- Жанр: Романы для взрослых
Электронная книга - «Cinquenta tons mais escuros [em Portugues]». Краткое содержание книги:
— Meu balão — digo novamente e me viro em direção à cozinha, deixando-o com um sorriso de orelha a orelha.
* * *
CHRISTIAN E EU nos sentamos no tapete persa de Kate, comendo frango xadrez e macarrão chinês em tigelas brancas de porcelana com hashis e bebendo um Pinot Grigio branco gelado. Christian encosta no sofá, as longas pernas esticadas à sua frente. Está de calça jeans e camisa e com o cabelo de quem acabou de transar, e isso é tudo. Ao fundo, vindo do iPod dele, Buena Vista Social Club preenche suavemente o ambiente.
— Está gostoso — elogia ele, devorando a comida.
Estou sentada de pernas cruzadas a seu lado, comendo avidamente, morrendo de fome e admirando seus pés nus.
— Normalmente sou eu que faço a comida aqui em casa. Kate não é muito boa na cozinha.
— Foi sua mãe quem lhe ensinou?
— Na verdade, não. — Faço uma careta. — Na época em que eu estava interessada em aprender a cozinhar, minha mãe já morava com o Marido Número Três em Mansfield, no Texas. E o Ray teria vivido à base de torrada e comida de restaurante se não fosse eu.
— Por que você não ficou no Texas com sua mãe? — Christian me olha.
— Eu não me entendia com Steve, o marido dela. E sentia falta de Ray. O casamento da minha mãe com Steve não durou muito. Ela caiu em si, acho. Nunca fala dele — acrescento em voz baixa. Acho que é uma parte sombria da vida dela, algo que nunca chegamos a discutir.
— Então você ficou em Washington com seu padrasto.
— Morei durante um período muito curto no Texas. Depois voltei para ficar com Ray.
— Parece que você cuidava dele — diz Christian com ternura.
— Acho que sim. — Dou de ombros.
— Você está acostumada a cuidar das pessoas. — O tom de sua voz atrai minha atenção, e olho para ele.
— O que foi? — pergunto, espantada por sua expressão cautelosa.
— Quero cuidar de você. — Seus olhos brilham, refletindo uma emoção que não consigo identificar.
Meu coração acelera.
— Já percebi — sussurro. — Só que você faz isso de um jeito estranho.
Ele franze a testa.
— É o único que conheço.
— Ainda estou brava com você por ter comprado a SIP.
— Eu sei, só que não é isso que vai me impedir, baby. — Ele sorri.
— O que eu vou falar para os meus colegas de trabalho, para Jack?
Ele estreita os olhos.
— É melhor esse filho da puta se cuidar.
— Christian! — reclamo. — Ele é meu chefe.
Christian contrai os lábios. Parece uma criança teimosa.
— Não conte a eles — diz.
— Não contar o quê?
— Que eu sou o dono. O negócio foi fechado ontem. A notícia não vai poder ser divulgada por umas quatro semanas até que o setor administrativo da SIP faça algumas mudanças.
— Hum... eu vou perder o emprego? — pergunto, alarmada.
— Sinceramente, duvido muito — responde Christian secamente, tentando conter o riso.
Faço uma cara feia.
— Se eu sair e arrumar outro emprego, você vai comprar a outra empresa também?
— Você não está pensando em sair, está? — Sua expressão se altera, tornando-se cautelosa mais uma vez.
— Talvez. Receio que você não tenha me deixado muita escolha.
— Sim, vou comprar a outra empresa, também. — Ele é inflexível.
Fecho a cara. Não tenho como competir com ele.
— Você não acha que está sendo um pouco superprotetor demais?
— Sim. Tenho plena consciência da impressão que isso passa.
— Chamando Dr. Flynn — murmuro.
Ele baixa a tigela vazia e me olha, impassível. Suspiro. Não quero brigar. Levanto-me e pego sua tigela.
— Quer sobremesa?
— Agora você está falando a minha língua! — diz, lançando-me um sorriso lascivo.
— Não é isso. — Por que não? Minha deusa interior desperta de seu cochilo e se senta, prestando atenção. — Tem sorvete. De baunilha.
— Sério? — O sorriso de Christian aumenta. — Acho que nós poderíamos fazer algo com ele.
O quê? Eu o encaro surpresa enquanto ele se põe de pé graciosamente.
— Posso ficar aqui? — pergunta ele.
— Como assim?
— Esta noite.
— Presumi que você fosse ficar.
— Ótimo. Cadê o sorvete?
— No forno. — Lanço um sorriso doce para Christian.
Ele inclina a cabeça para o lado, suspira e balança a cabeça para mim.
— O sarcasmo é a forma mais baixa de humor, Srta. Steele. — Seus olhos brilham.
Ah, merda. O que ele está planejando?
— Ainda posso colocar você de bruços no meu colo e lhe dar umas palmadas.
Largo as tigelas na pia.
— Você está com aquelas bolas prateadas?
Ele leva as mãos até o peito, depois desce até a barriga e por último bate nos bolsos da calça jeans.
— Curiosamente, não costumo carregar um kit extra comigo. Não tem muita serventia no escritório.
— Fico feliz em ouvir isso, Sr. Grey, e pensei que você tinha dito que sarcasmo era a forma mais baixa de humor.
— Bem, Anastasia, meu novo lema é: se não pode vencê-los, junte-se a eles.
Fico boquiaberta. Não posso acreditar que ele acabou de dizer isso. Ele me olha incrivelmente satisfeito consigo mesmo e sorri. E então se vira, abre o freezer e pega um pote de sorvete de baunilha Ben & Jerry’s.
— Isso aqui vai cair muito bem. — Ele olha para mim, os olhos escuros. — Ben & Jerry’s e Ana. — Ele diz as palavras bem devagar, pronunciando cada sílaba com bastante clareza.
Ah, meu Deus. Acho que o meu queixo chega a encostar no chão. Ele abre a gaveta e pega uma colher. Quando ergue o olhar para mim, seus olhos estão encobertos, e sua língua desliza sobre os dentes superiores. Ah, essa língua.
Fico sem fôlego. Pelas minhas veias corre um desejo quente, escuro, insinuante e cruel. Nós vamos nos divertir... com comida.
— Espero que você esteja com calor — sussurra ele. — Porque vou refrescar você com isto aqui. Venha. — Ele estende a mão, e eu lhe entrego a minha.
No quarto, ele coloca o sorvete em cima da mesa de cabeceira, tira o edredom e os travesseiros da cama, empilhando-os no chão.
— Você tem outro jogo de lençóis, não tem?
Concordo com a cabeça, olhando para ele, fascinada. Ele pega Charlie Tango.
— Não suje meu balão — advirto.
Seus lábios se movem num meio sorriso.
— Nem sonharia com isso, baby, mas quero lambuzar você nestes lençóis.
Praticamente tenho uma convulsão.
— Quero amarrar você.
Hum.
— Tudo bem — sussurro.
— Só as mãos. Na cama. Preciso de você bem paradinha.
— Tudo bem — sussurro de novo, incapaz de qualquer outra coisa.
Ele caminha até mim sem tirar os olhos dos meus.
— Vamos usar isto. — Ele segura a faixa do meu roupão e, com uma lentidão deliciosa e provocante, desfaz o laço e gentilmente puxa a faixa para si.
O roupão se abre, e permaneço paralisada sob seu olhar quente. Depois de um instante, ele desliza o roupão por sobre os meus ombros, fazendo com que caia junto aos meus pés, de modo que fico nua, diante dele. Christian acaricia meu rosto com as costas da mão, e seu toque ressoa nas profundezas de minha virilha. Ele se curva e beija meus lábios brevemente.
— Deite-se na cama de barriga para cima — murmura, os olhos escurecendo, queimando nos meus.
Faço o que ele manda. O quarto está escuro, exceto pela luz suave e insípida do abajur. Normalmente, odeio essas lâmpadas econômicas, elas são tão fracas. Mas, nua diante de Christian, fico feliz com a iluminação turva. Ele fica de pé, junto à cama, olhando para mim.
— Eu poderia ficar aqui olhando para você o dia inteiro, Anastasia — diz ele, e então sobe na cama, passa uma das pernas sobre meu corpo e se senta em cima de mim. — Braços acima da cabeça — ordena.