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Cinquenta tons mais escuros [em Portugues]

Электронная книга - «Cinquenta tons mais escuros [em Portugues]». Краткое содержание книги:

Assustada com os segredos obscuros do belo e atormentado Christian Grey, Ana Steele poe um ponto final em seu relacionamento com o jovem empresario e concentra-se em sua nova carreira, numa editora de livros. Mas o desejo por Grey domina cada pensamento de Ana e, quando ele propoe um novo acordo, ela nao consegue resistir. Em pouco tempo, Ana descobre mais sobre o angustiante passado de seu amargurado e dominador parceiro do que jamais imaginou ser possivel. Enquanto Christian tenta se livrar de seus demonios interiores, Ana se ve diante da decisao mais importante da sua vida.
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Obedeço, e ele amarra a ponta da faixa em meu pulso esquerdo e passa a outra extremidade pelas barras de metal na cabeceira da cama. Puxa bem apertado, de forma que meu braço esquerdo fica flexionado acima de mim. Em seguida, amarra a extremidade da faixa com força em minha mão direita.

Uma vez que estou amarrada, olhando-o, ele relaxa visivelmente. Christian gosta de me ver assim, presa. Desse jeito, não posso tocá-lo. E me dou conta de que nenhuma de suas submissas jamais deve tê-lo tocado — e mais, elas sequer tiveram a oportunidade. Ele as mantinha sempre sob controle e a distância. É por isso que gosta das regras.

Ele sai de cima de mim e se inclina para me dar um beijinho rápido nos lábios. Então, fica de pé e tira a camisa. Desabotoa a calça e a deixa cair no chão.

Está gloriosamente nu. Minha deusa interior dá um salto triplo nas barras assimétricas, e, de repente, minha boca fica seca. Ele tem um físico delineado em traços clássicos: ombros largos e musculosos, quadris estreitos. O triângulo invertido perfeito. Obviamente, ele malha. Eu poderia olhar para ele o dia inteiro. Caminha até o pé da cama e agarra meus tornozelos, puxando-me bruscamente para baixo, até que meus braços ficam esticados, e eu, imobilizada.

— Assim é melhor — balbucia.

Com o pote de sorvete na mão, ele sobe devagar na cama, passando de novo a perna por cima de mim. Muito lentamente, abre a tampa do pote e mergulha a colher.

— Hum... ainda está bem duro — diz, com a sobrancelha erguida. Ele tira uma colher cheia e a leva até a boca. — Delicioso — murmura, lambendo os lábios. — É incrível como um bom e velho sorvete de baunilha pode ser tão bom. — Abaixa a cabeça, olhando para mim. — Quer um pouco? — brinca.

Christian está tão gostoso, jovem e despreocupado, sentado em cima de mim, comendo sorvete do pote, os olhos alegres, o rosto radiante. Ah, que diabo vai fazer comigo? Como se eu não soubesse. Tímida, faço que sim com a cabeça.

Ele enfia a colher no pote de novo e me oferece, então abro a boca, mas ele a leva depressa de volta para a própria boca.

— Está bom demais para dividir — diz, sorrindo maliciosamente.

— Ei — reclamo.

— O que foi, Srta. Steele, gosta de sorvete de baunilha?

— Gosto — digo de um jeito mais sério do que gostaria e tento, em vão, lutar com o peso dele.

— Ficando agitada, é? — Ele ri. — Eu não faria isso se fosse você.

— Sorvete — imploro.

— Bem, como você me deu tanto prazer hoje, Srta. Steele. — Christian cede e me oferece outra colherada. Desta vez, ele me deixa comer o sorvete.

Quero rir. Ele está realmente se divertindo, e seu bom humor é contagiante. Tira outra colherada e me dá um pouco mais, e de novo. Ok, já chega.

— Hum, essa é uma boa maneira de fazer você comer: à força. Eu poderia me acostumar com isso.

Ele pega outra colherada e a leva até a minha boca. Desta vez, eu a mantenho fechada e nego com a cabeça, então ele deixa o sorvete derreter lentamente na colher até pingar em meu pescoço e em meu peito. Ele se inclina e, bem devagar, lambe o sorvete derretido. Meu corpo se acende de desejo.

— Hum. Fica ainda mais gostoso em você, Srta. Steele.

Puxo os braços, e a cama range ameaçadoramente, mas eu nem ligo, estou ardendo de desejo, isso está me consumindo. Ele dá outra colherada e deixa o sorvete pingar em meus seios. Então, com as costas da colher, espalha-o sobre os mamilos.

Ai... é gelado. Meus mamilos se enrijecem sob o sorvete.

— Está com frio? — pergunta Christian baixinho e se inclina para mais uma vez lamber e chupar todo o sorvete de mim; sua boca está quente, comparada ao frio do sorvete.

Isso é tortura. À medida que começa a derreter, o sorvete escorre do meu corpo para a cama, formando rios. Seus lábios continuam a tortura lenta, chupando com força, suavemente sondando o meu corpo. Ah, por favor! Estou ofegante.

— Quer um pouco?

Antes que eu possa confirmar ou negar, sua língua está em minha boca, fria e habilidosa, com gosto de Christian e de baunilha. É delicioso.

Exatamente quando estou começando a me acostumar com a sensação, ele se senta de novo e deixa um rastro de sorvete ao longo do meu corpo, cruzando a barriga até o umbigo, onde deposita uma grande bola. Ai, está mais gelado do que antes, mas estranhamente o sorvete me queima.

— Bem, você já fez isso antes. — Os olhos de Christian brilham. — Vai ter que ficar bem paradinha, ou vai espalhar sorvete pela cama toda. — E ele beija cada um dos meus seios e chupa os meus mamilos com força, e então segue o rastro pelo meu corpo, chupando e lambendo ao descer.

Eu tento, tento muito ficar parada, apesar da combinação inebriante do frio com o seu toque quente. Mas meus quadris começam a se movimentar involuntariamente, movendo-se no seu próprio ritmo, dominados pelo feitiço gelado. Ele desce um pouco mais e começa a comer o sorvete em minha barriga, rodopiando a língua dentro e em torno de meu umbigo.

Solto um gemido. Puta merda. É frio, é quente, é enlouquecedor, mas ele não para. Arrasta o sorvete mais para baixo em meu corpo, até meus pelos pubianos, meu clitóris. E eu grito, bem alto.

— Silêncio — diz Christian suavemente e sua língua sedutora começa a trabalhar, lambendo o sorvete; agora estou gemendo baixinho.

— Ah... por favor... Christian.

— Eu sei, baby, eu sei — sussurra ele enquanto sua língua faz a mágica.

Ele não para, não para, e meu corpo está subindo, mais e mais alto. Ele enfia um dedo dentro de mim, depois outro, e os mexe com uma lentidão agonizante, para dentro e para fora.

— Bem aqui — murmura ele e acaricia ritmicamente a parede da frente de minha vagina, continuando o delicioso e implacável ato de lamber e chupar.

Explodo de repente num orgasmo alucinante que atordoa todos os meus sentidos, eclipsando tudo o que está acontecendo fora de meu corpo, enquanto eu me contorço e grito. Minha mãe do céu, esse foi rápido.

Percebo vagamente que ele interrompe suas investidas. Está sobre mim, colocando uma camisinha, e, então, me penetra, duro e rápido.

— Ah, sim! — geme ao meter em mim.

Está grudento; o resto de sorvete derretido se espalhando entre nós. É uma distração estranha, mas não me demoro muito pensando nela, já que Christian de repente sai de mim e me vira de costas.

— Assim — murmura ele e, de repente, está dentro de mim de novo.

Mas não inicia de cara seu ritmo costumeiro. Ele se inclina, solta as minhas mãos, e me puxa para junto de si de forma que fico praticamente sentada sobre seu corpo. Suas mãos se deslocam até meus seios, e ele os segura, puxando delicadamente os mamilos. Solto um gemido e jogo a cabeça para trás, apoiando-a em seu ombro. Ele enfia o rosto em meu pescoço, mordendo-me ao flexionar os quadris, deliciosamente devagar, preenchendo-me de novo e de novo.

— Você sabe o quanto significa para mim? — sussurra em meu ouvido.

— Não.

Ele sorri na minha nuca, os dedos se enroscando ao redor do meu queixo e do pescoço, apertando-me por um momento.

— Ah, sabe sim. Não vou deixar você ir embora.

Solto um gemido, e ele acelera.

— Você é minha, Anastasia.

— Sim, sua — sussurro.

— E eu cuido do que é meu — murmura ele e morde a minha orelha.

Eu grito.

— Isso, quero ouvir.

Ele passa uma das mãos ao redor de minha cintura e com a outra segura meu quadril, enfiando com cada vez mais força dentro de mim, fazendo-me gritar de novo. E o ritmo cadenciado começa. Sua respiração se acelera, ofegante, sintonizando-se com a minha. Eu sinto o formigamento familiar dentro de mim. De novo!

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