Cinquenta tons mais escuros [em Portugues]
- Автор: Джеймс Эрика Леонард
- Серия: Cinquenta Sombras #2
- Язык: португальский
- Жанр: Романы для взрослых
Электронная книга - «Cinquenta tons mais escuros [em Portugues]». Краткое содержание книги:
— Não me lembro.
— É a Sra. Jones quem faz as compras?
— Acho que Taylor a ajuda. Não sei bem.
— Você gosta de frango xadrez? É rápido de fazer.
— É uma boa ideia — Christian sorri, sem dúvida imaginando meu verdadeiro motivo para querer uma refeição rápida.
— Eles trabalham com você há muito tempo?
— Taylor, há quatro anos, acho. A Sra. Jones também deve ter o mesmo tempo. Por que você não tem comida em casa?
— Você sabe o porquê — murmuro, enrubescendo.
— Foi você quem me deixou — resmunga ele, em desaprovação.
— Eu sei — respondo em voz baixa, não querendo ser lembrada disso.
Chegamos ao caixa e, em silêncio, esperamos na fila.
Se eu não tivesse ido embora, ele teria oferecido a alternativa do relacionamento baunilha?, pergunto-me inutilmente.
— Você tem alguma coisa para beber? — Ele me traz de volta ao presente.
— Cerveja... Acho.
— Vou pegar um vinho.
Ah, Deus. Não sei que tipo de vinho pode-se comprar num Supermercado Ernie. Christian volta de mãos vazias e com uma cara de nojo.
— Tem uma boa loja de bebidas aqui ao lado — digo depressa.
— Vou ver o que eles têm.
Talvez devêssemos ir logo para a casa dele, assim não teríamos esse aborrecimento todo. Eu o observo deixar o supermercado, determinado e com uma elegância natural. Duas mulheres na entrada param para observá-lo. Ah, sim, contemplem o meu Cinquenta Tons, penso, desanimada.
Quero lembrar dele na minha cama, mas ele está bancando o difícil. Talvez eu devesse fazer o mesmo. Minha deusa interior concorda freneticamente. E ali, na fila, estabelecemos um plano. Hum...
* * *
CHRISTIAN LEVA as sacolas de compras até o apartamento. Ele as está carregando desde que saímos do mercado. E parece estranho. Não tem nada da aparência habitual de CEO.
— Você parece tão... doméstico.
— Ninguém nunca me acusou disso antes — responde secamente.
Ele coloca as sacolas na bancada da cozinha. Tiro as compras das bolsas; ele pega uma garrafa de vinho branco e procura um saca-rolhas.
— Este lugar ainda é novo para mim. Acho que o abridor está naquela gaveta ali. — Aponto com o queixo.
Isso parece tão... normal. Duas pessoas se conhecendo, preparando uma refeição. No entanto, é tão estranho. O medo que sempre senti na presença dele passou. Já fizemos tanta coisa juntos, eu coro só de pensar, e ainda assim, mal o conheço.
— Em que você está pensando? — Christian interrompe meu devaneio enquanto tira o paletó risca de giz e o coloca sobre o sofá.
— Em quão pouco conheço você.
Seus olhos se suavizam.
— Você me conhece melhor do que qualquer pessoa.
— Não acho que isso seja verdade. — A Mrs. Robinson surge em meus pensamentos sem ser chamada, uma visão nada bem-vinda.
— Mas é, Anastasia. Sou uma pessoa muito, muito reservada.
Ele me entrega uma taça de vinho branco.
— Saúde — diz.
— Saúde — respondo e tomo um gole enquanto ele guarda a garrafa na geladeira.
— Posso ajudar com isso? — pergunta.
— Não, está tudo bem... pode se sentar.
— Eu queria ajudar. — Sua expressão é sincera.
— Você pode cortar os legumes.
— Não sei cozinhar — diz ele, observando com desconfiança a faca que passo para ele.
— Imagino que você não precise. — Coloco uma tábua e uns pimentões vermelhos na frente dele. Ele fica olhando, confuso. — Você nunca cortou um legume antes?
— Não.
Sorrio para ele.
— Está rindo de mim?
— Parece que há uma coisa que eu sei fazer e você não. Cá entre nós, Christian, acho que se trata de uma primeira vez. Aqui, deixe-me mostrar.
Encosto o corpo no dele, e ele recua. Minha deusa interior ergue o olhar e fica atenta.
— Assim. — Fatio o pimentão, tomando o cuidado de remover as sementes.
— Parece bastante simples.
— Você não vai achar muito difícil — murmuro, com ironia.
Ele me olha impassível por um momento e depois se volta para sua tarefa; eu preparo o frango picado. Ele começa a fatiar com cuidado, bem devagar. Ai, meu Deus, desse jeito vai levar a noite toda.
Lavo minhas mãos e vou procurar a panela, o óleo e os outros ingredientes dos quais preciso, roçando repetidas vezes o corpo no dele — meu quadril, meu braço, minhas costas, minhas mãos. Pequenos toques, aparentemente inocentes. E ele fica paralisado a cada vez que faço isso.
— Eu sei o que você está tentando, Anastasia — murmura ele, sombrio, ainda fatiando o primeiro pimentão.
— Acho que as pessoas chamam de cozinhar — digo, piscando os olhos. Pego outra faca e me junto a ele diante da tábua para cortar o alho, a cebolinha e as ervilhas, esbarrando continuamente nele.
— Você é muito boa nisso — resmunga ele ao começar a fatiar o segundo pimentão.
— Fatiar legumes? — Pisco. — Anos de prática. — E esbarro nele com o quadril. Christian fica paralisado mais uma vez.
— Se você fizer isso mais uma vez, Anastasia, eu vou trepar com você no chão dessa cozinha.
Uau. Está funcionando.
— Você vai ter que implorar primeiro.
— É um desafio?
— Talvez.
Ele descansa a faca sobre a mesa e caminha lentamente na minha direção, seus olhos em chamas. Inclina-se para longe de mim e desliga o gás do fogão. O óleo na panela silencia quase imediatamente.
— Acho que vamos comer mais tarde — diz ele. — Coloque o frango na geladeira.
Taí uma frase que eu jamais imaginei ouvir de Christian Grey, e só ele poderia fazê-la soar sensual. Muito sensual, aliás. Pego a vasilha com o frango picadinho e, trêmula, coloco um prato sobre ela e a guardo na geladeira. Quando me viro, ele está junto a mim.
— Então, você vai implorar? — sussurro, fitando corajosamente seus olhos sombrios.
— Não, Anastasia. — Ele balança a cabeça. — Nada de implorar. — Sua voz é suave, sedutora.
E ficamos ali, encarando-nos, deliciando-nos com a visão do outro, sem dizer nada, apenas olhando, a atmosfera ao nosso redor quase estalando de tão carregada. Mordo meu lábio à medida que o desejo que sinto por esse homem maravilhoso se apodera de mim à força, esquentando meu sangue, oprimindo minha respiração, acumulando-se na região abaixo da cintura. Vejo minhas reações refletidas na postura dele, em seus olhos.
Num instante, ele me agarra pelo quadril e me puxa para junto de si, minhas mãos seguram seu cabelo, e sua boca busca por mim. Ele me empurra contra a geladeira, ouço o barulho abafado de garrafas e frascos protestando, sua língua encontra a minha. Solto um gemido dentro de sua boca, e uma de suas mãos segura o meu cabelo, puxando minha cabeça para trás enquanto trocamos um beijo selvagem.
— O que você quer, Anastasia?
— Você — sussurro.
— Onde?
— Cama.
Christian se solta do nosso abraço, me pega nos braços e me carrega depressa e aparentemente sem qualquer esforço até o quarto. Ele me coloca de pé ao lado da cama e se inclina para acender o abajur na mesa de cabeceira. Dá uma olhada rápida em volta e fecha as cortinas cor de creme.
— E agora? — diz em voz baixa.
— Faça amor comigo.
— Como?
Caramba.
— Você tem que me dizer, baby.
Puta merda.
— Tire minha roupa. — Já estou ofegante.
Ele sorri e pega na abertura da minha camisa com o indicador, puxando-me em direção a ele.
— Boa menina — murmura e, sem tirar os olhos ardentes dos meus, lentamente começa a desabotoar minha camisa.
Com cuidado, apoio minhas mãos em seus braços para manter o equilíbrio. Ele não reclama. Os braços são uma área segura. Quando termina com os botões, ele puxa minha camisa por sobre meus ombros, e eu tiro as mãos dos braços dele para deixar a camisa cair no chão. Ele se estica na direção do cós de minha calça jeans, abre o botão e puxa o zíper para baixo.