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Cinquenta tons mais escuros [em Portugues]

Электронная книга - «Cinquenta tons mais escuros [em Portugues]». Краткое содержание книги:

Assustada com os segredos obscuros do belo e atormentado Christian Grey, Ana Steele poe um ponto final em seu relacionamento com o jovem empresario e concentra-se em sua nova carreira, numa editora de livros. Mas o desejo por Grey domina cada pensamento de Ana e, quando ele propoe um novo acordo, ela nao consegue resistir. Em pouco tempo, Ana descobre mais sobre o angustiante passado de seu amargurado e dominador parceiro do que jamais imaginou ser possivel. Enquanto Christian tenta se livrar de seus demonios interiores, Ana se ve diante da decisao mais importante da sua vida.
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— Idiota? — pergunta Christian novamente. Desta vez, seus lábios se contorcem num sorriso reprimido.

— Não me faça rir quando estou com raiva de você! — grito.

E ele sorri, um sorriso deslumbrante, cheio de dentes, um modelo de perfeição, e eu não consigo evitar. Sorrio também e, então, caio na gargalhada. Como eu poderia não ser afetada pela alegria presente naquele sorriso?

— Só porque estou com esse sorriso idiota na cara não significa que eu não esteja morrendo de raiva de você — murmuro ofegante, tentando suprimir minha risada infantil de líder de torcida. Embora eu nunca tenha sido líder de torcida, o pensamento amargo atravessa minha mente.

Ele se inclina, e eu acho que vai me beijar, mas não o faz. Enfia o rosto em meu cabelo e inspira profundamente.

— Como sempre, Srta. Steele, você é surpreendente. — Ele volta o corpo para trás, para me encarar, os olhos brilhando cheios de humor. — E então, vai me convidar para entrar ou vou ficar de castigo por exercer o meu direito democrático, como cidadão norte-americano, empreendedor e consumidor, de comprar o que eu bem entender?

— Você falou com o Dr. Flynn sobre isso?

Ele ri.

— Você vai me deixar entrar ou não, Anastasia?

Tento lançar um olhar relutante — morder o lábio ajuda —, mas estou sorrindo quando abro a porta. Christian se vira e acena para Taylor, e o Audi dá partida.

* * *

É ESTRANHO TER Christian Grey em meu apartamento. O lugar parece pequeno demais para ele.

Ainda estou brava — a perseguição dele não tem limites —, e acabo me dando conta de que é por isso que ele sabia que meu e-mail na SIP era monitorado. Ele provavelmente sabe mais sobre a SIP do que eu. É um pensamento desagradável.

O que posso fazer? Por que ele tem essa necessidade de me manter em segurança? Já sou — pelo menos um pouco — adulta, pelo amor de Deus. O que posso fazer para tranquilizá-lo?

Observo seu rosto enquanto ele caminha de um lado para outro na sala, feito um predador enjaulado, e minha raiva desaparece. Vê-lo em meu território depois de achar que tínhamos terminado é reconfortante. Mais do que reconfortante, eu o amo, e meu coração se enche com uma euforia nervosa e inebriante. Ele olha ao redor, avaliando o ambiente.

— Apartamento bacana — diz.

— Os pais de Kate compraram para ela.

Ele acena distraidamente com a cabeça, e seus olhos cinzentos e ousados recaem sobre mim.

— E então... quer uma bebida? — murmuro, enrubescendo.

— Não, obrigado, Anastasia. — Seu olhar escurece.

Por que estou tão nervosa?

— O que você gostaria de fazer, Anastasia? — pergunta ele suavemente, caminhando em minha direção, todo selvagem e sensual. — Eu sei o que eu quero fazer — acrescenta, em voz baixa.

Recuo até bater contra a bancada de concreto da cozinha.

— Ainda estou brava com você.

— Eu sei. — Ele abre um sorriso torto de desculpas, e eu me derreto... Bem, talvez não tão brava assim.

— Gostaria de comer alguma coisa? — pergunto.

— Sim. Você — murmura ele, assentindo lentamente com a cabeça. Todo o meu corpo se enrijece da cintura para baixo. Sou seduzida até por sua voz, mas aquele olhar, aquele olhar faminto de quem quer me devorar agora... meu Deus.

Ele está de pé na minha frente, mas sem encostar em mim, olhando nos meus olhos e me banhando no calor que irradia de seu corpo. Sinto-me sufocada, agitada, e minhas pernas parecem gelatina à medida que o desejo sombrio toma conta de mim. Eu quero esse homem.

— Você já comeu hoje? — pergunta ele.

— Um sanduíche no almoço — sussurro. Não quero falar de comida.

— Você precisa comer. — Ele estreita os olhos.

— Eu realmente não estou com fome... de comida.

— E você está com fome de quê, Srta. Steele?

— Acho que você sabe, Sr. Grey.

Ele abaixa a cabeça, e de novo acho que vai me beijar, mas não o faz.

— Quer que eu beije você, Anastasia? — sussurra baixinho no meu ouvido.

— Sim — murmuro.

— Onde?

— Em todos os lugares.

— Você vai ter que ser um pouco mais específica do que isso. Eu já avisei que não vou tocar você até que implore e me diga o que fazer.

Estou perdida, ele não está jogando limpo.

— Por favor — peço.

— Por favor, o quê?

— Toque em mim.

— Onde?

Ele está tão tentadoramente perto, seu perfume é inebriante. Eu levanto as mãos, e ele recua de imediato.

— Não, não — ele me repreende, os olhos de repente arregalados e alarmados.

— O quê? — Não... volte.

— Não. — Ele balança a cabeça.

— Nem um pouco? — Não consigo evitar o desejo em minha voz.

Ele me olha, hesitante, e eu me sinto encorajada por essa hesitação. Dou um passo na direção dele, e ele recua, erguendo as mãos em defesa, mas sorrindo.

— Espere, Ana. — É um alerta, e ele passa a mão pelo cabelo, exasperado.

— Às vezes você não se importa — observo, melancólica. — Talvez eu devesse pegar uma caneta, aí poderíamos mapear as áreas proibidas.

Ele ergue uma sobrancelha.

— Isso não é má ideia. Onde fica o seu quarto?

Indico com a cabeça. Será que ele está deliberadamente mudando de assunto?

— Você está tomando a pílula?

Ah, merda. A pílula.

Sua expressão se desfaz ao ver minha reação.

— Não — falo, num gemido.

— Certo — diz ele, e seus lábios se comprimem numa linha fina. — Venha, vamos comer alguma coisa.

— Achei que estávamos indo para a cama! Eu quero ir para a cama com você.

— Eu sei, baby. — Ele sorri e, de repente, vem em minha direção, pega meus pulsos e me puxa para junto de si de forma que seu corpo pressiona o meu. — Você precisa comer e eu também — murmura, os ardentes olhos cinzentos me encarando. — Além do mais... a expectativa é o segredo da sedução e, neste instante, estou muito interessado em adiar a gratificação.

Hum, desde quando?

— Você já me seduziu e eu quero a minha gratificação agora. Eu imploro, por favor — minha voz parece um gemido.

Ele sorri para mim com ternura.

— Vamos comer. Você está muito magra. — Ele beija minha testa e me solta.

É um jogo, parte de algum plano maligno. Faço uma cara feia.

— Ainda estou com raiva porque você comprou a SIP, e, agora, estou com raiva porque você está me fazendo esperar — resmungo.

— Você é muito ansiosa, não é? Mas vai se sentir melhor depois de uma boa refeição.

— Eu sei o que vai fazer com que eu me sinta melhor.

— Anastasia Steele, estou chocado. — Seu tom é um tanto debochado.

— Pare de me provocar. Você não joga limpo.

Ele sufoca o riso, mordendo o lábio inferior. Simplesmente adorável... um Christian brincalhão divertindo-se com a minha libido.

Se pelo menos as minhas habilidades de sedução fossem melhores, eu saberia o que fazer, mas não poder tocá-lo realmente dificulta as coisas.

Minha deusa interior estreita os olhos, pensativa. Precisamos trabalhar essa questão.

Enquanto Christian e eu nos encaramos — eu, toda alvoroçada e cheia de desejo; ele, descontraído e divertindo-se às minhas custas —, percebo que não tenho comida em casa.

— Eu poderia cozinhar alguma coisa para nós, só que vamos ter que ir ao mercado.

— Ao mercado?

— Comprar comida.

— Você não tem comida em casa? — Sua expressão se enrijece.

Nego com a cabeça. Merda, ele parece muito irritado.

— Vamos às compras, então — diz com firmeza ao se virar em direção à porta, abrindo-a para mim.

* * *

— QUANDO FOI a última vez em que esteve em um supermercado?

Christian parece deslocado, mas ele me segue, obediente, segurando uma cesta de compras.

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