Бесплатная библиотека
Читайте книгу на сайте или телефоне
Nada dura para sempre [em Português] - Читать Любимую Русскую Полную Книгу 👉 Read-E-Book.com

Nada dura para sempre [em Português]

Электронная книга - «Nada dura para sempre [em Português]». Краткое содержание книги:

Nada dura para sempre [em Português]
1 ... 8 9 10 11 12 13 14 15 16 ... 62
Перейти на страницу:

Uma manhã, aterrada como estava devido às ameaças do padrasto, decidiu que tinha de contar à mãe tudo o que estava a acontecer. A mãe iria pôr um fim, iria protegê-la.

- Mamã, o teu marido vem todas as noites para a minha cama enquanto estás fora e obriga-me a ter relações.

Por um momento, a mãe ficou a olhar para ela e depois deu-lhe uma bofetada na cara.

- Comoseatreves a inventar mentiras dessas, sua peste! Kat nunca mais tocou no assunto. Apenas ficou em casa por Mike. “Sentir-se-ia perdido sem mim”, pensou ela. Mas quando soube que estava grávida, fugiu para casa de uma tia que vivia em Minneapolis. A partir de então, a sua vida mudou completamente.

- Não precisas de me contar o que aconteceu - dissera-lhe a tia Sophie. - Conheces aquela canção que eles cantam na Sesame Street? “Não é Fácil Ser Verde”? Bem querida, mas também não é fácil ser negro. Tens duas escolhas. Continuas a fugir, a esconder e a culpar o mundo dos teus problemas, ou levantas-te sozinha e decides ser alguém importante.

- O que é que tenho de fazer?

- Tens de saber que és importante. Primeiro, crias na sua mente uma imagem de quem gostarias de ser e o que gostarias de ser, filha. E depois esforças-te por te tornares nessa pessoa.

- Não quero ter este bebê - decidiu Kat. - Quero fazer um aborto.

Este foi calmamente efetuado durante um fim-de-semana, por uma parteira amiga da tia de Kat. Quando tudo acabou, Kat pensou ferozmente: “Nunca mais deixarei que um homem me toque. Nunca mais!”

Para Kat, Minneapolis era um país de fadas. Próximo de quase todas as casas havia lagos, fontes e rios. E havia mais de 320 hectares de zonas verdes. Velejou nos lagos da cidade e fez passeios de barco no Mississípi.

Visitou o Great Zoo com a tia Sophie e passou vários domingos no Valleyfair Amusement Park. Participou em corridas de sacos no Cedar Creek Farm e viu combates de cavaleiros com armadura no Shakopee Renaissance Festival.

A tia Sophie olhou para Kat e pensou: “Esta miúda nunca teve uma infância”.

Kat estava a aprender a divertir-se mas a tia Sophie sentia que bem lá no íntimo da sobrinha, havia um lugar que ninguém conseguia alcançar, uma barreira que ela mesma levantara para não voltar a sofrer.

Fez amizades na escola. Mas nunca com rapazes. As amigas saíam com rapazes, mas Kat era uma solitária e demasiado orgulhosa para explicar a alguém o porquê.

Olhou para a tia, de quem gostava muito.

Kat estava pouco interessada na escola ou em ler livros, mas a tia Sophie alterou tudo isso. A casa estava repleta de livros e o entusiasmo de Sophie relativamente a eles era contagiante.

- Ali há palavras maravilhosas - disse à rapariga.

- Lê e ficarás a saber de onde vens e para onde irás.

Tenho o palpite de que um dia serás famosa, querida. Mas primeiro terás de estudar. Isto é a América. Podes vir a ser tudo o que quiseres. Podes ser negra e pobre, mas também o eram algumas das nossas congressistas e estrelas de cinema, cientistas e heróis desportistas. Um dia teremos um presidente negro. Podes ser tudo o que quiseres.

Tudo depende de você.

Era o começo.

Kat tornou-se na melhor aluna da turma. Era uma leitora ávida. Um dia, na biblioteca da escola, pegou por acaso numa cópia de Arro”smith, de Sinclair Lewis, e ficou fascinada com a história do jovem e dedicado médico.

Leu Promises to Keep de Agnes Cooper, que lhe abriu um mundo novo.

Descobriu que neste mundo havia pessoas que se dedicavam a ajudar os outros, a salvar-lhe s a vida. Um dia, quando Kat regressou da escola, disse à tia Sophie:

- Vou ser médica. E famosa.

Na segunda-feira de manhã, os gráficos de três doentes de Paige tinham desaparecido e ela foi dada como culpada.

Na quarta-feira, Paige foi acordada às quatro da manhã.

Sonolenta, pegou no telefone:

- Doutora Taylor…

Silêncio.

- Está?… Está?…

Ouvia a respiração de alguém no outro lado da linha.

Em seguida, ouviu um click.

Paige permaneceu acordada durante o resto da noite.

De manhã, disse a Kat:

- Ou estou a ficar paranóica ou alguém me odeia. - E contou-lhe o que se passara.

- Por vezes, os doentes guardam rancor aos médicos - disse Kat. - Sabes de alguém que…?

Paige lamentou:

- Dúzias.

- Tenho a certeza de que não é caso para te preocupares.

Paige desejou poder acreditar nisso.

Nos finais do Verão chegou o telegrama mágico. Ali ficou à espera que Paige chegasse ao apartamento, já noite adiantada.

Dizia: “Chego São Francisco ao meio-dia de domingo. Anseio ver-te.

Amor. Alfred.”

Finalmente regressava para junto dela! Paige leu o telegrama vezes sem conta, ficando cada vez mais animada.

Alfred! O nome dele evocava um caleidoscópio confuso de recordações excitantes…

Paige e Alfred cresceram juntos. Os pais faziam parte de uma equipa de médicos da oMs que viajara para países do Terceiro Mundo, a fim de lutarem contra doenças exóticas e virulentas.

Paige e a mãe acompanharam o Dr. Taylor, que chefiava a equipa.

Paige e Alfred tiveram uma infância de fantasia. Na índia, Paige aprendeu a falar hindi. Aos dois anos, sabia que o nome para a cabana de bambu onde viviam era basha. O pai era gorashaib, homem branco, e ela era nani, irmãzinha. Tratavam o pai de Paige como abadhan, o chefe, ou baba, pai.

Quando os pais de Paige não estavam por perto, ela bebia bhanga, uma bebida intoxicante feita com folhas de haxixe, e comia chapati com ghi.

Depois, foram para Äfrica. Partiram para outra aventura.

Paige e Alfred habituaram-se a nadar em rios onde havia crocodilos e hipopótamos. Os animais de estimação eram filhotes de zebras, chitas e cobras. Cresceram em cabanas redondas e sem janelas, feitas de adobe, com chão de terra batida e telhados cónicos de colmo. “Um dia”, prometeu Paige a si própria, “irei viver numa verdadeira casa no meio de uma bonita quinta, com relva verdinha e paliçada branca.” Tanto para os médicos como para as enfermeiras, a vida era dura e frustrante, mas para as duas crianças, viver na terra dos leões, girafas e elefantes era uma aventura constante.

Frequentaram escolas primitivas, feitas de adobes, e, quando não havia uma por perto, tinham precepores.

Paige foi uma criança inteligente e o cérebro era uma esponja que absorvia tudo. Alfred adorava-a.

- Um dia casarei contigo, Paige - disse-lhe quando ela tinha doze anos e ele catorze.

- Também irei casar-me contigo, Alfred.

Eram duas crianças sérias, determinadas em passar o resto da sua vida juntos.

Os médicos da onZs eram homens generosos e dedicados e mulheres devotas ao seu trabalho. Muitas vezes trabalhavam em circunstâncias quase impensáveis. Em Äfrica, tinham de competir com o zeogesha - praticantes de medicina nativa cujos remédios primitivos foram transmitidos de pais para filhos, muitas vezes com efeitos letais.

O remédio tradicional dos Masai para feridas abertas era o olkilorite, uma mistura de sangue de boi, carne crua e essência de uma raiz misteriosa.

O remédio dos Kikuyu para a varíola era obrigar a doença a sair das crianças, batendo-as com paus.

- Têm de parar com isso - dizia-lhe s o Dr. Taylor.

- Isso não ajuda.

- É melhor do que vos deixar espetar agulhas na nossa pele - respondiam eles.

Os dispensários eram mesas alinhadas sob as árvores, onde se efetuavam as operações. Os médicos viam centenas de doentes por dia e havia sempre uma enorme fila à espera de serem vistos - leprosos, nativos com tuberculose, coqueluche, varíola, disenteria.

Paige e Alfred eram inseparáveis. Quando cresceram, fizeram caminhadas até ao mercado, numa aldeia situada a alguns quilómetros. E conversaram sobre planos para o futuro de ambos.

1 ... 8 9 10 11 12 13 14 15 16 ... 62
Перейти на страницу:
0
Сюжет
  • 1
  • 2
  • 3
  • 4
  • 5
  • 6
  • 7
  • 8
  • 9
  • 10
0
Атмосфера
  • 1
  • 2
  • 3
  • 4
  • 5
  • 6
  • 7
  • 8
  • 9
  • 10
0
Главный герой
  • 1
  • 2
  • 3
  • 4
  • 5
  • 6
  • 7
  • 8
  • 9
  • 10
0
Общее впечатление
  • 1
  • 2
  • 3
  • 4
  • 5
  • 6
  • 7
  • 8
  • 9
  • 10
Итоговая оценка: 0.0 из 10 (голосов: 0 / История оценок)