Бесплатная библиотека
Читайте книгу на сайте или телефоне
Nada dura para sempre [em Português] - Читать Любимую Русскую Полную Книгу 👉 Read-E-Book.com

Nada dura para sempre [em Português]

Электронная книга - «Nada dura para sempre [em Português]». Краткое содержание книги:

Nada dura para sempre [em Português]
1 ... 5 6 7 8 9 10 11 12 13 ... 62
Перейти на страницу:

Afastaram-se da cama. O Dr. Radnor voltou-se para os residentes:

- Procurem fazer perguntas que obtenham como resposta um sim ou um não, para que o doente não se canse.

E procurem animá-lo. Quero que estudem o gráfico e façam apontamentos.

Voltaremos aqui esta tarde para ver como ele está. Mantenham um registo constante das queixas mais importantes de cada doente, a atual doença, doenças anteriores, historial familiar e historial social. Bebe, fuma, etc.?

Quando tornarmos a fazer a ronda, terão de me entregar um relatório do progresso de cada doente.

Avançaram para a cama do doente seguinte, um homem com cerca de quarenta anos.

- Bom dia, senhor Rawlings.

- Bom dia, doutor.

- Esta manhã sente-se melhor?

- Nem por isso. Durante a noite, acordei várias vezes.

Dói-me o estômago.

O Dr. Radnor voltou-se para o residente chefe:

- O que é que a proctoscopia mostrou?

- Não há sinais de qualquer problema.

- Faça-lhe um enema a bário e um GI superior, stat.

O residente chefe anotou no bloco.

O residente que se encontrava ao lado de Paige segredou-lhe ao ouvido:

- Julgo que sabe o que significa stat.

EShake that ass, tootsie!”, cuja tradução é Mexe-me esse cu, filho!

O Dr. Radnor ouviu:

- Stat vem do latim, statim. “Imediatamente”.

Nos anos futuros, Paige iria ouvi-lo muitas vezes.

O doente seguinte era uma mulher idosa que tinha sido submetida a uma operação de by pass.

- Bom dia, senhora Turkel.

- Quanto tempo irão manter-me aqui?

- Não muito tempo. A operação foi um êxito. Em breve irá para casa.

E dirigiram-se ao doente seguinte.

Repetiram a rotina vezes sem conta e a manhã passou rapidamente. Viram trinta doentes. Após cada doente, os residentes escreviam freneticamente notas, esperando ser capazes de as decifrar mais tarde.

Uma doente era um quebra-cabeças para Paige. Parecia estar de perfeita saúde.

Quando se afastaram desta, Paige perguntou:

- Qual é o problema dela, doutor?

O Dr. Radnor suspirou:

- Não tem qualquer problema. Ela é uma smsu.

E para aqueles que esqueceram o que lhe s foi ensinado na faculdade, smsu é um acrónimo de “Sai da minha sala de urgências!” Os smsus são pessoas que gostam de ter uma má saúde. É o seu passatempo favorito. Dei-lhe baixa seis vezes no ano passado.

Avançaram para o doente seguinte, uma idosa com máscara respiratória que estava em coma.

- Teve um ataque cardíaco massivo - explicou o Dr. Radnor aos residentes.

- Está em coma há seis semanas. Os sinais vitais estão a enfraquecer. Nada mais podemos fazer por ela. Esta tarde vamos desligar a máquina.

Paige olhou chocada para ele:

- Desligar?

O Dr. Radnor disse, gentilmente:

- A comissão de ética do hospital tomou a decisão esta manhã. Ela é um vegetal. Tem oitenta e sete anos e está cerebralmente morta. É uma crueldade mantê-la viva e, por outro lado, está a acabar com as finanças da família.

Vê-los-ei a todos na ronda desta tarde.

Ficaram a vê-lo afastar-se. Paige voltou-se para olhar novamente para a doente. Ela estava viva. “Dentro de algumas horas estará morta. Iremos desligar a máquina esta tarde.”, isso é assassinato!”, pensou Paige.

Nessa tarde, depois de a ronda terminar, os novos residentes reuniram-se na saleta do andar superior. A sala continha oito mesas, um velho televisor a preto e branco e duas máquinas que forneciam sanduíches já ressequidas e café amargo.

As conversas de cada mesa eram quase idênticas.

Um dos residentes disse:

- Examinem a minha garganta, por favor. Está inflamada?

- Penso que tenho febre. Sinto-me mal.

- O meu abdome está inchado e mole. Sei que tenho apendicite.

- Sinto uma dor esmagadora no peito. Só peço a Deus para que não esteja a ter um ataque cardíaco!

Kat sentou-se a uma mesa com Paige e Honey:

- Como é que correu? - perguntou.

- Penso que correu tudo bem - respondeu Honey.

Ambas olharam para Paige:

- Eu estava tensa, mas relaxada. Estava nervosa, mas aparentei calma. - Suspirou: - Foi um dia longo. Ficarei feliz por sair daqui e ir divertir-me logo à noite.

- Também eu - concordou Kat. - Que tal jantarmos e depois irmos ao cinema?

- Parece-me bem.

Um funcionário aproximou-se da mesa:

- Doutora Taylor?

Paige levantou a cabeça:

- Sou eu a doutora Taylor.

- O doutor Wallace quer vê-la no gabinete dele.

O administrador do hospital! “O que é que eu fiz?” pensou Paige.

O funcionário ficou à espera:

- Doutora Taylor…

- Vou já. - Respirou profundamente e levantou-se:

- Vejo-vos mais tarde.

- Por aqui, doutora.

Paige seguiu o funcionário. Entraram no elevador e subiram até ao quinto andar, onde se situava o gabinete do Dr. Wallace.

Benjamin Wallace estava sentado à secretária. Levantou a cabeça quando Paige entrou:

- Boa tarde, doutora Taylor.

- Boa tarde.

Wallace suspirou:

- Bem! É o seu primeiro dia e já causou uma enorme impressão.

Paige olhou para ele, intrigada:

- Não… Não compreendo.

- Soube que esta manhã teve um pequeno problema no vestiário dos médicos.

- Oh. - “Então é este o problema!”

Wallace olhou para ela e sorriu:

- Suponho que tenho de organizar alguma coisa para si e para as outras raparigas.

- Nós… “Nós não somos raparigas”,, - começou Paige a dizer. - Ficar-lhe -íamos muito gratas.

- Entretanto, se não quiser vestir-se com as enfermeiras…

- Não sou enfermeira - respondeu Paige com firmeza. - Sou médica.

- Claro, claro. Bem, iremos tratar das vossas acomodações, doutora.

- Obrigada.

Entregou a Paige uma folha de papeclass="underline"

- Entretanto, este é o seu horário. Ficará de serviço nas próximas vinte e quatro horas, a começar a partir das seis.

- Olhou para o relógio. - O que quer dizer, daqui por meia hora.

Paige olhou para ele, boquiaberta. O dia dela tinha-se iniciado às cinco e meia da manhã: - “Vinte e quatro horas?” - Bom, trinta e seis, na verdade. Uma vez que, de manhã, irá fazer novamente a ronda.

“Trinta e seis horas! Será que irei aguentar?” Em breve iria saber.

Paige foi procurar Kat e Honey.

- Vou ter de esquecer o jantar e o cinema - disse Paige.

- Estou de serviço por trinta e seis horas.

Kat abanou a cabeça:

- Acabámos de receber as nossas más notícias. Eu estarei de serviço amanhã e a Honey na quarta-feira.

- Não vai ser assim tão mau - respondeu Paige, mais animada.

- Soube que existe um quarto de dormir para quem está de serviço. Vou gostar disto.

Estava errada.

Um funcionário acompanhou Paige ao longo do corredor.

- O doutor Wallace informou-me que estarei de serviço durante trinta e seis horas - disse Paige. - Todos os residentes trabalham durante tantas horas?

- Apenas nos primeiros três anos - garantiu-lhe o funcionário. - “Que ótimo!” - Mas terá muitas oportunidades para descansar, doutora.

- Terei?

- Aqui. Este é o quarto de quem está de serviço. - ‘ Abriu a porta e Paige entrou. O quarto fazia lembrar a cela de um monge nalgum mosteiro muito pobre. Continha nada mais do que uma maca com um colchão aos altos e baixos, um lavatório rachado e uma mesinha-de-cabeceira onde se encontrava um telefone. - Pode dormir aqui, nos intervalos das chamadas.

- Obrigada.

As chamadas começaram quando Paige se encontrava na cafetaria, mal tinha começado a jantar.

- Doutora Taylor… SU Três… Doutora Taylor… SU Três.

E estava sempre a ser perseguida por enfermeiras.

- Temos um doente com uma costela partida…

- O senhor Henegan queixa-se de dores no peito…

1 ... 5 6 7 8 9 10 11 12 13 ... 62
Перейти на страницу:
0
Сюжет
  • 1
  • 2
  • 3
  • 4
  • 5
  • 6
  • 7
  • 8
  • 9
  • 10
0
Атмосфера
  • 1
  • 2
  • 3
  • 4
  • 5
  • 6
  • 7
  • 8
  • 9
  • 10
0
Главный герой
  • 1
  • 2
  • 3
  • 4
  • 5
  • 6
  • 7
  • 8
  • 9
  • 10
0
Общее впечатление
  • 1
  • 2
  • 3
  • 4
  • 5
  • 6
  • 7
  • 8
  • 9
  • 10
Итоговая оценка: 0.0 из 10 (голосов: 0 / История оценок)