Cinquenta tons mais escuros [em Portugues]
- Автор: Джеймс Эрика Леонард
- Серия: Cinquenta Sombras #2
- Язык: португальский
- Жанр: Романы для взрослых
Электронная книга - «Cinquenta tons mais escuros [em Portugues]». Краткое содержание книги:
— Ah, Ana — murmura com reverência contra meu pescoço. — Você está sempre pronta.
Ele move o dedo no mesmo ritmo com que seus beijos e sua boca percorrem calmamente minha clavícula e seguem até o meu peito. Com os dentes e os lábios, primeiro ele tortura um dos mamilos, depois passa para o outro, com muita ternura, e eles se enrijecem e crescem em resposta.
Solto um gemido.
— Hum — rosna ele baixinho e levanta a cabeça para me lançar um olhar ardente e cinzento. — Quero você agora.
Ele se estica até a mesa de cabeceira. Então fica em cima de mim, apoiando o peso nos cotovelos, e esfrega o nariz no meu enquanto abre minhas pernas com as suas. Ajoelha-se e rasga a embalagem.
— Mal posso esperar até sábado — diz, os olhos brilhando de deleite obsceno.
— A festa? — ofego.
— Não. Não vou mais ter que usar essa porra.
— É um termo muito apropriado — dou uma risadinha.
Ele sorri para mim ao colocar o preservativo.
— Você está achando graça, Srta. Steele?
— Não. — Tento ficar séria e falho miseravelmente.
— Agora não é hora de rir. — Ele balança a cabeça numa reprimenda, e sua voz é grave e soturna, mas sua expressão, Deus do céu, é glacial e vulcânica ao mesmo tempo.
O ar fica preso em minha garganta.
— Achei que você gostasse de me ver rir — sussurro, rouca, mirando as profundezas sombrias de seus tempestuosos olhos.
— Agora não. Existe uma hora e um lugar certos para rir. E não é agora. Preciso fazer você parar, e acho que sei como — diz ele, ameaçadoramente, e seu corpo cobre o meu.
* * *
— O QUE VOCÊ GOSTARIA para o café da manhã, Ana?
— Vou só comer um pouco de granola. Obrigada, Sra. Jones.
Eu coro ao me sentar no banco ao lado de Christian. A última vez em que vi a muito correta e decorosa Sra. Jones, eu estava sendo carregada sem a menor cerimônia para o quarto no ombro dele.
— Você está linda — diz Christian, baixinho.
Estou usando minha saia-lápis cinza e a blusa de seda cinza de novo.
— Você também. — Sorrio timidamente para ele.
Ele está vestindo uma camisa azul-clara e calça jeans, e, como sempre, parece descontraído, novo em folha e perfeito.
— A gente precisa comprar mais algumas saias para você — diz, com naturalidade. — Aliás, adoraria levar você para fazer compras.
Hum... compras. Odeio fazer compras. Mas, com Christian, talvez não seja tão ruim. Decido que minha melhor defesa é mudar de assunto.
— Estou me perguntando o que vai acontecer no trabalho hoje.
— Eles vão ter que arrumar alguém para substituir aquele babaca. — Christian faz uma careta, franzindo as sobrancelhas como se tivesse acabado de pisar em alguma coisa muito desagradável.
— Espero que escolham uma mulher como minha nova chefe.
— Por quê?
— Bem, as chances de você se opor a nós viajarmos juntas são bem menores — provoco-o.
Seus lábios se contorcem, e ele começa a comer sua omelete.
— Qual é a graça? — pergunto.
— Você. Coma a granola toda, já que seu café da manhã vai ser só isso.
Autoritário como sempre. Contraio os lábios para ele, mas como tudo.
* * *
— BOM, A CHAVE ENTRA aqui. — Christian aponta a ignição logo abaixo da caixa de câmbio.
— Lugar estranho — murmuro.
No entanto, estou apaixonada por cada pequeno detalhe, praticamente pulando feito uma criança no confortável assento de couro. Christian finalmente vai me deixar dirigir meu carro.
Ele me encara friamente, embora seus olhos estejam vivos de humor.
— Você está muito empolgada com isso, não está? — murmura, divertido.
Concordo com a cabeça, sorrindo como uma boba.
— Sinta só esse cheiro de carro novo. Isso aqui é ainda melhor que o Modelo Especial Submissa... quero dizer, o A3 — acrescento rapidamente, corando.
Christian prende o riso.
— Modelo Especial Submissa, é? Você tem uma habilidade e tanto com as palavras, Srta. Steele. — E se recosta com um olhar falso de desaprovação, mas ele não me engana. Sei que está se divertindo. — Bem, vamos lá. — Ele aponta em direção à entrada da garagem.
Bato palmas, giro a chave, e o motor liga com um ronco. Colocando a marcha em modo “drive”, solto devagar o pé do freio, e o Saab se move lentamente para a frente. Taylor liga o Audi atrás de nós, e, uma vez que a porta da garagem se abre, segue-nos para fora do Escala.
— A gente pode ligar o rádio? — pergunto quando paramos no primeiro sinal.
— Quero que você se concentre — diz ele bruscamente.
— Christian, por favor, posso dirigir com música — reviro os olhos.
Ele faz cara feia por um instante e, em seguida, liga o rádio.
— Além de CD, este rádio toca MP3 e é compatível com o seu iPod — murmura.
Os acordes suaves de The Police invadem o carro, altos demais. Christian baixa o volume. Hum... “King of Pain”.
— Seu hino — brinco com ele, e me arrependo no mesmo instante ao ver seus lábios se contraírem numa linha rígida. Ah, não. — Tenho esse disco em algum lugar... — continuo às pressas, tentando distraí-lo. Hum... em algum lugar do apartamento no qual passei tão pouco tempo.
Como será que Ethan está? Eu deveria ligar para ele hoje. Não vou ter muito que fazer no trabalho.
A ansiedade se concentra em meu estômago. O que vai acontecer quando eu chegar ao escritório? Será que as pessoas vão saber o que houve com Jack? Será que vão saber do envolvimento de Christian? Será que ainda tenho um emprego? Deus do céu, e se eu não tiver mais emprego, o que vou fazer?
Você vai se casar com o multimilionário, Ana! Meu inconsciente me lança um olhar esperto. Eu o ignoro. Que ganancioso!
— Ei, Dona Espertinha. Volte aqui. — Christian me traz de volta para o presente assim que paro diante do sinal seguinte. — Você está muito distraída. Trate de se concentrar, Ana — repreende-me. — É quando a gente se distrai que os acidentes acontecem.
Ai, pelo amor de Deus. E de repente sou arremessada de volta à época em que Ray estava me ensinando a dirigir. Não preciso de outro pai. Um marido talvez, um marido pervertido. Hum.
— Estava só pensando no trabalho.
— Baby, vai dar tudo certo. Confie em mim. — Christian sorri.
— Por favor, não interfira. Quero fazer isso sozinha. Christian, por favor. É importante para mim — digo o mais suavemente que posso.
Não quero discutir. Sua boca se fecha de novo numa linha teimosa, e acho que ele vai me repreender mais uma vez.
Ah, não.
— Não vamos discutir, Christian. Nós tivemos uma manhã tão maravilhosa. E a noite de ontem foi... — fico sem palavras, a noite de ontem foi... — ...divina.
Ele não responde. Olho para ele, e seus olhos estão fechados.
— Foi. Divina — diz, baixinho. — Eu estava falando sério.
— Sobre o quê?
— Não quero deixar você ir embora.
— Não quero ir embora.
Ele sorri, e é um sorriso novo e tímido que dissolve tudo que tem pela frente. Nossa, é um sorriso poderoso.
— Que bom — diz, apenas, e relaxa visivelmente.
Entro com o carro no estacionamento a meia quadra de distância da editora.
— Eu acompanho você até o trabalho. Taylor vai me levar lá da porta — oferece Christian.
Salto do carro desajeitada, os movimentos restringidos por minha saia-lápis, enquanto Christian desce com elegância, à vontade em seu corpo ou pelo menos dando a impressão de estar à vontade em seu corpo. Hum... alguém que não suporta ser tocado não pode se sentir tão à vontade. Franzo a testa diante desse pensamento errante.
— Não se esqueça de que temos hora marcada com Flynn às sete da noite — diz ele, estendendo a mão para mim.