Cinquenta tons mais escuros [em Portugues]
- Автор: Джеймс Эрика Леонард
- Серия: Cinquenta Sombras #2
- Язык: португальский
- Жанр: Романы для взрослых
Электронная книга - «Cinquenta tons mais escuros [em Portugues]». Краткое содержание книги:
Aperto o botão para trancar o carro e pego sua mão.
— Não vou me esquecer. Vou preparar uma lista de perguntas para ele.
— Perguntas? Sobre mim?
Faço que sim com a cabeça.
— Posso responder a quaisquer perguntas que você tiver a meu respeito. — Christian me encara, afrontando-me.
Sorrio para ele.
— Sim, mas quero a opinião do charlatão imparcial e caro.
Ele franze o cenho e, de repente, puxa-me num abraço, segurando minhas duas mãos com firmeza às minhas costas.
— Será que isso é uma boa ideia? — diz, a voz baixa e rouca.
Eu me inclino para trás e vejo a ansiedade aparente em seus olhos. É de partir o coração.
— Se você não quiser, eu não faço perguntas. — Fico olhando para ele, piscando, querendo afastar a preocupação de seu rosto com uma carícia. Puxo uma das mãos, e ele a solta. Toco seu rosto com carinho. A pele recém-barbeada está macia. — Qual é a sua preocupação? — pergunto, a voz suave e tranquilizadora.
— Que você vá embora.
— Christian, quantas vezes eu tenho que dizer? Não vou a lugar algum. Você já me contou o pior. Não vou deixar você.
— Então, por que você ainda não me deu uma resposta?
— Uma resposta? — murmuro, cinicamente.
— Você sabe do que estou falando, Ana.
Suspiro.
— Quero ter certeza de que sou suficiente para você, Christian. É só isso.
— E você não vai aceitar a minha palavra quanto a isso? — diz ele, exasperado, soltando-me.
— Christian, tudo tem acontecido muito rápido. E você mesmo já admitiu ser fodido em cinquenta tons. Não posso dar a você o que você precisa — resmungo. — Não é o que eu sou. Só que isso me faz sentir inadequada, principalmente depois de ver você com Leila. Quem me garante que um dia você não vai encontrar uma garota que gosta das coisas que você gosta? E quem me garante que você não vai... você sabe... se apaixonar por ela? Alguém muito mais adequado às suas necessidades. — O pensamento de Christian com outra pessoa me deixa enjoada. Fito meus dedos entrelaçados.
— Já conheci muitas mulheres que gostam de fazer o que eu faço. Nenhuma delas me atraiu do jeito que você me atrai. Jamais estabeleci uma relação emocional com nenhuma delas. É só você, Ana, desde sempre.
— Porque você nunca deu uma chance a elas. Você passou tempo demais trancafiado na sua fortaleza, Christian. Olhe, vamos discutir isso mais tarde. Tenho que ir trabalhar. Talvez o Dr. Flynn possa nos dar alguma luz.
Isso tudo é pesado demais para uma discussão num estacionamento às oito e cinquenta da manhã, e, por uma vez, Christian parece concordar. Ele faz que sim com a cabeça, mas seus olhos estão cautelosos.
— Venha — ordena, estendendo a mão.
* * *
QUANDO CHEGO À minha mesa, encontro um bilhete me pedindo para ir direto para a sala de Elizabeth. Meu coração pula até a boca. Pronto, vai ser agora. Vou ser demitida.
— Anastasia. — Elizabeth sorri gentilmente, indicando-me a cadeira diante de sua mesa.
Sento-me e a encaro com expectativa, torcendo para que ela não possa ouvir meu coração pulsando. Ela alisa o cabelo preto e grosso e me fita com seus compenetrados olhos azul-claros.
— Tenho uma notícia um pouco triste.
Triste! Ah, não.
— Chamei você aqui para avisar que Jack deixou a empresa de forma bastante inesperada.
Fico vermelha. Para mim, isso não tem nada de triste. Será que devo dizer que eu já sabia?
— A saída um tanto apressada dele deixou uma vaga na empresa, e nós gostaríamos que você a ocupasse por enquanto, até acharmos um substituto.
O quê? Sinto o sangue fugir da minha cabeça. Eu?
— Mas eu só estou aqui há uma semana, praticamente.
— Sim, Anastasia, eu entendo, mas Jack sempre foi um defensor das suas habilidades. Ele esperava muito de você.
Prendo a respiração. Sei muito bem o que ele esperava de mim, e era me virar de bruços, isso sim.
— Aqui está a descrição do cargo. Dê uma olhada com calma, e a gente pode discutir isso hoje mais tarde.
— Mas...
— Por favor, eu sei que isso é muito repentino, mas você já fez contato com os principais autores de Jack. Os resumos que você preparou não passaram despercebidos pelos outros editores. Você é muito perspicaz, Anastasia. Todos nós achamos que você é capaz de fazer isso.
— Certo — que loucura.
— Olhe, pense bem. Enquanto isso, você pode ficar na sala de Jack.
Ela se levanta, obviamente me dispensando, e estende a mão. Eu a aperto, absolutamente aturdida.
— Fico feliz que ele tenha ido embora — sussurra, e um olhar assombrado atravessa seu rosto.
Puta merda. O que ele fez com ela?
De volta à minha mesa, pego meu BlackBerry e ligo para Christian. Ele atende no segundo toque.
— Anastasia. Tudo bem? — pergunta, preocupado.
— Eles acabaram de me dar o cargo de Jack. Bem, temporariamente — falo bem rápido.
— Está brincando? — sussurra ele, chocado.
— Você tem alguma coisa a ver com isso? — minha voz soa mais ríspida do que eu gostaria.
— Não, não. Não mesmo. Quero dizer, com todo o respeito, Anastasia, mas você só está aí há uma semana, ou algo assim. Não me leve a mal.
— Eu sei. — Franzo a testa. — Aparentemente, Jack me avaliou muito bem.
— Ah, foi, é? — O tom de Christian é gélido, e ele suspira. — Bem, baby, se eles acham que você dá conta, tenho certeza de que você dá conta. Parabéns. Talvez a gente devesse comemorar depois da consulta com Flynn.
— Hum. Tem certeza de que você não tem nada a ver com isso?
Ele fica em silêncio por um instante, e então diz numa voz ameaçadora e grave:
— Você está duvidando de mim? Isso me irrita tanto.
Engulo em seco. Nossa, ele tem o pavio curto.
— Desculpe — suspiro, sentindo-me repreendida.
— Se você precisar de alguma coisa, me avise. Estou aqui. E, Anastasia?
— O quê?
— Use o BlackBerry — acrescenta ele, laconicamente.
— Está bem, Christian.
Mas, em vez de desligar, ele solta um suspiro profundo.
— Estou falando sério. Se você precisar, estou aqui. — Suas palavras soam muito mais suaves, conciliadoras. Ele é tão inconstante... suas mudanças de humor são como um metrônomo em andamento presto.
— Tudo bem — murmuro. — É melhor eu desligar. Tenho que mudar de sala.
— Para o que quer que você precise. Estou falando sério — murmura ele.
— Eu sei. Obrigada, Christian. Amo você.
Sinto seu sorriso do outro lado da linha. Eu o reconquistei com essas palavras.
— Também amo você, baby.
Ai, será que algum dia vou me cansar de ouvi-lo dizer essas palavras?
— Falo com você mais tarde.
— Até mais, baby.
Desligo o telefone e olho para a sala de Jack. Minha sala. Deus do céu. Anastasia Steele, Editora. Quem diria? Eu devia pedir um aumento.
O que Jack acharia se ficasse sabendo? Tremo só de pensar, e me pergunto vagamente como ele está passando a manhã; na certa, bem longe de Nova York, diferentemente do que imaginava. Caminho até minha sala nova, sento-me à mesa e começo a ler a descrição do cargo.
Ao meio-dia e meia, Elizabeth me liga.
— Ana, precisamos que você participe de uma reunião à uma hora na sala de reuniões. Jerry Roach e Kay Bestie vão estar lá, você sabe, o presidente da empresa e o vice-presidente? Todos os editores vão participar.
Merda!
— Preciso preparar alguma coisa?
— Não, é só uma reunião informal que a gente faz uma vez por mês. Vai ter almoço.
— Estarei lá — desligo.
Puta merda!
Dou uma olhada na lista de autores de Jack. Certo, isso está tranquilo. Tenho os cinco manuscritos que ele estava defendendo, e mais dois, que realmente deveriam ser considerados para publicação. Respiro fundo. Nem acredito que já está na hora do almoço. O dia voou, e eu estou amando isso. Foi tanta coisa para assimilar esta manhã. Meu calendário apita, anunciando um compromisso.