A caçada ao lobo de Wall Street [calibre 4.2.0]
- Автор: Белфорт Джордан
- Год: 2014
- Язык: португальский
- Год: Planeta
- ISBN: 9788542203134
- Жанр: Биографии и мемуары
Электронная книга - «A caçada ao lobo de Wall Street [calibre 4.2.0]». Краткое содержание книги:
Em A caçada ao Lobo de Wall Street, Jordan conta com sua fina ironia e acidez todos os detalhes de seu início de carreira, bem como tudo que aconteceu com ele depois que seu império desmoronou: perdeu a esposa, o dinheiro e quase perderia os filhos. Uma história contada sem pudores, por um homem cativante que precisou se reinventar a qualquer custo. **
– O que precisamos fazer – disse o Chef – é criar novas contas lá, e precisamos fazê-lo imediatamente. Conheço alguns bons sujeitos para isso, são as mesmas pessoas que eu usei com Bob – Bingo!, pensei. – O que estou pensando, porém, é que devemos ficar longe da Suíça por um tempo, pelo menos até a poeira baixar.
– Concordo totalmente – disse logo. – Eu não gostaria de ver os federais arrancando meu dinheiro. Eu tive de usar um monte de laranjas para gerar esses 10 milhões em dinheiro.
– Não se preocupe – disse o Chef, confiante. – Eles nunca vão encontrar o dinheiro, não com meu pessoal. Eles são especialistas.
Balancei a cabeça rapidamente, enquanto minha mente corria à frente. O Chef sem dúvida já havia incriminado a si mesmo em lavagem de dinheiro, mas apenas em conspiração. Será que eu poderia pressioná-lo ainda mais? Poderia tentar.
– Deixe-me perguntar uma coisa – disse, baixando a voz, como se ainda estivesse paranoico. – E se eu quisesse passar mais dinheiro ao exterior? Eu ainda tenho 5 milhões que Lavigne chutou de volta para mim. Seria ótimo ter esse dinheiro fora do país.
– Não é um problema – disse o Chef. – Eu sei exatamente quem é o cara que pode fazer isso.
É mesmo?, pensei. Puta merda!
– Ah, é mesmo? Quem? – perguntei, não esperando que ele respondesse.
– O nome dele é James Loo – respondeu o Chef, como se eu tivesse apenas lhe pedido o nome de seu carpinteiro. – Eu acho até que você deve conhecer o sujeito, Bob o apresentou faz algum tempo. Ele é honesto e direto como ninguém.
Assenti ansiosamente, me perguntando o que diabos tinha acontecido com o Chef. Ele era um dos mais astutos homens que eu já conheci, mas por alguma razão inexplicável tinha baixado a guarda. E perguntei:
– Então James Loo tem contatos na Suíça?
O Chef encolheu os ombros.
– Pode apostar! Esse cara tem ligações em todos os lugares! Metade da família dele ainda vive na Ásia! Ele vai levar seu dinheiro até Hong Kong mais rápido do que se você fizesse um depósito no Citibank local. E ele tem as pessoas certas em Cingapura, na Malásia… Escolha um lugar e ele terá pessoas lá.
Balancei a cabeça, compreensivo, quase chocado demais para fazer a próxima pergunta. Mas a fiz, de qualquer maneira.
– Então você está dizendo que eu poderia realmente dar meu dinheiro a James Loo e ele mandaria ao exterior para mim, sem ninguém descobrir?
O Chef balançou a cabeça devagar, deliberadamente, e quase com um sorriso no rosto.
– Sim – disse. – Isso não seria um problema para James Loo.
Eu decidi jogar a bomba:
– Ele já fez isso para Bob?
O Chef assentiu novamente.
– Sim, fez, e sem problemas. Bob deu-lhe o dinheiro, e schhhwiitttt! – o Chef bateu com as mãos, com seu movimento deslizante patenteado, fazendo o braço direito voar na direção que ele provavelmente pensou que era a Ásia.
Joguei uma bomba ainda maior:
– E posso me encontrar com ele?
Dessa vez, o Chef recuou em sua cadeira, como se eu fosse louco mesmo questionar uma coisa como aquela. Eu esperava por isso; afinal, minha pergunta tinha sido altamente inadequada, não? Pelo visto não, porque o Chef disse em seguida:
– É claro que pode! O que acha da próxima semana?
– Na próxima semana é perfeito – respondi.
Sem que eu perguntasse mais nada, o Chef imediatamente mergulhou nas várias maneiras diferentes como eu poderia filtrar meu dinheiro de volta para os Estados Unidos uma vez que ele estivesse enfiado em contas numeradas na Suíça e no Oriente. Na verdade, ele parecia apreciar a oportunidade de explicar isso para mim, como se a coisa toda fosse um jogo gigante de gato e rato, sem consequências graves caso o gato ganhasse.
Depois me encontrei com TOC em um novo estacionamento. Entreguei-lhe a fita e disse:
– Você mesmo tem que ouvir isso, Greg, para acreditar – balancei a cabeça lentamente, ainda incrédulo pela imprudência do Chef. – É espetacular.
– Mas por quê? O que tem nessa fita?
– Tudo – respondi –, incluindo a cabeça de Brennan em uma bandeja.
Dei de ombros, não me sentindo tão satisfeito comigo mesmo, de repente. Respirei fundo e soltei o ar lentamente. Todos os homens traem! Dave Beall! Elliot Lavigne! Minha própria esposa!
– De qualquer forma – continuei –, tenho que ir embora, é meu fim de semana com as crianças e quero fugir do tráfego para os Hamptons.
– Tudo bem, eu ligo para você na segunda e a gente vê o que faz.
– Parece bom – respondi, embora tivesse uma suspeita de que nos falaríamos antes disso.
Na verdade, ele me ligou mais tarde naquela mesma noite, enquanto eu estava deitado na cama acordado com as crianças dormindo a meu lado.
Suas primeiras palavras foram:
– Puta merda! – Então ele disse: – Gaito perdeu a cabeça?
– Foi o que eu lhe disse – respondi, suavemente. – É como se ele tivesse um desejo de morrer ou coisa parecida. Não sei, é fodidamente alucinante. Enfim, o que vem a seguir? Defino uma reunião com James Loo?
– Claro que sim! Na verdade, nós precisamos gravar isso em video! Mas nos falamos na segunda-feira. Eu sei que você está com seus filhos, então não quero prendê-lo. Tenha um bom fim de semana. Você merece.
Sim, pensei, outro fim de semana sem valor, comendo modelos e transando com mulheres por uma noite. Eu mereço. Era tudo tão triste e tão solitário. O que eu realmente precisava era encontrar uma garota legal e me apaixonar de novo. Infelizmente, apenas metade desse meu desejo estava prestes a se tornar realidade.
CAPÍTULO 21
A BELA E A FERA
– Isso é ridículo! – murmurei para Gwynne, enquanto ela caminhava um passo atrás de mim pela sala de estar. – Como ela poderia simplesmente desaparecer?
– Já oiô na quadra de tênis?
– Sim – respondi rapidamente. – Eu chequei em todos os lugares e nem sinal dela.
Era uma tarde de domingo, e a festa estava no auge.
Do lado de fora, no lado oposto da parede de vidro, um grupo alegre de 50 ou 60 pessoas, algumas das quais eu conhecia, embora nenhuma delas tivesse importância para mim, estavam espalhadas no deque da parte de trás da casa, festejando como se fossem estrelas do rock e devorando os últimos vestígios de meu império que estava ruindo. A maioria eram jovens do sexo feminino, altas, magras e lindas, e nenhuma delas parecia prestar atenção ao mundo.
Só então algo chamou minha atenção: dois pares de peitos muito jovens, perfeitos em todos os sentidos. Um par pertencia a uma loira ágil com uma deslumbrante cabeleira cacheada; o outro pertencia a uma curvilínea morena com madeixas onduladas que desciam em direção ao racho no meio de sua bunda. Elas estavam dançando, rebolando em seus sapatinhos, com a palma das mãos para o céu, elevando-as para o teto, por assim dizer.