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A caçada ao lobo de Wall Street [calibre 4.2.0]

Электронная книга - «A caçada ao lobo de Wall Street [calibre 4.2.0]». Краткое содержание книги:

Jordan Belfort fez uma fortuna no mercado de ações americano nos anos 1990 e viveu uma vida de luxo, drogas, sexo e pura loucura. O problema foi que, para enriquecer dessa maneira, ele não seguiu apenas o bom caminho, e o FBI não deixou barato... Acusado de fraude de valores mobiliários, manipulação de ações, lavagem de dinheiro e outros inúmeros crimes financeiros que nem ele saberia citar, Jordan se viu obrigado a cooperar com a Justiça americana, dedurando amigos e antigos colegas para tentar se livrar de uma pena que poderia chegar a 30 anos de prisão – e arruinar de vez sua vida.
Em A caçada ao Lobo de Wall Street, Jordan conta com sua fina ironia e acidez todos os detalhes de seu início de carreira, bem como tudo que aconteceu com ele depois que seu império desmoronou: perdeu a esposa, o dinheiro e quase perderia os filhos. Uma história contada sem pudores, por um homem cativante que precisou se reinventar a qualquer custo. **
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TOC torceu os lábios.

– E como você sabe disso?

– Porque a secretária me ligou e disse que tinha acabado de sacar o dinheiro, para que eu mandasse George ir apanhá-lo antes que Elliot o pegasse e torrasse tudo no jogo. E quando George trouxe o dinheiro para mim, estava suando em bicas e me lançando olhares estranhos. Ele nunca me disse nada diretamente, mas comentou algo com Janet e então ela me contou. Aparentemente, George ficou curioso, abriu a sacola e quase capotou – dei de ombros. – Enfim, tudo que você tem a fazer é mandar uma intimação para George, Janet e a secretária de Elliot, depois investigar os registros do banco, e o resto é história.

TOC olhou para mim por um segundo. Então ele deu outra garfada no chow mein e começou a mastigar. A mensagem implícita era: “Vou verificar isso. Volte para sua história”.

Eu respirei fundo e disse:

– Enfim, Elliot e eu estávamos jogando sinuca quando o Cabeça Quadrada veio correndo sem fôlego, dizendo: “Vocês têm que ver essa menina saindo da Ferrari, ela não existe!”, e, claro, como se tratava do Cabeça Quadrada falando, considerei aquilo um exagero. Mas, em seguida, ele literalmente me arrastou para a porta da frente. Foi quando eu vi Nadine pela primeira vez – sorri com a lembrança. – Eu me senti como Michael Corleone em O poderoso chefão, quando ele vê Apolônia pela primeira vez; ela estava andando pelos campos de oliveiras na Sicília, e quando Michael a vê é atingido por aquele raio. Fiquei totalmente encantado por ela – fiz uma pausa e olhei para minha panqueca, considerando se dava ou não uma mordida. Levantei os olhos, percebendo que tinha perdido o apetite. – O que mais me lembro são das pernas dela. Sempre amei as pernas da Duquesa, e a bunda também. É mais redondinha que a de uma porto-riquenha, no caso de você já ter percebido – e pisquei.

TOC começou a rir.

– Enfim, trocamos apenas algumas palavras, porque ela apareceu acompanhada, e então os strattonitas começaram a torturá-la – continuei.

– Como assim? – perguntou TOC.

Dei de ombros.

– Eles ignoraram o fato de ela ter vindo com o sujeito e começaram a dar em cima dela como se ele não existisse. E a coisa toda se complicou quando fomos apresentados. A gente estava perto da mesa da piscina e ela disse alguma coisa do tipo “Essa casa é muito bonita” e eu respondi “Obrigado”, mas aí ela ficou de cara no chão. Eu me virei e vi Mark Hanna, que era um dos meus corretores na época. Ele estava de pé poucos metros atrás de mim olhando fixamente para ela e batendo uma punheta.

TOC se encolheu no lugar:

– Mas… como assim?

Dei de ombros.

– Ele abaixou as calças até os joelhos e estava dando trabalho ao seu cacete. E então a mulher dele, Fran, veio correndo e gritando: “Mas que porra há de errado com você, Mark? Levante essas calças!”. Ele levantou as calças e Fran começou a esmurrá-lo. Nesse momento, virei-me para Nadine, esperando ver um olhar de espanto no rosto dela ou talvez mesmo medo, mas, em vez disso, eu vi a raiva naquele rosto gelado. Ela estava com os olhos estreitos e os punhos cerrados de raiva e se inclinava para a frente como se estivesse se preparando para dar uma porrada em Mark. Claro que eu naquela época não sabia que ela era uma menina do Brooklyn; ela parecia ser da Austrália, da Escandinávia ou de algum lugar como esses. Enfim, de repente, Denise entrou em cena e sentiu o perigo de uma forma que só uma mulher pode fazer, e então eu ouvi o namorado de Nadine dizer: “Muito bem, está na hora de irmos embora”. Nadine e eu estávamos dizendo “Não, não, ainda não”, mas Denise começou a apressar os dois porta afora. Enquanto tudo isso acontecia, a festa estava no auge, com a música detonando e o champanhe fluindo. No instante em que estava saindo, Nadine se virou e lançou-me um sorriso travesso e, em seguida, um segundo depois, o namorado dela a arrancou da porta como se fosse uma boneca de pano. Fiquei olhando aqueles longos cabelos loiros flutuando atrás dela, e então ela foi embora. Foi como nos filmes.

Fiz uma pausa e fiquei um momento estudando TOC. Ele parecia gostar imensamente da minha história. Ainda continuava desfrutando de sua comida, mas tinha aquele olhar de expectativa selvagem no rosto. Sim, eu pensei, apesar do crachá e da arma, era um homem como qualquer outro. Ele disse:

– Entãããããão… – e girou seu garfo em pequenos círculos.

Assenti com a cabeça:

– Bom, para encurtar a história, no segundo em que Nadine foi embora, comecei a perguntar a todo mundo quem era ela, e depois passei o restante do verão tentando cruzar com ela de novo, o que conseguia de vez em quando, mas nessas ocasiões eu estava sempre com Denise. E Denise sempre dizia algo como: “Ah, olhe! Lá está aquela menina loira bonita da festa, lembra-se dela?”. E eu dizia: “Ah, sim, deve ser ela…”, mas meu tom estava mais para: “Que bela merda”. Para me dar crédito – revirei os olhos –, suportei até o Dia de Ação de Graças, quando finalmente desisti e paguei alguém para marcar um encontro com ela.

Os olhos de TOC saltaram:

– Você fez o quê?

Dei de ombros timidamente.

– Sim, eu sei que isso parece meio ridículo, mas é assim que as coisas são. A gente não tinha de fato muitos amigos em comum, exceto essa menina chamada Ginger, que era uma completa mercenária. Então ela veio com essa merda para cima de mim, dizendo “Pô, Jordan, você é um cara casado, não quero me meter nisso”, e eu disse: “Tudo bem, Ginger, e se eu lhe der 10 mil em dinheiro, isso vai acalmar sua consciência?”. Lógico que no dia seguinte eu tinha o telefone de Nadine na minha mão e Ginger já tinha dito maravilhas a meu respeito.

– Cara – disse TOC –, mas que tipo é essa Ginger, hein? – ele balançou a cabeça, espantado. – E o que Nadine disse sobre você ser casado?

Dei de ombros inocentemente.

– Bem, essa foi a primeira coisa que ela perguntou quando telefonei, então fiz a única coisa que poderia fazer um homem casado: falei “Estou no meio do processo de divórcio”.

Os olhos de TOC se arregalaram de novo.

– Você não pensou que poderia ser pego mentindo para ela?

Balancei a cabeça rapidamente.

– Não, não foi exatamente desse jeito. Quer dizer, não foi como se eu dissesse sem rodeios: “Estou me divorciando amanhã”. Eu meio que pintei um retrato de que as coisas não estavam indo muito bem em meu casamento. Você sabe, que estávamos avaliando se íamos nos divorciar ou não.

TOC começou a rir.

– Sim, estou falando sério! Isso foi exatamente o que eu disse a ela. Isso é o que todo cara casado diz quando começa um caso – ergui as sobrancelhas. – É o que você chamaria de procedimento operacional padrão. De qualquer forma, não deixava de existir um pouco de verdade em minhas palavras; não que eu estivesse avaliando a ideia de me divorciar, mas meu casamento com Denise estava de fato sentindo os efeitos da Stratton. Nós dois nunca estávamos sozinhos e já tínhamos conhecido Elliot e Ellen. E se você acha que Elliot anda meio fora de órbita, precisa conhecer a descontrolada da Ellen, esposa dele. Enfim, eu não quero colocar a culpa em Elliot e Ellen, mas o pouco da magia que ainda existia entre mim e Denise foi esmagado quando nós quatro começamos a sair juntos. Antes disso, a gente praticamente não fazia uso de drogas e Denise era uma garota linda, até Ellen enfiar as garras nela. Antes que eu me desse conta, Denise estava usando roupas Chanel e relógios Bulgari e tomando Quaaludes durante o dia. Não me entenda mal, eu não estava chateado com Denise por ela gastar dinheiro nessas coisas. Meu dinheiro era dela e eu estava ganhando tanto e tão rápido que não fazia nenhuma diferença. Só que aquela não era mais a Denise, entende? O que a fazia maravilhosa era a pureza dela, o fato de ela sair para jantar usando camiseta e jeans e ainda assim parecer fabulosa. Essa era Denise, não aquela perua usando roupas e joias caras. Ela era boa demais para isso. Enfim, quando conheci Nadine, Denise e eu estávamos passando mais tempo separados que juntos, e eu estava dormindo com as putas Blue Chips, tipo a 1 centavo a dúzia. – Dei de ombros e balancei a cabeça, triste. – Quando Nadine e eu saímos pela primeira vez, recebi muito mais do que esperava, ou seja, uma loira burra que eu poderia encher de presentes em troca de algumas atracações.

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