Nada dura para sempre [em Português]
- Автор: Шелдон Сидни
- Год: 1996
- Язык: португальский
- Жанр: Современная русская и зарубежная проза
Электронная книга - «Nada dura para sempre [em Português]». Краткое содержание книги:
- Teremos isso em mente.
- Onde está o aparelho de televisão? - perguntou Kat. - Não vejo nenhum.
- Se quiserem um, terão de o comprar. Gozem o apartamento, senhoras enf…, doutoras. - Deu um risinho.
Elas ficaram a vê-lo ir-se embora.
Kat disse, imitando-lhe a voz:
- Enfermeiras, eh? - Riu com desdém. - Macho chauvinista.
Bom, vamos escolher os nossos quartos.
- Qualquer um está bem para mim - disse gentilmente Honey.
Examinaram os três quartos. O quarto de casal era maior do que os outros dois.
Kat sugeriu:
- Porque você não fica com ele, Paige? Você encontrou este lugar.
Paige abanou a cabeça:
- Está bem.
Dirigiram-se todas aos respectivos quartos e começaram a arrumar as coisas. Cuidadosamente, Paige retirou da mala uma fotografia emoldurada de um homem com cerca de trinta anos.
Era atraente e usava óculos de armação preta, o que lhe dava um ar estudantil. Paige colocou a fotografia na cabeceira, juntamente com um monte de cartas.
Kat e Honey entraram:
- Que tal sairmos para jantar qualquer coisa?
- Estou pronta - disse Paige.
Kat viu a fotografia:
- Quem é?
Paige sorriu:
- É o homem com quem vou casar. É um médico que trabalha para a Organização Mundial de Saúde. Chama-se Alfred Turner.
Neste momento está em Äfrica, mas há-de vir a São Francisco para estarmos juntos.
- Sorte a sua - disse Honey, tristonha. - É bonito.
Paige olhou para ela:
- Estás envolvida com alguém?
- Não. Acho que não tenho muita sorte com os homens.
- Talvez a sua sorte mude no Embarcadero - disse Kat.
As três jantaram no Tarantino’s, próximo do apartamento.
Durante o jantar conversaram sobre o passado e a vida de cada uma, mas sentia-se inibição na conversa, uma barreira. Eram três estranhas a examinar e conhecerem-se cuidadosamente umas às outras.
Honey falou pouco. “É envergonhada,”, pensou Paige.
“E vulnerável. Provavelmente algum homem de Mênfis despedaçou-lhe o coração.”
Paige olhou para Kat. “Segura de si. Muita dignidade.
Gosto do modo como fala. Vê-se que venì de boas famílias. “, Entretanto, Kat estava a estudar Paige. “Uma rapariga rica que nunca teve de lutar por nada na vida. É isso que aparenta ser.
Honey estava a olhar para as outras duas. “São tão confiantes, tão seguras de si mesmas. Ser-lhe s-á fácil adaparem-se a esta vida.”
Todas estavam erradas.
Quando regressaram ao apartamento, Paige estava demasiado excitada para adormecer. Deitou-se na cama a pensar no futuro.
Lá fora, na rua, ouviu-se o estrondo de um acidente de automóvel e depois pessoas a gritar, mas, na mente de Paige, tudo se dissolveu na lembrança de nativos africanos a gritar e a cantar melancolicamente enquanto se disparavam tiros. Foi transportada pelo tempo para a pequena aldeia da selva da Äfrica Oriental, no meio de uma mortífera guerra tribal.
Paige estava aterrorizada:
- Vão-nos matar!
O pai abraçou-a:
- Querida, ninguém irá fazer-nos mal. Estamos aqui para os ajudar. Eles sabem que somos amigos.
E, sem aviso prévio, o chefe de uma das tribos penetrou na cabana…
Honey deitou-se, pensativa: “Isto é realmente muito longe de Mênfis, Tennessee, Betty Lou. Acho que nunca mais vou poder voltar para lá.
Nunca mais.” Ainda ouvia a voz do xerife a dizer-lhe:
- Por respeito à família dele, vamos declarar a morte do reverendo Douglas Lipon como “suicídio por razões desconhecidas”,, mas sugiro que saias imediatamente desta cidade e não voltes nunca mais…
Kat olhava para a janela do quarto, escutando os ruídos da cidade.
Conseguia ouvir a chuva murmurar: “Conseguiste…
Conseguiste… Provaste a todos que estavam enganados. Queres ser médica? Uma médica negra? E as rejeições das faculdades de medicina”.
“Obrigada por nos ter enviado a sua proposta.
Desta vez, infelizmente, as matrículas estão completas.”; “Tendo em conta o seu passado, pensamos que talvez se sentisse melhor numa universidade mais pequena.” Tinha tido notas elevadas mas, das vinte e cinco escolas a que concorreu, só uma a aceitou. O reitor da escola tinha-lhe dito:
- Nos dias de hoje, é bom ver alguém com um passado normal e decente.
“Se ele tivesse sabido a terrível verdade.” às cinco e meia da manhã seguinte, quando os novos residentes deram entrada, já lá se encontravam membros do pessoal hospitalar a fim de os conduzir aos respectivos encargos. Mesmo àquela hora da manhã já havia confusão.
Os doentes deram entrada durante toda a noite, chegando de ambulância, carros da polícia e a pé. O pessoal chamava-os de “N’s e A’s” - os náufragos e despojados que corriam para as salas de urgência, feridos e a sangrar, vítimas de tiros e facadas e acidentes de automóvel, os feridos na carne e espírito, os desalojados e indesejáveis, o fluxo e refluxo da humanidade que corriam pelos esgotos escuros de qualquer cidade grande.
Tinha-se uma profunda sensação de caos organizado, movimentos frenéticos e sons esganiçados e dúzias de crises inesperadas que tinham de ser atendidas de imediato.
Os novos residentes mantiveram-se em grupo preventivo, procurando familiarizar-se com o novo ambiente e escutando os misteriosos sons à sua volta.
Honey levantou a cabeça e disse:
- Sou eu.
O residente sorriu e estendeu a mão:
- É uma honra conhecê-la. Pediram-me que a procurasse. O nosso chefe de pessoal diz que a senhora tem as notas mais altas de medicina desde sempre neste hospital. Estamos satisfeitos por a termos cá.
Honey sorriu, embaraçada:
- Obrigada.
Kat e Paige olharam para Honey, boquiabertas. “Nunca pensei que fosse assim tão brilhante, pensou Paige.
- Está a pensar seguir medicina interna, doutora Taft?
- Sim.
O residente voltou-se para Kat - Doutora Hunter?
- Sim.
- A senhora está interessada em neurocirurgia.
- Sim, estou.
Consultou uma lista:
- Ficará ao serviço do doutor Lewis. - Voltou-se para Paige:
- Doutora Taylor?
- Sim.
- A senhora vai seguir cirurgia cardíaca.
- Sim.
- Certo. Iremos integrá-la a si e à doutora Hunter nas rondas operatórias.
Podem dirigir-se ao gabinete da enfermeira-chefe, Margaret Spencer. Ao fundo do vestíbulo.
- Obrigada.
Paige olhou para as colegas e respirou profundamente:
- Aqui vou eu! Desejo boa sorte a todas nós! Margaret Spencer era mais um tanque de guerra do que uma mulher, de aspecto pesado e severo, com modos bruscos. Estava ocupada atrás do balcão da enfermaria quando Paige se aproximou.
- Por favor…
A enfermeira Spencer levantou a cabeça:
- Sim?
- Mandaram-me apresentar aqui. Sou a doutora Taylor.
A enfermeira Spencer consultou uma folha de papeclass="underline"
- Um momento. - Entrou por uma porta e regressou um minuto mais tarde com alguns artigos de limpeza e uma capa branca.
- Aqui está. Os artigos são para utilizar na sala de operações e sobre ferimentos. E quando estiver de serviço, cubra-os com uma capa branca.
- Obrigada.
- Oh. E isto aqui. - Baixou-se e entregou a Paige uma placa metálica que dizia “Paige Taylor, M. D. - Eis a placa com o seu nome, doutora.
Paige segurou-a na mão e olhou para ela durante um longo período de tempo. “Paige Taylor, M. D. Teve a sensação de que lhe tinham dado a medalha de honra.
Todos os longos e duros anos de trabalho e estudos tinham-se resumido naquelas breves palavras: “Paige Taylor, M. D.
A enfermeira Spencer olhava para ela:
- Sente-se bem?
- Estou bem. - Paige sorriu. - Estou bem, obrigada. Onde posso…
- O vestiário dos médicos fica ao fundo do corredor, à esquerda. Irá fazer rondas e, por isso, quererá trocar de roupa.