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Cinquenta tons de cinza [em Portugues]

Электронная книга - «Cinquenta tons de cinza [em Portugues]». Краткое содержание книги:

Quando Anastasia Steele entrevista o jovem empresario Christian Grey, descobre nele um homem atraente, brilhante e profundamente dominador. Ingenua e inocente, Ana se surpreende ao perceber que, a despeito da enigmatica reserva de Grey, esta desesperadamente atraida por ele. Incapaz de resistir a beleza discreta, a timidez e ao espirito independente de Ana, Grey admite que tambem a deseja mas em seus proprios termos. Chocada e ao mesmo tempo seduzida pelas estranhas preferencias de Grey, Ana hesita. Por tras da fachada de sucesso os negocios multinacionais, a vasta fortuna, a amada familia , Grey e um homem atormentado por demonios do passado e consumido pela necessidade de controle. Quando eles embarcam num apaixonado e sensual caso de amor, Ana nao so descobre mais sobre seus proprios desejos, como tambem sobre os segredos obscuros que Grey tenta manter escondidos...
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Para: Anastasia Steele

De nada.

Não se atrase.

Charlie Tango sortudo.

Christian Grey

CEO, Grey Enterprises Holdings, Inc.

Reviro os olhos diante de sua tirania, mas sua última linha me faz sorrir. Vou para o banheiro, me perguntando se Elliot conseguiu voltar ontem à noite e me esforçando muito para controlar os nervos.

* * *

CONSIGO DIRIGIR O Audi de salto alto! Ao meio-dia e cinquenta e cinco minutos, precisamente, entro na garagem do Escala e estaciono na vaga cinco. Quantas vagas ele possui? O Audi SUV e o R8 estão aqui, ao lado de dois Audis SUVs menores... humm. Confiro no espelho luminoso do quebra-sol o rímel que raramente uso. Eu não tinha um espelho desses no fusca.

Vai, garota! Minha deusa interior está de pompons em punho — está no modo animadora de torcida. Na infinidade de espelhos do elevador, confiro meu vestido cor de ameixa — bem, o vestido cor de ameixa de Kate. Da última vez que o usei, ele quis me despir. Meu corpo reage ao pensar nisso. A sensação é simplesmente intensa, e relaxo. Estou usando a roupa de baixo que Taylor comprou para mim. Coro pensando naquele cabelo cortado à máquina rondando pelos corredores da Agent Provocateur ou onde quer que tenha feito a compra. As portas se abrem, e estou diante do saguão do apartamento número um.

Taylor está parado à porta quando saio do elevador.

— Boa tarde, Srta. Steele — diz.

— Ah, por favor, me chame de Ana.

— Ana — Ele sorri. — O Sr. Grey está à sua espera.

Aposto que sim.

Christian está sentado no sofá da sala lendo os jornais de domingo. Ergue os olhos enquanto Taylor me guia para a área de estar. A sala é exatamente como me lembro dela — parece que faz uma semana que estive aqui, mas já passou muito mais tempo. Christian tem um aspecto tranquilo e calmo — na verdade, está divino. Descalço, com uma camisa branca de linho solta e calça jeans. Tem o cabelo revolto, e os olhos brilham com malícia. Ele se levanta e vem ao meu encontro, um sorriso divertido de avaliação nos belos lábios desenhados.

Fico imóvel na entrada da sala, paralisada com sua beleza e a doce expectativa do que está por vir. A familiar eletricidade entre nós está presente, se acendendo lentamente na minha barriga, atraindo-me para ele.

— Humm... esse vestido — aprova, olhando-me. — Seja bem-vinda mais uma vez, Srta. Steele — murmura e, segurando meu queixo, abaixa-se e me dá um beijo delicado nos lábios.

O contato de sua boca com a minha reverbera por todo o meu corpo. Quase paro de respirar.

— Oi — sussurro ruborizada.

— Você chegou na hora. Gosto de pontualidade. Venha. — Ele me pega pela mão e me leva ao sofá. — Queria mostrar uma coisa para você — diz quando nos sentamos.

Ele me entrega o Seattle Times. Na página oito, há uma fotografia de nós dois juntos na cerimônia de formatura. Puta merda. Saí no jornal. Olho a legenda.

Christian Grey e uma amiga na cerimônia de formatura

na WSU Vancouver.

Rio.

— Então agora sou sua “amiga”.

— É o que parece. E está no jornal, portanto deve ser verdade — diz com ironia.

Sentado a meu lado, tem o corpo todo virado para mim, com uma das pernas dobrada embaixo da outra. Ele arruma meu cabelo para trás da orelha com aquele seu indicador comprido. Fico toda acesa com esse toque, aguardando e carente.

— Então, Anastasia, você tem uma ideia muito melhor das minhas intenções desde a última vez que esteve aqui.

— Sim.

Aonde ele quer chegar com isso?

— E, no entanto, voltou.

Assinto timidamente, e seus olhos brilham. Ele balança a cabeça como se estivesse lutando contra a ideia.

— Já comeu? — pergunta do nada.

Merda.

Não.

— Está com fome? — Ele está realmente tentando não parecer irritado.

— Não de comida — sussurro, e suas narinas se dilatam.

Ele se inclina e sussurra no meu ouvido.

— Você está mais ansiosa que nunca, Srta. Steele, e só para deixá-la a par de um segredinho, eu também. Mas a Dra. Greene deve chegar daqui a pouco. — Ele se endireita no sofá. — Eu gostaria que você tivesse comido — censura ele brandamente.

Meu sangue, que já estava quente, esfria. Puxa vida — a consulta. Eu tinha me esquecido.

— O que pode me dizer sobre a Dra. Greene? — pergunto para mudar de assunto.

— Ela é a melhor ginecologista e obstetra de Seattle. O que mais posso dizer? — pergunta e encolhe os ombros.

— Pensei que fosse me consultar com o seu médico, e não me diga que você na verdade é uma mulher, porque eu não acreditaria.

Ele me olha como quem diz “não seja ridícula”.

— Acho que é mais apropriado você se consultar com um especialista. Não concorda? — diz ele em tom cordial.

Balanço a cabeça concordando. Meu Deus, ela é a melhor ginecologista e obstetra da cidade e ele marcou uma consulta para mim num domingo — na hora do almoço! Nem quero imaginar quanto deve custar isso. Christian franze a testa de repente, como se recordasse algo desagradável.

— Anastasia, minha mãe gostaria que você jantasse com ela hoje. Acho que Elliot vai convidar a Kate, também. Não sei como se sente em relação a isso. Vai ser estranho para mim apresentar você à minha família.

Estranho? Por quê?

— Você tem vergonha de mim? — Não consigo disfarçar o tom magoado.

— Claro que não — diz ele revirando os olhos.

— Por que é estranho?

— Porque nunca fiz isso antes.

— Por que você pode revirar os olhos, e eu não?

Ele pisca para mim.

— Eu não percebi que estava fazendo isso.

— Eu também não percebo, em geral — retruco secamente.

Christian me fuzila com os olhos, sem palavras. Taylor aparece à porta.

— A Dra. Greene está aqui, senhor.

— Acompanhe-a até o quarto da Srta. Steele.

Quarto da Srta. Steele!

— Preparada para algum método anticoncepcional? — pergunta ele ao se levantar e me estende a mão.

— Você não vem também, não é? — arquejo, chocada.

Ele ri.

— Eu pagaria um bom dinheiro para olhar, pode acreditar, Anastasia, mas acho que a médica não aprovaria.

Pego a mão dele, e ele me puxa para seus braços e me beija intensamente. Seguro-o, surpresa. A mão dele está em meus cabelos, segurando minha cabeça, e ele me puxa de encontro a si, a testa encostada na minha.

— Estou muito feliz que você esteja aqui — murmura. — Mal posso esperar para deixá-la nua.

CAPÍTULO DEZOITO

_________________________________________

Dra. Greene é alta, loura e impecável, e usa um tailleur azul-royal. Ela me lembra daquelas mulheres que trabalham no escritório de Christian. Parece uma caricatura — mais uma loura perfeita. Seu cabelo longo está preso num coque elegante. Deve ter uns quarenta e poucos anos.

— Sr. Grey.

Ela aperta a mão que Christian lhe estende.

— Obrigado por atender a este chamado tão em cima da hora — diz Christian.

— Obrigada por fazer com que ele valha a pena para mim, Sr. Grey. Srta. Steele.

Ela sorri, o olhar frio e avaliador.

Apertamos as mãos, e noto que ela é uma dessas mulheres que não tem paciência para gente boba. Como Kate. Gosto dela de cara. Ela lança um olhar para Christian, e após um instante esquisito, ele se dá conta.

— Vou estar lá embaixo — resmunga, e se retira do que será meu quarto.

— Bem, Srta. Steele. O Sr. Grey está me pagando uma pequena fortuna para atendê-la. O que posso fazer por você?

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