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Cinquenta tons de cinza [em Portugues]

Электронная книга - «Cinquenta tons de cinza [em Portugues]». Краткое содержание книги:

Quando Anastasia Steele entrevista o jovem empresario Christian Grey, descobre nele um homem atraente, brilhante e profundamente dominador. Ingenua e inocente, Ana se surpreende ao perceber que, a despeito da enigmatica reserva de Grey, esta desesperadamente atraida por ele. Incapaz de resistir a beleza discreta, a timidez e ao espirito independente de Ana, Grey admite que tambem a deseja mas em seus proprios termos. Chocada e ao mesmo tempo seduzida pelas estranhas preferencias de Grey, Ana hesita. Por tras da fachada de sucesso os negocios multinacionais, a vasta fortuna, a amada familia , Grey e um homem atormentado por demonios do passado e consumido pela necessidade de controle. Quando eles embarcam num apaixonado e sensual caso de amor, Ana nao so descobre mais sobre seus proprios desejos, como tambem sobre os segredos obscuros que Grey tenta manter escondidos...
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— Ótimo. Não hesite quando eu pedir para fazer algo. Agora vou tirar seu vestido. Ando querendo fazer isso há alguns dias. Quero que você se sinta confortável com seu corpo, Anastasia. Você tem um corpo lindo, e gosto de olhar para ele. É um prazer observá-lo. Na verdade, eu poderia passar o dia inteiro olhando para você, e não quero que fique constrangida e envergonhada com sua nudez. Entendeu?

— Sim.

— Sim o quê?

Ele se inclina sobre mim, o olhar irritado.

— Sim, senhor.

— Está falando sério? — diz ele secamente.

— Sim, senhor.

— Ótimo. Levante os braços acima da cabeça.

Faço o que me foi ordenado, ele se abaixa e pega a barra do vestido. Lentamente, vai subindo com ele e descobre minhas coxas, os quadris, a barriga, os seios, os ombros, até tirá-lo pela cabeça. Dá um passo atrás para me examinar e distraidamente dobra o vestido, sem tirar os olhos de mim. Coloca-o na cômoda grande ao lado da porta. Estica o braço e puxa meu queixo, o toque dele me queima.

— Você está mordendo o lábio — murmura. — Sabe o que isso faz comigo — acrescenta num tom sinistro. — Vire-se de costas.

Viro-me imediatamente, sem hesitar. Ele desabotoa meu sutiã e, então, segurando as alças, vai deslizando lentamente pelos meus braços, roçando minha pele com os dedos e, com a ponta dos polegares, retira-o. Seu toque me dá um calafrio na espinha, despertando todas as terminações nervosas do meu corpo. Está parado atrás de mim, tão perto que sinto o calor irradiando do corpo dele, me aquecendo, me aquecendo toda. Ele puxa meu cabelo, que se solta e cai nas costas, agarra uma mecha na altura da nuca, e inclina minha cabeça para um lado. Vai deslizando o nariz pelo meu pescoço descoberto, inspirando profundamente, depois retorna até minha orelha. Sinto um aperto dentro de mim, carnal e cheio de desejo. Minha nossa, ele mal me tocou e eu o quero.

— Seu cheiro está divino como sempre, Anastasia — sussurra ao me dar um beijo doce embaixo da orelha.

Gemo.

— Quieta — sussurra. — Não faça nenhum ruído.

Ele puxa meu cabelo para trás, e, para minha surpresa, começa a entrelaçá-lo com dedos ágeis e habilidosos, formando uma trança única. Amarra-a com uma presilha invisível quando termina, e lhe dá um puxão seco, forçando-me a encostar nele.

— Gosto do seu cabelo trançado — sussurra.

Humm... por quê?

Ele larga meu cabelo.

— Vire-se — ordena.

Obedeço, a respiração entrecortada, com um misto de medo e desejo. É uma mistura embriagadora.

— Quando eu disser para vir aqui, é assim que você vai se vestir. Só de calcinha. Entendeu?

— Sim.

— Sim, o quê?

Ele me olha furioso.

— Sim, senhor.

Um indício de sorriso se esboça no canto da sua boca.

— Boa garota. — Seus olhos queimam os meus. — Quando eu disser para vir aqui, quero que você se ajoelhe ali. — Ele aponta para um ponto ao lado da porta. — Faça isso agora.

Pisco, processando as palavras dele, então me viro e, de um jeito meio desajeitado, ajoelho-me, como fui instruída.

— Pode se sentar sobre os calcanhares.

Sento-me.

— Pouse as mãos e os antebraços nas coxas. Ótimo. Agora afaste os joelhos. Mais. Mais um pouco. Perfeito. Olhe para o chão.

Ele vem até mim, e posso ver seus pés e suas canelas. Pés descalços. Eu devia estar anotando se ele quiser que eu me lembre. Ele se abaixa e pega de novo minha trança, depois puxa minha cabeça para trás, fazendo-me olhar para ele. Dói só um pouquinho.

— Vai se lembrar dessa posição, Anastasia?

— Sim, senhor.

— Ótimo. Fique aí, não se mexa.

Ele sai do quarto.

Estou ajoelhada, esperando. Aonde ele foi? O que vai fazer comigo? O tempo se altera. Não tenho ideia de quanto tempo ele me deixa assim... alguns minutos, cinco, dez? Minha respiração fica mais acelerada, a expectativa está me devorando por dentro.

E, de repente, ele volta — e fico mais calma e mais excitada ao mesmo tempo. Será que eu poderia ficar mais excitada? Posso ver seus pés. Ele mudou de calça. Esta é mais velha, rasgada, macia, e superdesbotada. Merda. A calça jeans é sexy. Ele fecha a porta e pendura alguma coisa atrás.

— Boa garota, Anastasia. Você está adorável assim. Ótimo. Levante-se.

Levanto-me, mas fico de cabeça baixa.

— Pode olhar para mim.

Olho para ele, que está me fitando com atenção, avaliando. Porém, sua expressão é mais doce. Está sem camisa. Nossa... quero tocar nele. Sua calça jeans tem o botão aberto.

— Vou acorrentá-la agora, Anastasia. Me dê a mão direita.

Dou-lhe a mão direita. Ele vira a palma para cima e, quando vejo, já a acertou bem no meio com um chicote de montaria que eu não tinha percebido em sua mão direita. Isso acontece tão depressa que a surpresa nem se registra. E o que é mais espantoso — não dói. Bem, não muito, só arde um pouco.

— Que tal isto? — pergunta ele.

Pisco para ele, confusa.

— Responda.

— Ok. — Franzo a testa.

— Não franza a testa.

Pisco e tento ficar impassível. Consigo.

— Doeu?

— Não.

— Isso não vai machucar. Entendeu?

— Entendi.

Meu tom de voz é inseguro. Será que não vai machucar mesmo?

— Estou falando sério — diz ele.

Nossa, minha respiração está muito acelerada. Será que ele sabe o que estou pensando? Ele me mostra o chicote. É de couro marrom trançado. Ergo os olhos de repente para encará-lo, e ele tem o olhar ardente e levemente divertido.

— Nosso objetivo é satisfazer, Srta. Steele — murmura. — Venha.

Ele pega meu braço, coloca-me embaixo da grade e se estica para pegar algemas de couro preto.

— Esta grade é desenhada para que as algemas possam correr por ela.

Olho para cima. Puta merda — parece um mapa de metrô.

— Vamos começar aqui, mas quero foder você em pé. Então vamos acabar perto daquela parede.

Ele aponta com o chicote para o grande X de madeira na parede.

— Ponha as mãos acima da cabeça.

Obedeço imediatamente, com a sensação de estar saindo do corpo — como se eu fosse uma observadora casual dos acontecimentos à medida que eles se desenrolam à minha volta. Isso é mais que fascinante, mais que erótico. É a coisa mais excitante e mais assustadora que já fiz na vida. Estou confiando num homem lindo, que, segundo ele mesmo confessa, foi fodido em cinquenta tons diferentes. Sufoco o breve estremecimento de medo. Kate e Elliot sabem que estou aqui.

Ele fica bem próximo de mim ao colocar as algemas. Olho para seu peito. Sua proximidade é divina. Seu cheiro é uma mistura inebriante de sabonete com odor natural, e isso me arrasta de volta para o momento presente. Quero passar o nariz e a língua nos pelos desse peito. Bastaria eu me inclinar para a frente...

Ele dá um passo para trás e me olha, a expressão velada, sacana, sensual, e estou impotente, as mãos amarradas, mas só de olhar para seu belo rosto, ver a sua carência e seu desejo por mim, posso sentir a umidade entre minhas pernas. Ele anda lentamente a meu redor.

— Você fica maravilhosa atada assim, Srta. Steele. E com essa boca rápida calada por ora. Gosto disso.

Parado de novo à minha frente, ele engancha os dedos na minha calcinha e a abaixa sem a menor pressa, despindo-me dela com uma lentidão de doer, até terminar ajoelhado diante de mim. Sem desgrudar os olhos dos meus, amassa a calcinha, leva-a ao nariz e inspira profundamente. Puta merda. Ele acabou de fazer isso mesmo? Sorri com malícia para mim e mete a calcinha no bolso da calça.

Levantando-se do chão preguiçosamente como um gato selvagem, aponta a extremidade do chicote para meu umbigo, rodeando-o sem pressa — me tentando. Ao sentir o toque do couro, estremeço e arquejo. Ele me rodeia de novo, arrastando o chicote em movimentos circulares pela minha barriga. Na segunda volta, empunha o chicote repentinamente, e me golpeia por baixo... acertando meu sexo. Grito surpresa, todas as terminações nervosas em alerta. Estico as correntes. O choque me percorre, e a sensação de prazer é doce e estranha.

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