Бесплатная библиотека
Читайте книгу на сайте или телефоне
O jardim de Rama - Читать Любимую Русскую Полную Книгу 👉 Read-E-Book.com

O jardim de Rama

Электронная книга - «O jardim de Rama». Краткое содержание книги:

Nesta sequência de O Enigma de Rama, é mostrada a vida dos astronautas que foram deixados a bordo da espaçonave extraterrestre Rama. Em sua interação com esse estranho habitat vão descobrir que existem outros tripulantes que os acompanham na viagem para fora do Sistema Solar.
1 ... 73 74 75 76 77 78 79 80 81 ... 125
Перейти на страницу:

O dr. Turner apontou para a sala ao lado, onde aparentemente Malcolm fora submetido a seus exames. “Enquanto ficou sentado àquela mesa, foi feito um milhão de varreduras por segundo por aquela máquina com a lente grande. Pela localização do material de contraste e aqueles bilhões de varreduras instantâneas, uma imagem muito precisa, tridimensional de seu coração foi construída. É isso que o senhor está vendo dentro do cubo.”

O dr. Turner parou por um instante, depois olhou fixamente para Malcolm. “Não estou querendo tornar as coisas mais difíceis para o senhor”, disse ele baixo, “mas queria explicar por que pude saber o que há de errado com o senhor. Para que saiba que não houve erro.”

Os olhos de Malcolm estavam insanos de pavor. O médico tomou-o pela mão e conduziu-o até uma posição específica ao lado do cubo. “Olhe bem ali, na parte de trás do coração, perto do alto. Está vendo aquele esgarçamento estranho e estiramento nos tecidos? Aqueles são os músculos de seu coração, que passaram por deterioração irreparável.” Malcolm ficou olhando para o interior do cubo pelo que pareceu uma eternidade, depois baixou a cabeça. “Eu vou morrer, doutor?”, indagou ele humildemente.

Robert Turner tomou a outra mão do paciente. “Vai; vai, sim, Malcolm. Na Terra, talvez pudéssemos ter a esperança de um transplante de coração, aqui no entanto, isso fica fora de cogitação, já que não temos nem o equipamento e nem o doador… Se quiser, posso abri-lo para ver seu coração de perto. Mas é pouquíssimo provável que visse qualquer coisa que alterasse o diagnóstico.”

Malcolm sacudiu a cabeça. Lágrimas começaram a rolar por sua face.

Eponine pôs os braços em torno do homenzinho e ela também começou a chorar.

“Lamento ter demorado tanto para completar o diagnóstico”, disse o dr. Turner, “mas em casos desta seriedade tenho de ter certeza absoluta”.

Alguns momentos mais tarde, Malcolm e Eponine dirigiram-se para a porta. Malcolm virou-se. “O que é que eu faço agora?”, perguntou ele ao médico.

“Tudo o que lhe der prazer”, respondeu o dr. Turner.

Depois que saíram, o dr. Turner voltou a seu escritório, onde cópias rigor, rosas dos gráficos e fichas de Malcolm Peabody estavam espalhados sobre sua mesa. O médico estava profundamente preocupado. Estava virtualmente certo — mas não podia saber definitivamente enquanto não completasse a autópsia — que o coração de Peabody estava sofrendo da mesma doença que matara Walter Brackeen na Santa Maria. Os dois foram amigos íntimos por vários anos, desde os tempos do início de suas penas na prisão na Geórgia. Não era provável que ambos houvessem contraído por coincidência a mesma doença cardíaca. Mas se não fosse coincidência, então a patogenia devia ser transmissível.

Robert Turner sacudiu a cabeça. Qualquer doença que afetasse o coração era alarmante. Mas uma que pudesse ser passada de um indivíduo a outro? Seria um espectro aterrorizante.

Estava muito cansado. Antes de deitar a cabeça na mesa, o dr. Turner fez uma lista das referências a vírus cardíacos que gostaria de obter do banco de dados. E então adormeceu logo.

Quinze minutos mais tarde, o videofone o despertou repentinamente. Uma Tiasso estava no outro terminal, chamando da Sala de Emergências. “Duas Garcias encontraram um corpo humano lá na Floresta de Sherwood”, disse ela, “e estão agora a caminho daqui. Pelas imagens que transmitiram, dá para ver que este caso exigirá a sua interferência pessoal”.

O dr. Turner lavou exaustivamente as mãos, tornou a vestir seu avental e chegou à Sala de Emergências pouco antes das Garcias entrarem com o corpo.

Apesar de toda a sua experiência, o dr. Turner foi forçado a virar o rosto daquele corpo horrivelmente mutilado. A cabeça fora quase que completamente separada do corpo — estava pendendo por uma única camada muscular fina — e o rosto fora amassado e desfigurado para tornar difícil qualquer possibilidade de reconhecimento. Além disso, na área genital das calças havia apenas um grande buraco aberto e coberto de sangue.

O par de Tiassos começou a trabalhar imediatamente, limpando o sangue e preparando o corpo para a autópsia. O dr. Turner sentou-se em uma cadeira e preencheu o primeiro relatório de morte do Novo Éden. “Como era o nome dele?”, perguntou aos biomas.

Um dos Tiassos examinou rapidamente o que restava das roupas do morto e encontrou um cartão de identificação.

“Danni”, respondeu o bioma. “Marcello Danni.”

EPITALÂMIO

1

O trem que vinha de Positano estava cheio, e ao parar na pequena estação às margens do Lago Shakespeare, a meio do caminho para Beauvois, descarregou uma vasta mescla de humanos e biomas. Muitos carregavam sacolas com comida, cobertores e cadeiras dobradiças. Algumas das crianças menores correram da estação para a relva farta e recém-cortada que circundava o lago, rindo e escorregando pela suave encosta que cobria os 150 metros entre a estação e a borda da água.

Para os que não queriam sentar-se na relva, pequenas arquibancadas de madeira haviam sido construídas bem defronte ao estreito píer que se estendia por cinqüenta metros para dentro da água antes de formar uma plataforma retangular. Um microfone, uma espécie de púlpito e várias cadeiras estavam dispostos na plataforma; era dali que o governador Watanabe faria seu discurso comemorando o Dia do Assentamento, depois que terminasse a exibição de fogos de artifício.

Uns quarenta metros à esquerda das arquibancadas, os Wakefields e os Watanabes haviam colocado uma mesa comprida coberta com uma toalha azul e branca. Pratos com pequenas guloseimas estavam arrumados com muito gosto sobre a mesa, enquanto recipientes refrigerados guardavam embaixo as bebidas.

Suas famílias e amigos estavam reunidos nas imediações da área e comiam, ou se ocupavam com algum jogo ou apenas conversavam animadamente. Dois biomas Lincoln caminhavam em meio ao grupo, oferecendo bebidas e canapés aos que estavam longe demais para se servirem da mesa ou das geladeiras.

A tarde estava quente. Quente demais, na verdade, o terceiro dia seguido excepcionalmente quente. Mas quando o sol artificial completou seu miniarco na cúpula acima de suas cabeças e a luz começou lentamente a diminuir, a multidão que esperava nas margens do Lago Shakespeare esqueceu-se do calor.

O último trem chegou apenas alguns minutos antes de a luz desaparecer completamente. Chegava da Cidade Central, ao norte, trazendo coloniais que moravam em Hakone ou San Miguel. Não eram muitos os retardatários, pois a maioria chegara cedo para armar seus piqueniques na relva. Eponine estava nesse último trem. A princípio não tivera qualquer intenção de comparecer à comemoração, mudando de idéia no último instante.

Eponine ficou confusa quando saltou do trem para a relva. Havia tanta gente! Acho que todo o Novo Éden está aqui, pensou ela, e por um momento desejou não ter vindo. Estavam todos com família ou amigos, enquanto ela estava sozinha.

Ellie Wakefield estava jogando ferraduras com Benjy quando Eponine saltou do trem. Ele reconheceu imediatamente a professora, mesmo de longe, por causa de sua braçadeira vermelho vivo. “É Eponine, mamãe” disse Ellie, correndo até Nicole. “Posso convidá-la para ficar conosco?”

“É claro”, respondeu Nicole.

Uma voz no sistema de alto-falantes interrompeu a música tocada por uma pequena banda para anunciar que os fogos de artifício teriam início em dez minutos. Houve alguns aplausos esparsos. “Eponine! Olhe aqui!”, gritou Ellie, sacudindo os braços.

1 ... 73 74 75 76 77 78 79 80 81 ... 125
Перейти на страницу:
0
Сюжет
  • 1
  • 2
  • 3
  • 4
  • 5
  • 6
  • 7
  • 8
  • 9
  • 10
0
Атмосфера
  • 1
  • 2
  • 3
  • 4
  • 5
  • 6
  • 7
  • 8
  • 9
  • 10
0
Главный герой
  • 1
  • 2
  • 3
  • 4
  • 5
  • 6
  • 7
  • 8
  • 9
  • 10
0
Общее впечатление
  • 1
  • 2
  • 3
  • 4
  • 5
  • 6
  • 7
  • 8
  • 9
  • 10
Итоговая оценка: 0.0 из 10 (голосов: 0 / История оценок)