O jardim de Rama
- Автор: Ли Джентри, Кларк Артур Чарльз
- Серия: Рама #3
- Год: 1991
- Язык: португальский
- Год: Nova Fronteira
- ISBN: 85-209-0584-6
- Переводчик: Barbara Heliodora
- Жанр: Научная фантастика
Электронная книга - «O jardim de Rama». Краткое содержание книги:
Eponine não permitiu que suas incertezas quanto às informações de MacMillan a impedissem de ir com Kimberly até a Cidade Central para apresentar pedidos para os três apartamentos em Hakone. Desta vez tiveram sorte e foram designadas para sua primeira escolha. As duas mulheres passaram um dia mudando-se para o apartamento nos limites da Floresta de Sherwood, e depois apresentaram-se à central de empregos no complexo administrativo, a fim de serem cadastradas.
Porque as outras duas espaçonaves haviam chegado bem antes da Santa Maria, os procedimentos para a integração dos condenados na vida do Novo Éden haviam sido cuidadosamente definidos. Não levou quase tempo algum para designar Kimberly, que tinha realmente uma excepcional ficha de enfermeira, para o hospital central.
Eponine teve entrevistas com o superintendente da escola e quatro outros professores antes de aceitar sua designação para a Escola Secundária Central.
Seu novo emprego exigia uma breve viagem diária de trem, enquanto que poderia ir a pé para o trabalho se tivesse decidido ensinar na Escola Média de Hakone.
Mas Eponine achou que compensava, pois gostou muito tanto do diretor quanto de vários professores que estavam ensinando na escola secundária.
A princípio, os outros sete médicos que trabalham no hospital ficaram meio desconfiados com os dois condenados médicos, particularmente com o dr.
Robert Turner, cujo dossiê mencionava de forma crítica seus brutais assassinatos sem detalhar qualquer das circunstâncias atenuantes. Mas ao fim de um semana mais ou menos, durante a qual seus extraordinários conhecimentos, habilidade e profissionalismo tornaram-se evidentes, a equipe escolheu-o por unanimidade para ser diretor do hospital. O dr. Turner ficou realmente atônito com a escolha e comprometeu-se, em um breve discurso de aceitação, a dedicar-se completamente ao bem-estar da colônia.
Seu primeiro ato oficial foi propor ao governo provisório um exame médico completo de todos os cidadãos do Novo Éden, a fim de que todas as fichas médicas pudessem ser postas em dia. Ao ser aceita a proposta, o dr. Turner distribuiu todos os Tiassos pela colônia afora como paramédicos. Os biomas realizavam todos os exames rotineiros e coletavam os dados a serem analisados pelos médicos. Ao mesmo tempo, lembrando-se da excelente rede de dados que existia entre todos os hospitais na área metropolitana de Dallas, o incansável Dr.
Turner começou a trabalhar com todos os Einsteins para desenhar um sistema inteiramente computadorizado para rastreamento da saúde dos coloniais.
Certa noite, durante a terceira semana depois da chegada da Santa Maria em Rama, Eponine estava sozinha em casa, como sempre (o esquema diário de Kimberly Henderson já estava estabelecido — quase nunca estava no apartamento. Se não estava trabalhando no hospital, saía com Toshio Nakamura e seus comparsas), quando soou o videofone. Foi o rosto de Malcolm Peabody que apareceu na tela. “Eponine”, disse ele um tanto timidamente, “tenho um favor para pedir a você.”
“O que é, Malcolm?” “Recebi um chamado de um dr. Turner no hospital faz uns cinco minutos.
Ele disse que há algumas ‘irregularidades’ nos meus dados de saúde coletados por aqueles robôs na semana passada. Ele quer que eu vá lá para exames mais detalhados.”
Eponine esperou impaciente mais alguns segundos. “Estou compreendendo”, disse afinal. “Qual é o favor?”
Malcolm respirou fundo. “Deve ser sério, Eponine. Ele quer que eu vá agora… Será que você podia ir comigo?”
“Agora?” disse Eponine, olhando o relógio. “São quase onze da noite.”
Repentinamente lembrou-se de Kimberly a se queixar de que o dr. Turner era viciado em trabalho, “tão maníaco quanto aquelas enfermeiras robô pretas”.
Eponine lembrou-se também do espantoso azul de seus olhos.
“Está bem. Encontro com você na estação do trem daqui a dez minutos.”
Eponine não vinha saindo muito à noite. Desde que ficara com o emprego de professora, tinha passado a maior parte de suas noites fazendo planos de aula. Em um sábado à noite, ela saíra com Kimberly, Toshio Nakamura e várias outras pessoas para ir a um restaurante japonês que acabara de ser inaugurado.
Mas a comida era estranha, o grupo quase todo oriental, e vários dos homens, depois de beber demais, tinham começado umas cantadinhas patéticas. Kimberly a repreendera por ser “exigente e metida”, mas Eponine recusara todos os convites subseqüentes da colega de casa para atividades sociais.
Eponine chegou à estação antes de Malcolm. Enquanto esperava, espantou-se ao ver o quão completamente a aldeia fora transformada pela presença dos humanos. Vejamos, pensou ela, a Pinta chegou aqui há três meses, a Nina cinco semanas depois. Já havia lojas por toda a parte, tanto perto da estação quanto na própria aldeia. As armas e bagagens da existência humana. Se ficarmos aqui um ano ou dois, não será mais possível distinguir a colônia da Terra.
Malcolm mostrou-se muito nervoso e falante durante a breve viagem de trem. “Eu sei que é meu coração, Eponine. Venho tendo dores, fortes, aqui, desde a morte de Walter. A princípio, pensei que fosse só cuca.”
“Não se preocupe”, respondeu Eponine, reconfortando o amigo. “Aposto que não é nada sério.”
Eponine estava tendo dificuldade em manter os olhos abertos. Já passava das três da manhã. Malcolm dormia no banco ao lado dela. O que estava fazendo o médico? Ele disse que não ia demorar.
Pouco depois de sua chegada, o dr. Turner examinara Malcolm com um estetoscópio computadorizado e então, dizendo que “precisaria de testes mais completos”, o levara para uma ala separada do hospital. Malcolm voltara à sala de espera uma hora mais tarde. Eponine só vira o médico por um momento, quando fez Malcolm entrar em seu consultório para começar o exame.
“Você é amiga de Peabody?”, disse uma voz. Eponine devia ter cochilado.
Quando sua visão entrou em foco, os belos olhos azuis estavam a olhá-la a uma distância de não mais de um metro. O médico parecia cansado e perturbado. “Sou”, disse Eponine baixinho, tentando não perturbar o homem que dormia encostado em seu ombro.
“Ele vai morrer daqui a muito pouco tempo”, disse o dr. Turner; “possivelmente dentro das próximas duas semanas.”
Eponine sentiu uma onda de sangue subir em seu corpo. Será que estou ouvindo bem? pensou. Será que Malcolm vai morrer dentro de duas semanas?
Eponine ficou estarrecida.
“Ele vai precisar de muito apoio”, estava dizendo o médico. Calou-se por um momento, encarando Eponine. Tentava se lembrar onde a tinha visto antes.
“Você poderá ajudá-lo?”, perguntou dr. Turner.
“Eu… assim espero”, respondeu Eponine.
Malcolm começou a se agitar. “Nós precisamos acordá-lo agora”, disse o médico.
Não havia qualquer emoção que se pudesse detectar nos olhos do dr.
Turner. Ele passara seu diagnóstico, não sua afirmação, sem qualquer traço de sentimento. Kim tem razão, pensou Eponine. Ele é tão autômato quanto os robôs Tiasso.
Por sugestão do médico, Eponine acompanhou Malcolm ao longo de um corredor até uma sala cheia de instrumentos médicos. “Alguém inteligente”, disse o dr. Turner a Malcolm, “escolheu o equipamento que trouxeram da Terra.
Embora nossa equipe seja limitada, nosso equipamento para diagnóstico é de primeira”.
Os três caminharam até o um cubo transparente de mais ou menos um metro de lado. “Este engenho espantoso”, disse o dr. Turner, “chama-se projetor de órgãos. É capaz de apresentar uma reconstrução, de alta fidelidade, de quase todos os principais órgãos do corpo humano. O que estamos vendo agora, olhando lá para dentro, Mr. Peabody, é uma representação gráfica, de computador, do seu coração, exatamente tal como aparecia há noventa minutos, quando injetei o material de contraste em suas veias”.