O jardim de Rama
- Автор: Ли Джентри, Кларк Артур Чарльз
- Серия: Рама #3
- Год: 1991
- Язык: португальский
- Год: Nova Fronteira
- ISBN: 85-209-0584-6
- Переводчик: Barbara Heliodora
- Жанр: Научная фантастика
Электронная книга - «O jardim de Rama». Краткое содержание книги:
“Olhe isto aqui, enfermeira”, disse ele, baixo. “É absolutamente espantoso.
Os músculos estão completamente atrofiados. Nunca vi nada parecido. Não posso ajudar este homem.”
Os olhos de Eponine encheram-se de lágrimas quando o dr. Turner retirou o estimulador e o coração de Walter tornou a parar de bater. Kimberly começou a tirar os grampos que prendiam a pele em torno da área, mas o médico a impediu.
“Ainda não. Vamos levá-lo para a enfermaria para eu poder fazer uma autópsia completa. Quero aprender tudo o que for possível.”
Os guardas e dois dos companheiros de quarto de Walter colocaram-no cuidadosamente na maca e o corpo foi removido do alojamento. Malcolm Peabody soluçava em silêncio no beliche de Walter. Eponine caminhou até ele. Trocaram um abraço silencioso e depois ficaram sentados juntos, de mãos dadas, durante a maior parte da noite.
9
“O senhor ficará encarregado de tudo aqui enquanto eu estiver lá dentro”, disse o comandante MacMülan a seu segundo em comando, um bonito e jovem engenheiro russo chamado Dmitri Ulanov. “No caso, sua principal responsabilidade é a segurança de passageiros e tripulantes. Se ouvir ou vir alguma coisa ameaçadora ou até mesmo suspeita, acenda os foguetes e afaste a Pinta de Rama.”
Era a manhã da primeira missão de reconhecimento da Pinta no interior de Rama. A espaçonave da Terra atracara no dia anterior em uma das extremidades circulares da imensa espaçonave cilíndrica. A Pinta tinha sido estacionada bem ao lado do selo externo, mais ou menos no mesmo local das expedições ramaianas anteriores de 2130 e 2200.
Como parte das preparações para a primeira incursão, Kenji Watanabe instruíra a equipe exploratória na noite anterior a respeito da geografia das duas primeiras Rama. Quando terminou seus comentários, fora procurado por seu amigo Max Puckett.
“Você acha que a nossa Rama vai se parecer com todas aquelas fotos que nos mostrou?”
“Não exatamente”, respondeu Kenji. “Espero algumas mudanças. Lembrese de que o vídeo dizia que um habitat terreno fora construído em algum ponto dentro de Rama. No entanto, já que o exterior da espaçonave é idêntico ao das outras duas, não creio que tenham mudado tudo do lado de dentro.”
Max ficou perplexo. “Tudo isso fica muito para lá do meu alcance”, disse ele, sacudindo a cabeça. “Falar nisso, você tem certeza de não ser o responsável por eu estar na equipe exploratória?”
“Como lhe disse hoje à tarde”, respondeu Kenji, “nenhum de nós a bordo da Pinta teve qualquer coisa a ver com a seleção dessas equipes. Todos os dezesseis integrantes foram selecionados pela AEI e a AII lá na Terra”.
“Mas por que me equiparam com toda essa porcaria desse arsenal? Me deram uma metralhadora laser de última geração, granadas autodirigidas e até um punhado de minas sensíveis a massa. Tenho mais poder de fogo neste momento do que tive durante a expedição de preservação da paz em Belize.”
Kenji sorriu. “O comandante MacMillan, como muitos outros membros do estado-maior militar no Quartel-General do CDG, ainda acredita que toda essa história é algum tipo de armadilha. Sua designação nessa equipe exploratória é ‘soldado’. A minha convicção pessoal é de que nenhuma de suas armas será necessária.”
Max ainda resmungava na manhã seguinte, quando MacMillan deixou Ulanov encarregado da Pinta e liderou pessoalmente a equipe exploratória que entraria em Rama. Embora estivessem sem peso, o equipamento militar que Max carregava em cima de seu traje espacial era canhestro e restringia sua liberdade de movimentos. “Isto é ridículo”, resmungou para si mesmo. “Eu sou um fazendeiro, não um raio de um comando.”
A primeira surpresa chegou apenas alguns minutos depois dos exploradores da Pinta passarem para o lado de dentro do selo exterior. Ao final de uma breve caminhada por um corredor largo, o grupo entrou em uma sala circular da qual três túneis levavam para regiões mais profundas da espaçonave alienígena.
Dois desses túneis estavam bloqueados com portões múltiplos de metal. O comandante chamou Kenji para consultas.
“Este desenho é completamente diferente”, disse Kenji, respondendo às perguntas do comandante. “Podemos jogar fora nossos mapas.”
“Então suponho que devo continuar pelo túnel que não está bloqueado?”
“A escolha é sua”, disse Kenji, “mas eu não vejo nenhuma outra opção, a não ser voltar para a Pinta”.
Os dezesseis homens caminharam pesada e lentamente pelo túnel aberto, em seus trajes espaciais. Com intervalos de poucos minutos eles iam lançando foguetes de iluminação na escuridão à sua frente, a fim de verem aonde estavam indo. Quando já haviam penetrado uns quinhentos metros em Rama, duas pequenas figuras apareceram repentinamente na outra extremidade do túnel. Os quatro soldados e o comandante imediatamente pegaram seus binóculos.
“Estão vindo em nossa direção”, disse um dos soldados, excitado.
“Raios me partam”, disse Max Puckett, com um arrepio a lhe correr pela espinha, “é Abraão Lincoln!”
“E uma mulher”, disse um outro, “usando algum tipo de uniforme”.
“Preparem-se para atirar”, disse MacMillan.
Os quatro soldados correram para a frente do grupo e ajoelharam-se, com suas armas apontadas para o túnel. “Alto”, gritou MacMillan quando as duas figuras estranhas atingiram uma distância de uns duzentos metros da equipe exploratória.
Abraão Lincoln e Benita Garcia pararam. “Declarem seus objetivos”, ouviram o comandante gritar.
“Estamos aqui para dar-lhes boas-vindas”, disse Abraão Lincoln com voz alta e grave.
“E para levá-los ao Novo Éden”, acrescentou Benita Garcia.
O comandante MacMillan ficou absolutamente confuso. Não sabia o que fazer. Enquanto hesitava, os outros membros do grupo ficaram conversando entre si.
“É Abraão Lincoln que voltou, feito um fantasma”, disse o americano Terry Snyder.
“A outra é Benita Garcia — vi uma estátua dela uma vez, no México.”
“Vamos dar o fora daqui. Isto me dá arrepios.”
“O que estariam fantasmas fazendo em órbita em torno de Marte?”
“Desculpe, comandante”, disse Kenji, ao fim de algum tempo, ao atônito MacMillan. “O que pretende fazer agora?”
O escocês virou-se para encarar o especialista japonês em Rama. “É difícil decidir qual seja o comportamento adequado, é claro”, disse ele. “Quero dizer, esses dois parecem perfeitamente inofensivos, mas lembre-se do Cavalo de Tróia.
Ah!… Muito bem, Watanabe, o que você sugere?” “Por que não me adianto eu, sozinho ou com um dos soldados, para falar com eles. Então saberemos…”
“Muito corajoso de sua parte, Watanabe, mas desnecessário. Não, acho que devemos avançar todos. Com cuidado, é claro. Deixando um par de homens para trás, a fim de relatarem o ocorrido no caso de sermos esfa-relados por uma pistola de raios, ou coisa no gênero.”
O comandante ligou seu rádio. “Vice Ulanov, aqui MacMillan. Encontramos dois seres de alguma espécie. São humanos ou disfarçados de humanos.
Um parece com Abraão Lincoln e a outra com aquela famosa cosmonauta mexicana… O que é, Dmitri?… É, entendeu certo. Lincoln e Garcia. Encontramos Lincoln e Garcia em um túnel em Rama. Pode comunicar isso aos outros… Agora vou deixar Snyder e Finzi aqui enquanto o resto de nós avança no sentido dos desconhecidos.”
As duas figuras não se moveram enquanto os catorze exploradores da Pinta se aproximavam. Os soldados estavam espalhados em leque na frente do grupo, prontos para atirar ao primeiro sinal de perigo.
“Bem-vindos a Rama”, disse Abraão Lincoln, quando o primeiro elemento estava a apenas uns vinte metros dele. “Estamos aqui para escoltá-los até seus novos lares.”