Cinquenta tons mais escuros [em Portugues]
- Автор: Джеймс Эрика Леонард
- Серия: Cinquenta Sombras #2
- Язык: португальский
- Жанр: Романы для взрослых
Электронная книга - «Cinquenta tons mais escuros [em Portugues]». Краткое содержание книги:
* * *
APÓS UMA REFEIÇÃO deliciosa e farta, Christian me leva de volta ao Escala, com a voz suave de Eva Cassidy saindo dos alto-falantes do carro. O que me dá um momento de paz para pensar. Tive um dia alucinante: a Dra. Greene, nosso banho juntos, a declaração de Christian, fazer amor no hotel e no barco, comprar o carro. Até o próprio Christian tem sido tão diferente. É como se ele estivesse deixando algo para trás ou redescobrindo algo... não sei o quê.
Quem imaginaria que ele poderia ser tão gentil? Será que ele próprio sabia disso?
Ao olhar para seu rosto, noto que ele também parece perdido em pensamentos. E me dou conta de que ele nunca teve uma adolescência, pelo menos não uma adolescência normal. Balanço a cabeça.
Minha mente volta para a festa e para minha dança com o Dr. Flynn, e o medo de Christian de que Flynn tivesse me contado tudo sobre ele. Christian ainda está escondendo algo. Como podemos seguir em frente, se ele se sente assim?
Ele acha que eu o deixaria se o conhecesse por inteiro. Acha que eu iria embora se fosse ele mesmo. Ah, este homem é tão complicado.
À medida que nos aproximamos da casa dele, Christian começa a irradiar tensão, até que seu nervosismo se torna palpável. Ele sonda as calçadas e ruas transversais, seus olhos disparando por todos os lados, e sei que está procurando por Leila. Começo a procurar também. Qualquer jovem morena é uma suspeita, mas não a avistamos.
Quando entra na garagem, sua boca está comprimida numa linha tensa e austera. Eu me pergunto por que viemos para cá, se ele vai ficar tão desconfiado e nervoso. Sawyer está na garagem, de patrulha. O Audi ferrado se foi. Ele caminha até a minha porta assim que Christian estaciona ao lado do SUV.
— Oi, Sawyer — cumprimento-o.
— Srta. Steele. — Ele acena com a cabeça. — Sr. Grey.
— Nenhum sinal? — pergunta Christian.
— Não, senhor.
Christian assente com a cabeça, segura minha mão e caminha até o elevador. Sei que seu cérebro está trabalhando, ele está distraído. Assim que entramos no elevador, ele se vira e me diz:
— Você não tem permissão para sair daqui sozinha. Entendeu?
— Entendi.
Minha nossa! Segure a onda. Mas sua preocupação me faz sorrir. Minha vontade é de abraçar a mim mesma: eu conheço esse homem autoritário e rude. É impressionante que o tenha achado tão ameaçador quando ele falava assim comigo há apenas uma semana. Agora eu o entendo melhor. Esse é o seu mecanismo de defesa. Ele está estressado com a história de Leila, ele me ama e quer me proteger.
— Qual é a graça? — murmura ele, uma pitada de diversão em sua expressão.
— Você.
— Eu? Srta. Steele? Por que sou engraçado? — pergunta, amuado.
Christian amuado é... tão sexy.
— Não faça essa carinha.
— Por quê? — Ele parece estar se divertindo ainda mais.
— Porque ela tem o mesmo efeito sobre mim que eu tenho sobre você quando faço isso. — Mordo o lábio inferior deliberadamente.
Ele ergue as sobrancelhas, surpreso e deliciado ao mesmo tempo.
— Sério? — E faz a mesma cara amuada de novo, inclinando-se para me dar um beijo rápido e inocente.
Ergo meus lábios ao encontro dos seus, e, no instante em que eles se tocam, a natureza do beijo muda: um fogo corre por minhas veias a partir desse ponto de contato íntimo, impelindo-me para junto dele.
De repente, meus dedos estão enrolados em seu cabelo enquanto ele me agarra e me empurra contra a parede do elevador, as mãos emoldurando meu rosto, apertando-me em seus lábios à medida que nossas línguas duelam. E não sei se é o confinamento do elevador que torna tudo muito mais real, mas eu sinto seu desejo, sua ansiedade, sua paixão.
Puta merda. Eu o quero, aqui, agora.
O elevador apita e para, as portas se abrem, e Christian afasta o rosto do meu, seu quadril ainda me pressionando contra a parede, sua ereção se enterrando em mim.
— Uau — murmura ele, ofegante.
— Uau — repito sua expressão, fazendo uma inspiração bem-vinda.
Ele me encara, os olhos brilhando.
— O que você faz comigo, Ana... — E acaricia meu lábio inferior com o polegar.
Pelo canto do olho, vejo Taylor dando um passo para trás até sair de meu campo de visão. Levanto o rosto e beijo o cantinho da boca lindamente delineada de Christian.
— O que você faz comigo, Christian.
Ele dá um passo para trás e pega minha mão, seus olhos agora escurecidos, nublados.
— Venha — ordena.
Taylor ainda está no hall de entrada, esperando discretamente por nós.
— Boa noite, Taylor — diz Christian, cordialmente.
— Sr. Grey, Srta. Steele.
— Ontem eu era a Sra. Taylor. — Sorrio para ele, que fica vermelho.
— Soa bem, Srta. Steele — responde Taylor com naturalidade.
— Também achei.
Christian aperta minha mão e faz cara feia.
— Quando vocês acabarem, gostaria de ouvir o relatório de Taylor. — Ele olha para Taylor, que agora parece desconfortável, e eu me encolho toda por dentro. Passei do ponto.
— Desculpe — gesticulo com a boca para Taylor, que dá de ombros e sorri com gentileza antes de eu me voltar e acompanhar Christian.
— Já falo com você. Só quero discutir uma coisa com a Srta. Steele — diz Christian a Taylor, e sei que estou em apuros.
Ele me leva até o seu quarto e fecha a porta.
— Não flerte com os funcionários, Anastasia — ele me repreende.
Abro a boca para me defender, mudo de ideia, depois abro de novo.
— Não estava flertando. Estava sendo simpática, há uma diferença.
— Não seja simpática com os funcionários nem flerte com eles. Não gosto disso.
Ah. Adeus, Christian despreocupado.
— Desculpe — murmuro e olho para meus dedos.
Ele não tinha feito com que eu me sentisse uma criança nenhuma vez, o dia todo. Segura meu queixo e ergue meu rosto, até nossos olhares se encontrarem.
— Você sabe como sou ciumento — sussurra.
— Você não tem razão nenhuma para ter ciúmes, Christian. Sou sua de corpo e alma.
Ele pisca como se isso fosse difícil de processar. E se aproxima, dando-me um beijo rápido, mas sem sinal da paixão de momentos atrás, no elevador.
— Não vou demorar. Sinta-se em casa — diz ele de mau humor, afastando-se e me deixando sozinha em seu quarto, atordoada e confusa.
Por que diabo ele teria ciúme de Taylor? Balanço a cabeça em descrença.
Pelo relógio da mesa de cabeceira, vejo que já passa das oito. Decido separar minhas roupas para o dia de trabalho, amanhã. Subo até meu quarto no segundo andar e abro as portas do closet. Está vazio. Todas as roupas sumiram. Ah, não! Christian me levou a sério e devolveu tudo. Merda.
Meu inconsciente me encara. Você e sua boca grande.
Por que ele me levou a sério? O conselho de minha mãe volta para me assombrar: “Os homens são criaturas literais.” Faço beicinho, olhando o espaço vazio. Havia roupas lindas, o vestido prata que usei na festa, por exemplo.
Caminho desconsolada pelo quarto. Espere um momento... o que é que está acontecendo? O iPad sumiu. Cadê o meu Mac? Ah, não. A primeira coisa que me vem à cabeça é que Leila pode ter roubado tudo.
Desço correndo até o quarto de Christian. E na mesinha de cabeceira estão meu Mac, meu iPad e minha mochila. Está tudo aqui.
Abro a porta do closet. Minhas roupas estão ali — todas elas —, junto com as de Christian. Quando isso aconteceu? Por que ele nunca me avisa antes de fazer essas coisas?
Eu me viro, e ele está parado, junto à porta.
— Ah, eles conseguiram fazer a mudança — murmura, distraído.