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Cinquenta tons mais escuros [em Portugues]

Электронная книга - «Cinquenta tons mais escuros [em Portugues]». Краткое содержание книги:

Assustada com os segredos obscuros do belo e atormentado Christian Grey, Ana Steele poe um ponto final em seu relacionamento com o jovem empresario e concentra-se em sua nova carreira, numa editora de livros. Mas o desejo por Grey domina cada pensamento de Ana e, quando ele propoe um novo acordo, ela nao consegue resistir. Em pouco tempo, Ana descobre mais sobre o angustiante passado de seu amargurado e dominador parceiro do que jamais imaginou ser possivel. Enquanto Christian tenta se livrar de seus demonios interiores, Ana se ve diante da decisao mais importante da sua vida.
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— Eu? Com medo de uma menininha como você? — Christian zomba bem-humorado.

— Faça sua aposta, Sr. Grey.

— Você é assim tão confiante, Srta. Steele? — Ele sorri, divertido e incrédulo ao mesmo tempo. — O que você quer apostar?

— Se eu ganhar, você me leva de novo para o quarto de jogos.

Ele me olha como se não tivesse entendido o que acabei de dizer.

— E se eu ganhar? — pergunta ele expressando todo o seu choque.

— Aí a escolha é sua.

Ele contorce a boca ao pensar numa resposta.

— Fechado. — Sorri. — Quer jogar bilhar, sinuca ou bilhar francês?

— Bilhar, por favor. Não conheço os outros.

De um armário embaixo de uma das estantes de livros, Christian pega um estojo grande de couro. Dentro dele, as bolas de bilhar estão arrumadas sobre o forro de veludo. Com destreza, ele as coloca no triângulo sobre o feltro. Acho que nunca joguei bilhar numa mesa tão grande antes. Christian me passa um taco e um pouco de giz.

— Quer estourar? — pergunta ele com polidez fingida. Está se divertindo, acha que vai ganhar.

— Tudo bem. — Passo giz na ponta do taco e sopro o excesso, olhando Christian através dos cílios, e seus olhos escurecem.

Acerto a bola branca com uma tacada rápida e direta, atingindo-a no centro do triângulo com tanta força que uma bola listrada gira e mergulha na caçapa superior direita. Além de espalhar todas as bolas restantes.

— Fico com as listradas — digo inocentemente, lançando um sorriso tímido para Christian, que contorce a boca, divertindo-se.

— Como quiser — diz ele, educadamente.

Continuo, matando as próximas três bolas numa rápida sucessão. Por dentro, estou dando pulinhos. Nesse momento, sou muito grata a José por ter me ensinado a jogar, e a jogar bem. Christian assiste impassível, sem entregar nada, mas sua animação parece ter esmorecido. Erro a listrada verde por um fio.

— Sabe, Anastasia, eu poderia passar o dia inteiro aqui assistindo você se inclinar e se esticar em cima dessa mesa — diz ele, com um tom de apreciação.

Fico vermelha. Ainda bem que estou de calça jeans. Ele sorri. Está tentando me desconcertar, o filho da mãe. Ele tira o suéter creme e o joga no encosto de uma cadeira, sorrindo para mim ao caminhar até a mesa para sua primeira tacada.

Ele se inclina sobre a mesa. Minha boca fica seca. Hum, entendi o que ele quer dizer. Christian, numa calça apertada e numa camiseta branca, flexionando o corpo, desse jeito... é algo a se admirar. Quase perco a linha de raciocínio. Ele enfia quatro bolas rápidas, antes de cometer uma falta, matando a branca.

— Um erro básico, Sr. Grey — provoco.

— Ah, Srta. Steele — ele sorri —, sou apenas um simples mortal. Sua vez, creio. — Ele aponta para a mesa.

— Você não está tentando perder, está?

— Ah, não. Pelo prêmio que tenho em mente, Anastasia, quero ganhar. — Ele encolhe os ombros casualmente. — Mas, de qualquer forma, eu sempre quero ganhar.

Estreito os olhos para ele. Bom, vamos lá... Que bom que estou usando a blusa azul, que tem um belo de um decote. Caminho ao redor da mesa, abaixando-me a cada oportunidade disponível, oferecendo a Christian uma boa visão da minha bunda e do meu decote sempre que posso. Também sei jogar esse jogo. Lanço uma olhada para ele.

— Sei o que você está fazendo — sussurra ele, os olhos sombrios.

Inclino a cabeça para um lado, coquete, acariciando de leve o taco, e correndo minha mão para cima e para baixo bem devagar.

— Hum... Estou apenas tentando decidir onde vai ser minha próxima tacada — murmuro, distraída.

Debruçando-me sobre a mesa, acerto a listrada laranja, armando uma jogada melhor. Então, posiciono-me bem na frente de Christian e me apoio na mesa. Preparo minha próxima tacada, inclinando-me bem sobre a mesa. Ouço Christian inspirar fundo, e, claro, erro a tacada. Merda.

Ele se aproxima por trás de mim enquanto ainda estou debruçada sobre a mesa e coloca a mão em minha bunda. Hum...

— Você está tentando me provocar, Srta. Steele? — E dá um tapa com força na minha bunda.

Inspiro bruscamente.

— Estou — murmuro, porque é verdade.

— Cuidado com o que deseja, baby.

Passo a mão no ponto em que ele me bateu enquanto ele caminha até o outro lado da mesa e se inclina para dar a tacada. Ele mata a bola vermelha na caçapa esquerda. Em seguida, tenta acertar a amarela, no canto superior, mas erra. Abro um sorriso.

— Quarto Vermelho, aí vamos nós — ameaço.

Ele apenas ergue uma sobrancelha e faz um gesto para eu prosseguir. Mato a listrada verde com facilidade e, por um golpe de sorte, encaçapo a laranja, a última das bolas listradas.

— Você tem que cantar a bola — murmura Christian, e é como se ele estivesse falando de outra coisa, algo sombrio e devasso.

— Acima e à esquerda.

Miro na preta, acerto a bola, mas ela não cai. Bate longe da caçapa. Droga.

Christian abre um sorriso perverso ao se debruçar sobre a mesa e mata suas duas últimas bolas com facilidade. Estou praticamente ofegante, observando-o, seu corpo alongando-se sobre a mesa. Ele fica de pé e passa o giz no taco, os olhos ardendo nos meus.

— Se eu ganhar...

Ah, sim?

— Vou lhe dar umas palmadas e comer você em cima dessa mesa.

Puta merda. Cada músculo abaixo do meu umbigo se contrai de tensão.

— Acima, à direita — murmura ele, mirando na preta e se curvando para dar a tacada.

CAPÍTULO ONZE

_________________________________________

Com elegância, Christian acerta a bola branca de forma que ela atravessa a mesa e toca a preta, fazendo-a rolar bem devagarinho, bater numa quina e, finalmente, mergulhar na caçapa do alto à direita.

Droga.

Ele se levanta, e sua boca se abre num sorriso triunfante de “você é minha, Srta. Steele”. Deixando o taco de lado, ele caminha despreocupado em minha direção, com o cabelo despenteado, a calça jeans e a camiseta branca. Nem parece um CEO, lembra muito mais um bad boy do subúrbio da cidade. Puta merda, ele é sexy demais.

— Você não vai dar uma de má perdedora agora, vai? — murmura ele, mal contendo o sorriso.

— Depende de quão forte você me bater — sussurro, apoiando-me no taco.

Ele pega o taco da minha mão e o coloca de lado, em seguida engancha o dedo no meu decote e me puxa para junto dele.

— Bem, vamos contar os seus delitos, Srta. Steele. — Ele estende os longos dedos. — Primeiro, provocar ciúmes em mim com meus próprios funcionários. Segundo, brigar comigo porque quer ir trabalhar. Terceiro, empinar esse traseiro delicioso para mim durante os últimos vinte minutos.

Seus olhos brilham com animação num tom suave de cinza, e, baixando o rosto, ele esfrega o nariz no meu.

— Quero que você tire a sua calça jeans e esta beleza de camisa. Agora. — Ele me dá um beijo suave nos lábios e caminha até a porta, trancando-a.

Ao se virar e me fitar, seus olhos estão ardendo. Fico paralisada feito um zumbi, o coração batendo forte, o sangue pulsando, incapaz de mover um único músculo. Em minha mente, tudo o que consigo pensar é: isso é para ele. E a frase se repete em minha cabeça como um mantra.

— A roupa, Anastasia. Você ainda está vestida. Tire a roupa ou eu que vou tirá-la para você.

— Você tira — finalmente encontro minha voz, e ela soa baixa e fogosa.

Christian sorri.

— Ah, Srta. Steele. É um trabalho sujo, mas acho que dou conta do recado.

— Você normalmente dá conta da maioria dos recados, Sr. Grey. — Ergo uma sobrancelha para ele, e ele sorri.

— Ora, Srta. Steele, o que você quer dizer com isso?

Caminhando em minha direção, ele para junto a uma mesa pequena embutida numa das estantes, onde pega uma régua de acrílico de trinta centímetros. Segura suas duas extremidades e a flexiona, mantendo os olhos fixos nos meus.

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