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Cinquenta tons mais escuros [em Portugues]

Электронная книга - «Cinquenta tons mais escuros [em Portugues]». Краткое содержание книги:

Assustada com os segredos obscuros do belo e atormentado Christian Grey, Ana Steele poe um ponto final em seu relacionamento com o jovem empresario e concentra-se em sua nova carreira, numa editora de livros. Mas o desejo por Grey domina cada pensamento de Ana e, quando ele propoe um novo acordo, ela nao consegue resistir. Em pouco tempo, Ana descobre mais sobre o angustiante passado de seu amargurado e dominador parceiro do que jamais imaginou ser possivel. Enquanto Christian tenta se livrar de seus demonios interiores, Ana se ve diante da decisao mais importante da sua vida.
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— Você.

— O que tem eu?

— Quem é você e o que fez com Christian?

Seus lábios se contorcem num sorriso triste.

— Ele não está muito longe, baby — diz, em voz baixa, e há um toque de melancolia em sua voz que imediatamente faz com que eu me arrependa de minha pergunta. Mas ele balança a cabeça, afastando a tristeza. — Você vai encontrá-lo em breve — ele sorri —, especialmente se não se levantar. — E, esticando-se, me dá um tapa forte na bunda, e eu rio e grito ao mesmo tempo.

— Estava ficando preocupada.

— Ah, é? — Christian franze a testa. — Você realmente me manda sinais contraditórios, Anastasia. Como é que um homem pode entendê-la? — Ele se inclina e me beija de novo. — Até mais, baby — acrescenta e, com um sorriso deslumbrante, levanta-se e me deixa só com meus pensamentos dispersos.

* * *

QUANDO APAREÇO NO deque, Mac está de volta a bordo, mas ele passa para o convés superior assim que abro as portas do salão. Christian está no BlackBerry. Falando com quem?, eu me pergunto. Ele caminha devagar e me puxa para perto, beijando meu cabelo.

— Ótima notícia... Ótimo. Isso... Sério? A escada de incêndio?... Entendi... É, hoje à noite.

Ele desliga o telefone, e o som de motores sendo acionados me assusta. Mac deve estar na cabine de pilotagem acima de nós.

— Hora de voltar — diz Christian, beijando-me mais uma vez ao colocar o colete salva-vidas em mim.

* * *

O SOL ESTÁ baixo no céu atrás de nós enquanto percorremos o caminho de volta para a marina, e eu reflito sobre esta tarde maravilhosa. Sob a tutela cuidadosa e paciente de Christian, já guardei a vela grande, uma vela de proa e uma bujarrona, e também aprendi a dar um nó direito, um nó volta do fiel e um nó catau. Seus lábios estavam trêmulos durante toda a lição.

— Talvez eu amarre você um dia — murmuro, mal-humorada.

Sua boca se contorce com humor.

— Você vai ter que me pegar primeiro, Srta. Steele.

Suas palavras me fazem lembrar dele me perseguindo por todo o apartamento, a emoção e o desfecho terrível. Faço uma cara feia e estremeço. Depois disso, eu o deixei.

Será que o deixaria de novo, agora que ele admitiu que me ama? Olho bem dentro de seus olhos claros e cinzentos. Será que poderia deixá-lo de novo, se ele me fizesse algo terrível? Eu seria capaz de traí-lo desse jeito? Não. Acho que não.

Ele dá uma volta mais completa comigo pelo barco, explicando todos os projetos e técnicas inovadores, e os materiais de alta qualidade usados para construí-lo. Lembro-me da entrevista na primeira vez em que nos encontramos; desde então percebi sua paixão por barcos. Eu pensava que seu amor era só pelos navios oceânicos que sua empresa constrói — e não por catamarãs elegantes e sensuais também.

E, claro, ele fez amor comigo, carinhosamente e sem pressa. Balanço a cabeça, lembrando do meu corpo contorcido e ardendo de desejo sob suas mãos experientes. Ele é um amante excepcional, tenho certeza — embora, é claro, eu não tenha parâmetros de comparação. Mas Kate teria se gabado mais se sexo fosse sempre assim. Não é muito do feitio dela poupar detalhes.

Porém, por quanto tempo isso vai ser suficiente para ele? Simplesmente não sei, e o pensamento é desconcertante.

E então, ele se senta, e eu fico no círculo de segurança de seus braços pelo que parecem horas, num silêncio confortável e companheiro, enquanto The Grace desliza, aproximando-se cada vez mais de Seattle. Estou ao timão, Christian aconselhando, fazendo um ou outro ajuste.

— Velejar tem uma poesia tão antiga quanto o mundo — murmura ele no meu ouvido.

— Parece uma citação. — Sinto seu sorriso.

— E é. Antoine de Saint-Exupéry.

— Ah...

* * *

JÁ É FIM DE TARDE quando Christian, as mãos ainda nas minhas, nos conduz para dentro da marina. As luzes dos barcos estão piscando, refletidas na água escura, mas ainda está claro... um início de noite ameno e brilhante, uma introdução para o que na certa será um pôr do sol espetacular.

Uma multidão se reúne no cais quando Christian lentamente gira o barco num espaço relativamente pequeno. Ele faz isso com facilidade e dá ré de mansinho, entrando no mesmo espaço do ancoradouro do qual saímos mais cedo. Mac salta para o cais e amarra The Grace com firmeza a um cabeço de amarração.

— Chegamos — murmura Christian.

— Obrigada — agradeço, tímida. — Foi uma tarde perfeita.

— Também achei. — Christian sorri. — Talvez a gente possa matricular você numa escola de vela, para sairmos juntos, só nós dois, por alguns dias.

— Eu adoraria. Podemos batizar o quarto de novo e de novo.

Ele se inclina e me beija debaixo da orelha.

— Hum... vou esperar ansioso, Anastasia — sussurra, fazendo cada pelo do meu corpo se arrepiar.

Como ele faz isso?

— Venha, o apartamento está liberado. Já podemos voltar.

— E as nossas coisas no hotel?

— Taylor já buscou.

Ah! Quando?

— Hoje cedo, depois de fazer uma varredura em The Grace com a equipe de segurança — Christian responde a minha pergunta silenciosa.

— O coitado não dorme nunca?

— Ele dorme. — Christian franze a sobrancelha para mim, intrigado. — Está só fazendo o trabalho dele, Anastasia, o que faz muito bem, aliás. Jason é um verdadeiro achado.

— Jason?

— Jason Taylor.

Achava que Taylor era o primeiro nome dele. Jason. Combina com ele: sólido, confiável. Por algum motivo isso me faz sorrir.

— Você gosta muito de Taylor — diz Christian, avaliando-me especulativo.

— Acho que sim. — Sua observação me pega de surpresa. Ele franze a testa. — Não sinto atração por ele, se é isso que está fazendo você franzir a testa. Pode parar.

Christian está praticamente fazendo beicinho, emburrado.

Nossa, às vezes ele é tão infantil.

— Acho que Taylor cuida muito bem de você. É por isso que gosto dele. Ele parece gentil, confiável e leal. É do caráter avuncular dele que eu gosto.

— Avuncular?

— É.

— Certo, avuncular. — Christian está testando a palavra e o significado. Eu rio.

— Ah, Christian, cresça, pelo amor de Deus.

Ele fica boquiaberto, surpreso com minha explosão, mas, em seguida, franze a testa como se estivesse ponderando a respeito de meu pedido.

— Estou tentando — diz, afinal.

— Isso é verdade. E muito — respondo baixinho, mas depois reviro os olhos para ele.

— As lembranças que você evoca quando revira os olhos para mim, Anastasia. — Ele sorri.

Sorrio em resposta.

— Bem, se você se comportar, talvez a gente possa reviver algumas delas.

— Se eu me comportar? — Sua boca se contorce com diversão. Ele ergue uma das sobrancelhas e acrescenta: — Sério, Srta. Steele, o que a faz achar que eu quero reviver tais memórias?

— Provavelmente, a forma como seus olhos se iluminaram feito luzes de Natal quando eu disse isso.

— Você já me conhece muito bem — diz ele, secamente.

— Gostaria de conhecê-lo melhor.

— E eu a você, Anastasia. — Ele sorri com gentileza.

* * *

— OBRIGADO, MAC. — Christian aperta a mão de McConnell e salta para o cais.

— É sempre um prazer, Sr. Grey, até a próxima. Ana, muito bom conhecer você.

Aperto sua mão timidamente. Ele deve saber o que Christian e eu estávamos aprontando no barco quando ele desembarcou.

— Tenha uma boa noite, Mac, e obrigada.

Ele sorri para mim e lança uma piscadela, fazendo-me corar. Christian segura minha mão, e caminhamos pelo cais até o calçadão da marina.

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