Cinquenta tons mais escuros [em Portugues]
- Автор: Джеймс Эрика Леонард
- Серия: Cinquenta Sombras #2
- Язык: португальский
- Жанр: Романы для взрослых
Электронная книга - «Cinquenta tons mais escuros [em Portugues]». Краткое содержание книги:
Abro as pernas, ofegante. E a régua me ataca de novo. Ai... isso dói, mas o som que faz contra a pele parece pior do que a dor.
Fecho os olhos e absorvo a dor. Não é tão ruim assim, e a respiração de Christian se torna mais rápida. Ele me bate de novo e de novo, e eu gemo. Não sei quantos golpes sou capaz de suportar. Mas ouvi-lo, saber o quanto está excitado, alimenta o meu desejo e a minha vontade de continuar. Estou adentrando o lado negro, um lugar em minha mente que não conheço bem, mas que já visitei antes, no quarto de jogos... com Tallis. A régua me acerta de novo, e eu grito alto; Christian geme em resposta. E me bate de novo e de novo... e uma vez mais... mais forte agora... e eu estremeço.
— Pare. — A palavra salta de minha boca antes que eu perceba.
Christian larga a régua imediatamente e me solta.
— Já chega? — sussurra.
— Chega.
— Quero comer você agora — diz ele, a voz tensa.
— Sim — murmuro, cheia de desejo.
Ele abre o zíper da calça enquanto permaneço deitada, ofegante, em cima da mesa, sabendo que ele vai ser bruto.
Mais uma vez eu me surpreendo por ter aguentado firme e, sim, por ter gostado do que ele fez comigo até agora. É tão sombrio, mas tão a cara dele.
Ele enfia dois dedos em mim e os mexe num movimento circular. A sensação é deliciosa. Fechando os olhos, entrego-me ao estímulo. Ouço o barulho revelador de um envelopinho sendo rasgado, e então ele está de pé atrás de mim, entre minhas pernas, afastando-as mais ainda.
Lentamente, ele entra em mim, preenchendo-me. Ouço seu gemido de puro prazer, e isso agita minha alma. Ele agarra meu quadril com força, sai de dentro de mim e volta, desta vez entrando com mais força, fazendo-me gritar. Ele para por um momento.
— De novo? — pergunta, em voz baixa.
— De novo... Estou bem. Pode se soltar... e me leve com você — murmuro sem fôlego.
Ele geme baixinho, sai de mim mais uma vez, e então entra com força, e repete isso de novo e de novo, bem devagar, deliberadamente, num ritmo punitivo, brutal e divino.
Ah, meu Deus... Minhas entranhas começam a se acelerar. Ele também sente e aumenta a cadência, empurrando-me, mais forte, mais rápido... e eu me entrego, explodindo em torno dele... um orgasmo esgotante, de paralisar a alma, que me deixa exausta.
Estou ligeiramente consciente de que Christian também está atingindo o clímax, gritando meu nome, seus dedos pressionando meu quadril; em seguida, ele para e desaba em cima de mim. Nós escorregamos até o chão, e ele me envolve em seus braços.
— Obrigado, baby — diz ele, ofegante, cobrindo meu rosto de beijos suaves. Abro os olhos e o encaro, ele aperta os braços ao meu redor. — Sua bochecha está vermelha por causa do feltro — murmura, acariciando minha face. — Como foi? — Seus olhos estão arregalados e cautelosos.
— Bom demais — murmuro. — Gosto quando você é bruto, Christian, e também gosto quando é gentil. Gosto que seja com você.
Ele fecha os olhos e me abraça ainda mais apertado.
Caramba, estou cansada.
— Você nunca falha, Ana. Você é linda, inteligente, estimulante, divertida, sensual, e todos os dias eu agradeço à Divina Providência ter sido você a me entrevistar, e não Katherine Kavanagh. — Ele beija meu cabelo. Sorrio e bocejo em seu peito. — Estou cansando você — continua ele. — Venha. Banho, depois cama.
* * *
ESTAMOS OS DOIS na banheira de Christian, um de frente para o outro, mergulhados na espuma até o queixo, o doce aroma de jasmim nos envolvendo. Christian está massageando meus pés, um de cada vez. É tão bom que deveria ser proibido.
— Posso perguntar uma coisa? — murmuro.
— Claro. Qualquer coisa, Ana, você sabe disso.
Respiro fundo e me sento, hesitando apenas ligeiramente.
— Amanhã, quando eu for trabalhar, Sawyer pode simplesmente me deixar na porta da frente do prédio e depois me pegar no final do dia? Por favor, Christian. Por favor — imploro.
Suas mãos interrompem a massagem e ele franze a testa.
— Achei que a gente tinha concordado — resmunga ele.
— Por favor — imploro.
— E o almoço?
— Eu preparo alguma coisa para levar daqui, assim eu não tenho que sair, por favor.
Ele beija o peito do meu pé.
— Acho muito difícil dizer não para você — murmura, como se achasse que isso fosse um defeito seu. — Você não vai sair?
— Não.
— Certo.
— Obrigada. — Sorrio para ele, e fico de joelhos, derramando água para todo canto e beijando-o.
— Não há de quê, Srta. Steele. Como vai a sua bunda?
— Dolorida. Mas nada de mais. A água alivia.
— Estou feliz que você tenha me pedido para parar — diz ele, olhando para mim.
— Minha bunda também.
Ele sorri.
* * *
EU ME ESPREGUIÇO na cama, esgotada. Ainda são dez e meia, mas é como se fossem três da manhã. Este deve ter sido um dos fins de semana mais cansativos da minha vida.
— A Sra. Acton não mandou nenhuma roupa de dormir? — pergunta Christian, a voz cheia de desaprovação ao olhar para mim.
— Não tenho ideia. Gosto de usar suas camisetas — murmuro, sonolenta.
Sua expressão se suaviza, e ele se inclina e beija minha testa.
— Preciso trabalhar. Mas não quero deixá-la sozinha. Posso usar o seu laptop para logar no escritório? Vou atrapalhar você se trabalhar daqui?
— O laptop não é meu — sussurro, adormecendo.
* * *
O ALARME TOCA, acordando-me com as notícias do trânsito. Christian ainda está dormindo ao meu lado. Esfregando os olhos, focalizo o relógio: seis e meia, cedo demais.
Está chovendo lá fora pela primeira vez em séculos, e a luz é suave e doce. Estou tão aquecida e confortável aqui neste enorme e moderno arranha-céu, com Christian ao meu lado. Eu me espreguiço e viro o corpo para o homem delicioso junto a mim. Ele abre os olhos, piscando, sonolento.
— Bom dia. — Sorrio e acaricio seu rosto, inclinando-me para beijá-lo.
— Bom dia, baby. Normalmente acordo antes de o alarme tocar — murmura ele, impressionado.
— Está programado para muito cedo.
— É verdade, Srta. Steele. — Christian sorri. — Tenho que me levantar. — Ele me beija, e então está de pé.
Eu me jogo de volta nos travesseiros. Uau, acordar em um dia de semana ao lado de Christian Grey. Como foi que isso aconteceu? Fecho os olhos e cochilo.
— Vamos, dorminhoca, acorde. — Christian se inclina sobre mim. Está barbeado e limpo... Hum, ele cheira tão bem. De camisa branca e terno preto, sem gravata; o CEO está de volta. — O que foi? — pergunta ele.
— Eu queria que você voltasse para a cama.
Ele entreabre os lábios, surpreso com a provocação, e sorri quase sem graça.
— Você é insaciável, Srta. Steele. Por mais que a ideia seja tentadora, tenho uma reunião às oito e meia, então preciso sair daqui a pouco.
Ah, dormi por mais uma hora ou algo assim. Merda. Pulo da cama, e Christian ri.
* * *
TOMO BANHO E me visto depressa, colocando as roupas que separei ontem: uma saia-lápis cinza, camisa de seda cinza-clara e sapatos de salto pretos, tudo do meu guarda-roupa novo. Escovo e prendo o cabelo, então caminho até a sala de estar, sem saber muito bem o que esperar. Como vou até o trabalho?
Christian está tomando café no balcão. A Sra. Jones está na cozinha fazendo panquecas e bacon.
— Você está linda — murmura ele.
Passando o braço em volta de mim, ele me beija embaixo da orelha. Com o canto do olho, vejo a Sra. Jones sorrir. Fico vermelha.
— Bom dia, Srta. Steele — diz ela, servindo-me um prato de panquecas e bacon.
— Ah, obrigada. Bom dia — murmuro. Eu bem que poderia me acostumar com isso.
— O Sr. Grey me disse que a senhora vai levar algo para almoçar no trabalho. O que gostaria de comer?