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Cinquenta tons mais escuros [em Portugues]

Электронная книга - «Cinquenta tons mais escuros [em Portugues]». Краткое содержание книги:

Assustada com os segredos obscuros do belo e atormentado Christian Grey, Ana Steele poe um ponto final em seu relacionamento com o jovem empresario e concentra-se em sua nova carreira, numa editora de livros. Mas o desejo por Grey domina cada pensamento de Ana e, quando ele propoe um novo acordo, ela nao consegue resistir. Em pouco tempo, Ana descobre mais sobre o angustiante passado de seu amargurado e dominador parceiro do que jamais imaginou ser possivel. Enquanto Christian tenta se livrar de seus demonios interiores, Ana se ve diante da decisao mais importante da sua vida.
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Ele me dá um beijo rápido e sai de sua cadeira de capitão, seguindo para a frente do barco, onde se junta a Mac e começa a desenrolar as velas, a desatar cordas e a girar manivelas e polias. Eles trabalham bem em equipe, gritando vários termos náuticos um para o outro, e é comovente assistir Christian interagindo com outra pessoa de forma tão despreocupada.

Talvez Mac seja amigo de Christian. Ele não parece ter muitos amigos, até onde sei, mas bem, eu também não tenho. Pelo menos não aqui em Seattle. A única amiga que tenho está de férias, tomando sol em Saint James, na costa oeste de Barbados.

Sinto uma pontada súbita por Kate. Estou com mais saudade dela do que achei que sentiria quando ela partiu. Espero que mude de ideia e volte para casa com o irmão, Ethan, em vez de prolongar a viagem com Elliot, o irmão de Christian.

Christian e Mac içam a vela grande. Ela se infla assim que o vento toma conta dela, faminto, e o barco dá uma guinada brusca, acelerando. Posso senti-lo no timão. Uau!

Eles começam a abrir a vela de proa, e eu a observo, fascinada, subir o mastro. O vento a atinge em cheio, esticando-a.

— Segure firme e desligue os motores! — grita Christian para mim por sobre o barulho do vento, fazendo o sinal. Mal posso ouvir sua voz, mas aceno com entusiasmo, olhando para o homem que amo, eufórico em meio ao vento, segurando-se por causa do balanço do barco.

Aperto o botão, o rugido dos motores cessa e The Grace segue em direção à península Olympic, cortando as águas como se estivesse voando. Quero gritar e celebrar: com certeza esta é uma das experiências mais emocionantes da minha vida, exceto talvez pelo planador, e quem sabe o Quarto Vermelho da Dor.

Uau. Este barco é rápido! Mantenho-me firme, segurando o timão, lutando contra o leme, e mais uma vez Christian está atrás de mim, as mãos sobre as minhas.

— E aí, o que está achando? — grita ele por cima do som do vento e do mar.

— Christian! É maravilhoso.

Ele abre um sorriso de orelha a orelha.

— Espere só até a bujarrona estar aberta. — Ele aponta com o queixo para Mac, que está desenrolando a tal bujarrona: uma vela de um vermelho-escuro muito intenso. Isso me lembra as paredes do quarto de jogos.

— Bela cor — grito.

Ele me lança um sorriso feroz e dá uma piscadela. Ah, é de propósito.

A vela se abre num estranho formato elíptico, acelerando o barco. E The Grace segue cortando as águas do estuário.

— A vela assimétrica. Para ganhar velocidade. — Christian responde à minha pergunta silenciosa.

— É incrível. — Não consigo pensar em nada melhor para dizer.

Estou com o sorriso mais idiota estampado no rosto ao furarmos a água, rumo à maravilha que são as montanhas Olympic e a ilha de Bainbridge. Olhando para trás, vejo Seattle encolhendo, o monte Rainier a distância.

Nunca tinha notado como a paisagem de Seattle e seus arredores é selvagem e bonita: verde, viçosa e típica do clima temperado, árvores altas e penhascos se sobressaindo aqui e ali. É uma beleza primitiva, mas serena, numa maravilhosa tarde ensolarada que me tira o fôlego. A quietude é impressionante se comparada à velocidade com que cortamos a água.

— A que velocidade estamos agora?

— Uns quinze nós.

— Não tenho ideia do que isso significa.

— Mais ou menos vinte e oito quilômetros por hora.

— Só? Parece muito mais rápido.

Ele aperta minhas mãos, sorrindo.

— Você está linda, Anastasia. É bom ver um pouco de cor em suas bochechas... e não por estar envergonhada. Você está como nas fotos do José.

Eu me viro e lhe dou um beijo.

— Você sabe como agradar uma garota, Sr. Grey.

— Nosso objetivo é satisfazer, Srta. Steele. — Ele levanta meu cabelo e beija minha nuca, provocando arrepios deliciosos ao longo de minha coluna. — Gosto de ver você feliz — murmura, apertando os braços em volta de mim.

Fito a imensidão azul, perguntando-me o que fiz no passado para o destino ter sorrido para mim e me presenteado com esse homem lindo.

Sim, você é uma sortuda filha da mãe, meu inconsciente exclama. Mas você ainda tem um longo caminho pela frente. Ele não vai querer essa porcaria de baunilha para sempre... você vai ter que ceder. Mentalmente, fito seu rosto insolente e crítico, e descanso a cabeça no peito de Christian. Lá no fundo sei que meu inconsciente tem razão, no entanto, afasto o pensamento. Não quero estragar meu dia.

* * *

UMA HORA DEPOIS, estamos ancorados em uma enseada pequena e isolada da ilha de Bainbridge. Mac foi até a praia no bote inflável, fazer o quê, não sei, mas tenho minhas suspeitas, porque assim que Mac liga o motor de popa, Christian agarra minha mão e praticamente me arrasta para sua cabine, um homem com uma missão.

Ele para diante de mim, exalando sua sensualidade embriagante enquanto seus dedos habilidosos soltam depressa as tiras do meu colete salva-vidas. Christian o joga para um lado e me encara fixamente, os olhos escuros e dilatados.

Já estou completamente entregue e ele mal me tocou. Ele leva a mão até meu rosto, e seus dedos se movem para meu queixo, meu pescoço, meu colo, queimando-me com seu toque, até o primeiro botão da minha blusa azul.

— Quero ver você — sussurra ele e, com destreza, abre o botão. Inclinando-se, deixa um beijo suave em meus lábios entreabertos. Estou ofegante e ansiosa, excitada pela combinação poderosa de sua beleza envolvente, a sexualidade crua encarcerada nesta cabine e o balanço suave do barco. Ele chega para trás. — Tire a roupa para mim. — Suspira, os olhos em chamas.

Ah, meu Deus. Fico mais do que feliz em obedecer. Sem tirar os olhos dele, abro cada botão lentamente, saboreando seu olhar abrasador. Ah, isso é inebriante. Posso ver seu desejo, está evidente em seu rosto... e em outros lugares.

Deixo minha camisa cair no chão e alcanço o botão da calça jeans.

— Pare — ordena ele. — Sente-se.

Sento-me na borda da cama, e, em um movimento ligeiro, ele está de joelhos na minha frente, desamarrando o cadarço de um dos meus tênis, depois o outro, e então os tira, e depois minhas meias. Ele pega meu pé esquerdo e o levanta, dando um beijo suave embaixo do dedão, roçando os dentes nele.

— Ah! — gemo ao sentir o efeito que aquilo produz em minha virilha. Ele fica de pé e me levanta da cama.

— Continue — diz, afastando-se para me observar.

Abro o zíper e enfio os polegares no cós da calça, enquanto rebolo para deslizá-la pelas pernas. Um leve sorriso brinca em seus lábios, mas seus olhos permanecem escurecidos.

E não sei se é porque ele fez amor comigo esta manhã, e realmente quero dizer fez amor, com suavidade, gentileza, ou se foi sua declaração apaixonada — sim... amo —, mas não me sinto nada envergonhada. Quero ser sensual para esse homem. Ele merece isso, ele me faz me sentir sensual. Tá, é tudo novidade para mim, mas estou aprendendo sob sua tutela especializada. E bom, muito disso é novidade para ele também. O que equilibra as coisas entre a gente um pouco, acho.

Estou usando um dos conjuntos novos de calcinha branca de renda e sutiã combinando: itens de marca com uma etiqueta de preço condizente. Livro-me da calça jeans e fico ali diante dele, com a lingerie pela qual ele pagou, mas já não me sinto barata. Eu me sinto sua.

Abro o sutiã, deslizo as alças por meus braços e o deixo cair sobre minha blusa. Lentamente, tiro a calcinha, deixando-a escorregar até os tornozelos, e me desvencilho dela com um passo para o lado, surpresa com minha elegância.

De pé diante dele, estou nua e não me sinto envergonhada, e sei que é porque ele me ama. Não preciso mais me esconder. Ele não diz nada, apenas me olha. Tudo o que vejo é o seu desejo, sua adoração até, e algo mais, a profundidade de sua necessidade, a profundidade do seu amor por mim.

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