Cinquenta tons mais escuros [em Portugues]
- Автор: Джеймс Эрика Леонард
- Серия: Cinquenta Sombras #2
- Язык: португальский
- Жанр: Романы для взрослых
Электронная книга - «Cinquenta tons mais escuros [em Portugues]». Краткое содержание книги:
— O que houve? — pergunto. Ele tem uma expressão desagradável no rosto.
— Taylor acha que Leila entrou pela escada de emergência. Ela devia ter uma chave. Todas as fechaduras foram trocadas. A equipe de Taylor fez uma busca em todos os cômodos do apartamento. Ela não está aqui. — Ele faz uma pausa e passa a mão pelo cabelo. — Queria saber onde está. Mas ela conseguiu fugir de todas as nossas tentativas de encontrá-la, quando tudo de que precisa é ajuda. — Ele franze a testa, e meu ressentimento anterior desaparece. Envolvo-o em meus braços. Abraçando-me de volta, ele beija meu cabelo.
— O que você vai fazer quando encontrá-la? — pergunto.
— Dr. Flynn conhece um lugar.
— E o marido?
— Ele lavou as mãos. — O tom de Christian é amargo. — A família dela é de Connecticut. Acho que ela está completamente sozinha.
— Isso é triste.
— Tudo bem se todas as suas coisas ficarem aqui? Quero dividir o quarto com você — murmura ele.
Uau, mudança rápida de direção.
— Tudo bem.
— Quero que você durma comigo. Não tenho pesadelos quando estamos juntos.
— Você tem pesadelos?
— Tenho.
Aperto-o mais em meu abraço. Mais bagagem. Meu coração se comprime por ele.
— Eu estava só separando minha roupa para o trabalho amanhã — murmuro.
— Trabalho! — exclama Christian como se fosse um palavrão e me solta, me encarando.
— Sim, trabalho — respondo, confusa com sua reação.
Ele me olha com total incompreensão.
— Mas Leila... ela está solta por aí — ele faz uma pausa. — Não quero que você vá para o trabalho.
O quê?
— Isso é ridículo, Christian. Eu tenho que ir trabalhar.
— Não, você não tem.
— Eu tenho um emprego novo, do qual gosto. Claro que tenho que ir trabalhar. — O que ele quer dizer?
— Não, você não tem — repete ele, enfaticamente.
— Você acha que eu vou ficar aqui fazendo nada enquanto você sai por aí sendo o Mestre do Universo?
— Para falar a verdade... acho.
Ah, Cinquenta, Cinquenta, Cinquenta... dai-me forças.
— Christian, eu preciso trabalhar.
— Não, você não precisa.
— Sim. Eu. Preciso — falo bem devagar, como se ele fosse uma criança.
— Não é seguro. — Ele faz cara feia para mim.
— Christian... Eu preciso trabalhar para viver, e vou ficar bem.
— Não, você não precisa trabalhar para viver... E como você sabe que vai ficar bem? — Ele está quase gritando.
O que ele quer dizer? Que vai me sustentar? Ah, isso já é mais que ridículo. A gente se conhece há o quê... umas cinco semanas?
Ele está com raiva agora, seus olhos cinzentos tempestuosos e ligeiros, mas não estou nem aí.
— Pelo amor de Deus, Christian, Leila estava aqui, ao pé da sua cama, e ela não me fez mal nenhum, e sim, eu preciso trabalhar. Não quero ficar em dívida com você. E tenho que pagar o empréstimo da faculdade.
Ele pressiona a boca numa linha sombria, e eu coloco as mãos no quadril. Não vou abrir mão disso. Quem ele pensa que é?
— Não quero que você vá para o trabalho.
— Isso não depende de você, Christian. Não é uma decisão que você possa tomar.
Ele corre os dedos pelo cabelo e me encara. Os segundos passam, minutos até, enquanto fitamos um ao outro.
— Sawyer vai com você.
— Christian, não precisa disso. Você está sendo irracional.
— Irracional? — rosna ele. — Ou ele vai com você ou eu vou ser realmente irracional e vou prender você aqui.
Ele não faria isso, faria?
— Como, exatamente?
— Ah, eu dou o meu jeito, Anastasia. Não me force.
— Certo! — cedo, erguendo as mãos para acalmá-lo.
Puta merda... Meu Cinquenta Tons está de volta com todas as forças.
Ficamos ali, fazendo cara feia um para o outro.
— Tudo bem, Sawyer pode vir comigo se isso fizer você se sentir melhor — aceito, revirando os olhos.
Christian estreita os dele e dá um passo ameaçador em minha direção. Imediatamente, dou um passo para trás. Ele para e respira fundo, fechando os olhos e correndo as mãos pelo cabelo. Ah, não. Ele está realmente furioso.
— Quer dar uma volta pelo apartamento?
Uma volta? Você está brincando comigo?
— Tudo bem — murmuro com cautela. Mais uma mudança de direção... O Sr. Inconstante está de volta. Ele me estende a mão, e quando eu a seguro, ele aperta a minha com carinho.
— Não queria assustar você.
— Você não me assustou. Eu estava me preparando para correr — brinco.
— Correr? — Christian arregala os olhos.
— É brincadeira! — Caramba.
Ele me leva para fora do closet, e eu preciso de um tempo para me acalmar. A adrenalina ainda está correndo por meu corpo. Uma briga com Christian nunca deve ser encarada levianamente.
Ele faz um tour comigo pelo apartamento, mostrando os diferentes cômodos. Além do quarto de jogos e dos três quartos extras do andar de cima, fico boba ao descobrir que Taylor e a Sra. Jones têm uma ala só para eles, com cozinha, uma sala de estar espaçosa e um quarto para cada um. A Sra. Jones ainda não voltou da visita à irmã, que vive em Portland.
No primeiro andar, o cômodo que me chama a atenção é o que fica em frente ao escritório dele: uma sala com uma tevê de plasma enorme e vários videogames. É aconchegante.
— Então você tem um Xbox? — sorrio.
— Tenho, mas sou uma porcaria. Elliot sempre ganha. Foi engraçado quando você pensou que este era o meu quarto de jogos. — Ele sorri para mim, seu acesso de raiva já esquecido. Graças a Deus ele está recuperando o bom humor.
— Que bom que você me acha engraçada, Sr. Grey — respondo, arrogante.
— Você é, Srta. Steele, quando não está sendo irritante, claro.
— Normalmente sou irritante quando você é irracional.
— Eu? Irracional?
— É, Sr. Grey. Irracional poderia ser seu nome do meio.
— Não tenho nome do meio.
— Então Irracional funciona direitinho.
— Acho que é uma questão de opinião, Srta. Steele.
— Gostaria de ouvir a opinião profissional do Dr. Flynn.
Christian sorri.
— Pensei que Trevelyan fosse seu nome do meio.
— Não. Sobrenome. Trevelyan-Grey.
— Mas você não usa.
— É muito longo. Venha — ordena ele.
Saio com ele da sala da tevê, atravessamos a sala de estar e o corredor principal, passando pela despensa e por uma adega impressionante, até chegarmos ao escritório grande e bem equipado de Taylor. Ele fica de pé assim que entramos. A sala é espaçosa o suficiente para uma mesa de reuniões com seis lugares. Acima de uma escrivaninha, há uma parede cheia de monitores. Não tinha ideia de que o apartamento tinha circuito interno de segurança. Aparentemente, ele controla a varanda, a escada, o elevador de serviço e o saguão.
— Oi, Taylor. Estou só mostrando o apartamento a Anastasia.
Taylor faz que sim com a cabeça, mas não sorri. Eu me pergunto se ele também levou uma bronca, e por que ainda está trabalhando. Quando sorrio para ele, ele acena com a cabeça educadamente. Christian segura minha mão mais uma vez e me leva até a biblioteca.
— E, claro, você já esteve aqui. — Christian abre a porta e eu dou uma olhada para o feltro verde da mesa de bilhar.
— Vamos jogar? — pergunto.
— Está bem. — Christian sorri, surpreso. — Você já jogou antes?
— Algumas vezes — minto, e ele estreita os olhos, inclinando a cabeça.
— Você é uma péssima mentirosa, Anastasia. Ou você nunca jogou antes ou...
— Com medo de um pouco de competição? — Passo a língua de leve pelos lábios.