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Cinquenta tons mais escuros [em Portugues]

Электронная книга - «Cinquenta tons mais escuros [em Portugues]». Краткое содержание книги:

Assustada com os segredos obscuros do belo e atormentado Christian Grey, Ana Steele poe um ponto final em seu relacionamento com o jovem empresario e concentra-se em sua nova carreira, numa editora de livros. Mas o desejo por Grey domina cada pensamento de Ana e, quando ele propoe um novo acordo, ela nao consegue resistir. Em pouco tempo, Ana descobre mais sobre o angustiante passado de seu amargurado e dominador parceiro do que jamais imaginou ser possivel. Enquanto Christian tenta se livrar de seus demonios interiores, Ana se ve diante da decisao mais importante da sua vida.
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— Quer subir a bordo? — pergunta ele, os olhos brilhantes, animados.

— Sim, por favor. — Sorrio.

Ele parece contente e, segurando minha mão, caminha até a pequena prancha, conduzindo-me a bordo. Chegamos a um convés sob um toldo rígido.

De um lado há uma mesa e um banco em forma de U forrado de couro azul-claro que deve acomodar pelo menos oito pessoas. Dou uma olhada através das portas de correr para o interior da cabine e levo um susto ao perceber que tem alguém lá dentro. Um homem alto e louro abre as portas e emerge: bronzeado, o cabelo encaracolado e os olhos castanhos, ele está vestindo uma camisa polo rosa desbotada de manga curta, bermuda e mocassins. Deve ter uns trinta anos.

— Mac. — Christian sorri.

— Sr. Grey! Bem-vindo de volta. — Eles apertam as mãos.

— Anastasia, este é Liam McConnell. Liam, minha namorada, Anastasia Steele.

Namorada! Minha deusa interior dá um passo rápido de balé. Ela ainda está toda boba com o conversível. Tenho que me acostumar. Não é a primeira vez que ele diz isso, mas ouvi-lo ainda é emocionante.

— Como vai? — Liam aperta minha mão. — Pode me chamar de Mac — diz ele calorosamente, e não consigo identificar de onde vem seu sotaque. — Bem-vinda a bordo, Srta. Steele.

— Pode me chamar de Ana, por favor — murmuro, corando. Ele tem olhos castanhos profundos.

— Como ela está, Mac? — Christian nos interrompe depressa, e, por um momento, acho que está falando de mim.

— Prontinha para mandar ver, senhor. — Mac sorri. Ah, o barco, The Grace. Sua bobinha.

— Vamos lá, então.

— Vai sair com ela?

— Vou. — Christian lança um sorriso breve para Mac. — Quer fazer um tour rápido, Anastasia?

— Sim, por favor.

Eu o sigo para dentro da cabine. Bem em frente a nós há um sofá em L de couro creme e, acima dele, uma janela enorme e curva oferece uma vista panorâmica para a marina. À esquerda fica a cozinha, muito bem equipada, toda em madeira clara.

— Este é o salão principal. E a cozinha ao lado — diz Christian, fazendo um gesto com a mão na direção da cozinha.

Ele pega minha mão e me leva pelo salão principal. É surpreendente, de tão grande. O chão é forrado com a mesma madeira clara. Tem um ar moderno e elegante, transmitindo uma sensação leve e arejada, mas é tudo muito funcional, como se ele não passasse muito tempo ali.

— Banheiros dos dois lados. — Christian aponta duas portas, em seguida, abre uma porta pequena e de formato estranho diante de nós e entra num cômodo. É um quarto de luxo. Ah...

Uma cama king size, lençóis de linho azul-claro e madeira clara, exatamente como seu quarto no Escala. É evidente que quando Christian escolhe um padrão, permanece fiel a ele.

— E aqui, a cabine principal. — Ele me encara, os olhos cinzentos brilhando. — Você é a primeira garota que vem aqui, tirando as da família. — Ele sorri. — Elas não contam.

Fico vermelha sob seu olhar abrasador, e meu pulso acelera. Sério? Mais uma primeira vez. Ele me puxa para seus braços, os dedos enrolados em meu cabelo, e me beija com força por um longo tempo. Quando me solta, estamos os dois sem fôlego.

— Talvez a cama tenha que ser batizada — sussurra em minha boca.

Ah, no mar!

— Mas não agora. Vamos, Mac deve estar zarpando.

Ignoro a pontada de decepção quando ele pega minha mão e me leva de volta pelo salão. Ele indica outra porta.

— O escritório, e ali na frente, mais duas cabines.

— Quantas pessoas podem dormir a bordo?

— Seis. Mas nunca trouxe mais ninguém além da família. Gosto de velejar sozinho. Mas não com você aqui. Preciso ficar de olho em você.

Ele abre uma gaveta e puxa um colete salva-vidas de um vermelho berrante.

— Aqui — passando-o por sobre minha cabeça, ele aperta as tiras, um leve sorriso brincando em seus lábios.

— Você adora me amarrar, não é?

— De todos os jeitos — responde ele, com um sorriso maldoso.

— Você é um pervertido.

— Eu sei. — Ele ergue as sobrancelhas e amplia o sorriso.

— Meu pervertido — sussurro.

— Sim, seu.

Uma vez que está bem preso, ele segura as laterais do colete e me beija.

— Para sempre. — Suspira e me solta antes que eu possa responder.

Para sempre! Puta merda.

— Venha. — Ele pega minha mão e me leva para fora. Nós subimos alguns degraus e chegamos ao convés superior, onde uma cabine pequena abriga um timão grande e um banco alto. Na proa do barco, Mac está mexendo nas cordas.

— Foi aqui que você aprendeu todos os seus truques com cordas? — pergunto a Christian inocentemente.

— Nós de marinheiro são bem úteis — responde ele, avaliando-me. — Srta. Steele, você parece curiosa. Gosto de você curiosa. Eu ficaria mais do que feliz em demonstrar o que posso fazer com uma corda. — Ele sorri para mim, e eu o encaro de volta, impassível, como se ele tivesse me chateado.

A decepção em seu rosto é aparente.

— Peguei você — sorrio.

Sua boca se contorce e ele aperta os olhos.

— Talvez eu tenha que dar um jeito em você mais tarde, mas agora preciso conduzir meu barco. — Ele se senta aos controles, aperta um botão e liga os motores barulhentos.

Mac volta correndo pela lateral do barco, sorrindo para mim, e salta para o convés lá embaixo, onde começa a desatar um nó. Talvez ele também conheça alguns truques com corda. A ideia indesejada invade minha cabeça, e fico vermelha.

Meu inconsciente me encara. Mentalmente, dou de ombros para ele e olho para Christian. Culpa dele. Ele pega o fone e fala com a Guarda Costeira enquanto Mac grita que estamos prontos para partir.

Mais uma vez, fico espantada com a competência de Christian. Não há nada que esse homem não possa fazer? Então me lembro de sua tentativa sincera de cortar e picar um pimentão em meu apartamento na sexta passada. O pensamento me faz sorrir.

Lentamente, Christian conduz The Grace para fora do ancoradouro e em direção à entrada da marina. Atrás de nós, uma pequena multidão se reuniu junto às docas para assistir a nossa partida. Crianças pequenas acenam, e eu aceno de volta.

Christian me olha por sobre o ombro e, em seguida, coloca-me entre suas pernas e aponta os vários mostradores e dispositivos no painel.

— Pegue o timão — ordena ele, mandão como sempre, mas obedeço.

— Sim, sim, capitão! — Dou uma risadinha.

Colocando as mãos confortavelmente sobre as minhas, ele continua a conduzir o barco para fora da marina, e, em poucos minutos, estamos em mar aberto, nas águas frias e azuis do estuário de Puget. Longe do abrigo do muro de proteção da marina, o vento é mais forte, e o mar sussurra e se agita abaixo de nós.

Não consigo parar de sorrir, sentindo a empolgação de Christian: é tão divertido. Fazemos uma curva aberta e seguimos em direção ao oeste, para a península Olympic, o vento atrás de nós.

— Hora de velejar — diz Christian, animado. — Aqui, sua vez. Mantenha-a neste curso.

O quê? Ele sorri, vendo o pavor estampado em meu rosto.

— Baby, é muito fácil. Segure o timão e mantenha os olhos no horizonte, sobre a proa. Você vai se sair muito bem, como sempre. Quando as velas subirem, você vai sentir uma puxada no timão. Apenas segure firme. Quando eu fizer assim — e ele faz um sinal com a mão como se estivesse cortando a garganta —, você pode desligar o motor. Este botão aqui — aponta um grande botão preto. — Entendeu?

— Entendi. — Aceno com a cabeça freneticamente, sentindo-me em pânico. Meu Deus, achei que eu não fosse ter que fazer nada!

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